Concurso para escriturário tem questões sobre BBB e casal gl

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Concurso para escriturário tem questões sobre BBB e casal gl

Mensagempor Fëanor em 25 Abr 2008, 18:53

Os aparelhos de mp3 hoje têm pouca ou nenhuma diferenciação qualitativa, isso se chama commoditização, ou commoditization.

Claro que você não é meu amigo que comprou um Orange (que tem um logo incrivelmente semelhante com outra fruta), e estragou em 4 meses. Depois comprou um iPod Shuffle, nunca deu problema, já faz mais de 1 ano.
Isso se chama qualidade.
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Mensagempor kimble em 25 Abr 2008, 21:01

Comoditização dos mp3? O iPod e iPhone vendem tão bem porque NÃO SÃO COMMODITIES, porque existe uma marca com uma série de atributos que as pessoas desejam se associar. Se você quer dizer pela questão tecnológica eu concordo que todos fazem quase as mesmas coisas, mas num mercado tradicional de commodities você não possui uma diferenciação baseada em marca ou qualidade, mas em preço. Isso é o mesmo que dizer que o mercado da moda é de commodities. É absurdo!

A necessidade é: ouvir música em qualquer lugar.


Não. A necessidade é ter um iPod. Marca + produto + imagem. Porque quem compra não está comprando um aparelho pra tocar mp3, está comprando todo o pacote de características que você associa a sua pessoa quando compra um iPod.
Sério amigo, isso é básico. Como alguém que diz estudar marketing não sabe disso?!

Ps.: Lembrando que estou tratando necessidade como 'algo que eu gostaria de ter'. Não 'algo que preciso ter para sobreviver'. A primeira é o que a propaganda cria normalmente. A segunda TAMBÉM pode ser criada, mas o esforço é muito maior.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
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Mensagempor FreeSample em 25 Abr 2008, 21:29

Não, por quê? Os aparelhos de mp3 hoje têm pouca ou nenhuma diferenciação qualitativa, isso se chama commoditização, ou commoditization.


Olha só, spell tb seria cultura, sempre achei que commodities fossem mercadorias "brutas", produtos primários.
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Mensagempor Captain Beefheart em 26 Abr 2008, 00:42

Claro que você não é meu amigo que comprou um Orange (que tem um logo incrivelmente semelhante com outra fruta), e estragou em 4 meses. Depois comprou um iPod Shuffle, nunca deu problema, já faz mais de 1 ano.
Isso se chama qualidade.


Então você acha que o iPod é o único produto no mercado que não dá problemas?

O que estou dizendo é que a grande maioria dos aparelhos de mp3 de uma mesma 'categoria' não apresenta diferença alguma em relação às outras, todos tocam os mesmos formatos, têm mais ou menos o mesmo tamanho, enfim, o que difere é a marca.

Comoditização dos mp3? O iPod e iPhone vendem tão bem porque NÃO SÃO COMMODITIES, porque existe uma marca com uma série de atributos que as pessoas desejam se associar. Se você quer dizer pela questão tecnológica eu concordo que todos fazem quase as mesmas coisas, mas num mercado tradicional de commodities você não possui uma diferenciação baseada em marca ou qualidade, mas em preço. Isso é o mesmo que dizer que o mercado da moda é de commodities. É absurdo!


Commodities são produtos que não apresentam diferenciação. Como, exemplo, peito de frango: seja Sadia, seja Perdigão, seja lá o que for - é tudo peito de frango. A imagem da marca entra aí, ela é uma vantagem competitiva mas nem por isso não tira do produto a condição de commodity. O iPod e iPhone têm, desse modo, uma vantagem competitiva, por isso vendem mais. Eles não fazem nada de diferente de outros produtos - pelo menos até onde sei.

Eu disse que no mercado de commodities existe diferenciação de qualidade? Eu disse justamente o oposto. E o mercado de moda não tem nada a ver com o que eu disse.

Não. A necessidade é ter um iPod. Marca + produto + imagem. Porque quem compra não está comprando um aparelho pra tocar mp3, está comprando todo o pacote de características que você associa a sua pessoa quando compra um iPod.
Sério amigo, isso é básico. Como alguém que diz estudar marketing não sabe disso?!


