Até onde vai o purismo na 4e?

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Até onde vai o purismo na 4e?

Mensagempor cavaleiromorto em 24 Nov 2008, 20:58

ShinRyuu escreveu:Concordo que é uma evolução à submissão divina das edições anteriores, mas confesso que esperava que a mudança de conceito fosse pra magia divina nascer apenas da fé do devoto, sem nem precisar de ritual, apenas de prática. Mas, a restrição da perseguição da igreja é muito bem-vinda.


A perseguição de uma igreja Leal e Boa deve ser bem legal e colocar o personagem herege como um vilão a ser derrotado. Sei que não tem muito a ver, mas um exemplo legal é visto no jogo Final Fantasy Tactics, as ações de Ramza o fazem ser tratado como um herege e perseguido como tal.
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Mensagempor Art__ em 25 Nov 2008, 00:00

A perseguição de uma igreja Leal e Boa deve ser bem legal e colocar o personagem herege como um vilão a ser derrotado. Sei que não tem muito a ver, mas um exemplo legal é visto no jogo Final Fantasy Tactics, as ações de Ramza o fazem ser tratado como um herege e perseguido como tal.

Pensei nesse exemplo também, mas vc foi mais rápido, mas, tirando a perseguição da igreja, como seria a visão do deus sobre esse personagem?
vamos adotar o exemplo do nosso ex-clérigo de tempus, imagina esse personagem decidir seguir o epic destiny de choosen of tempus, pow como um deus iria ter como representante mais alto um clérigo considerado herege? é algo intrigante.
Aqui na mesa isso não acontece porque precisamos limitar bem os nossos objetivos e metas para um futuro destiny, e não pegar um epic destiny só por atributos ou poderes...
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Mensagempor Cebolituz em 25 Nov 2008, 01:13

Por isso que sou contra essa história do clérigo da guerra ser covarde.

Seria a mesma coisa que eu que tenho completa aversão a armas de fogo, querer me alistar para o Exército (se não fosse obrigatório, é claro).

Imagino que para fazer parte de um certo grupo ou seita, você deva cumprir pré-requisitos para ser aceito em uma determinada Ordem. Creio que ser covarde para o clérigo da guerra, não seja algo que a instituição ou o próprio Deus fossem aceitar.

A não ser que ele tenha tido motivos para se tornar mais esguio e covarde depois de ter sido nomeado e recebido os poderes do Deus, por algum outro motivo qualquer. Traumas, loucuras, arrependimentos ou o que for. Mas se ele já era covarde antes de entrar para a ordem, aí perde-se um mínimo de verossimilhança com a realidade.
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Mensagempor GoldGreatWyrm em 25 Nov 2008, 07:49

A não ser que ele seja um oportunista em busca de poder "fácil". Ou a família tenha obrigado ele a entrar na ordem. Etc.
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Mensagempor Aluriel de Laurants em 25 Nov 2008, 09:07

Se bem que tem plots como provar que eles estão errados
ser um choosen of tempus sendo um herege é viável e pode abrir plots interessantes.
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Imagem Bons tempos aqueles em que você podia por um satã travesti num desenho de criança.


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As vezes a maior sabedoria é parecer não saber nada.
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Mensagempor Otherwise em 25 Nov 2008, 09:21

É aquilo. Tempus pode ver seu clérigo como um verdadeiro devoto, enquanto os membros da igreja de Tempus vêem o mesmo clérigo como herege (porque pensam como mortais, estando sujeitos a falhas de interpretação e, além disso, como qualquer mortal tem uma certa queda por agir tendenciosamente).
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Mensagempor ShinRyuu em 25 Nov 2008, 11:26

pow como um deus iria ter como representante mais alto um clérigo considerado herege?


Se fosse só por ser considerado herege, seria fácil imaginar, é só lembrar que Cristo sofreu o mesmo tipo de perseguição e depois se tornou a figura central da nova religião que se formou como ramificação do Judaismo.

O problema é que o personagem que você citou como exemplo não só é CONSIDERADO herege, mas tudo indica que é de FATO um herege, porque é covarde. É o oposto de Ramza, que era um cara justo e fiel aos ensinamentos da igreja do país dele, porém foi chamado de herege por questão de conflitos políticos. (Na verdade, os dirigentes da igreja dele é que eram os hereges.)
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Mensagempor Art__ em 25 Nov 2008, 21:53

É aquilo. Tempus pode ver seu clérigo como um verdadeiro devoto, enquanto os membros da igreja de Tempus vêem o mesmo clérigo como herege (porque pensam como mortais, estando sujeitos a falhas de interpretação e, além disso, como qualquer mortal tem uma certa queda por agir tendenciosamente).


pow velho, argumento bom demais, disse tudo.
Seria muito interessante pensar nisso em epic tier, com vários campeões surgindo para tentar derrubar o herege, e você lutando contra eles, sem querer arruinar as vidas do servo de seu deus ao mesmo tempo que tenta trazer uma verdade ou ensinamento maior a tona, pow, ótimo gancho de aventura ^^

ShinRyuu, entendi o que você quer dizer, foi bom termos esse exemplo do ramza por aqui, ele serviu para várias comparações.
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Mensagempor Torneco em 25 Nov 2008, 22:52

Eu só acho complicado que um personagem tenha um comportamento diferente do aceito pela divindade, que seja realmente um herege mesmo, e mesmo assim mantenha seus poderes divinos, em um cenário onde os deuses são presentes e existem de verdade. Para mim não faz sentido um deus manter um seguidor que não tenha os pré-requisitos que ele necessite, a não ser que ele tenha um plano pra essa pessoa. Creio que dependendo do desenrolar da história, chega um ponto onde ele deva perder seus poderes sim.

