O que o velho Gygax pensava dos novos D&Ds...

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O que o velho Gygax pensava dos novos D&Ds...

Mensagempor Deicide em 11 Mar 2008, 15:51

Mais um ponto importante tocado! Realmente, o Livro do Mestre parece ser o "patinho feio" do Core. Engraçado, porque esses dias atrás vi alguém falar que só encontrava Livros do Mestre na loja quando ele foi comprar o Livro do Jogador, e isso me deixou pensando: "Deve sobrar Livro do Mestre porque deve ser o livro menos comprado do trio básico".
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

Desde então, grandes heróis e vilões têm mantido o mundo girando a cada geração.


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Mensagempor AKImeru em 11 Mar 2008, 15:53

Sejamos realistas


Certo.

cada nova edição apareceu mais jogadores OPs e Advogados de Regras ou jogadores Historiadores?


Você está insinuando que D&D primeira edição tinha mais "jogadores historiadores" do que qualquer outra?

DEUS EU RI!
:rolando:

A terceira edição foi simplesmente um "tapa na cara" ao colocar o Sábio dos vales, com uma ficha dizendo "eu sou foda, usem meus números". A derradeira foi com os deuses. Dar atributos aos deuses?


Eu concordo com isso. Deuses não são mortais poderosos. SÃO MALDITOS DEUSES!

os mestres novatos se deliciavam em colocar personagens lendários como heróis das histórias menosprezando seus jogadores. Malditas fichas! Os jogadores simplesmente ficaram condicionados às regras! Eles apenas jogam dados


Você -sabe- que isso é pura especulação sua e pode ou não pode ser verdade né?
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Mensagempor Mirallatos em 11 Mar 2008, 16:28

Eu bem que queria ver as opiniões do Dave Anerson, Monte Cook, Skipp Willams e outros designers sobre o D&D4.
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Mensagempor Sellous em 11 Mar 2008, 16:35

Sabe, Sellous, no Livro do Mestre não tem fichas de deuses ou NPCs épicos, mas d~çao muitas dicas sobre como interpretar os NPCs, tabelas de características (feio, bonito, avarento, exuberante, alto, baixo, corajoso, covarde) e como ajustar as regras ao bel-prazer da mesa. Aliás, o Livro do Mestre me ajudou muito a pensar na hora de elaborar aventuras ou a ver que as regras podem sim ser torcidas para melhor se adeuqar a mesa, mas com cautela e cuidado. Mas me parece que muitos mestres por aí não lêem o DM, se não para ver as armadilhas, classes de prestígio e itens mágicos.


Ahm... meu livro do mestre de D&D 3.5 possui 26 páginas sobre NPCs. Vamos ver o que tem nela? *descrição, tabela, tabela, tabela, tabela, tabela, tabela.......... tabela, como usar os NP.. ops, fim!* ¬¬... Não me leve a mau, há coisas boas para o mestre naquele livro, claro que há! Mas há mais enfoque em números, itens, regras, tabelas do que a interpretação. Preferiria que a parte de Rolando um jogo (é assim que ficou em português?), NPCs e Campanhas fosse um pouco mais desenvolvido, apesar do último estar bem melhor do que no 3.0.

Vcs tem que me perdoar, mas eu confesso, prefiro o estilo de roleplay, pq me encheu o saco criar fichas e mais fichas, cada vez mais complexas e tomando mais meu tempo, horas e horas, além de ficar discutindo regras com jogadores na mesa. Eu perdia mais de duas horas olhando entre complementos para criar uma ficha "compatível" contra meus jogadores de 17 nível. Prefiro muito mais simplesmente interpretar e contar uma história do que "como matar 20 orcs com tal combo". Mas essa é minha opinião.

Não sei qual a origem exata deles, só sei que vi serem popularizados no Brasil pela DB. O problema deles é que são rotulações carregadas de condescendência enrustida, e um monte de presunção mal-disfarçada. Ainda estou pra ver alguém que use os termos sem deixar insinuado que "meu estilo de jogo é melhor que o teu".


Tb não sei da origem deles, mas não os vejo distante dos termos em inglês como munchkins (esse eu sei a origem!), powerplayers ou twinks, então, não sei pq não usá-los. Meu ponto não é dizer que o estilo roleplay é o melhor, mas sim dizer que o roleplay é mais o original (o que paradoxalmente é um absurdo, pq o RPG saíu de um wargame) e defender o ponto de vista do Gary. Se ficou esse resquício de que interpretar é o melhor estilo de jogo, desculpe-me. :aham:

Você já leu Eberron?


Já, e adorei. Particularmente eu amei o complemento Sharn City of Towers. Pena que ultimamente os suplementos de Eberron andam perdendo o fôlego.

E raios, como me dá raiva de ver quanta gente não lê o Livro do Mestre.


3
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Mensagempor Natsuiro em 11 Mar 2008, 16:42

Eu perdia mais de duas horas olhando entre complementos para criar uma ficha "compatível" contra meus jogadores de 17 nível.




NPCs high-level in 5 minutes. Now you are thinking with E-Tools.

