NOTÍCIAS D&D 4ª Edição

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Mensagempor Elven Paladin em 14 Jan 2009, 17:31

Não conheci Planescape direito, mas achei bem descritivo o excerpt de Sigil também. De repente, ao figurarem no livro genérico, ficam mais visíveis para quem não conhece e podem atiçar a curiosidade e terminar resultando em publicações mais aprofundadas.


Não me parece algo que ocorrerá de modo algum, já que isso ocorria no D&D 3E ( onde Planescape era basicamente a Cosmologia e Greyhawk era o Pseudo-Cenário de Base ) e o resultado não foi nenhum retorno de interesse a Planescape e Greyhawk.

Aliás, me desagrada muito a possibilidade do retorno de cenários clássicos da TSR na 4ª Edição. Forgotten Realms 4E foi a prova maior que a Wizards não quer fazer esforço algum em adaptar a mecânica 4E a ambientação e sim o inverso ( adaptar o cenário para a mecânica ), e isso é simplesmente a melhor maneira de acabar com um cenário.

Agora, o que tem sido decepcionante é a demora pra se lançar classes novas, justamente porque o esquema de poderes individuais as torna muito complexas. Inventar tanto poder e equilibrá-los deve ser um trabalho do cão. Em termos de design, é como se todas as classes fossem como o mago agora... O resultado é que as classes demoram pra sair, os suplementos que trazem mais poderes, paragon paths e feats demoram mais ainda,


Não me parece que ocorreu mudança alguma nesse aspecto em comparação ao que ocorreu com D&D 3E.

Para relembrar, as primeiras novas classe a aparecerem no D&D 3E surgiram no Psionics Handbook e no Oriental Handbook, cerca de 8 ou 9 meses depois do lançamento da mesma, similar ao que está ocorrendo na 4E, onde novas classes apareceram cerca de 9 meses depois do lançamento da mesma ( PH II, desconsiderando o Swordmage no FRPG ).

E aliás, o ritmo de lançamento de "Livros de Classes' também não parece que foi alterado, já que os 5 "Classbooks" da 3E foram lançados entre 2001 ( Sword&Fist ) e 2002 ( Masters of the Wild ), assim como os 4 do D&D 3.5, que foram lançados entre o final de 2003 ( Complete Warrior ) e o começo de 2005 ( Complete Adventurerr ) e os da 4E tem previsão semelhante ( Martial Power - Novembro de 2008; Arcane Power - Abril de 2009; Divine Power - Julho de 2009 e o próximo, creio, será o Primal Power e aposto que sairá no último trimestre de 2009 ).
Editado pela última vez por Elven Paladin em 14 Jan 2009, 18:09, em um total de 1 vez.
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Mensagempor ShinRyuu em 14 Jan 2009, 17:48

a Wizards não quer fazer esforço algum em adaptar a mecânica 4E a ambientação e sim o inverso


É, isso é mais lamentável ainda. Não devia ser necessário descaracterizar um cenário inteiro pra continuar vendendo ele.

Para relembrar, as primeiras novas classe a aparecerem no D&D 3E


Hum, é que eu não fui claro mesmo. Minha crítica era pra incluir o fato do PH1 já ter vindo com poucas classes. Tou achando podre ficar tanto tempo sem versões completas do bardo, bárbaro e druida. E, pra piorar, as classes estão bem mais específicas, com nichos inteiros faltando: necromancia, ilusionismo, invocações... e estou falando de poderes de respeito, não essas esmolas que nos deram até agora.

Sobre os livros de classe, o Divine Power vem antes do Primal Power e já tem data prevista.
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Mensagempor _Virtual_Adept_ em 14 Jan 2009, 17:59

Eu acho o contrário, ShinRyuu. O fato de as classes usarem esse padrão de poderes a tornaram mais facilmente desenvolvíveis, por seguir um padrão mais claro (principalmente no quesito role).

