Crônicas de Contonópolis: A Guerra dos Sonhos

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Crônicas de Contonópolis: A Guerra dos Sonhos

Mensagempor Lady Draconnasti em 22 Fev 2008, 22:49

Favor, só tomem cuidado pra isso não virar um Yrion *se contorce ao dizer esse nome*
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Mensagempor Malkavengrel em 23 Fev 2008, 01:00

*Contorce-se junto*
Acho q as propostas são um pouco diferentes nasti.

Aqui jah temos os personagens e temos algo para trabalhar, sem contar nos contistas fixos. O que temos que cuidar aqui é para que todos continuem coesos e q todos postem na mesma frequencia.

O que tem que se evitar é colocar novos personagens, principalmente personagens atuantes. A moça da padaria seria bem vinda, mas Um cavaleiro que Veio combater o mal que dura do 27º até o 43º capitulo, já não é bem vindo.

Acho q no mais é isso.
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Mensagempor Lady Draconnasti em 23 Fev 2008, 20:01

Refresca minha memória: de onde foi esse cavaleiro?
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Mensagempor Malkavengrel em 23 Fev 2008, 20:10

Foi apenas um exemplo. ¬¬

Enfim, a questão eh apenas cuidado nasti, caso contrario isso vai virar uma confusão.
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Mensagempor Dahak em 24 Fev 2008, 17:40

Sem mais picotes da minha parte, trouxe minha réplica sobre os comentários recebidos.

Nasti, conte-me qual homem não curtiria uma poligamia?
XD

Sobre o Chucro, eu pensei em fazê-lo derrubar algo em alguém, mas desisti de última hora :linguinha:

Beijão.


Ermel, fico muito feliz que tenha curtido.
Também tou curioso para ver onde vai dar ^^"

Abraço.

Lobo, ouvir tal elogio me faz sentir que atingi meu objetivo =D
Queria mesmo me aproveitar do vasto leque de personagens que me foi proporcionado dentro de um espaço não muito grande.

Desculpe-me pela falta de alguns "/

Sobre sua forma, minha cabeça te desenhou na forma humana para o encontro com o pessoal da Torre, lol.

Por fim, anotei a sugestão sobre os diálogos. Tentarei tomá-los mais daquela forma mesmo.

Abraço.


Gehenna, desculpe-me mas eu não tinha me ligado sobre o Loki.
Não me ocorreu esse tipo de transformação. Apeguei-me mais ao fato de usá-lo para introduzir o Lobo mesmo, hauahauahaua (soo péssima essa frase:P)

Meu maior medo era cometer uma gafe como a da Márcia.
LOL. Mas foi culpa minha, porque ela não estava nas minhas anotações junto com os outros, mas na hora de escrever eu quis dar uma de gostoso e colocar mais nomes ¬¬
Paguei o preço XD

Considere-a tirada da minha parte. Vou editar assim que postar esses comentários.

Desculpe-me pela ausência de alguns.

A retratação do diálogo entre a Nasti, a Elara e eu era para se assemelhar ao clima despojado que rolam nossas muitas reuniões.
=)

Obrigado pelos comentários. Abraço.

Elara, fico muito contente que você tenha gostado.
Tentei mesmo aplicar um pouco de humor ao conto, mas acho muito difícil consegui-lo. Não tenho essa veia muito afiada, logo, ouvir qualquer tipo de elogio acerca disso me deixa muito contente.

Aah, eu não podia deixar de lado o saudosismo, tinha de trazer meus amigos Ices Vortex Mountais e Great Ent Tree pro conto XD

Chero.

Nasti, qual comentário do HdT?

Beijão.

Malka, espero ter podido ajudar com minhas impressões ^^"

Obrigado pelos elogios e saiba que tenho certeza que sua parte será formidável.

Abraço.


*Fazendo uma poção pra espantar os fantasmas de Yrion*
XD
Essa galerinha é ponta firme, o conto tá a salvo \o/

[Modo Allef On] Abracço a todos. [Modo Allef Off]
lol

Dahak Out
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Mensagempor Lady Draconnasti em 24 Fev 2008, 17:56

Nasti, conte-me qual homem não curtiria uma poligamia?