Na verdade a necessidade é ouvir música. Não preciso contar a história dos produtos que vieram para atender a essas necessidades, mas obviamente a tecnologia evoluiu e permitiu inovações nos produtos. Logo os consumidores não queriam mais ter que ficar em casa para ouvir um álbum, percebendo essa necessidade as empresas lançaram o walkman. Depois, o discman. Depois, o mp3. Tudo seguindo essa linha: o consumidor insatisfeito (mesmo que não conheça a insatisfação) e as empresas correndo atrás.

O que existe é o desejo pelo iPod, não necessidade. Qualquer outra marca satisfaz sua necessidade de ouvir música tão bem quanto o iPod, mas podem não dizimar seu desejo por um, justamente pela imagem.

Se você acha que estou equivocado e que não sei nada sobre o assunto, tudo bem. Mas isso eu aprendi na primeira semana: nenhuma empresa ou propaganda pode criar uma necessidade no consumidor. A Apple não foge à regra.

Ps.: Lembrando que estou tratando necessidade como 'algo que eu gostaria de ter'. Não 'algo que preciso ter para sobreviver'. A primeira é o que a propaganda cria normalmente. A segunda TAMBÉM pode ser criada, mas o esforço é muito maior.


A primeira se chama 'desejo'. Existe desejo por marcas, não necessidade.

Esse 'algo que preciso ter para sobreviver' são as necessidades fisiológicas ou de segurança, também não falo dessas. E, mais uma vez, se propaganda conseguisse criar necessidades bastava uma empresa lançar um produto qualquer, propagandear devidamente e voilà.


EDIT:

Olha só, spell tb seria cultura, sempre achei que commodities fossem mercadorias "brutas", produtos primários.


Sim, também, mas o termo acabou sendo apropriado. Segue o mesmo princípio: essas commodities, matérias-primas, não apresentam diferenciação, "qual minério de ferro é o melhor?". Aí o termo foi transportado.
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Mensagempor kimble em 26 Abr 2008, 01:59

Se você acha que estou equivocado e que não sei nada sobre o assunto, tudo bem. Mas isso eu aprendi na primeira semana: nenhuma empresa ou propaganda pode criar uma necessidade no consumidor. A Apple não foge à regra.


...
Sério, to pasmo.
Aonde você aprendeu isso? Exemplo clássico de organização criando necessidade? Igreja católica. Eles venderam tão bem o 'produto' deles que durante muito tempo o catolicismo era uma necessidade fundamental para as pessoas ocidentais na sociedade. Auto-estima, valores, conceitos, tudo baseados no que uma organização desenvolveu.*
Exemplo clássico de empresa criando a necessidade de um produto? Carros. Os primeiros carros eram lentos, não funcionavam direito, eram caros, feios e menos práticos que ter um cavalo ou uma carroça. Mas as pessoas queriam. Porque eles eram símbolo de status e preenchiam a necessidade de auto-realização.

Commodities são produtos que não apresentam diferenciação. Como, exemplo, peito de frango: seja Sadia, seja Perdigão, seja lá o que for - é tudo peito de frango. A imagem da marca entra aí, ela é uma vantagem competitiva mas nem por isso não tira do produto a condição de commodity.


Isso é o que grandes empresas de commodities fazem para conseguir com que seus produtos não sejam tratados como commodities. Você cria uma marca, insere um conceito, desenvolve a imagem e faz as pessoas deixarem de ver teu produto como 'peito de frango' ou 'mp3 player' para verem como 'o peito de peru dos comerciais' ou 'um iPod'.


A primeira se chama 'desejo'. Existe desejo por marcas, não necessidade.


Pirâmide de Maslow, Administração básica. Das necessidades mais básicas para sobrevivência até as necessidades de auto-realização, todas são necessidades. Básico. Administração, primeiro semestre. Sendo que, obviamente, existem críticas a essa teoria (eu mesmo critico a ordem das necessidades), mas é consenso chamar estes fatores de necessidades. Claro, pode ser o caso de estarmos usando autores diferentes. Isso explicaria o teu ponto de vista que trata 'necessidade de auto-realização' como desejo. A tua base é...?


