Economia na quarta edição

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Mensagempor AKImeru em 04 Dez 2008, 19:00

Duas coisas que nós sabemos quanto a D&D:

Sua economia em todas as edições nunca foi o foco

E

Ela era abstrata, como pontos de vida, etc.


Bem está na hora de mudar isso.

4e tem um enfoque desgraçado na seção, e não no mundo em volta. Ou seja, as regras estão presas no jogo, e não na simulação de espaço.


Como então criar economia?


A ideia obvia para mim é pelo meio de "fluff". Descrições, essas coisas.

E por que? Bem, é assim que a politica(Eu estou segurando meu riso) da quarta edição funciona, por que não a ecônima?

Vamos usar Romance of the Three Kingdoms como exemplo.

http://en.wikipedia.org/wiki/Romance_of ... e_kingdoms

O que era importante para a economia nesse cenário?

O preço da comida do exercito. O preço dos salarios dos comandantes e politicos, o preço do armamento.

Com isso, você precisaria calcular o quanto as cidades gerariam de dinheiro e alimentos, e como cada cidade administraria esse dinheiro nessas variaveis.


Isso são apenas pequeninas ideias. Joguem as suas aqui.
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Mensagempor Mirallatos em 05 Dez 2008, 10:33

Mas dentro daquela lógica absurda do "Points of Light", a economia fica prejudicada. Pelo que vi, esse tipo de detalhe nem se faz necessário no jogo básico da 4E.

Bom, ao meu entender um sistema de trocas e moedas precisa de um fluxo comercial razoável. Algo que tinha no antigo Forgotten (só folheei a versão nova, não vi se é assim também).

Eu recomendo a boa e velha pirâmide: uma cidade grande como núcleo, gerando renda e rotas comerciais para o resto. Como era no 3.5.

Abstrato, mas querendo ou não era bacana.
Editado pela última vez por Mirallatos em 05 Dez 2008, 11:26, em um total de 1 vez.
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Mensagempor PaladinoMT em 05 Dez 2008, 11:07

Na 4th edição, a economia e sempre local (micro economia), interagindo com outros locais do mesmo modo que a epoca das colônias (Carregamentos e Impostos escoltados, que levavam meses pra chegar as capitais e de lá eram enviados produtos manofaturados de volta paras as colonias).
A diferença é o fluxo de viagens, antes qualquer mercador podia fazer o trajeto entre as vilas de uma regiao com meia duzia de combatentes level 1 que já davam conta do recado. Agora issso e inviavel....
Pois um monstro nivel 1 (Elite) com um grupo de Minions daria um cacete no mesmo numero de soldados de uma vila. O diferencial sao os "Herois".... pro isso as primeiras aventuras inclusive sao focadas na limpeza de rotas comerciais!!!

Assim, segundo o Fluff da 4th, a economia e personalizada por regiao. No caso, ela esta voltada quase totalmente sobre o cenario ao redor dos personagens em pouco mais de 1 ou 2 dias de viagem. Não da pra fazer um mapa de mercadorias como em Forgotten 3.X por causa disso! Claro que os reinos ainda negociam entre si, mas agora todos sao forçados importar o minimo possivel pelos custos de escolta e transporte (que encarece o preço final dos produtos).

Ou seja - Brincar de "Neo Horizonte" em Forgotten deve ser super divertido!!!

Legenda: Neo Horizonte é um jogo que simula a epoca das grandes navegações... voce podia ser um pirata, mercador ou um conquistador...O objetivo do jogo eu nao cheguei a descobrir....parece um tipo de "Civilization" ou "Sim City" de navios... Ha...e descobrir o Brasil nele era complicado!!!! :linguinha:
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Mensagempor ShinRyuu em 16 Dez 2008, 08:28

A contradição é que em algumas partes diz que viajar é algo assustador, perigoso, poucos voltam etc., porém o Livro do Mestre também diz que em qualquer comunidade apropriada pro seu nível, sempre vai ter comerciantes viajando de um lugar para o outro, aparecendo em no máximo uma semana, caso queira vender ou comprar itens mágicos. Parece que fizeram uma brainstorm jogando várias idéias desconexas, juntaram num trapo e não costuraram direito.

Apesar disso, como exemplificado pela comida nos Três Reinos, cada jogo enfoca um recurso que é importante pra temática do jogo, e nisso a 4e está bem coerente: o recurso são os itens mágicos, rituais, itens alquímicos, veículos etc. O que importa para o jogo é a economia de equipamento de aventureiro, não os cofres do rei para construir estradas. Eu não acho que a moeda dos personagens jogadores deveria se misturar com a moeda "social" do cenário, numa campanha normal de D&D. Uma campanha de D&D que misturar isso teria que alterar profundamente o sistema de valor, provavelmente reduzindo muito o tesouro dos personagens, a não ser que eles nunca ganhassem dinheiro, apenas ganhassem itens, que também nunca seriam vendidos, mas sim trocados. Ou, o dinheiro dos PJs poderia existir fisicamente não como ouro e outros metais valiosos, mas sim como resíduo de itens mágicos, componentes de rituais e coisas do tipo.
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Mensagempor Lumine Miyavi em 16 Dez 2008, 10:50

Ou tem aquela idéia estranha: a moeda de peças de ouro 'padrão' seria usada somente por aventureiros numa espécie de mercado paralelo ao mercado padrão do mundo.