No meu atual estado de humor, eu não saberia responder isso sem xingar aluem, meritíssimo. Tudo o que eu sei é que eu quero matar um certo promotor vestido com roxo, preto e babadinhos ridículos.

Nasti, qual comentário do HdT?


*procurando o HdT*

Achei!

- Hum... Aí nem com Viagra, né?


Maiores detalhes aqui
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Mensagempor Malkavengrel em 26 Fev 2008, 01:47

Vamos lá, como prometido na terça-feira.
Usei algumas inter-textualidades de fora do forúm mas não atrapalharam em nada.
Espero que tenha conseguido manter o nivel.

Vamos lá.


Guerra dos Sonhos – Parte VI
Últimos Momentos de Paz


Quando o som de batidas invadiu a sala, o jovem estava dormindo no sofá de couro negro. Sentia-se fraco, e em parte sujo. Ele havia chego de viagem durante a madrugada, e ali estava com a roupa que usara no dia anterior. Escutou o novo som de batidas e lembrou porque havia acordado. Tateou desesperadamente pelos óculos, e, quando os achou, levantou-se cambaleando e apoiando-se nos objetos.

“Só um minuto”, falou o jovem, “Acabei de acordar”.

Removeu a camiseta com as escrituras de onde passara suas ultimas férias. Molhou um pouco o rosto marcado pelas olheiras profundas. “Droga!”, pensou, “Parece que estou de porre, e nem bebi.”.

Pegou a primeira camisa que achou, e colocou sem olhar. Com a maior velocidade, que sua situação lhe permitia, se dirigiu a porta. Percebeu que não mais ziguezagueava pela sala, mas a dor de cabeça era intensa. Antes de abrir a porta, Olhou no relógio de pulso apenas para constar que já passavam do meio dia.

Então o portal foi aberto pelo jovem que vestia uma camiseta florida, uma bermuda verde, e cabelos totalmente desarrumados. Do outro lado da porta uma dama de cabelos negros, vestindo um vestido negro que arrastavam até o chão, como sombras que se espalhavam pelos cantos escuros.

“Procuro pelo contista Malka”, falou ela com um ar de espanto, “Malkavengrel”.

“Sou eu, milady” respondeu ele com um sorriso forçado.

Um tempo de reflexão, e um pouco de silêncio.

“Por favor, entre em minha casa.”

O local era uma grande sala, que parecia englobar todos os cômodos, menos o banheiro que ficava entre paredes. Enormes janelas de vidro davam visão a um lago, onde podia se observar o sol nascendo e a lua se pondo. E uma escada que levava ao andar inferior. O local parecia destruído, sem nenhum sinal de arrumação. Papeis se espalhavam pelo chão, quadros tortos na parede, lixo acumulado nas lixeiras e pó sob mesas e objetos.

A passos elegantes e calmos, a dama adentrou a residência do contista.

“Malka! Que diabos está acontecendo aqui?!”, exclamou ela surpresa.

O anfitrião se olha de cima a baixo para então perceber a roupa que usava.

“Desculpe-me, Desculpe-me. Acabei de acordar, e essa foi a primeira roupa que encontrei.”, suspirou, “E o que você faz aqui?”.

“Primeiramente, não me refiro só a suas roupas, olhe o estado dessa...”, a dama parou um pouco para pensar em como chamar o local, “desse apartamento. Escuro, cheio de malas, e o sol está nascendo ali, enquanto lá fora ele já está a pico. Jornal de Hoje nem foi aberto. Olhe o numero de contos não lidos em cima daquela mesa. Louça deixada para traz. Como você vive aqui?!”.

“Ahn?”, indagou um pouco confuso o contista, “Espere, sente-se no sofá enquanto eu me troco. Acabei de chegar de viagem, DarkLady. Depois, essa casa reflete meus contos.”

