E então? Gostam, odeiam, indiferentes...
O ponto central aqui não são as desvantagens em sí, mas o propósito(e seu motivo de existirem, nos jogos que as aplicam). É justificável?
Adicionalmente: qual ou como seria a melhor forma de abordá-las?
De um lado uns argumentam que não cabe ao sistema definir desvantagens, e sim ao jogador: ele pode muito bem roleplayar a desvantagem sem nenhuma mecânica envolvida.
Além desse argumento há problemas de facto(mensuráveis) em desvantagens pelo sistema: jogador escolher a melhor relação custo x benefício(ex: desvantagem que menos aparecerá nesse jogo) ou escolhê-las meramente pela compensação(fungindo ao propósito). Enfim, tentar dominar o sistema, gamificar a coisa.
Pelo outro lado vem o propósito dessas mecânicas existirem:
-simular diferentes personagens
-equilibrar isso e
-incentivar personagens mais variados.
Ninguém num *jogo* traria desvantagens de impacto ao seu personagem simplesmente porque sim. Algumas passam como 'viciado em jogo', o tipo de coisa que cai bem em player fiat(e sequer precisa de mecânica)... mas ninguém pegaria um personagem equilibrado com os demais e jogaria com ele manco porque sim.
Além de desvantagens como 'preço'(onde o custo dela é compensado em outra parte da ficha), tem aquela outra: abordagem 'ao gosto do freguês', onde o jogador ganha alguma compensação quando a desvantagem afeta o jogo/cena. Eficaz em sanar boa parte dos problemas do velho método, mas ainda com problemas particulares:mesmo exemplo do manco: então sempre que precisar correr seria compensado? Num jogo de ação, isso seria o tempo todo? E ainda não deixa de lado alguma gamificação(com tal e tal desvantagens, e posso garantir ter pelo menos 1 compensação por sessão, que vai servir nisso aqui e...)
Lembrando que o ponto aqui é simular diferentes personagens que 'excedam expectativas'. Em muitos jogos a proposta é todos serem paragons 'protagonista de holywood', para muitos jogadores o interessante é isso e não há qualquer necessidade de usar desvantagens nesses casos. Mas para um sistema permitir um 'grande gênio numa cadeira de rodas' lado a lado(equilibrado) com o restante do grupo... o que é melhor? Vale a pena a brecha para min-max?
Deixar nas maõs dos jogadores? Como sem compensações?
Ou desvantagens não deviam existir em rpgs?
Minha visão: eu particularmente gosto da idéia de desvantagens(para simular exemplos como o gênio na cadeira de rodas) mas não me importo em mensurar tudo em regras... e justamente por isso não vejo personagens com falhas. Outra coisa que notei de positiva é que ajudam jogadores ainda sem idéias a criar personagens mais ricos... mas nenhuma alternativa para desvantagens me agrada. Deixar nas mãos dos jogadores idem. Eis o tópico.










Isso rende algumas cenas hilárias in-game além de tudo, como o personagem fumando o cigarro numa boa na frente do vilão principal da campanha.
) por falta de grupo... li faz um bom tempo e não lembro como são as desvantagens lá. E nem tinha ouvido falar no Bárbaros de Lemuria. Como eles lidam com a questão?