No caso de um cenário com deuses não presentes, como Eberron, que os poderes divinos não vem diretamente dos deuses e sim da fé da pessoa, creio que seja possível que exista um clérigo da guerra covarde, ou com pessoas com idéias completamente diferentes mas a mesma religão possam ter poderes.
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Mensagempor GoldGreatWyrm em 25 Nov 2008, 23:59

Até o Deus notar a presença de uma ovelha transviada em seu rebanho demora. Depois, quando ele descobrir, [b]Time for Plot[/b]! :dança:
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Mensagempor Kinn em 26 Nov 2008, 12:08

:doido: Eu achava que os deuses eram sempre 100% cientes dos atos de seus devotos... :doido: Mas parece que os deuses agora andam tendo problema de recepção com os guerreiros de fé :parede:
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Mensagempor ShinRyuu em 26 Nov 2008, 13:11

Torneco, mesmo nos cenários onde os deuses são presentes, a ovelha negra poderia não perder seus poderes, mas sim "sintonizar" com outra divindade. Na minha opinião, seja um cenário no qual os deuses são palpáveis e conhecidos, seja num cenário no qual é tudo questão de fé, a magia divina nasce apenas da fé do devoto. Se o cara diz-se devoto de Tempus mas em coração ele está se dedicando ao caminho de Torm, ele na verdade é um devoto de Torm sem saber. No meu entendimento, quaisquer que sejam os teus valores e caminho, existe uma divindade que representam esses conceitos, e o devoto "sintoniza" ou "alinha-se" a essa divindade, mesmo que não saiba ou que pense que seja com outra divindade. Cabe, então, às divindades envolvidas manifestarem-se da forma apropriada ao cenário para esclarecer o equívoco. Inclusive, dependendo do cenário, as duas divindades envolvidas podem ser duas faces da mesma divindade e pra ela está tudo bem, quem vai se estressar são as facções religiosas. Isso é ainda mais aplicável num cenário onde na verdade só existe 1 entidade divina, mas ela se desdobra em um panteão inteiro de acordo com os cultos mortais existentes.
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Mensagempor Allefcapt em 26 Nov 2008, 15:29

Ola a todos,

Vou colocar aqui as palavras e opiniôes de um de meus mais experientes jogadores:

"Penso que um elfo jamais seria um sacerdote de Tempus por questões óbvias a
todos, creio. Porém, podemos levar em consideração a questão que ele sofre
de uma patologia psicológica, no entanto não podemos esquecer que é uma
doença comum a humanos, como na questão suscitada o personagem é um elfo
acredito que talvez seria um caso para se pesquisar uma passagem semelhante
em algum romance ou história épica, e ninguém melhor para fazer isso do que
você, o Senhor das grandes viagens, pois, lembre-se que estamos falando de
um elfo com características psicológicas, fisiológicas e culturais
completamente distintas de humanos.

O que me vêm à cabeça de imediato é a célebre Saga dos Cavaleiros da Lança em Dragon Lance, os irmãos gêmeos (humanos) Rastrlim Majere e Caramum Majere, o primeiro sofre de algo
parecido, no entanto, sua loucura é originada na tormenta de uma deusa
maligna, não é indicado citarmos seu verdadeiro nome, assim sua essência boa
entrou em conflito, criando uma confusão mental no personagem, estamos
falando do personagem principal deste romance talvez de toda Dragon Lance,
vale dar uma conferida, é como "El Mister" :b para Forgoten Realms.

Bom, resumindo eu com um personagem desse nas mãos, a primeira coisa a saber
seria, qual é o estado normal dele? O que apresenta uma regularidade.
Acredito que por ser um sacerdote de Tempus seja a faceta sanguinária,
principal motivo para que os outros jogadores tenham um certo receio dele, o
grupo tem q saber usar isso a favor deles, quanto à faceta medrosa, essa é
mais complicada de analisar, há muitas nuances do medo, tipo: Medo de um
Grilo?? De lugares escuro?? De ficar sozinho?? De morrer?? De falhar?? De
Orcs??? De um Dragão Vermelho Wyrm??? Hehehe...esse acho q é geral têm.

Enfim, o mais viável para esse personagem seria uma personalidade
introspectiva ou isolado, ao invés de uma interpretação medrosa. Na humilde
opinião de um jogador de ad&d com mais de 15 anos de praia.
Gostei muito da
polêmica."


Por Rodrigo L. Teixeira, Remy Lebeau, Doc "o camaleão" ou um certo amigo deles..

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Mensagempor Torneco em 26 Nov 2008, 15:30

Shinryu, eu também concordo que isso também é uma opção. Se o cara se diz seguidor de uma divindade mas segue dogmas diferentes, ele pode receber poderes de outra divindade. Acontece que mesmo nesse caso, o deus original corta o fluxo de poder divino dele com o devoto.

Por questões como essa que eu acho impossível em um cenário com deuses presentes que um clérigo indo contra os ensinamentos de sua divindade ainda mantenha os poderes ligados a ela. Se o cara sai da linha, ou ele troca de chefe ou é despedido.

No caso já mencionado do clérigo de Tempus medroso, bem, não conheço muito bem o perfil de Tempus, mas guerra não é vencida apenas por força bruta, envolve muitas táticas, engodos, etc. Creio que se o personagem demonstra ter qualidades que compensem o medo de entrar em combate direto, e demonstre ser capaz de mudar e demonstrar mais coragem, pelo menos nos momentos de necessidade, creio que não tenha problemas em manter a divindade, pois ele ainda vai estar seguindo o caminho proposto por ela.
Editado pela última vez por Torneco em 26 Nov 2008, 15:43, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Aluriel de Laurants em 26 Nov 2008, 15:35

A idéia da segunda personalidade introspectiva e isolada, sendo até calma, seria bem mais interessante.
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