*= Isso não é uma crítica a religião católica, em nenhum sentido.
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Mensagempor ferdineidos em 26 Abr 2008, 07:10

Não entendo nada de propaganda, mas sei que não dá pra comparar um Ipod com um mp3 qqer, IPod tem qualidade, isso é inegável. Compará-lo com um mp3 da Sony tranquilo, mas com qqer um acho demais.
"Entre todas as tiranias, a tirania exercida para o bem de suas vítimas é a mais opressiva.Talvez seja melhor viver sob o olhar de nobres usurpadores do que de intrometidos moralistas onipotentes."
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Mensagempor Fëanor em 26 Abr 2008, 11:47

Então você acha que o iPod é o único produto no mercado que não dá problemas?

Você tem problemas com interpretação de texto?
Onde que eu disse que iPod é o ÚNICO que não dá problema?
Pare de distorcer argumentos para apresenta-los a seu favor.

Não entendo nada de propaganda, mas sei que não dá pra comparar um Ipod com um mp3 qqer, IPod tem qualidade, isso é inegável. Compará-lo com um mp3 da Sony tranquilo, mas com qqer um acho demais.

Alguém me compreende.
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Mensagempor Captain Beefheart em 26 Abr 2008, 12:31

Sério, to pasmo.
Aonde você aprendeu isso? Exemplo clássico de organização criando necessidade? Igreja católica. Eles venderam tão bem o 'produto' deles que durante muito tempo o catolicismo era uma necessidade fundamental para as pessoas ocidentais na sociedade. Auto-estima, valores, conceitos, tudo baseados no que uma organização desenvolveu.*


Eu também estou.

Você deu um exemplo bem fora de contexto, mas tudo bem: a Igreja não teria seguidores se as pessoas não precisassem de um 'abrigo'. Cara, é muita ingenuidade sua pensar assim. Por que 60% dos produtos lançados não dão certo? Só porque não souberam fazer propaganda e criar necessidades nos consumidores? Por que a Pizza Hut tentou decolar no Brasil por sete vezes e só agora tem conseguido? Porque os brasileiros não gostam de pizza?

Marketeiros e publicitários não são mágicos, eles simplesmente não têm esse poder de criar necessidades nas pessoas, oras.

Exemplo clássico de empresa criando a necessidade de um produto? Carros. Os primeiros carros eram lentos, não funcionavam direito, eram caros, feios e menos práticos que ter um cavalo ou uma carroça. Mas as pessoas queriam. Porque eles eram símbolo de status e preenchiam a necessidade de auto-realização.


As pessoas sempre tiveram a necessidade de locomoção, o carro foi um modo de atender a isso, mais avançado tecnologicamente do que cavalos. É a mesma coisa do mp3 vs walkman, ambos atendem a mesma necessidade, ouvir música.

Isso é o que grandes empresas de commodities fazem para conseguir com que seus produtos não sejam tratados como commodities. Você cria uma marca, insere um conceito, desenvolve a imagem e faz as pessoas deixarem de ver teu produto como 'peito de frango' ou 'mp3 player' para verem como 'o peito de peru dos comerciais' ou 'um iPod'.


Sim, foi o que eu disse. Vantagem competitiva.

Pirâmide de Maslow, Administração básica. Das necessidades mais básicas para sobrevivência até as necessidades de auto-realização, todas são necessidades. Básico. Administração, primeiro semestre. Sendo que, obviamente, existem críticas a essa teoria (eu mesmo critico a ordem das necessidades), mas é consenso chamar estes fatores de necessidades.


Como alguém que conhece a pirâmide de Maslow e o primeiro semestre de um curso de Administração acha que as empresas conseguem criar necessidades?

Eu não disse que necessidade de auto-realização é desejo. Fëanor, quem está distorcendo argumentos?

Não entendo nada de propaganda, mas sei que não dá pra comparar um Ipod com um mp3 qqer, IPod tem qualidade, isso é inegável. Compará-lo com um mp3 da Sony tranquilo, mas com qqer um acho demais.


Isso é a imagem do produto. Existe muito mp3 vagabundo por aí, eu sei, mas se pegarmos as grandes empresas concorrentes nessa área... entende?

