Até onde vai o purismo na 4e?

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Até onde vai o purismo na 4e?

Mensagempor Cebolituz em 26 Nov 2008, 17:47

Eu concordo plenamente com o Torneco.

Creio que a principal pergunta até não seria "por que um covarde desejaria ser um clérigo de Tempus?', mas sim "por que diabos Tempus e o clero iriam aceitar um covarde carregando seus símbolos e dogmas perante as guerras e conquistas?"

No caso, se Tempus tem planos ou vê vantagens nele, mesmo que corra o risco de manchar o seu nome e a sua reputação perante seus fiéis, então ainda vá lá. Se não, a única coisa que vejo é o jogador querer tirar um proveito do background para ganhar certas vantagens na história (assim como já conheci personagens sobrinhos do Elminster).
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Até onde vai o purismo na 4e?

Mensagempor Leisses em 26 Nov 2008, 18:04

Bom, uma coisa que pode pensar também é na seguinte frase:
"O homem mais corajoso é aquele que enfrenta seus medos."
Pode ser que o personagem seja um baita de um medroso, mas para superar seus medos ele criou uma segunda personalidade que enfrenta o seu maior medo por devoção ao deus em que deposita sua fé.
Acho que isso pode se resolver apenas conseguindo uma explicação para a situação como a que postei acima. Não fui muito a fundo no assunto mas acho que isso com um pouco de trabalho pode gerar um bom motivo para o personagem ser um escolhido do deus para representa-lo. Afinal um clérigo deve mostrar as pessoas o porque de seguir ao seu deus e para um clérigo de Tempus demonstrar a superação do medo pelo homem mais medroso devido a sua devoção a Tempus é uma grande prova do poder do deus.
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Até onde vai o purismo na 4e?

Mensagempor Ronassic em 26 Nov 2008, 22:48

ShinRyuu escreveu:Torneco, mesmo nos cenários onde os deuses são presentes, a ovelha negra poderia não perder seus poderes, mas sim "sintonizar" com outra divindade. Na minha opinião, seja um cenário no qual os deuses são palpáveis e conhecidos, seja num cenário no qual é tudo questão de fé, a magia divina nasce apenas da fé do devoto. Se o cara diz-se devoto de Tempus mas em coração ele está se dedicando ao caminho de Torm, ele na verdade é um devoto de Torm sem saber. No meu entendimento, quaisquer que sejam os teus valores e caminho, existe uma divindade que representam esses conceitos, e o devoto "sintoniza" ou "alinha-se" a essa divindade, mesmo que não saiba ou que pense que seja com outra divindade. Cabe, então, às divindades envolvidas manifestarem-se da forma apropriada ao cenário para esclarecer o equívoco. Inclusive, dependendo do cenário, as duas divindades envolvidas podem ser duas faces da mesma divindade e pra ela está tudo bem, quem vai se estressar são as facções religiosas. Isso é ainda mais aplicável num cenário onde na verdade só existe 1 entidade divina, mas ela se desdobra em um panteão inteiro de acordo com os cultos mortais existentes.


ShinRyuu tem razão no que diz, sábias palavras, isso acontece na vida real inclusive, há várias pessoas que seguem determinada religião por muitos anos, mas só depois de um tempo ela descobre que aquela religião não tinha nada haver com a realidade dela.

Allefcapt escreveu:Ola a todos,

Vou colocar aqui as palavras e opiniôes de um de meus mais experientes jogadores:

"Penso que um elfo jamais seria um sacerdote de Tempus por questões óbvias a
todos, creio. Porém, podemos levar em consideração a questão que ele sofre
de uma patologia psicológica, no entanto não podemos esquecer que é uma
doença comum a humanos, como na questão suscitada o personagem é um elfo
acredito que talvez seria um caso para se pesquisar uma passagem semelhante
em algum romance ou história épica, e ninguém melhor para fazer isso do que
você, o Senhor das grandes viagens, pois, lembre-se que estamos falando de
um elfo com características psicológicas, fisiológicas e culturais
completamente distintas de humanos.

