Primeiro: se meu ensino médio falei que era inútil era porque eu tinha consciência de TODAS AS AÇÕES EM CIMA LISTADA: eu sabia que só ia me preparar pro vestibular ( em tese) e que não iria melhorar minha vida como pessoa. Decorar um monte de fórmulas e regras todo mundo faz, agora encarar o dia-a-dia na vida profissional é bem mais complicado. Como você mesmo disse, ele só preparar para o vestibular e ALGUNS. Então o problema não é nem a idade, é o nosso sistema de educação
Ótimo, você, eu e meu professor concordamos nesse particular. Agora, o resto.
Então ele critica o fato do aluno chegar sem conteúdo e maturidade. Certo. E O QUE ISSO TEM A VER COM IDADE? Pensa comigo: você acha que uma pessoa vai adquirir mais maturidade tando com 15,20 ou 60??? Isso É MUITO ALÉM de apenas estudo e compreensão. O fato de pessoas entrarem na faculdade porque tal curso dá dinheiro, tal curso é fácil ou tal curso isso e aquilo VAI HAVER SEMPRE! Isso não TEM ABSOLUTAMENTE NADA A VER COM MATURIDADE! É uma questão de oportunidade e como as pessoas são, no mínimo espertas, vão aproveitar essa oportunidade!
O fato de alunos não saberem nem ler e escrever não é culpa deles também. (note o também). É culpa do sistema de ensino que está precário e abandonado como eu disse acima.
E se você acha que essa maturidade tem que vir com o aluno, eu até tentei procurar aqui no site do MEC agora uma parte em que diz que a Universidade no processo de seleção deve avaliar os alunos em todos os quesitos que ela for cobrar, inclusive avaliando se o aluno tem condições de entrar e ficar e ser aprovado no final do curso. Ou seja, mesmo sem "maturidade" e "responsabilidade", o aluno tem condições de terminar seu curso. Claro que na realidade a coisa é bem diferente, mas pelo menos o intuito era esse.
Vampira, procure entender... Não é uma idade fixa. Ele citava muito vinte e cinco e vinte e sete anos, porque aproveitava a tese de um amigo psicólogo, com a qual ele concordava: A de que, até essa idade, em média, a pessoa tende a viver pelo que os outros querem dela, correspondendo a expectativas. Errado ele ou não, a essência da idéia é a de que o estudante chegava despreparado e imaturo pra encarar o curso e – ouso dizer – no curso superior.
Quanto à esperteza. Eu entendo que a pessoa tem maturidade pra ter essa malícia. Eu não nasço com isso, Ela vem das minhas experiências no mundo. Da mesma forma que eu entendo que não adianta dar murro em ponta de faca, ou que eu tenho de tentar enxergar o lado útil de uma experiência ruim, como um erro. Esse tipo de atitude, ele chamava de maturidade. E eu concordo com ele.
E você citou muito bem: A realidade não corresponde ao ideal. As provas de vestibular, via de regra, não avaliam tudo o que devem avaliar, e relevam muita coisa.
Essa "maturidade" que tanto falam é uma coisa de cada um Seph! A pessoa se torna "responsável" ou "madura" quando ela quer. Eu tenho o exemplo em casa disso, quer ver? Meu irmão ia pras aulas de estatísticas com cerveja na mão, zoava da cara do professor, ficava jogando baralho na aula e ainda assim passava nas matérias. Ele era imaturo? Irresponsável? Eu não acho. Eu acho que o professor que não consegue aturar esse tipo de atitude e também não tem uma atitude contra isso é que está sendo imatura e irresponsável. Claro que a gente pensa: PQP!! Esse MULEQUE DE 17 ANOS TÁ NA FACULDADE E NÃO SABE FICAR QUIETO NA SALA DE AULA! Mas o mesmo pode ser dito pra algumas pessoas de 30 anos que frequenta a faculdade e TEM O MESMO TIPO de atitude.
Sim, quando ela quer. Mas se ela não quer, a vida se encarrega, e ela é uma professora notável. De tanta porrada, uma hora o animal é amestrado, se ele opta por não usar a razão. É quando ela quer, sim, mas existe todo um conjunto de forças nesse sentido.
E me desculpe... Mas seu exemplo só me provou que seu irmão é imaturo e desrespeitoso. Pra mim, lugar de bêbado e cerveja é no boteco, lugar de jogador lá também, e de palhaço num circo. Outra coisa: Professor nenhum é babá. Ele não tem nenhuma obrigação – apesar de muitos precisarem assumir – de agir como tal. Se o aluno precisa, há psicólgos que o ajudem no caso. (não do seu irmão, mas do aluno nesse contexto).