Você tem problemas com interpretação de texto?
Onde que eu disse que iPod é o ÚNICO que não dá problema?
Pare de distorcer argumentos para apresenta-los a seu favor.


Eu não; você tem problemas com boa educação?

Eu disse que os aparelhos de mp3 têm pouca diferenciação e você disse que o uma marca dá problemas e o iPod não. E depois disse que o iPod tem qualidade. Acho que isso dá margem suficiente a minha interpretação.

EDIT: além de que não fiz uma pergunta retórica.
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Mensagempor kimble em 26 Abr 2008, 15:54

Você deu um exemplo bem fora de contexto, mas tudo bem: a Igreja não teria seguidores se as pessoas não precisassem de um 'abrigo'. Cara, é muita ingenuidade sua pensar assim. Por que 60% dos produtos lançados não dão certo? Só porque não souberam fazer propaganda e criar necessidades nos consumidores? Por que a Pizza Hut tentou decolar no Brasil por sete vezes e só agora tem conseguido? Porque os brasileiros não gostam de pizza?


E:

Como alguém que conhece a pirâmide de Maslow e o primeiro semestre de um curso de Administração acha que as empresas conseguem criar necessidades?


Organizações > Empresas.
Organizações englobam empresas. Igrejas são organizações. De novo, básico pra qualquer um que estude Administração. Dei um exemplo básico, histórico e conhecido. Voltando a questão de Maslow, uma coisa básica da pirâmide é a questão de que questões morais e éticas entram no preenchimento das necessidades. A igreja católica, assim como outras religiões, durante muito tempo determinou o que era ético e moralmente correto. Dizer que ela não criava necessidades então, é entrar em contradição pois indicaria que ética e moralidade não fazem parte da pirâmide quando elas CLARAMENTE fazem. Ou vai agora dizer que a Igreja Católica não determinou durante muito tempo a moral e a ética nas civilizações ocidentais?!?

As pessoas sempre tiveram a necessidade de locomoção, o carro foi um modo de atender a isso, mais avançado tecnologicamente do que cavalos.


Não, não era. Os carros demoraram um bom período até se tornarem melhores que um cavalo. Voltando ao que você decidiu ignorar no meu último post, carros eram mais caros, menos confiáveis e davam um retorno inferior. Carros (e várias invenções similares) prosperaram porque as pessoas queriam a imagem associada a posse do produto.

Sim, foi o que eu disse. Vantagem competitiva.


Que no mercado de commodities se limita a preço. Porque no instante que existe diferença na qualidade ou imagem do produto, você deixa de lidar com commodities. De novo, básico.

Eu não disse que necessidade de auto-realização é desejo.(...) quem está distorcendo argumentos?


Disse aqui:
"Existe desejo por marcas, não necessidade."

O desejo de associar sua imagem a uma marca faz parte das necessidades de auto-realização e estima. De novo, Maslow.
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Mensagempor Captain Beefheart em 26 Abr 2008, 17:09

Certo, e quando foi que eu mencionei organizações?

A igreja católica, assim como outras religiões, durante muito tempo determinou o que era ético e moralmente correto. Dizer que ela não criava necessidades então, é entrar em contradição pois indicaria que ética e moralidade não fazem parte da pirâmide quando elas CLARAMENTE fazem.


Sim, a Igreja determinou o que era ético e moralmente correto, daí você saltou dizendo que ela criou necessidades. Quais foram, mesmo?

Não, não era. Os carros demoraram um bom período até se tornarem melhores que um cavalo. Voltando ao que você decidiu ignorar no meu último post, carros eram mais caros, menos confiáveis e davam um retorno inferior. Carros (e várias invenções similares) prosperaram porque as pessoas queriam a imagem associada a posse do produto.


Cara, eu falei sobre tecnologia, nem mencionei custo-benefício. Como assim cavalos eram mais evoluídos?!

Qual era essa imagem? Não era ter um produto de difícil acesso, mas com toda uma nova proposta? De certa forma, inovador? Ou era, como você disse, ter um bagulho pouco confiável que pouco compensava o preço? Todos os valores percebidos no carro estavam diretamente relacionados à sua tecnologia.