As classes da 3.X se equilibravam por comparação, era algo um tanto difícil de fazer (tanto é que notamos MUITOS desequilíbrios, o mais notável sendo o monge).
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Mensagempor Elven Paladin em 14 Jan 2009, 18:17

Hum, é que eu não fui claro mesmo. Minha crítica era pra incluir o fato do PH1 já ter vindo com poucas classes. Tou achando podre ficar tanto tempo sem versões completas do bardo, bárbaro e druida. E, pra piorar, as classes estão bem mais específicas, com nichos inteiros faltando: necromancia, ilusionismo, invocações... e estou falando de poderes de respeito, não essas esmolas que nos deram até agora.


Mas isso é uma consequência esperada do modo de design da 4ª Edição, é algo que creio que todos esperavam desde que foi anunciado que as classes seriam mais "fechadas".

Sobre os livros de classe, o Divine Power vem antes do Primal Power e já tem data prevista.


Eu sei, tanto que verifiquei as datas de lançamento de ambos na Amazon. O que ocorreu foi que eu erroneamente coloquei Arcane Power no lugar de Divine Power em uma das datas de lançamento, algo que editei no post anterior. Grato ;)

É, isso é mais lamentável ainda. Não devia ser necessário descaracterizar um cenário inteiro pra continuar vendendo ele.


Yep.E vou fazer uma leve correção sobre o que coloquei acima: Na verdade, ainda não é claro se é isso que a Wizards fará isso com cenários posteriores a Forgotten Realms, mas há algumas evidências ( não muito fortes ainda ) de que isso ocorrerá, por exemplo, em Eberron ( Sugestão na Dragon 370 que usariam a Cosmologia 4E em Eberron, Keih Baker sugerindo o aparecimento de Eladrins e Dragonborns em Eberron ).

E algo que eu gostaria de ver na 4E é o análogo ao que Eberron foi para D&D 3,5: Um cenário planejado com base no que é a 4E e também ignorando alguns "clichês" da mesma. Ao menos para mim, isso é muito mais animador do que Spellplagues e Dragonborns Eberronianos.
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Mensagempor Mark Logan em 14 Jan 2009, 18:17

Advogado de Regras escreveu:Aliás, me desagrada muito a possibilidade do retorno de cenários clássicos da TSR na 4ª Edição. Forgotten Realms 4E foi a prova maior que a Wizards não quer fazer esforço algum em adaptar a mecânica 4E a ambientação e sim o inverso ( adaptar o cenário para a mecânica ), e isso é simplesmente a melhor maneira de acabar com um cenário.


Isso de adaptar os cenários a mecânica realmente os descaracterizaria, mas se dermos sorte, às vezes saí algo bem feito.

Em minha opinião, Forgotten Realms 4E sofreu muito por ter sido o primeiro a ser convertido, e além de adaptar as regras novas, os autores resolveram dar uma enxugada no cenário. Acho que com Eberron a transição será bem mais suave, já que este parece se encaixar mais facilmente na mecânica da 4E e ainda não possui tanto material que justifique um enxugamento.

O que mais me preocuparia, apesar de não ser necessariamente ruim, seria os autores, ao converterem esses cenários, modificarem muito as coisas para ficarem mais de acordo com seus gostos pessoais ou o suposto gosto da nova geração de jogadores. Creio que isso foi o que mais "avacalhou" o FR 4E, muito mais do que a sua adaptação as novas regras.
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Mensagempor Elven Paladin em 14 Jan 2009, 18:23

Isso de adaptar os cenários a mecânica realmente os descaracterizaria, mas se dermos sorte, às vezes saí algo bem feito.


Claro que pode sair algo bom e funcional disso. O próprio FR 4E não é um cenário ruim, ele apenas não tem elemento algum que me remeta a Forgotten Realms. ;)

Em minha opinião, Forgotten Realms 4E sofreu muito por ter sido o primeiro a ser convertido, e além de adaptar as regras novas, os autores resolveram dar uma enxugada no cenário.


Ser o primeiro a ser lançado não é um problema, já que o mesmo ocorreu no D&D 3E e a transição foi muito razoável ( mais que a anterior, entre a AD&D 1E-2E, que foi no Time of Troubles ). Quanto a enxugada, sim, concordo.

