Como eu iniciei em um outro tópico, a cena RPGística do Brasil parece possuir uma característica peculiar: Há um endeusamento do Roleplaying. Não estou afirmando que a maioria dos jogadores é necessariamente Roleplayer, ou que é uma característica inata daqui e sim, mesmo entre grupos que quase nada investem nesse modo de jogo, parece-me que há respeito e até admiração por quem se declara Roleplayer e em quem joga de tal maneira. Além disso, seguindo uma tendência em crer na dicotomia entre Roleplaying/Rollplaying ou Roleplaying/Powergaming, declarar-se abertamente um Powergamer/Advogado de Regras/Dungeon Crawler é visto com estranheza, e não raramente, como se quem faz isso é um sujeito estúpido, que não captura a "essência do RPG" e utilizando um chavão, "não sabe interpretar". Isso de certa maneira me intriga. Baseado nisso, eu tenho algumas questões:
Há realmente esse antagonismo entre Roleplaying e Rollplaying? Ou, em outros termos, entre Mecânica e História? Poderia isso ser simplesmente uma Falsa Dicotomia mantida desde os anos 80?
Por que até hoje o Roleplaying é visto como o "Estilo Maior e Correto" de jogar? E por que não raramente, muitos dos auto-declarados Roleplayers, vêem outros estilos de jogo como errados/inferiores/menos RPG? Em que se baseia isso?
Por que há relutância em criticar o estilo de jogo Roleplayer ( diga-se de passagem, eu acho que nunca vi um texto que fizesse isso. Por que será? ), mas uma aceitação quase em uníssono em críticas quanto ao Powergaming ou Dungeon Crawling?
Como o Roleplaying pode ser visto como "essência do RPG", se RPGs que "enfatizam o estilo" ( algo que não concordo, mas isso não vem ao caso ) são relativamente recentes na cena RPGística?
Abraços










Mas não podemos confundir a definição daquele objeto lúdico (jogo) com a sua proposta/objetivo (interpretar papéis), afinal é um jogo de interpretação de papéis, e não um jogo com interpretação de papéis.

) meu advogado de regras hoje é meu melhor lembrete quando algo me escapa. 