Sobretudo... o que me garante que o aluno está aprendendo e apreendendo? Nada. Mas há chances muito maiores que o aluno que cala a boca e entende que aquele momento é o que ele paga – ao Estado ou a faculdade – para ter alguém que passe os seus conhecimentos e fique quieto e se disponha a escutar aprenda mais do que o que não o faz. Se você não quiser, tem seus problemas, acha a didática atrasada, bem, saia da sala. Porque pode ser que tenha quem não ache nada disso. O fato do aluno não ter essa noção, para mim, é uma prova, além do já referido, de egoísmo.
Pra finalizar esse tanto que escrevi. Concordo contigo que há muitos adultos com cabeças de criança assim como vejo MUITÍSSIMOS professores que não conseguem dar aula ou prender a atenção de alunos por 5 minutos. Imaturos ou não, o que a gente faz na faculdade é aprender e não ficar discutindo se tal pessoa está sendo responsável ou não pelos seus atos. E esse é o papel do professor. Se chega um pirralho de 8 anos que não sabe diferenciar uma menina de um moleque, é dever do professor arrumar um jeito de ensiná-lo!!! Claro que o muleque não tem as mesmas condições de absorção que alguém que tem 20 anos! Mas como eu disse, ele foi aprovado numa prova que "teoricamente" disse que ele tem condições de frequentar o curso e se manter lá. Então, cabe agora os professores verem nas provas e nos trabalhos se ele tem condição de passar!
Agora, se ele vai ser responsável ou ter maturidade suficiente pra estudar a matéria, PROBLEMA DELE.
Agora veja, eu não acho que é só isso. Essa visão, para mim, é estreita demais. Explico: Se o professor tem problemas de didática, é direito do aluno protestar. Ele está contratando com a instituição, e tem vários direitos nesse particular. Errado sim, o professor que não ministra as aulas, e que não o faz pelo menos razoavelmente. Agora é preciso notar que nem tudo pode estar nas mãos do professor. Até que ponto os alunos colaboram com o professor? Caso aja um problema, também, é preciso verificar se é UM aluno ou são vários que tem problema com ele, com sua didática, por exemplo. Ai sim, é que podemos dizer quem é responsável. Em síntese, não há uma regra geral.
Mais: Gerar conhecimento, que é o objetivo das insituições de ensino, é uma via dupla: É preciso querer ensinar e ensinar, mas é preciso, sobretudo, querer aprender, e, querendo, aprender. Se não houver uma dessas condições, a coisa não dá muito certo. O aluno que tem, ao menos, a postura de “isso vai afetar meu futuro, logo eu preciso aprender isso, sob pena de sofrer severas conseqüências” é o ideal nesse caso. Mas um cara que fica “ah, depois eu estudo, depois eu me preocupo com isso”, vai descobrir que talvez aquele tempo e dinheiro despendido fará falta.
Por fim, desculpa, mas se você queria me convencer de um erro, você não foi muito feliz no exemplo.
Mas e daí? Ele não passava nas matérias? Ele não fazia o curso? É de cada um!
É o de menos. No futuro – se ele fizer direto – as pessoas não vão querer saber se ele fez um curso. Ele não pode chegar e dizer, “eu sou bacharel em direito”. Eles vão querer saber, n mínimo, se ele passou no exame de Ordem, como ele desempenha a função, se ele sabe o que é a Ética Profssional...
Mas ops! Ele tava bebendo nas aulas chatas de éticas, e não leu nada a respeito, não sabe que o ato que ele fez é ilícito segundo a OAB... A bonita carteirinha rosa pode ir pro inferno por causa desse ato, que ele teria aprendido se tivesse tido um pouco mais de maturidade, e assitido a aula. Ou lido algo a respeito.
Agora, você citou uma coisa que eu concordo. As pessoas tendem a dizer que tudo que não entendem ou julgam pueril é uma imaturidade. Eu acho que é cada qual com seu igual. E tiro da minha convivência: Um dos mais famosos juristas hoje, na Bahia, é fanático por Star Wars (ele chama, nos agradecimentos, um famoso jurista de Jedi), gosta de animes, etc. Eu sei lá, uma hora eu posso ver ele na Anipolitan, outra na estréia de Star Wars parte 500. Mas, sobretudo, enquanto ele continuar dando aulas excelentes, sem parar ass aulas, por exemplo, pra me ensinar as patentes do exército Imperial, ta valendo. Não me diz respeito.