Que no mercado de commodities se limita a preço. Porque no instante que existe diferença na qualidade ou imagem do produto, você deixa de lidar com commodities. De novo, básico.


As empresas trabalham a imagem do produto justamente para que ele não seja percebido como "mais um produto desses". O produto por si só continua igual aos outros, por isso NÃO DEIXA a condição de commodity (já que você é fã de caixa alta). A imagem não é inerente ao produto, ela é uma percepção por parte do consumidor.

Disse aqui:
"Existe desejo por marcas, não necessidade."

O desejo de associar sua imagem a uma marca faz parte das necessidades de auto-realização e estima. De novo, Maslow.


A necessidade não é por marcas. As necessidades da pirâmide estão lá: fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de auto-realização. O consumo de marcas é um dos meios de se atender a necessidade de estima (ou de auto-realização, às vezes se confundem). Você mesmo disse, a necessidade é de auto-realização, não de consumir a marca. As marcas vêm para atender a essa necessidade.

Bom, saiba que pra você argumentar não precisa comentar sobre como as coisas que você sabe são básicas, porque pra mim parecem absurdas e nem por isso as desprezo. Ter educação sim é, de novo, básico.
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Mensagempor kimble em 26 Abr 2008, 18:05

Certo, e quando foi que eu mencionei organizações?


Quando disse que citar Igreja era sair do contexto de exemplo de organizações criando necessidades.

Sim, a Igreja determinou o que era ético e moralmente correto, daí você saltou dizendo que ela criou necessidades. Quais foram, mesmo?


Batismo, casamentos, toda a mecânica definindo o que era pecado e virtude, o que alguém precisava ter ou fazer para ser considerada uma pessoa de bem, etc.

Cara, eu falei sobre tecnologia, nem mencionei custo-benefício. Como assim cavalos eram mais evoluídos?!


E onde eu disse que os cavalos eram mais evoluídos? Meu ponto era que cavalos tinham um retorno melhor. Carros não foram num primeiro momento um meio de transporte superior aos cavalos. Não sendo um meio de transporte melhor, eles não atendiam a tal 'necessidade de locomoção' de maneira melhor. Não atendo essa demanda, eles não eram comprados por ser um meio melhor de locomoção mas pela imagem que traziam.

Qual era essa imagem? Não era ter um produto de difícil acesso, mas com toda uma nova proposta? De certa forma, inovador? Ou era, como você disse, ter um bagulho pouco confiável que pouco compensava o preço? Todos os valores percebidos no carro estavam diretamente relacionados à sua tecnologia.


Que é diferente de afirmar que eles eram adquiridos porque eram uma forma de melhor atender a necessidade de locomoção. Parabéns, você acaba de concordar que eles comprados para atender as necessidades de auto-realização e estima.

As empresas trabalham a imagem do produto justamente para que ele não seja percebido como "mais um produto desses". O produto por si só continua igual aos outros, por isso NÃO DEIXA a condição de commodity (já que você é fã de caixa alta). A imagem não é inerente ao produto, ela é uma percepção por parte do consumidor.


Mercado de commodities se limita a diferenciação de preço. Por isso que as empresas que lidam com commodities tentam adicionar valores não associadas a diferenciação de preço. No instante que você adiciona fatores como qualidade, marca ou inovação nos teus produtos, você faz eles deixarem de ser commodities. Por isso considerar iPod commoditie é falho.

A necessidade não é por marcas. As necessidades da pirâmide estão lá: fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de auto-realização. O consumo de marcas é um dos meios de se atender a necessidade de estima (ou de auto-realização, às vezes se confundem). Você mesmo disse, a necessidade é de auto-realização, não de consumir a marca. As marcas vêm para atender a essa necessidade.


e:

Foi exatamente o que o Aluriel disse, kimble.
Ele disse que a "nessecidade" é ouvir música por aí. A pessoa que sente essa necessidade vê que o iPod ainda por cima preenche os requisitos de marca+produto+imagem.