Ele virou de costas indo para o guarda roupas, e pegando suas roupas de sempre. Um sobretudo negro, calça social e uma camisa negra risca de giz. E então seguiu para o banheiro.

“E, por favor, não vá ao porão.” Falou ele dirigindo-se ao banheiro “É lá que meus contos inacabados ficam. E alguns finalizados também.”

Ela estava ali naquela sala com baixa iluminação enquanto o anfitrião se trocava. Caderno, livro, CDs, DVDs, e ate mesmo folhas soltas espalhadas pela mesa de jantar e pelo chão. Ela começou analisar os esboços. Algo estranho pairava pelo ar, ela não conseguiria roubar as anotações como pretendia. Afinal, não conseguiria decifrar nada ali. Anotações livres, diagramas, cronologias e imagens, que juntas nem se quer faziam sentido. “Estaria ele tendo uma crise de criatividade”, pensou a dama, “Não adiantaria nada eu roubar-lhe algo. Bom, tentarei levá-lo até o Ronaldo. O Devorador deverá gostar de mais um aliado.”

Depois de algum tempo, o jovem saiu do banheiro com sua roupa tradicional. O sobretudo negro como a noite, a camiseta preta com listras brancas, um calça social perfeitamente alinhada e um calçado de couro negro. Aparentando bem melhor. Seus passos ainda estavam um pouco tortos, mas ainda já não transpareciam nada grave.

“Então milady, a que devo sua visita?”

“Vim lhe fazer uma proposta.”, sorriu ela de maneira sinistra, “Contonópolis está à beira de uma guerra. Vim lhe oferecer uma aliança com o lado que vai ganhar.”

“Parece-me interessante.”, respondeu ele, “E se eu recusar?”.

“Receio, que nosso encontro terminará rápida e dolorosamente, e só um de nós sairá dessa casa.”

Então sem condições de negar a proposta, o jovem a aceita. Abaixa a cabeça tentando forjar um sorriso, mas aparente não funciona. Seu rosto sério demonstra um receio, uma tristeza. Alguns sussurros podiam ser ouvidos, a casa parecia se tornar um pouco mais escura aos poucos, como se acompanhasse as sensações do proprietário.

“Por via das duvidas, quem está do meu lado?”

“Boa pergunta. Falarei enquanto estivermos indo até as Ices Vortex Mountains.“, falou ela com temor sem sua voz, “Podemos ir?”.

“Claro, só me deixe pegar meu caderno, uma caneta e uma boa garra de vinho.”, respondeu abrindo a geladeira, “Mas por que estamos indo até a moradia do viking?”

“Nossos aliados estão indo para lá. E Porque da garrafa de vinho? Nós vamos precisar de contos fortes para nos ajudar, não bebidas alcoólicas. Que tal você pegar o Yr...”

“Nunca fale esse nome.”, interrompeu ele furiosos, após o calafrio da pronúncia do um dos seus fantasmas, “Você deseja que uma calamidade caia sobre Contonópolis? E sobre o vinho, se eu for entrar em uma guerra no lado inimigo, quero pelo menos entrar alegre.”

A dama se espantou com a fúria súbita de Malkavengrel, demorando um pouco para entender porque a mudança drástica de humor. Quando volto a si, o contista já havia em suas mãos o vinho, o caderno e um par de canetas.

“Exatamente isso que eu quero.”, murmurou ela se dirigindo a porta, “Agora vamos, não temos tempo a perder.”.

“Depois, o conto está selado e escondido em Contonópolis.“, sorriu ele, “Só posso pega-lo se passar por cima de outros contistas.”.

Ao abrir a porta o sol forte, invadiu a sala e os olhos dos dois escritores, que rapidamente esconderam suas faces por traz de óculos escuros e magia. A “Quinta Pagina” não era rua mais movimentada. Já fora uma rua mais calma e vazia, por causa de sua proximidade com os bairros mais perigosos, porém hoje varias casas se levantavam ali. O jovem fechou a porta e trancou-a. Aos poucos desceram os degraus que separavam a casa da rua.

