Amigos, desculpe-me fazê-los esperar.
Minha parte finalmente está pronta e (mal) revisada.
Aceito sugestões, críticas, opiniões e qualquer comentário ^^"
Aliás, eu preparei uns comentários aqui no Word sobre cada parte em sua singularidade e sobre o conjunto da obra, mas postarei só daqui uns dias

Sem mais delongas;
A Guerra dos Sonhos – Parte V
Os Aliados
Ermel era o aliado perfeito para Ronaldo. O Rei Sapo conheceu todos os segredos e runas antigas de Contonópolis quando foi Magistrado. Em posse desses conhecimentos, a saúde do Reino estava à beira de colapsar.
Usando-se dos conhecimentos do veterano anfíbio, Ronaldo driblaria mais facilmente os percalços das páginas ocultas, mas por alguma razão, o trajeto realizado era sinuoso e descontínuo. E foi em uma dessas curvas que eles avistaram uma série de dragões rasgando os céus em alta velocidade, todos migrando para uma mesma direção.
– Para onde eles estão indo, Ermel?
– Não tenho certeza.
– Nós não parecemos estar no mesmo trajeto que eles...
– Provavelmente são os Dragões de Draconia se dirigindo para o Palácio de Contonópolis, mas esse não é jeito mais rápido de chegarmos lá. Ademais, não me parece sábio estar na mesma rota que tantos dragões.
– Qual caminho estamos fazendo?
– Vamos pelas Ices Vortex Mountains.
– Por quê?
– Há um portal por lá que nos remeterá diretamente para as proximidades do palácio. E outra... Eu sou um sapo, se tiver de ir pulando daqui, passando por vulcões e terras quentes, chegarei lá assado, desidratado.
– Certo, os dois argumentos fazem sentido. Rumemos ao portal então.
Ermel e Ronaldo continuam a trilha até as referidas montanhas. Enquanto isso, não muito, muito longe dali, os intrépidos Daniele e Sean começam a sentir um pouco do cansaço e do fardo de suas missões.
– Sean, eu fico pensando... Sempre quis protagonizar uma história, sempre quis receber todas as glórias. Mas acho que nunca pensei em como poderia ser difícil passar por todo o enredo até chegar aos momentos finais.
A aspirante a fada sentiu sua visão ficar túrgida e deixou que essa turgidez escorresse por seu rosto até que o irlandês, com um gesto de carinho, interceptava as lágrimas de sua companheira enquanto dizia:
– Vai ficar tudo bem. Está tudo acontecendo muito rápido, mas você não vai querer que no final do conto você seja lembrada como a Fada das Lágrimas, vai?
– É...Não.
– Então vamos enxugar esse rosto e prosseguir.
– Ai, Sean. Você sabe... Estamos carregando o futuro de Contonópolis nessa mochila. Tudo depende do nosso sucesso, dessa arma, do patuh’a, desse martelo e de nós.
– Calma, Dani, calma. Você só está abalada. Logo ali na frente tem uma taverna onde podemos descansar um pouco antes de prosseguirmos.
– Ah, não! Não podemos parar por conta das minhas besteiras. Vamos seguir em frente.
– Não tem problema parar por cinco minutinhos. Você não vai conseguir concluir sua missão se estiver abalada e fraca, vai?
Com essas palavras, Daniele esboçou um sorriso e aceitou a proposta. Em poucos minutos eles estavam na Taverna do Lorde Asriel, muito conhecida por ter as melhores bebidas de Contonópolis.
Como de costume, por ali estavam figuraças como Lorde Seth, 3lik4r, Coffey, Yuskeleton e outros. Mas o próprio Asriel não estava no local. Em seu lugar, atrás do balcão, estava Faprasem, que não tardou a oferecer uma mesa aos viajantes:
Fapra: Por favor, sentem-se. Em que posso lhes ajudar?
Sean: Gostaríamos de vinho.
Fapra: É pra já.
Faprasem vira-se de costas e, em alto e bom tom, pede para que Chucro sirva duas taças do melhor vinho naquela mesa.
Daniele: O senhor é muito gentil...
Fapra: Servimos bem para servir sempre!
Daniele: ... Mas que mal eu lhe pergunte, onde está o Lorde Asriel?
Fapra: Meu primo teve de viajar e pediu para eu dar uma forcinha a ele.
Assim começou uma extensa conversa que terminou em algumas exclamações:
Fapra: Aaaaaah, então deve ser por isso que meu primo viajou tão depressa!
Sean: Daniele, Asriel é conhecido por ser um homem de muitos contatos. Certamente ficou sabendo da guerra que estava por vir.
Àquela altura, não havia mais nenhum cliente na taverna que não Sean e Daniele.
Fapra: Tire já esse avental, Chucro. Vamos rumar para o Palácio!
Daniele: Sean, muito obrigado. Eu precisava mesmo desse descanso.
Sean: Por nada.
Daniele: Mas, por favor, lembre-me de nunca mais acreditar nos seus cinco minutinhos.
Após passar o cadeado na Taverna, Daniele, Sean, Fapra e o destemido Chucro retomam a viagem.
Leitores, agora convido-lhes a levarem vossos olhares para o Palácio de Contonópolis. Por lá estão o rei e as rainhas – desavisados dos pormenores – debatendo aos pés da Great Ent Entree – graal da sabedoria e da mana do Reino – as pautas do mês seguinte.
Elara: Acho que é isso por hoje, né?
Nasti: Nham, então acho que vou desenhar um pouco.
Dahak: Hun... Vou pegar minhas bolas e treinar!
Elara: LOL!
Dahak: Amanhã continuaremos, ok?
Nasti: Por mim, tudo bem.
Elara: Idem.
A reunião era prevista para durar muito mais. Entretanto, nenhum dos Magistrados quis comentar, mas todos sentiram um mal estar que não puderam explicar.
Desculpem-me pela incisão abrupta, mas retomando o foco, lá pela página cinco, a Torre Sombria recebe uma saudosa visita: Lobo Branco.
Roxane, Athos e Afonso se sentem lisonjeados ao se depararem com tão ilustre contista.
Lobo: Onde essstá meu amigo Gehenna-que-já-foi-SSombra? Trouxe-lhe um pequeno infortúnio que encontrei espionando nos arredores da Torre.
Lobo se referia a um gatinho negro e morto que estava em suas mãos...