*Massageando a testa*
Sério, tá até engraçado. Vou explicar a pirâmide, já que obviamente a falta de conhecimento no assunto está atrapalhando a compreensão.
Maslow propõe que existe uma ordem em que o ser humano busca a realização de suas necessidades. Ela começa no nível mais básico com as necessidades fundamentais para sobrevivência, como se alimentar ou procriar. A medida que vai subindo, mais fatores vão sendo adicionados, como segurança e auto-realização. Isso é muito utilizado na administração, mas também serve para várias outras ciências que estudem comportamento humano.
O que cada nível define são as necessidades na sua forma mais genérica. Por isso a descrição padrão destes níveis são verbos, comer, beber, dormir, etc, ou atividades amplas. São macro-categorias de necessidades que se dividem por sua vez em categorias mais simples. A categoria mais básica, fisiológica, normalmente é descrita com o fundamental para a sobrevivência (comer, beber, dormir) mais fatores que garantam a perpetuação (procriar).
A medida que a pessoa vai subindo na pirâmide, as necessidades vão se tornando cada vez mais abstratas. Nos primeiros níveis existe maior preocupação com funcionalidade. Nos níveis mais altos, a preocupação deixa de ser puramente funcional ('ouvir música') para incluir outros fatores psicológicos ('ouvir música num iPod'), se tornando mais complexo o desejo.
O que empresas fazem é manipular as macro-categorias de necessidade nos níveis mais altos, associando as macro-categorias genéricas da pirâmide em categorias mais simples ('ouvir música') e específicas de acordo com o produto que vendem ('ouvir música num iPod'). Num exemplo básico, a macro-categoria mais fundamental diria 'comer qualquer coisa da qual você possa se alimentar'. As macro-categorias mais altas definiriam características extras, limitando e definindo melhor o que você vai se alimentar. Eu, por exemplo, raramente como carne de porco e prefiro comida salgada. Eu posso me alimentar destas coisas, mas como eu já tenho o nível mais baixo da pirâmide atendido, eu posso definir os níveis superiores e ser mais específico, incluindo aí questões abstratas como meu gosto. 'Comer' é uma necessidade básica e fundamental, mas 'Comer carnes brancas' é necessidade minha encontrada nos níveis superiores da pirâmide.
Acredito que a confusão aqui está acontecendo na compreensão de necessidade. A empresa cria a necessidade da compra do iPod para que seja possível atender a necessidade de estima e/ou auto-realização.
Além disso, se somente o aspecto funcional for considerado ('ouvir música em qualquer lugar'), sob este raciocínio que você está desenvolvendo ele também não poderia ser considerado uma necessidade (como você afirmou e te jogaria em contradição). Porque não existe 'ouvir música' na pirâmide, somente satisfação pessoal. Ouvir música então seria uma forma de atender a necessidade da pirâmide. Ainda assim, haveria o problema da tua compreensão incorreta, porque você tem demonstrado acreditar que as necessidades da pirâmide são fixas e as únicas do ser humano, quando na verdade elas são só macro-categorias amplas, uma forma de simplificar uma grande quantidade de necessidades menores. Entre elas 'ouvir música em qualquer lugar' e 'ouvir música num iPod'.
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Mensagempor Fëanor em 26 Abr 2008, 18:33

Eu disse que os aparelhos de mp3 têm pouca diferenciação e você disse que o uma marca dá problemas e o iPod não. E depois disse que o iPod tem qualidade. Acho que isso dá margem suficiente a minha interpretação.

Sua interpretação sobre meu argumento:

Marcas famosas terem qualidade superior a marcas desconhecidas = Apple única boa.

Não consigo ver a relação, desculpe-me.
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Mensagempor louc0 em 26 Abr 2008, 20:07

Já virou um off total dentro do tópico original, mas é uma das melhores discussões que eu já li aqui em tempos.
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Mensagempor Nibelung em 27 Abr 2008, 01:45

Dúvida de leigo: O que demônios são commodities?
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Em tradução: Capítulo 14: Gênio
SPOILER: EXIBIR
Gostaria de lembrar a todos que King Bradley destruiu um tanque de guerra com uma espada e uma granada.
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Mensagempor louc0 em 27 Abr 2008, 02:23

Definição clássica: Produtos com pouca alteração industrial e que não apresenta diferenças de qualidade (ou apresenta muito pouca diferença). São bens produzidos em larga escala por uma grande quantidade de produtores.

Exemplos: soja, trigo, petróleo, minérios.
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