Provavelmente, existiram casas de câmbio que cobram porcentagens e afins. Que tal esse tipo de ecônomia?

Peças de Ouro (padrão) e Peças de Ouro ("aventureiros")
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Mensagempor Mirallatos em 16 Dez 2008, 11:16

Ou como é em WoW. Ao invés de um item comum valer 500 moedas de ouro, valeria 50 somente e o ouro seria algo mais raro, usado pra comprar itens mágicos mesmo. É só reduzir a escala de moedas.

Isso poupa o grupo de ficar carregando muitas moedas, além de adicionar um pouco mais de coerência ao sistema monetário. Basicamente o fluxo de dinheiro se daria com moedas de prata.
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Mensagempor PaladinoMT em 16 Dez 2008, 12:54

No meu caso como DM aqui, resolvir me divertir nesse estilo e meu grupo tem gostado

Explicando a Situação
Meu grupo recentemente venceu o vilão da campanha (Vide Off1) e graças a isso, seu tesouro subiu aos ceus (Off2), porém bem na hora da Spellplague atingir a região onde eles estavam... Mas graças a um Mytral desativado (que se ligou com a spellplague e o mago do grupo tinha um anel de controle dele) sobreviveram e ganharam uma "Ilha Voadora" de brinde... com toda a população que eles levaram pra repovoar a região....

A campanha ganhou novo foco: Se no inicio era "Somos merdas numa guerra" agora passou para "Somos regentes de uma ilha flutante... e tem um monte de gente de olho na gente!!!"
Agora estamos jogando "New Horizont". Eles estao colonizando oq restou da ilha e enfrentando os perigos
do Mar-sem-Rastros (Trakless Sea) com seus piratas semi-humanos alem de entrarem em contato
com as nacões de Abeir-Toril (aquela dos DragonBorns...) (Off3)

Tem sido um otimo jogo, com variadas ideias do grupo pra crescer seu "reino" e tentativas de limpar os monstros da região (no sentido de carnificina..e nao de dar banho neles :rolando: )

Tive que pesquisar pra burro pra ver como lidar com isso. Atualmente estou usando o Fields of Blood - Tome of Battle (não...e outro livro com esse nome...kkkk). Nele o sistema d20 foi expandido pra acomodar o comando de um reino, e o mlhor que isso pode ficar entre as aventuras pois a mecanica do tempo e mais aberta. (Off4)

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Off1 - Um Observador Ur-Priest que fingia ser um deus menor para Orcs... tava trabalhadno tão bem na campanha que achei queo deus de Forgotten ia acabar transformando ele num "Axart" (sei la como escreve, e aquele carinhas de posto divino 0) pra ele... SE ele aceitasse (algo improvavel... afinal ele como todo bom Observador acha que os deuses deviam servi-lo e nao o contrario)
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Off2 - Na verdade, bateu com o valor dos niveis.....mas como sou mestre pao duro fiz eles passarem 9 niveis apenas com os equipamentos que eles conseguiam fazer...kkk. e como o mago nao fazia itens magicos...e eu sou meio pao duro pra itens... conquistar o dinheiro "que eles deveriam ter como grupo de 10 personagens" foi um choque.... :dança:
======================================================================================
Off3 - Apos quase 50 anos de viagem eles transportaram a vila (beeeem devagar) pra onde antigamente ficava Latan (pois um dos jogadores tinha vindo de lá e pensava que seria um bom lugar).
Qual nao foi a surpresa do grupo ao descobrir que Latan foi Lavada do Mapa (desculpem o trocadilho...um maremoto limpou tudo).
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Off4 - Claro que o sistema monetario de D20 sacaneia... dando a impresão que Ouro é papel moeda No caso, os sitema lida com Recurse Points pra "mudar isso". É uma moeda de reinos, na taxa de 100 po para cada 1 "RP". Os RP são subjetivos...(representam tempo, mao de obra, materia prima, ferramentas...etc...) e sao bem mais coerentes pra jogar. Os turnos sao baseados em Estações (3 meses) para os reinos, oq da pra rolar aventuras entre cada turno (umas 2 a 3 se o mestre nao for do tipo "234454 encontros em 7 dias :doido:) . Tambem usamos muito moedas de platina e barras de ouro e gemas no lugar das moedas...
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Mensagempor DaviSalles em 19 Dez 2008, 12:23

Bem, eu acho que a economia funciona mais ou menos assim.

Feudal, com pequenos feudos protegidos por guardas e próximo desses feudos pequenas comunidades, as cidades pequenas do cenário, essas cidades são auto-sustentáveis mas eventualmente precisam de um outro recurso que não possuem, ai vão vender seus recursos extras na capital e buscar seus recursos na capital. Essas estradas principais são mais seguras, mas não tanto assim.