O caminho tortuoso começou a guiar até as montanhas, enquanto a dama sombria contava tudo até sua chegada à casa de seu novo aliado. Os dragões, que podiam ser vistos no céu escurecido pelas nuvens, voam em direção contraria, rumando ao palácio. O clima tenso, entre os dois contistas, fazia ambos pensarem qual dos dois seria apunhalado pelas costas, mesmo que não pretendessem o fazer.

*

Enquanto isso do outro lado a cidade, a garota fada, o irlandês, o bárbaro e seu respectivo criador rumavam em direção ao palácio. A tempestade que se aproximava de Contonópolis os fazia andar por baixo de marquises.

“Então como eu lhe falava Sean, eu essa tempestade não me parece algo natural”, disse Faprasem, O Sabio, “Nunca vi tempestades durante essa época, ainda mais com raios vermelhos rasgando o céu.”.

“Eu não gosto di raio, ma esse parece com cabelo da moça ali.”, fala Chucro se referindo a Daniele.

A trupe se silenciou depois do comentário do bárbaro 100 noção e eles começaram a apressar os passos até o palácio. Ao tempo que a chuva começou a cair, os aventureiros chegaram as portas da imponente torre de rádio. As portas automáticas abrem, e o Chucro saca seu machado pensando que é um monstro e que deve ser destruído.

Depois de uma porta automática de vidro destruída, algumas magias, poções de cura e um pergaminho de ressurreição, os aventureiros continuaram a adentrar a torre. O ambiente frio do local climatizado pela central de ventilação, gera vários pensamentos.

Chucro pensa em voz alta, “Hunnn! Frio.”.

Sean, “Ótimo lugar, para esperar a chuva passar.”.

Daniele, “Temos que nos apressar, mas será que aqui tem uma lojinha de conveniência?”.

Faprasem, O Grande, “Será que a Elara está aqui? Ela seria de grande ajuda.”.

É então que uma voz feminina fala, “Bem vindos a Torre do Rádio de Contonópolis, em que posso ajudar?”.

*

Em algum outro canto subterrâneo da cidade o Avatar dos Sete Pecados terminava seu ritual. Sob um pentagrama de giz e algumas velas, ele levanta os braços e recita alguns cânticos. Quando seus braços caem, apenas o barulho do primeiro raio pode ser escutado. Sua risada suspirada acompanha a queda chuva, ele sabia que a guerra estava para começar.

“Essa noite eu dormirei escutando a musica da destruição”, fala em escárnio o Ceifador, enquanto se afasta lentamente do local do ritual.
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Mensagempor Lady Draconnasti em 26 Fev 2008, 06:49

“Nossos aliados estão indo para lá. E Porque da garrafa de vinho? Nós vamos precisar de contos fortes para nos ajudar, não bebidas alcoólicas. Que tal você pegar o Yr...”


lol

Se ela tiver coragem pra terminar de editar aquilo, até que não seria de todo ruim...

Ok, seria sim. Licença, meus ombros estão doendo só de lembrar disso.
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Mensagempor Mai em 26 Fev 2008, 09:33

Gostei, gostei /o/

A referência ao Yrion foi interessante, para trazer o caos a Contonópolis...

Sim, sim, antes que eu me esqueça... Vou fazer um resumo sobre a história do Colt:

Colt era um meio-dragão negro, uma espécie amaldiçoada no reino dos Dragões. Ele foi expulso de lá, seus poderes completamente selados, ele se tornando um humano comum, mas Mailian, sua amiga - e futura esposa - tirou essa maldição deles. Os três, juntamente com Morgan, uma maga, entraram numa missão para derrotar o Dragão Dourado, que estava incitando a guerra entre Draconia - reino dos dragões - e Bogar - reino dos humanos -, planejando em seguida dominar ambos os reinos enfraquecidos. No final de tudo, eles receberam a bênção de Eterne, um deus, tornando-se dragões brancos(que antes haviam sido extintos na guerra).

