Nesse parágrafo minha resposta é como na primeira página da dicussão: Século XIX neles. Sabe como Nova York desfez os guetos que se espalhavam por ela, no século XIX (Aqueles guetos do filme Gangues de Nova York, pra quem não tá situado)? Com artilharia naval. É inegável a eficácia do método. E a casa não caiu.
Ou seja: Que morram. E a casa caiu, sim, me muitos outros casos. Num deles foi o voto de negros.
e eles tinham um sistema muito semelhante ao que proponho.
Não vejo maior semelhança nesse caso. Por favor, discrimine, exatamente, onde se assemelham, citando a legislação desses países, e a constituição dos órgãos políticos, para que eu possa ver a semelhança.
E o século XX foi um dos mais insanos da nossa história, talvez o mais.
Com base em que você pode dizer isso?
Até lá, seus interesses serão representados no voto de seus pais. Se seus pais não tiverem direito a voto, seus interesses serão representados no voto de seu patrão.
Você está fugindo da pergunta. O regime democrático me permite que meus interesses sejam regidos por mim mesmo, da forma que eu desejar. O seu regime cria vários intermediários nesse sentido. E outra coisa, um caso concreto... Eu desejo ter direito a greve. Meu patrão, empresário, não quer. Onde está o meu interesse representado pelo voto? Ou ele vai me perguntar: “Você quer que eu vote em quem?” O que garante que aja uma covergência de interesses?
Apliquem-se as dinâmicas do livre mercado na sociedade. E quem se revoltar, Século XIX neles.
De novo, essa frase... O que eu vejo é um regime, no mínimo, cruel, em quem não pode haver oposição. Um depotismo. Isso, ao menos, a democracia admite.
E já disse o, como você frisou, sábio sir Winston Spencer Churchill: “A democracia é o pior regime, exceto todos os outros”.
E mesmo que o quisesse, vale lembrar NOVAMENTE que meu sistema é inspirado no Parlamento Inglês Pós Revolução Gloriosa.
Eu não notei maiores semelhanças. No caso de haverem me escapado, permita recordar ao senhor que esse parlamento foi o mesmo que teve de lidar com todos os movimentos para que crianças e mulheres não trabalhassem em condições de insalubridade sub-humanas. Grávidas, freqüentemente, tinham de passar dezesseis horas em pé, por um salário miserável. Enfim, o regime que enfrentou revoluções e agitações sociais consideráveis no seu adorado século XIX.
Ainda será um governo da maioria, mas da maioria preparada para o voto.
Errado. Será um governo de uma minoria que detêm direitos políticos. O governo de uma maioria seria o qual, após as devidas reformas, a população, de fato, tivesse liberdade para escolher seus líderes. O seu regime, como proposto, me parece muito mais com a república Veneziana do que com um suposto parlamento inglês.
Você fala de desigualdade entre desiguais como princípio essencial
Exato. Falo como um dos princípios essenciais que regem a nossa Constituição, contra o qual você se revolta, e que foi admiravelmente traduzido por Ruy Barbosa.
justifica-se eu poder votar porque contribuo mais e tenho formação melhor, e ele não, porque contribui menos e tem metade do ensino primário.
Confusões suas. Você vota porque, quando nasceu em território brasileiro, recebeu, gratuitamente, direitos políticos, assim como todos os outros. Agora, em certos aspectos o Estado deve agir tratando designadamente os desiguais, de forma que ambos alcancem o pleno exercício de seus direitos. Um dos direitos, elencados no Art. 5° da constituição Federal, é a prestação jurisdicional. Ora, você pode pagar um advogado. Mas X não pode. Ambos tem o direito. Por tais motivos, com seus impostos, será pago um servidor que poça agir junto aos que não podem constituir um representante legal, que é o defensor público. Você não pode se valer dele, porque pode pagar por um advogado. Essa é a essência que vejo nesse princípio.