O que me vêm à cabeça de imediato é a célebre Saga dos Cavaleiros da Lança em Dragon Lance, os irmãos gêmeos (humanos) Rastrlim Majere e Caramum Majere, o primeiro sofre de algo
parecido, no entanto, sua loucura é originada na tormenta de uma deusa
maligna, não é indicado citarmos seu verdadeiro nome, assim sua essência boa
entrou em conflito, criando uma confusão mental no personagem, estamos
falando do personagem principal deste romance talvez de toda Dragon Lance,
vale dar uma conferida, é como "El Mister" :b para Forgoten Realms.

Bom, resumindo eu com um personagem desse nas mãos, a primeira coisa a saber
seria, qual é o estado normal dele? O que apresenta uma regularidade.
Acredito que por ser um sacerdote de Tempus seja a faceta sanguinária,
principal motivo para que os outros jogadores tenham um certo receio dele, o
grupo tem q saber usar isso a favor deles, quanto à faceta medrosa, essa é
mais complicada de analisar, há muitas nuances do medo, tipo: Medo de um
Grilo?? De lugares escuro?? De ficar sozinho?? De morrer?? De falhar?? De
Orcs??? De um Dragão Vermelho Wyrm??? Hehehe...esse acho q é geral têm.

Enfim, o mais viável para esse personagem seria uma personalidade
introspectiva ou isolado, ao invés de uma interpretação medrosa. Na humilde
opinião de um jogador de ad&d com mais de 15 anos de praia.
Gostei muito da
polêmica."


Por Rodrigo L. Teixeira, Remy Lebeau, Doc "o camaleão" ou um certo amigo deles..

Abraços a todos,


O Rodrigo Teixeira mais conhecido como Rodrigol é um Bardo por natureza, adora viajar em suas palavras, mas dessa vez ele falou coisas mais do que interessantes. Só precisa voltar a ler as novelas de Forgotten Realms e Dragonlance, pra não errar mais os nomes de pessoas tão conhecidas como Elminster Aumar e Raistlin Majere e Caramon Majere. :roll:
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Mensagempor cavaleiromorto em 27 Nov 2008, 01:32

Torneco escreveu:Shinryu, eu também concordo que isso também é uma opção. Se o cara se diz seguidor de uma divindade mas segue dogmas diferentes, ele pode receber poderes de outra divindade. Acontece que mesmo nesse caso, o deus original corta o fluxo de poder divino dele com o devoto.

Por questões como essa que eu acho impossível em um cenário com deuses presentes que um clérigo indo contra os ensinamentos de sua divindade ainda mantenha os poderes ligados a ela. Se o cara sai da linha, ou ele troca de chefe ou é despedido.

No caso já mencionado do clérigo de Tempus medroso, bem, não conheço muito bem o perfil de Tempus, mas guerra não é vencida apenas por força bruta, envolve muitas táticas, engodos, etc. Creio que se o personagem demonstra ter qualidades que compensem o medo de entrar em combate direto, e demonstre ser capaz de mudar e demonstrar mais coragem, pelo menos nos momentos de necessidade, creio que não tenha problemas em manter a divindade, pois ele ainda vai estar seguindo o caminho proposto por ela.



Tirando o fluff da coisa, o padrão das regras é que os clérigos/paladinos mantenham os seus poderes mesmo que quebrem todos os dogmas do seu deus. A 4e transformou os servos dos deuses em conjuradores divinos no real sentido da palavra, eles aprendem a canalizar a energia divina/fé e a partir dai podem usar o poder para fazerem o que quiserem. Claro que dependendo do que façam viram hereges e alvos da inquisição da igreja.

Ao meu ver, tivemos a prevalência da visão do mundo de Eberron sobre os demais cenários, tanto que FR é da mesma linha. Gostaria de saber se mundos mais apegados aos deuses como Dragonlance, vão seguir este padrão ou vão ter regras diferenciadas.

No mais, falando apenas em termos de equilibrio eu adorei a mudança, afinal o esquema de perder poderes era uma ferramenta injusta para os servos dos deuses e que trazia mais problemas do que diversão para a mesa. Estava no mesmo nível do mestre roubar o grimório do mago.
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Mensagempor ShinRyuu em 27 Nov 2008, 13:33

Leisses escreveu:Bom, uma coisa que pode pensar também é na seguinte frase:
"O homem mais corajoso é aquele que enfrenta seus medos."
Pode ser que o personagem seja um baita de um medroso, mas para superar seus medos ele criou uma segunda personalidade que enfrenta o seu maior medo por devoção ao deus em que deposita sua fé.
Acho que isso pode se resolver apenas conseguindo uma explicação para a situação como a que postei acima. Não fui muito a fundo no assunto mas acho que isso com um pouco de trabalho pode gerar um bom motivo para o personagem ser um escolhido do deus para representa-lo. Afinal um clérigo deve mostrar as pessoas o porque de seguir ao seu deus e para um clérigo de Tempus demonstrar a superação do medo pelo homem mais medroso devido a sua devoção a Tempus é uma grande prova do poder do deus.