Eu pretendo reescrever essa história, mas... Pretender e fazer são duas coisas diferentes ^^'''. Se quiserem mais informações, eu passo assim que der - sem net em casa.
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Mensagempor Elara em 26 Fev 2008, 14:53

Nhaaaaa...

Ao ler a descrição de DarkLady feita pelo Malka, não sei por que me lembrei de Mortícia Adams. XD

A parte do Malka ficou bem dinâmica, acrescentando bastante à história. Parabéns!

Chero!
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Mensagempor Gehenna em 27 Fev 2008, 00:12

Boa, Malka!
Passou bastante coisa em pouco espaço. Muito bom. Acho que podia esticar mais, mas...

Eis que termina o primeiro arco, com o prenúncio da Guerra.

Veremos agora um adendo sobre os acontecimentos passados e vindouros por parte da Elara, antes de iniciarmos o segundo arco.

Manda brasa, milady Elara.
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Mensagempor Elara em 27 Fev 2008, 14:14

*Produzindo, produzindo*

Devo terminar até o final da semana.

Chero pra todos!
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Mensagempor Malkavengrel em 27 Fev 2008, 16:40

Obrigado. xP

Serio se eu esticasse isso mais um pouco eu teria um enfarto, mas enfim.

A descrição da dark lady foi meio que baseada na Morticia (não me leve a mal), afinal que melhor personagem para se inspirar na criação de uma dama das trevas. xP

Nasti, se alguem editar aquilo eu tomo como heroi e levo ao trono de Contonópolis.

Novamente obrigado, e espero seu texto Elara.

Abraços.
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Mensagempor Elara em 07 Mar 2008, 13:54

Demorou mas chegou. Esperava ter postado antes, mas essa semana o trabalho está realmente me sufocando. De todo modo, apreciem.^^ Eu me diverti pacas escrevendo...

Chero!

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Capítulo VII
Do passado, presente e... futuro?


Uma voz feminina invade o ambiente:

— Bem vindos à Torre da Rádio Contonópolis, em que posso ajudar?

A trupe de aventureiros procura pela dona da voz, imaginando ser Elara. Entretanto, eis que surge abrindo uma das portas do hall principal uma mulher de traços exóticos, olhos avermelhados, cabelos negros que cobrem metade de sua cabeça e escorrem pelo ombro direito. Na parte careca, pode ser visualizada uma tatuagem em forma de serpente, que desce até o pescoço, cuja pele pálida facilmente a realça. A dama traja um casaco de peles acinzentado, que lhe cobre o corpo todo; uma espada curta pode ser vista embanhada.

— Bunita ela, né pessoarrrr??? – diz Chucro em alto e bom som virando-se para trás, onde esperava encontrar o restante do grupo.

Todos estavam escondidos pela sala. Sean levanta-se, enquanto Daniele tenta, em vão, puxa-lo de volta para debaixo da mesa. Fapra, o glorioso, estava pendurado no lustre com um binóculo, procurando um ponto fraco para atacar.

— Ora ora, o que temos aqui? Um grupo de mágicos do desaparecimento?
— Eles é tudo tímudu assim mermo, liga não, gostosa. – Chucro tenta se aproximar.
— Se você chegar muito perto, arranco sua cabeça.

Os olhos do bárbaro saltam das órbitas, formando dois corações. Uma gotinha desce pela cabeça da mulher. Sean tenta iniciar um diálogo:

— Quem é você?
— Sou a futura imperadora de Mìr, Santidade dos Reinos Setentrionais, sou a poderosa Aka!
— Aka? Nunca ouvi falar... – Daniele comenta, saindo debaixo da mesa e se escondendo atrás de Sean para se proteger de qualquer possível furiosa reação.
— Bah, a quem estou enganando? Sou só uma personagem da Elara e do Dahak que está em stand by... Mas um dia, eu espero retomar a gloriosa Batalha de Mìr! – disse Aka proferindo uma risada maléfica que ecoou por toda a torre da Rádio.

