Demorou, mas chegou! \o/
Espero não decepcionar ^^''''''''''''
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Guerra dos Sonhos - Parte III (DarkLady)
Criação e Criadora
- Então você foi o personagem principal da primeira história dela?
- Fui sim. – respondeu Colt, deitado confortavelmente. – Faz um bom tempo...
- Uma história que ela terminou. – riu Marcos, enquanto brincava com um d20 na mão direita. – É quase impossível de acreditar.
- É... Aquela jovem sempre tem problemas em suas criações. Início, meio, final... Sempre há pelo menos um deles faltando.
- Minha história tá meio empacada... O pessoal pediu pra eu falar com ela, ver quando que o projeto vai andar...
- Cuidado, meu jovem. – o enorme dragão branco coçou o queixo com uma das patas. – Ela andava falando de coisas muito estranhas esses dias. O trabalho de um tal de Pascal, a prova desse indivíduo... Sem contar uns quatro finais que ela disse que tinha de fazer. Sabe se ela está escrevendo novas histórias?
- Não é esse tipo de final... Eu sei como ela se sente...
O jovem abaixou a cabeça, tristemente. Afinal, era ele também um universitário. Naquele instante, uma música começou a tocar, vinda do bolso da calça dele.
- Ih, o celular, peraê... – ele puxou o aparelho do bolso.
- Celular? – estranhou Colt, aproximando o rosto da “coisinha prateada”. – O que é isso?
- Já te explico, só um momentinho... – Marcos atendeu a chamada. – Oi. Diga, Mari. Quê? Logo agora? Poxa, eu tô conversando com o Colt... T...Tá, tá bom, calma! Tô indo já. Te amo. Beijo. Tchau.
- Mulheres... – riu.
- Se fosse só ela... – respondeu, enquanto guardava o celular no bolso. – O pessoal tá pedindo pra jogar.
- É aquele jogo que você me falou, um tal de... RPG, não é?
- É sim. Acho que teremos de terminar a nossa conversa uma outra hora, então. Até a próxima, Colt!
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Batidas na porta. A Dama das Trevas caminha vagarosamente até a porta, com uma expressão visivelmente irritada.
- Guga, eu já disse que...
Ela interrompeu a fala no meio. Aquele não era seu sobrinho. Era um homem magro, trajando roupas simples. Trazia em sua mão um pergaminho selado.
- Quem é você, e o que quer? – disse ela, de maneira um tanto quanto rude. – Estou ocupada.
- Me perdoe, milady, mas o senhor Gehenna pediu-me para entregar-lhe isto. É um convite para uma festa.
- Uma festa? Deixe-me ver.
A dama pegou o pergaminho que o homem lhe estendera, e abriu o selo. No instante em que começou a ler as palavras, uma estranha sonolência se abateu sobre a jovem. Ela sentiu como se estivesse adormecendo, e ao mesmo tempo...
- Desperte, minha Dama das Trevas... – disse Sombra, sorrindo por detrás de seu disfarce. – Desperte...
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- Colt? Faz muito tempo que não o vejo assim.
- Minha Dama! Há muito não a vejo sair de sua casa! O outro, quem é? Seu amigo?
- Ele? – a dama voltou seu olhar para Sombra por um instante. – Sim, um amigo... – ela fitou o dragão novamente. – Eu preciso de um favor, meu caro.
- Diga, então.
- Traga os exércitos de Draconia para Contonópolis. Temos uma guerra em andamento.
- Uma... guerra? Milady, eu não estou...
“Apenas faça.”
O dragão pôs-se de pé rapidamente. Aquela voz entrara diretamente em seus pensamentos. Ele nunca ouvira aquela voz antes, mas ainda assim, ela lhe inspirava terror. E naquele plano, apenas uma pessoa poderia lhe causar aquela sensação. Não, não uma pessoa... Uma deusa.
- Mystina! – ele rosnou. – Deixe-a em paz!
“Quem é você para me dar ordens, Colt? Você é apenas um personagem. Eu sou criação, e também sou criadora. Acha que pode me impedir?”
Um colar se formou em volta do pescoço de Colt, que urrou ao reconhecer aquele formato. Pouco a pouco, numa dolorosa transformação, ele foi assumindo a forma de um humano. Estava revivendo tudo aquilo... Outra vez.
- Já chega, minha dama. Ele já sofreu o suficiente.
“É o que acha, Sombra? Você se contenta com tão pouco...”
Os dois desapareceram. Colt esforçava-se para se manter de pé. Sua mente, agora livre do medo que aquela mulher lhe impunha, trabalhava agilmente. Ele precisava avisar alguém. Precisava de ajuda. E precisava impedir essa guerra. A passos lentos, ele caminhou em direção a um dos vários portais que haviam ali. Um portal que lhe levaria para um outro plano. Um portal que o levaria até seu amigo. “Marcos...”