O que mais me preocuparia, apesar de não ser necessariamente ruim, seria os autores, ao converterem esses cenários, modificarem muito as coisas para ficarem mais de acordo com seus gostos pessoais ou o suposto gosto da nova geração de jogadores. Creio que isso foi o que mais "avacalhou" o FR 4E, muito mais do que a sua adaptação as novas regras.


Não tenho opinião bem formada quanto a tal aspecto, mas o que me deu a certeza da ruindade da transição de FR 3.5 - 4E foi algo solto pelo Richard Baker antes da 4E sair: Foi anunciado que grupo algum na Wizards of the Coast jogava Forgotten Realms. E hey, foram esses mesmo sujeitos que conduziram a transição 3.5 - 4E.

EDIT:

Acho que com Eberron a transição será bem mais suave, já que este parece se encaixar mais facilmente na mecânica da 4E e ainda não possui tanto material que justifique um enxugamento.


Eu acredito no mesmo, já que eles sequer alterarão a Timeline de Eberron. Mas ainda existem os problemas gerado pela inclusão de material que não é bem suportado pelo "Feeling de Eberron", a possibilidade de adulterarem notavelmente a Cosmologia do Cenário e o anúncio de evidenciarem ainda mais a idéia de "Points of Light in a Dark World" em Eberron ( Vulgo, maniqueísmo evidente. Em um cenário que é majoritariamente "cinzento ).
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Mensagempor Torneco em 14 Jan 2009, 20:53

É, eu não sei porque querer encaixar tudo em todos os cenários. Nem todos os cenários precisam de Dragonborns, Feywild e Shadowfell. Essas pequenas coisas são capazes de ferrar o cenário todo. Adaptar o cenário ao sistema não significa ter que adaptar tudo a cosmologia padrão, apenas as regras.

Eberron tem boas saídas pra algumas coisas do tipo, como o Shadofell ser uma parte do plano dos mortos/sombras, e o Feywild ficar naquele plano florestal onde tem fadas. Mas, olhando para essa semelhança, não se nota motivos para forçar isso no cenário, basta falar que, quando nos livros básicos fala de Shadowfell se remete a tal região e o mesmo com Feywild. Agora, fico achando complicado como colocar os Dragonborns no cenário, pois a posição dos Dragões em Eberron é um bocado delicada.

Felizmente, nos prometeram que em Eberron, não vão alterar nem mesmo a data do cenário, vai continuar 2 anos após o fim da guerra. Isso pelo menos garante que o cenário não vai ser enormemente estuprado.
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Mensagempor Mark Logan em 15 Jan 2009, 09:38

Dragonborns em Eberron vai ser meio difícil de encaixar, a única opção que vejo seria como servos dos dragões de Argonnessen, que podem tanto ter fugido ou sido enviados em alguma missão no continente. Só acho que vai ser tosco se quiserem seguir o padrão de colocar uma nação ou grande população das novas raças, como aconteceu em FR 4E com os próprios Dragonborns.

Apesar de Eberron ser por definição um cenário aberto, onde todas as coisas publicadas têm seu cantinho, e que foi também o pensamento adotado no geral na 4E, compartilho a opinião do Torneco. Não vejo necessidade de encaixar tudo em todos os lugares. Isso acaba por tirar muito da individualidade e brilho dos diferentes cenários. Se todos possuem obrigatoriamente as mesmas classes, raças, poderes, cosmologia e etc., só mudando um ou outro detalhe no background, acabam sendo apenas diferentes versões do mesmo mundo.

Infelizmente parece ser mesmo o caminho da Wizards no futuro...
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Mensagempor ShinRyuu em 15 Jan 2009, 10:10

Foi anunciado que grupo algum na Wizards of the Coast jogava Forgotten Realms.


Na minha opinião, essa singela frase costuma receber mais importância do que merece. Ainda que os caras não estivessem jogando, não significa que não estivessem lendo nem escrevendo. Os romances de FR têm saido regularmente nos últimos anos, então tem alguém escrevendo, e é provável que alguém na equipe estivesse lendo também. Além do mais, não creio que os caras que conheceram FR por anos vão esquecer de repente do que se trata só porque recentemente não estavam jogando. E, pra fechar, o primeiro e principal autor do cenário, Ed Greenwood, participou do processo inteiro e se disse satisfeito com o novo rumo.