Fapra, o acrobata, se joga de cima do lustre bem na cabeça de Aka, que num reflexo quase o escalpela. Ele pula habilmente e, numa pirueta, cai em frente a ela. “Ufa, ainda bem que mantive os exercícios físicos mesmo com tantos anos freqüentando a taverna”, pensou ele.

— Quer nos impressionar com esse blábláblá? Diga, o que você fez com a Elara? – pergunta Fapra, o irritado.
— Ah, vocês querem saber onde ela está? – indagou Aka.
— É nadaaaaaaaaaaaaaa! – responde Fapra, o nervoso.
— Bem, ela não está aqui na Torre da Rádio. Agora ela só vem aqui mensalmente para fazer as entrevistas ou para assistir lá na cobertura aos embates que ocorrem na arena de Contonópolis. – explicou.
— Cobertura? – inquire Faprasem, o curioso.
— Sim, um camarote vip lá no alto da torre da Rádio, cuja visão da arena é privilegiada. Ali vira a maior farra quando estão acontecendo combates na arena.
— Farra?
— Meu filho, estou te falando, fica pior do que camarote vip do Recifolia.
— Ta, vamos deixar desse papo furado. Onde ela está afinal? – interrompe Sean.
— Ah, ela mora no castelo agora, junto com o Dahak e a rainha dracônica. Eu sou só a vigia da torre.
— Oh não! E agora, quem poderá nos ajudar? – Fapra, o desesperado, suspira.
Todos esperam que o Chapolin Colorado apareça, mas nada acontece...

— E por que vocês estão procurando ajuda? – Aka pergunta, curiosa.
Daniele desata a falar sem parar, contando toda a história enquanto o restante do grupo, perplexo, se pergunta como ela conseguia dizer tantas palavras em um minuto. “Mininu, ela dava pra tirar o Galvão Bueno de campo”, pensou Chucro, barbarizado com aquilo.

Mais de quarenta minutos depois, Daniele conclui:
— E foi isso que aconteceu... Pode me arrumar um copo d’água?
— Oh sim, tome aqui. – Aka oferece uma taça com o líquido insípido. – Acho que realmente esse é um forte motivo para usar o pergaminho de teleporte que ela deixou, caso algo acontecesse. Mas só com uma condição...
— Não temos tempo para isso! Desembucha logo o que é que você quer. – diz Sean, intimidador.
— Calma, grandalhão. Só quero ir com vocês. Afinal, não agüento mais ficar aqui com o Manfred, jogando xadrez.
— Manfred, quem é Manfred? – Daniele quis saber.
— Se você, garota pseudofada, não sabia quem sou eu, a poderosa Aka, por acaso saberá quem é Manfred? Ele é o rei de Zaría, é o meu arquiinimigo, é o cara que vive me dando lavada no jogo de xadrez. E sempre termina dizendo: “use mais seu cérebro”. Ai, que humilhante! Minha vontade é de ver o sangue dele correr! – responde Aka cerrando os punhos.

Todos ficam estupefatos diante da mudança repentina no humor de Aka, que em seguida retoma sua fala com docilidade:
— E então, vamos?
E começa a ler as runas transcritas no pergaminho, fazendo com que um portal esverdeado se abra a frente do grupo.

===========================================================================================

Enquanto isso, no Palácio de Contonópolis...
O rei Dahaketada descansa em seus aposentos reais, confortavelmente, enquanto conversa horas ao telefone com uma pessoa qualquer. Esse é um dos passatempos favoritos do rei de Contonópolis, depois de brincar com as bolas, quer dizer, jogar volley.

As rainhas Elara e Lady Kiara Draconnasti repousam em um cômodo a parte. A primeira brinca com seus familiares: a arara, o sapo, o lobo, a águia e o sagüi. A segunda desenha com seu gigantesco computador e tablet, adaptado para o uso de suas garras de dragoa.