Entre as capitais, ou grandes cidades existem portais, portanto viagens longas não existem. Quando se tem que viajar por lugares perigosos se pega portal, ou simplesmente não se faz comércio.
Jogo D&D 4e, Mutantes & Malfeitores, Serenity RPG, World of Darkness e Vampire: The Requiem
Mestrando A Fome Sombria de Ungoliant
http://www.fichasderpg.com/wiki/index.p ... _Ungoliant
Jogando Luz nas Sombras, como Karus o Warlord alcólatra
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Mensagempor Mirallatos em 19 Dez 2008, 14:16

Para quem joga em Eberron ou Forgotten, pode ser que funcione assim. Mas outros cenários, como Krynn por exemplo, ficaria complicado. Além do mais, penso eu, assumir o uso de portais vai contra a lógica da 4E e os seus Points of Light.

Em suma, se em algum momento eu projetar meu jogo usando a nova edição, usaria os esquema do Monte Cook descrito no livro do mestre, com algumas pequenas alterações.
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Mensagempor Leisses em 19 Dez 2008, 14:40

Mas deve-se lembrar que portal é meio caro né?
Especialmente para pequenas cidades.
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Mensagempor DaviSalles em 19 Dez 2008, 21:00

Os portais existem no universo genérico dos pontos de luz, tá lá no Livro do DM. Eles são caros, mas não tão caros assim, tão caro quanto um castelo provavelmente.

TeleporTaTion CirCleS
A feature of major cities that helps cement their important
place in the economy of the fantasy world is the presence
of permanent teleportation circles. rituals such as linked
Portal and Planar Portal rely on these circles, which are
commonly found in temples (particularly those dedicated
to Ioun, Avandra, or erathis), universities, the headquarters
of arcane organizations, and prominent civic locations.
however, since every teleportation circle is a possible
means of entry into a city, they’re typically guarded by both
military and magical protection.
As you design a fantasy city, think about what teleporta-
tion circles it might contain and which ones characters who
learn linked Portal are likely to know about. If characters
commonly return to their home base city by means of a
teleportation circle, you can use that circle as a hook for
plot developments in your campaign. what do the charac-
ters do if they arrive in a teleportation circle and find all the
familiar wards disabled and guards lying in pools of blood?
what if their arrival interrupts an argument between two
feuding priests at the Temple of the Bright city?

Linked Portal custa só 680 gold market price, não sei quanto custa um castelo, mas deve ser menos que 680 gold. Então não vejo nada de errado com a minha idéia de como funfa a economia.
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Mensagempor Mirallatos em 20 Dez 2008, 10:16

Linked Portal custa só 680 gold market price, não sei quanto custa um castelo, mas deve ser menos que 680 gold. Então não vejo nada de errado com a minha idéia de como funfa a economia.


Olha, sendo muito abrangente não há problema. Mas ainda que um cenário adote o uso de portais, a economia ainda estaria no mesmo pé, no máximo deixaria de existir grandes rotas comerciais. Agora, se o mestre realmente quiser uma economia detalhada e algo verossímil, é melhor adotar um cenário mais coeso dentro do universo da fantasia: algo como Iron Kingdoms, Eberron, Conan D20.

No mais, como disse o ShinRyuu:

(..) O que importa para o jogo é a economia de equipamento de aventureiro, não os cofres do rei para construir estradas.


Isso aí funciona bem até no Points of Light.
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Mensagempor Luminus em 20 Dez 2008, 10:55

Mas se os portais sã assim tão acessívies, todo o conceito de "cidadezinhas isoladas em meio ao caos reinante" meio que vai pro saco, né? Porque então qualquer um mais endinheirado pode fazê-lo e, sendo o chão realmente perigoso, imagino que qualquer família rica/nobre queira algo do tipo para sua cidade...

E!
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Mensagempor Torneco em 20 Dez 2008, 14:43

Acontece que esses tipos de portais são um tanto perigosos e caros pra serem usados. Qualquer pessoa que saiba a sequência certa de runas pode aparecer no portal, o que faz com que as defesas de uma cidade, mansão, catedral ou forte possal ser furadas com facilidade. Além disso, A duração e o tamanho do portão são pequenos, se bem me lembro, duram até 5 rodadas e tem poucos metros de raio, assim, fica difícil transportar um grande número de objetos pelo portal, ainda mais pelo preço necessário para ativá-lo.
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Mensagempor erf_beto em 21 Dez 2008, 10:10

Sei lá, de uma certa forma a existência de portais conectando grandes metropoles até favorece o points of light: se vc não precisa atravessar o "mar de caos" andando, como é que vão surgir estradas e/ou rotas de comercio seguras entre as grandes cidades? Só as grandes cidades (q devem ser poucas) possuem os circulos permanentes, o resto... bem, é o resto :tsc:
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