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Se alguém fosse um aventureiro poderoso e me dissesse "Eu visitei o plano deste deus, para onde ele leva seus servos após a morte como recompensa por seguirem seus dogmas, e é um lugar SHOW DE BOLA" aí sim eu iria me empenhar em seguir os dogmas do tal deus. Porque raios as pessoas não levariam a sério algo que elas sabem que É sério?
(...) "Putz, será que eu vou pra lá quando morrer? É legalzin, mas sei lá uma hora enjoa".
Cara, não dá. Não dá pra manter as relações que conhecemos entre o divino e o mundano quando o divino é só um mundano mais "mássa véio!".






Elven, essa modificação é uma tentativa de fazer com que os planos deixem de ser a casa da mãe joana onde os mortais confraternizam no próprio paraíso onde eles supostamente deveriam ir quando morressem - o que, convenhamos, não faz UM PINGO DE SENTIDO SEQUER, pois a partir do momento que uma pessoa tem contato físico e corriqueiro com algo que deveria ser sagrado esse algo deixa de ser sagrado e passa a ser tão mundano como qualquer outra coisa, e ninguem mais ia chamar "deuses" e "milagres" e "paraísos" por esses nomes, e seriam apenas outros tipos de espécies, filos ou habitats com caracteristicas catalogadas na biblioteca da esquina.
Taí. By default Planescape não faz sentido de um ponto de vista humano/antropológico - ninguem levaria a sério "deuses" cujos "céus" você pode visitar quando quiser pra tomar um chopp com seus anjos e serviçais. "São Pedro, meu véio, tá me devendo um chopp hein! Uma hora dessas vai lá em casa pra tu conhecer a patroa!"
Cara, não dá. Não dá pra manter as relações que conhecemos entre o divino e o mundano quando o divino é só um mundano mais "mássa véio!".
Iuri escreveu:Silva, seu argumento é falho porque beber e tocar o terror NUNCA enjoam
Lumine escreveu:silva escreveu:Cara, não dá. Não dá pra manter as relações que conhecemos entre o divino e o mundano quando o divino é só um mundano mais "mássa véio!".
Não esqueça, que assim como os planos divinos são reais, os deuses também, e logo a ideia de fé, adoração e outros fatores importantes é bem diferente do que o esperado.. Portanto, não existem "relações conhecidas" do mundano e divino, Silva, apenas especulações de como isso seria.
Essa é a lógica da Athar, mas quem disse que eles estão certos? Invocando a mesma lógica, tais deuses podem ser apenas isso, mortais com poderes cósmicos-fenomenais (dentro de uma lampadazinha) - enquanto as "Verdadeiras Divindades" estão bem longe do alcance dos mortais. Ou talvez nem dêem a mínima para eles.
Silva, dá para contar nos dedos da mão de um cubo gelationoso o número de mortais que conseguem fala diretamente com divindades em Planescape. Ainda mais se você lembrar que a maioria dos mortais são "clueless" e vivem no Prime Material Plane, ou seja, bem distantes das divindades. Os planares com poder e coragem para tentar falar face a face com uma divindade são geralmente o tipo de indivíduo de lendas e histórias (ou piadas, se estiver em Sigil).
Ecoando a outro posto meu: "Não é uma questão de coerência, no fundo. É que você basicamente rejeita qualquer cenário fantástico e quer limitar todo jogo para um espelho óbvio do nosso mundo."
Sim Lu, é exatamente isso que estou falando. A situação é tão bizarra que não dá pra prever - e muito menos esperar que seja igualzinho ao modelo padrão de religião/relação divino-mundano que vemos no restante dos cenários, e que pos sua vez é uma simplificação da nossa própria. Seria mais coerente da parte dos autores - e mostraria que estão realmente preocupados em dar consistência ao cenário - se eles tivessem bolado uma forma de religião/relação divino-mundano diferente/alienigena.

Esse é o diferencial de cenários como Tekumel, Glorantha, Pendragon, Harn, Tribe 8 e (eu ousaria dizer, já que não o conheço bem) Kingdoms of Kalamar e Eberron - são cenários que mostram uma preocupação com lógica interna e causalidade que os mantém firmes mesmo se você sair da esfera "heróis-vilões-aventuras" e se colocar de fato no lugar de um individuo habitando desse mundo e como ele pensaria e quais seriam suas motivações de fato - trabalho, lazer, constituir familia, criar filhos, ser feliz, louvar ao(s) deus(es), etc. Mas infelizmente a média de cenários de fantasia (Planescape incluso), se você fizer essas perguntas eles começam a "ruir", pois não foram feitos pra isso.
Sim concordo, mas o que NÃO dá pra contar nos dedos é a quantidade de mortais que já residem no planos. É muita gente cara, comunidades inteiras. Banalizou.








" . E realmente é pura questão de gosto, tem gente que se incomoda com essa falta de consistência interna, tem gente que não se importa.
) de Tekumel em termos de consistência sociológica cara, e as linguagens esquisitas do segundo são apenas um dentre outros aspectos que provam isso. Mas mesmo assim, eu provavelmente escolheria Dark Sun pra levar pra ilha deserta.
).Mas dada a relação divino-mundano do cenário, essa lógica deveria ser dominante (os athar deveriam constituir uns 70% da população de sigil e outlands ou mais). Mas aí caímos no que o Lumine falou acima: tudo que pensarmos será mera especulação porque essa relação já é alienígena pra nós em primeiro lugar.
Sim concordo, mas o que NÃO dá pra contar nos dedos é a quantidade de mortais que já residem no planos. É muita gente cara, comunidades inteiras. Banalizou.
Silva escreveu:Mas tenho que corrigir uma injustiça sua: o mundo de Dark Sun com suas culturas pseudo-mesopotâmicas não se compara com as culturas apseudas () de Tekumel em termos de consistência sociológica cara, e as linguagens esquisitas do segundo são apenas um dentre outros aspectos que provam isso. Mas mesmo assim, eu provavelmente escolheria Dark Sun pra levar pra ilha deserta.







Madrüga escreveu:A gente aprendeu em TSagr, da pior maneira, que ser sociologicamente, linguisticamente e religiosamente correto é... chato.
Silva escreveu:Maduga, não sei o que você quis dizer com isso, mas pra mim soa assim "a gente aprendeu com tsagr que o maneiro é um setting realmente não fazer sentido algum".![]()
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E Lu, pelas suas respostas dá pra perceber que você valoriza o fator "joguismo" acima de tudo, e não há nada de errado com isso. Mas é importante lembrar que a idéia de "jogável" de cada setting também está ligada ao que cada jogador busca num jogo, ou seja, alguem que curta mais "viajar" e "explorar" mundos e premissas diferentes (o que eu chamaria aqui de "imersionistas" ou "simulacionistas" ), pode perfeitamente achar mais interessante um cenário com premissa exótica, consistente e "alienígena" (como tekumel) do que a fantasia medieval ultra-jogável que é igual ao nosso próprio mundo só que maquiado de espada, escudo e chapéu pontudo (como Forgotten).
E quanto a sua pergunta sobre linguagens a resposta é sim: linguagens próprias e coerentes do ponto de vista linguistico dão riqueza a qualquer cenário, seja ele de rpg, mangá, filmes ou da próxima novela das oito. Ou você acha que a linguagem própria que Tolkien desenvolveu pra Terra-Média é irrelevante pra seu valor como obra de fantasia ?
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