Eu ainda acho bobagem esculhambar um cenário inteiro só porque a representação mecânica do mesmo foi alterada. Mas, temos que considerar que isso não é nenhuma novidade, sempre foi assim. A Crise dos Avatares / Tempo das Perturbações nada mais foi do que uma consequência da transição de AD&D 1E para 2E. E, convenhamos que o cenário vinha acumulando tanta bagagem, e elementos conflitantes, que de vez em quando é bom botar ordem na casa. Eu só acho que exageraram e o cenário perdeu seu clima...
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Mensagempor kimble em 15 Jan 2009, 10:30

O Monte Cook, tempos atrás, comentou que algo que ele achava absurdo eram autores de rpg que escreviam livros e tinham parado de jogar a anos. Ele não cita nomes, mas a irritação era clara.
Olha, eu concordo com ele nisso. E eu adiciono que se alguém vai trabalhar com um cenário, era bom ir além de escrever romances ou escrever livros. Jogando é que você percebe quando muita coisa (mecânica ou não) funciona em mesa. Já vi muita coisa que funciona conceitualmente no livro mas falha na mesa (WoD é campeão nisso).
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]
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Mensagempor ShinRyuu em 15 Jan 2009, 12:39

Veja, não estou discordando que jogar faz bastante diferença. Meu ponto é que a descaracterização que fizeram me parece muito mais deliberada do que negligente. Eu acho que eles conhecem FR bem, e até chamaram Ed pra participar, mas tomaram uma decisão consciente de reformular tudo, dar uma nova cara ao cenário.

O problema é que o produto disso pouco se assemelha ao que eu e muita gente entendia por FR, preservando apenas (alguns) nomes e lugares. O "feel" mudou muito. E alguns elementos característicos, que podiam apenas ser amenizados (como os overpowered chosen), ao invés foram completamente extirpados.

Uma coisa que sinto falta de edições anteriores, mas que já vinha se perdendo desde a 3ª edição, era a caracterização do cenário como um lugar mais misterioso, ao invés da extravagância que vem se criando. As regiões eram mais isoladas e com características próprias (qualquer semelhança com points of light não é mera coincidência... o estranho é terem trazido isso pro core e esquecido completamente em FR). Esse isolamento sempre vinha acompanhado de uma ótima dose de mistério. Organizações interregionais eram quase sempre secretas, contribuindo pra esse clima. Hoje, você vai pro Norte e sabe que vai esbarrar nos Harpistas, sabe o que representam, o que fazem e quem são.

Claro que todo esse clima pode ser dado pelo DM independente do livro que esteja lendo. A diferença é que os livros não mais te imergem nesse clima. O foco está nos desastres globais. Cataclismas em todo canto, spellscared pra todo lado... tá tudo muito exagerado. Antes, a gente (jogadores e também personagens) lia sobre o "apocalipse" de Karsus e aquilo era o evento mais fantástico de todos. Agora que Mystra morreu de vez e o planeta se mesclou com outra versão de si mesmo, essas coisas estão virando lugar-comum...
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Mensagempor Elven Paladin em 15 Jan 2009, 13:25

Além do mais, não creio que os caras que conheceram FR por anos vão esquecer de repente do que se trata só porque recentemente não estavam jogando.


Se serve o exemplo de um fã semi-inveterado, quando eu fiquei cerca de 18 meses sem mestrar em Forgotten Realms e D&D, apenas consultando alguns detalhes para responder em fóruns, eu consegui esquecer que Sembia era uma Plutocracia e que Vangerdahast era o Royal Mage de Cormyr antes da Caladnei ( e se Vaasa ficava ou não ao Norte de Moonsea ).

E os exemplos recentes de alguns erro consideráveis em Realmslore, como na "Lady Penitent", onde era descrito um Templo de Araushnee ( Lolth ) em Fâerun, datado de milênios depois que Araushnee já era Lolth e antes da mesma descobrir que Faerun existia, mostra que a "FR Crew" não sabia muito bem o que fazia.

E, pra fechar, o primeiro e principal autor do cenário, Ed Greenwood, participou do processo inteiro e se disse satisfeito com o novo rumo.