E na sua democracia, o meu representante vai ser 1 entre 10, ou 20, que foram eleitos na base do "vota em mim que eu boto asfalto na tua rua", "vota em mim que faço showmício do Bello".
Montiliard, nas democracias ditas substanciais, onde a população tem consciência do poder do voto, e cujo maior exemplo são os países do velho mundo e alguns outros, eles jamais se elegeriam com essa promessa. A questão é que nos enfrentamos problemas estruturais dentro da sociedade, que tornam esse tipo de excrescência comum. A culpa é da democracia? Ela é falha? Não creio.
Uma coisinha sobre os gregos, vc sabe muito bem q eles mandavam essa de democracia, mas nao era todo mundo que votava não, hein! Vai ver por isso que deu tão certo!
E qual seu conceito de certo, Montiliard? Se for aquele que votam os oligarcas, ai está, eu não discordo de você. Agora eu não acho que nós olhamos para um Estado e falamos “oh, está errado, vamos mudar”, impingindo a fórceps uma mudança. Para mim a coisa funciona de forma que a sociedade evolui, e de acordo as suas transformações e peculiaridades de cada época. Nesse ponto, o Estado grego surge como peculiar a sua época.
Meu estado não é Louis XIV dizendo "L'etat c'est moi", meu estado é uma monarquia parlamentarista ao estilo inglês, na época pós revolução gloriosa.
Discordo. O seu Estado parece muito mais com a República de Veneza, onde os comerciantes oriundos de famílias de posses formavam o complicado e burocrático governo desse Estado. É uma plutocracia. O regime ao qual você se refere já possuía, a época, algumas coisas que garantiam ao indivíduo algumas liberdades face o Estado. Tais matérias estão elencadas na Magna Carta e na legislação esparsa do parlamento, bem como nos Costumes. Ele era democrático? Não, não era. Tinha um caráter oligárquico? Sim, tinha. Mas oferecia ao indivíduo algumas condições face as barbaridades eventualmente praticadas pelo Estado.
Porque eu quero isso tudo? Porque eu sou contra wellfare state, sou contra o governo dar ajuda aos que não têm como se sustentar, para que eles tenham seus 8 filhos...meu deus, cada 2 fazem 8, é simples de se ver que isso tem que parar. E uma podemos parar com isso, parando com os subsídios que se dão para que isso ocorra. Livre competição. Se o único serviço q vc pode fazer, todo mundo faz, a remuneração dele será barata...se vc não consegue se sustentar com o que você pode fazer...que vá à "falência". Não quero ganhar biscoitos, quero que parem de tirar os meus pra dar pros outros.
Você sabe o que vem a ser o wellfare state, o estado do bem estar social? Se sabe, certamente entende que o nosso sistema não abraça essa tese. E também podemos parar esse movimento simplesmente educando essa população. Quanto a essa tese de livre competição, ela me parece defender que o status quo de um grupo seja mantido contra outro, que não pode aceder a esfera da cidadania.
Vou reforçar uma frase anterior: Eu quero que as pessoas sejam livres. Livres até pra morrer de fome. Que pensamento mais feudal achar que o governo tem que proteger seus subordinados.
Primeiro, isso não é pensamento nem feudal. É alguma loucura. Nós não somos “subordinados”, somos cidadãos e pessoas dotadas de direitos. Segundo: Eu abraço a concepção que a liberdade pra quem está morrendo de fome não tem valor nenhum. É preciso haver condições para que se exerça essa liberdade. E o que você propõe, a meu ver, é que a pessoa seja livre para escolher o que quiser, desde que aceite morrer de fome. Não há escolha nenhuma, porque a maioria não participa do processo político. A sua liberdade é uma esmola, a que o Estado Democrático defende é um direito inerente a todos os seus cidadãos, e mesmo aos que não tem direitos políticos; neles a liberdade se insere como um direito de todo ser humano, bem como as condições para seu exercício.
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Lune, eu receio não ter entendido a mensagem.



Bons tempos aqueles em que você podia por um satã travesti num desenho de criança.











