[*]Dragonkin - dragonidade (feito humanidade, elvidade...)
Dragonkin se refere a uma raça, não a um coletivo. Seria, literalmente, "Parentes dos Dragões".
[*]Exploit - explorar (no sentido de tirar vantagem), desbravar (no sentido de investigar, visitar); Exploração, desbravamento, expedição.
Exploits em D&D4 são poderes marciais, não um verbo. Daí a tradução pra proezas ou façanhas.
[*]Feat - Proeza, Façanha (no sentido de concluir algo que exige coragem ou habilidade). TALENTO é outra coisa... a tradição nessas horas é melhor ser mandada às favas.
Só que o sistema não tem "talent", como seria o caso de SWSaga, e na prática, os feats representam, sim, talentos e dons, especialmente agora que são predominantemente passivos.
[*]Shift - diminutivo do Caps Lock... brincadeirinha... mudar, alterar, modificar.
Shift é um ajuste de posição de 1 quadrado, durante combate. Essas traduções fogem completamente da semântica do termo no jogo.
[*]Tiers - divisões, categorias
O problema desses termos aí é que não transmitem verticalidade (a noção de progressão ou hierarquia).
No caso, uma das características de classe do Ranger tem "Hunter" no nome. Vai traduzir as duas com a mesma palavra? Ou usar algum outro termo que não caçador toda vez que aparecer hunter?
Eu nem sei como eu traduziria quarry. Acho que a expressão inteira mudaria bastante de estrutura, algo como "caça marcada", ou "marcar a presa". Não vejo isso como problema.
Toda classe acaba caindo nisso. Ou vamos querer que todo Guerreiro participe de conflitos entre forças militares? Warlord também sofrerá disso, qualquer que seja a tradução adotada.
Guerreiro era pra ser Lutador, Combatente ou Homem-de-Armas. Mas aí, já é questão de tradição e não vale a pena mudar. Warlord é um termo quase perfeito pois indica justamente um líder militarista. Quase, porque geralmente você adquire a denominação após reunir alguns seguidores sob o teu escudo, algo como um senhor feudal sem território. Então, a classe seria um Warlord-Wannabe.

Mas falando sério, realmente é muito difícil traduzir com uma palavra única e conhecida a idéia dessa classe, sem deturpar alguma coisa. A questão é que, pra mim, Caçador em nada deturpa a idéia do ranger, apenas perde a idéia de proteger alguma coisa, sendo que historicamente o ranger de D&D não tem obrigação nenhuma de proteger coisa alguma. Veja, eu estou discutindo o que a classe FAZ. Não o que um personagem faz. Se um personagem ranger patrulha um território, isso é fluff, é estória. Não altera em nada as habilidades que a classe define. A classe é construída pro cara ser um caçador: furtivo, atento, capaz de perseguir sua presa a longas distâncias, capaz de matar sua presa rapidamente e de evitar contato direto com ela. "Caçador" transmite perfeitamente o que a classe FAZ. Se os rangers no teu cenário são como os de Tolkien que têm a missão de proteger um território, isso é o TEU fluff, a TUA estória. Por isso, acho um grande erro terem incluído essa atribuição na descrição da classe.
Ou melhor, patrulha é mais do que você pensa. Citando trechos de meu Aurelião para patrulha e patrulhar: "grupo de pessoas que fazem a ronda, zelando pela manutenção da ordem, ou que procuram localizar pessoas em perigo, etc; (Mil) Percorrer sistematicamente uma área ou zona de passagem provável do inimigo, para detectá-lo e obter informes acerca da composição, atividades, etc, da área ou zona".
Note que essa área ou zona que ele patrulha não precisa ser a área dele, mas a área onde ele está no momento.
Cara, isso só fez reforçar meu argumento. Eu não disse que o território tinha que ser dele. Estou falando que patrulha é algo que se prende a um espaço físico. Nenhum ranger é obrigado a isso.
Essa pesquisa me lembrou de outro dado importante: Patrulheiro é um termo mais marcial, militar até. "Caçador" é meio rústico demais para um Ranger, que não precisa viver no mato, mas saber se virar nele.
Nem tampouco um soldado precisa viver no mato. Em campanha militar, ele vai se virar da mesma forma que um caçador típico.
Sim, e um ranger, warlord, paladino que participe de guerras poderá ser considerado um "guerreiro". Fighter, então, é qualquer um que lute...
A questão é de distinguir o que cada classe se propõe a fazer. Um paladino transmite a idéia de um cavaleiro que defende ideais nobres, e na tradição de fantasia, um cavaleiro sagrado. Warlord indica que o cara não é só um combatente, é um líder e provavelmente um estrategista. A classe "guerreiro" não tem nada a ver com nada disso. Ele só faz lutar. O propósito da classe é lutar, por isso ele é guerreiro/lutador. Aliás, pelo rumo que a 4e tá levando, o termo mais acurado pra ele seria "mestre de armas".
E um guerreiro, paladino ou ranger que comande um grupo será o Comandante deles (assumindo essa a tradução adotada para warlord).
A questão que estou discutindo é o que a classe define como seu caráter e propósito, não o que um personagem específico resolve fazer em um dado momento. Um guerreiro que mete a mão no bolso de alguém e sai correndo foi um ladrão naquele momento, isso não significa que ele deixou de ser guerreiro ou se tornou ladino.
Mas certamente tem uma classe que faz cada coisa dessas melhor. Adivinha qual é o melhor em patrulhar?
Esse até que é um argumento razoável. Só que também é o melhor pra caçar.

Coisas que patrulheiro também faz, sem fazer ninguém pensar que ele só faz isso contra animais.
Patrulhas também podem perseguir alvos, não concorda?
Poder, podem, mas não é a primeira coisa que vem à mente quando se fala em patrulheiro.
Will, devo admitir que os teus argumentos amenizaram a minha ojeriza ao termo "patrulheiro". Ainda vou chamar de caçador na minha mesa, mas talvez pare de torcer o nariz quando ver "patrulheiro" por aí.