De repente, um barulho como oco é escutado em todo o castelo, como se alguma coisa (ou muitas coisas) caísse(m) no chão. O rei e as rainhas saem correndo até o parapeito da escada que visualiza o hall principal do castelo. O portal tinha sido aberto um tanto quanto longe do chão, o que fez com que nossa trupe de heróis arriasse com a cara no chão frio de mármore branco.

— Fapra, Chucro, que fazem aqui? Aka, você também? – Dahak pergunta assustado.
— Deve ser muito grave para usarem o pergaminho de teleporte. – comenta Elara.
Daniele começa a falar mais rápido ainda, de modo que ninguém consegue entender o que ela está falando. Sean coloca a mão na boca da garota e justifica:
— Não liguem para ela, está tendo uma crise de personagem principal. É muita pressão, coitada.

Minutos depois, todos sentados aos pés da lareira real discutiam os motivos que levara àquela visita inesperada. O rei Dahaketada, junto a Elara e Lady Draconnasti ouviam boquiabertos os relatos da garota-fada e do restante da trupe de viajantes. Todos estavam muito compenetrados na história até que adentra correndo um elfo, vestindo uma armadura rosa cheia de glitter, esperneando e praguejando contra os seguranças do castelo. Chucro, espantado, parece não acreditar. Ele levanta-se para falar com o elfo.

— La Petit!
— Sim, meu amado, fiquei sabendo que estava em perigo e pedi a minha deusa do amor, linda e maravilhosa, para me ressuscitar!
— Tenhu qui ti dize uma coisa, La Petit. – Chucro parecia sério.
— Diga, amado monte de músculos! – o elfo balançou os cabelos com sensualidade.
— Eu tou apaxonado.
— Oh, querido, eu sabia que um dia ia se declarar! – dizendo isso, La Petit começou a saltitar ao redor do grupo, dando gritinhos de felicidade.

O bárbaro 100 noçaum tentou interrompe-lo para explicar algo, enquanto o grupo, que também se levantara, olhava perplexo a cena. Como La Petit não deu atenção ao que Chucro tentava dizer, levou uma machadada na cabeça. A reação dos presentes foi de surpresa.
— Ah, num si preocupi naum. Jájá ele ressuscita... E além du mais, eu tava tentandu dizê pá ele qui eu tou apaxonado é por uma mulé.

Ignorando a fala de Chucro e a morte repentina do elfo, todos se sentaram novamente. O rei Dahaketada parecia preocupado. As rainhas aparentavam surpresa diante do relato. Então, decidiram convocar a maior de todas as instâncias: o Conselho de Paz, Guerras, Colapsos e Contos Inacabados.
Assim, os três se dirigiam para a Sala de Conselho quando foram interrompidos por Daniele:
— Majestade! A única arma que pode derrotar este vilão terrível está comigo. Deixe-me entrega-la a você.
Dahak estende a mão para recebe-la, ao que Daniele procura em sua mochila pela arma. Logo, a busca pelo artefato parece inútil. Não estava mais em sua bolsa.

Oh não, e agora, que será de nossos heróis? A seguir, cenas dos próximos capítulos...

CONTINUA
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Mensagempor Gehenna em 07 Mar 2008, 14:42

Opa! Mais uma personagem na trupe! \o/
Ou melhor, mais dois! O irritante Le Petit tb deu as caras.

Fiquei meio perdido, me perguntando "que pergaminho?" lá no início, mas logo depois veio a resposta, então tá tranquilo.

Eis que finalmente os governantes de Contonópolis, esses boêmios safados que ficam só na manha, enquanto o mundo está acabando lá fora, foram avisados. :bwaha:
O Conselho de Guerra vai se formar. Mas a única arma capaz de ferir o Devorador desapareceu!
Será que Contonópolis conseguirá sobreviver a esta ameaça?
Fim do primeiro arco. É dado início à Guerra dos Sonhos.

Mas antes, teremos Spark, dando-nos um adendo, com sua visão dos acontecimentos. Mete bronca, furry. XD
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Gehenna
 
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