:victory:
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Mensagempor Elven Paladin em 11 Mar 2008, 16:46

Sejamos realistas, a cada nova edição apareceu mais jogadores OPs e Advogados de Regras ou jogadores Historiadores?


Eu não tenho a menor idéia, já que por essas terras ,Advogado de Regras ou um Powergamer é visto como um insulto a ser proferido ao mais baixo jogador, enquanto ser um "Historiador/Roleplayer" é o patamar maior da sabedoria humana.

E, sinceramente: Se continuarem surgindo powergamers como os da safra americana (Bacris, LordofProcrastination, Tempest Stormwind, Snow Savant, Tleilaxu_Ghola e Dictum Mortuum ), eu realmente agradeço por "surgir cada vez mais Powergamers ou Advogados de Refras".

A terceira edição foi simplesmente um "tapa na cara" ao colocar o Sábio dos vales, com uma ficha dizendo "eu sou foda, usem meus números".


Bem, então você teria um infarto ao ver o Hall of Heroes, Villain´ Lorebook e Heroes´ Lorebook do Forgotten Realms do AD&D. Os 3 livros acima vinham basicamente com NPCs famosos e suas fichas ( Oooh, o Horror Eterno! Que coisa temível! Fujam! )

A derradeira foi com os deuses. Dar atributos aos deuses? Mas que m**** é essa!


É D&D em sua primeira encarnação, e no qual a 3ª Edição ressuscitou.
"Eu não sou católica, mas considero os princípios cristãos - que tem suas raízes no pensamento grego e que, no transcorrer dos séculos, alimentaram todas as nossas civilizações européias - como algo que uma pessoa não pode renunciar sem se aviltar" Simone Weil

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Mensagempor Deicide em 11 Mar 2008, 16:58

Sellous escreveu:Ahm... meu livro do mestre de D&D 3.5 possui 26 páginas sobre NPCs. Vamos ver o que tem nela? *descrição, tabela, tabela, tabela, tabela, tabela, tabela.......... tabela, como usar os NP.. ops, fim!* ¬¬...


Mas Sellous, aqueles NPCs estão ali exatamente para permitir ao Mestre criar um NPC na hora sem precisar ficar montando fichas com antecedência. É uma baita mão na roda. Os NPCs ali presentes sequer são tão poderosos assim. Basicamente, é para o momento em que a aventura sai dos rumos e o Mestre precisa criar algum NPC no meio do jogo.

Não me leve a mau, há coisas boas para o mestre naquele livro, claro que há! Mas há mais enfoque em números, itens, regras, tabelas do que a interpretação. Preferiria que a parte de Rolando um jogo (é assim que ficou em português?), NPCs e Campanhas fosse um pouco mais desenvolvido, apesar do último estar bem melhor do que no 3.0.


Poderia ser um pouco melhor mesmo. Você já viu o DMG 2? Acho que lá tem bastante coisa interessante, e mostra a nova aproximação da WotC para um Livro de Mestre

Vcs tem que me perdoar, mas eu confesso, prefiro o estilo de roleplay, pq me encheu o saco criar fichas e mais fichas, cada vez mais complexas e tomando mais meu tempo, horas e horas, além de ficar discutindo regras com jogadores na mesa. Eu perdia mais de duas horas olhando entre complementos para criar uma ficha "compatível" contra meus jogadores de 17 nível. Prefiro muito mais simplesmente interpretar e contar uma história do que "como matar 20 orcs com tal combo". Mas essa é minha opinião.


Estranho... tenho tido um trabalhão com fichas na minha campanha atual (começou no 1o. nível, estamos no 17o.) ,mas é o jogo mais interpretativo e divertido que já tivemos. Minha questão é que faço cada NPC único e evito reaproveitar fichas. Só no arco atual da história, já devo ter feito cerca de 50 NPCs diferentes, variando de níveis 8 a 20, incluindo aliados e inimigos (a campanha inteira se baseia em interação com NPCs, e não monstros genéricos...). Ia ser legal se fosse mais intuitivo fazer NPCs em D&D, a maior falha do jogo na minha opinião é ter que seguir as fórmulas de criação.

Tb não sei da origem deles, mas não os vejo distante dos termos em inglês como munchkins (esse eu sei a origem!), powerplayers ou twinks, então, não sei pq não usá-los. Meu ponto não é dizer que o estilo roleplay é o melhor, mas sim dizer que o roleplay é mais o original (o que paradoxalmente é um absurdo, pq o RPG saíu de um wargame) e defender o ponto de vista do Gary. Se ficou esse resquício de que interpretar é o melhor estilo de jogo, desculpe-me. :aham:


Bom, tem gente que discorda. Eu concordo que interpretação é o melhor do RPG, mas ultimamente tenho tomado gosto por estudar regras. Talvez porque eu goste de ciências exatas... hehehe. Mas não me atenho muito a regras; costumo estudá-las mais para saber como modificá-las e em que pontos elas são mais falhas para eu poder abordar ou criar regras da casa.