Muito bom! Dessa forma, ele é até comparável ao exemplo de Ramza, pois seria um verdadeiro devoto, porém mal-compreendido.
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Mensagempor Sr. Pichu em 27 Nov 2008, 22:32

Art__, sobre Kenders eu só digo uma coisa:
pense em crianças excessivamente elétricas
agora pense em crianças excessivamente elétricas e cleptomaníacas (a parte interessante é que não é por coisas de valor, e sim por coisas "interessantes" e únicas)
agora pense em crianças excessivamente elétricas e cleptomaníacas E imunes à qualquer tipo de medo, mágico ou não

pronto, Kenders
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Mensagempor Ronassic em 27 Nov 2008, 22:57

Sr. Pichu escreveu:Art__, sobre Kenders eu só digo uma coisa:
pense em crianças excessivamente elétricas
agora pense em crianças excessivamente elétricas e cleptomaníacas (a parte interessante é que não é por coisas de valor, e sim por coisas "interessantes" e únicas)
agora pense em crianças excessivamente elétricas e cleptomaníacas E imunes à qualquer tipo de medo, mágico ou não

pronto, Kenders


Hehe, interessante a sua definição sobre os Kenders...

cavaleiromorto escreveu:
Torneco escreveu:Shinryu, eu também concordo que isso também é uma opção. Se o cara se diz seguidor de uma divindade mas segue dogmas diferentes, ele pode receber poderes de outra divindade. Acontece que mesmo nesse caso, o deus original corta o fluxo de poder divino dele com o devoto.

Por questões como essa que eu acho impossível em um cenário com deuses presentes que um clérigo indo contra os ensinamentos de sua divindade ainda mantenha os poderes ligados a ela. Se o cara sai da linha, ou ele troca de chefe ou é despedido.

No caso já mencionado do clérigo de Tempus medroso, bem, não conheço muito bem o perfil de Tempus, mas guerra não é vencida apenas por força bruta, envolve muitas táticas, engodos, etc. Creio que se o personagem demonstra ter qualidades que compensem o medo de entrar em combate direto, e demonstre ser capaz de mudar e demonstrar mais coragem, pelo menos nos momentos de necessidade, creio que não tenha problemas em manter a divindade, pois ele ainda vai estar seguindo o caminho proposto por ela.



Tirando o fluff da coisa, o padrão das regras é que os clérigos/paladinos mantenham os seus poderes mesmo que quebrem todos os dogmas do seu deus. A 4e transformou os servos dos deuses em conjuradores divinos no real sentido da palavra, eles aprendem a canalizar a energia divina/fé e a partir dai podem usar o poder para fazerem o que quiserem. Claro que dependendo do que façam viram hereges e alvos da inquisição da igreja.

Ao meu ver, tivemos a prevalência da visão do mundo de Eberron sobre os demais cenários, tanto que FR é da mesma linha. Gostaria de saber se mundos mais apegados aos deuses como Dragonlance, vão seguir este padrão ou vão ter regras diferenciadas.

No mais, falando apenas em termos de equilibrio eu adorei a mudança, afinal o esquema de perder poderes era uma ferramenta injusta para os servos dos deuses e que trazia mais problemas do que diversão para a mesa. Estava no mesmo nível do mestre roubar o grimório do mago.


Também achei melhor dessa forma, perder os poderes era meio sacal... Pq ficava confuso na época do AD&D, qnd algum deuse destruiam outro e roubava seu cartél, muitos adoradores do deus morto não aceitavam o novo deus crendo na volta dele. Eu fico sem saber se eles manteriam seus poderes divinos ou não.

Também gostaria de saber como eles vão fazer com Dragonlance, tomara que não estraguem esse mundo tbm, como fizeram com Forgotten Realms.
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