O Ed foi pago para fazer isso, queria que ele fizesse o quê? :b

Eu ainda acho bobagem esculhambar um cenário inteiro só porque a representação mecânica do mesmo foi alterada. Mas, temos que considerar que isso não é nenhuma novidade, sempre foi assim. A Crise dos Avatares / Tempo das Perturbações nada mais foi do que uma consequência da transição de AD&D 1E para 2E.


Eu sei disso, quando tomei conhecimento da "Old Grey Box" e Forgotten Realms: Adventures ( "O" livro que fez a transição de FR Pré-Avatar Crisis para FR Pós-Avatar Crisis, e eu comecei a lidar com FR nos idos da 2ª Edição ), além dos livros da própria Avatar Crisis, eu desgostei dela de maneira considerável.

E hey, esse é um dos motivos de por que a Spellplague é apelidade de "Time of Troubles on steroids" :b

mas tomaram uma decisão consciente de reformular tudo, dar uma nova cara ao cenário.


Eu sei que foi uma decisão consciente, mas me pareceu decidida "ás pressas". Tanto que só se soube que FR daria o salto de 100 anos e não de 10, um bom tempo depois do anúncio da 4E e durante a conclusão de alguns mega-eventos que indicavam o "Salto de Uma Década".

O Monte Cook, tempos atrás, comentou que algo que ele achava absurdo eram autores de rpg que escreviam livros e tinham parado de jogar a anos. Ele não cita nomes, mas a irritação era clara.


Tem o link do artigo onde ele comenta isso?
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Mensagempor kimble em 15 Jan 2009, 13:39

Tem o link do artigo onde ele comenta isso?


Tem que caçar no blog dele. Já deve fazer mais de um ano, porque fiquei fora de D&D desde o começo do ano passado e estava sem jogar até conseguir uma campanha de 4e no final do ano.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]
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Mensagempor Mark Logan em 15 Jan 2009, 14:49

Como eu tinha dito antes, fiquei com a impressão que os autores queriam mesmo é criar um cenário mais de seu agrado e/ou de acordo com o suposto interesse do novo público e resolveram ou foram ordenados a usar a marca Forgotten Realms, que por ser muito forte e tradicional meio que garantiria um relativo sucesso do "novo cenário".

Essa história de que o pessoal da Wizards não jogava no cenário é algo que de certa forma confirma essa teoria. Como eles não jogavam, devem ter concluído que o cenário precisava de grandes mudanças para se tornar novamente interessante e modificaram o que achavam necessário. Só que essas mudanças foram tantas, que o cenário virou outro.
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Mensagempor ShinRyuu em 15 Jan 2009, 17:36

Se serve o exemplo de um fã semi-inveterado


Bem, os exemplos que você deu foram de fatos bem específicos... eu me referia à atmosfera do cenário, aquela sensação que você vai pegando e se familiarizando à medida que lê. Detalhes serão esquecidos, sim, mas mexer na atmosfera é mexer na identidade do cenário, torná-lo difícil de reconhecer.

Como eu tinha dito antes, fiquei com a impressão que os autores queriam mesmo é criar um cenário mais de seu agrado e/ou de acordo com o suposto interesse do novo público


Eu discordo da parte "mais do seu agrado", mas que foi "de acordo com o suposto interesse do novo público" é um fato claro, realmente. Eles nem escondem isso, pelo contrário, promovem o novo direcionamento. E sim, foi ordem de cima, segundo eles.

O problema começou quando decidiram que FR seria o primeiro cenário "portado" pra 4e, e que as alterações teriam que ser consideradas de modo literal. Então, se livros e romances antigos diziam que Volo preparava tal magia e depois lançava com gestos e tudo o mais, agora ele teve que aprender a usar a magia bruta do planeta, especializar-se em um implemento de mago e tudo o mais. De repente, os personagens marciais se tornaram mais heróicos e capazes de façanhas que desafiam a física ou os limites do seu corpo... o pior é que não se decidem sobre isso, uma hora dizem que eles sempre fizeram isso, mas agora isso se reflete no jogo e não só na descrição (que é a postura que eu defendo), outra dizem que tudo mudou mesmo.
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