Ainda assim, adoro interpretar. Meus personagens são sempre "conceitos clássicos, mas com toques únicos e sem ficar bizarro". Adoro fazê-los tomar decisões que do ponto de vista das regras são estúpidas. Adoro fazê-los mais idiotas do que eu, para eu cometer enganos. Alguns dos meus jogadores não separam muito conhecimento de jogador do de personagem, mas eu tento fazer isso o máximo possível. É uma pena que eu seja o Mestre, então as oportunidades de criar um personagem e jogá-lo por mais do que uma história avulsa são nulas por aqui....
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

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Mensagempor Sellous em 11 Mar 2008, 17:19

Você está insinuando que D&D primeira edição tinha mais "jogadores historiadores" do que qualquer outra?


Quem insinua algo é mulher de lingerie. Estou dizendo que o os jogadores de RPG ao longo do tempo estão evoluindo para isso.

NPCs high-level in 5 minutes. Now you are thinking with E-Tools.


Meu computador é lerdo, o E-tools ficava muito pesado. -_- Espero que a 4 edição traga um software que rode no meu PC. (ok, podem rir de mim, PC a lenha é fogo...)

Mas Sellous, aqueles NPCs estão ali exatamente para permitir ao Mestre criar um NPC na hora sem precisar ficar montando fichas com antecedência. É uma baita mão na roda. Os NPCs ali presentes sequer são tão poderosos assim. Basicamente, é para o momento em que a aventura sai dos rumos e o Mestre precisa criar algum NPC no meio do jogo.


O problema não são as tabelas, mas sim o que falta.

Poderia ser um pouco melhor mesmo. Você já viu o DMG 2? Acho que lá tem bastante coisa interessante, e mostra a nova aproximação da WotC para um Livro de Mestre


Deus te ouça.. quero dizer, Wizards te ouça...


Estranho... tenho tido um trabalhão com fichas na minha campanha atual (começou no 1o. nível, estamos no 17o.) ,mas é o jogo mais interpretativo e divertido que já tivemos. Minha questão é que faço cada NPC único e evito reaproveitar fichas. Só no arco atual da história, já devo ter feito cerca de 50 NPCs diferentes, variando de níveis 8 a 20, incluindo aliados e inimigos (a campanha inteira se baseia em interação com NPCs, e não monstros genéricos...). Ia ser legal se fosse mais intuitivo fazer NPCs em D&D, a maior falha do jogo na minha opinião é ter que seguir as fórmulas de criação.


Ah, as aventuras era muito boas! Pelo menos o trabalho compensava! Mas após anos fazendo fichas, não tenho mais vontade nem tempo de fazê-las. Agora quem tem mais tempo livre que eu, mestre pra mim! :cool:
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Mensagempor AKImeru em 11 Mar 2008, 17:23

Quem insinua algo é mulher de lingerie. Estou dizendo que o os jogadores de RPG ao longo do tempo estão evoluindo para isso.


Eu vou me deliciar ao ver você tentando provar isso.

Prove. Por favor.
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Mensagempor Deicide em 11 Mar 2008, 17:29

Xiii.....

Gente, por favor, lembrem-se de usar "na minha opinião" antes de lançarem algo que não tem estatísticas e provas... Senão o Oda vai pegar no pé...

Exemplo bom: "a maior falha do jogo na minha opinião é ter que seguir as fórmulas de criação."

Exemplo ruim: "a maior falha do jogo é ter que seguir as fórmulas de criação."
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Mensagempor AKImeru em 11 Mar 2008, 17:35

Exatamente.

Eu sou um terrorista das semanticas. Um imperador das incertezas. Um Capitão Comando do Odio.


Onde você falar besteiras como "TODOS OS JOGADORES DO SISTEMA X SÃO Y" eu estarei lá, te cutucando, te provocando, fazendo do seu post um inferno na internet.
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Mensagempor Deicide em 11 Mar 2008, 17:38

Também vale falar "Eu acho que", "Tenho a impressão que", "Não tenho provas, mas minha percepção é a de que", "Talvez eu esteja falando besteira, mas acho que", "O que eu mais vejo é que"...
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

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Mensagempor Sellous em 11 Mar 2008, 17:38

Eu vou me deliciar ao ver você tentando provar isso.

Prove. Por favor.


Ah... me desculpe Oda, mas, tipo... não! Vou deixar você passar vontade Oda! :bwaha:



















SPOILER: EXIBIR
Falando sério Oda, olhe na página anterior. Eu já respondi isso ao Deicide. Não há como eu provar isso.
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Mensagempor AKImeru em 11 Mar 2008, 17:49

Não há como eu provar isso.


Então eu posso simplismente falar:

"Não. Isso não está acontecendo." e eu estarei tão certo quanto você. Então...


Não. Isso não está acontecendo. Aproveite seu futuro apocaliptico.
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Mensagempor Sellous em 11 Mar 2008, 17:54

Então eu posso simplismente falar:

"Não. Isso não está acontecendo." e eu estarei tão certo quanto você. Então...


Não. Isso não está acontecendo. Aproveite seu futuro apocaliptico.


Ah... claro que você pode falar, mas também terá que provar, afinal eu falei que eu não estava certo! :linguinha:
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