Fëanor escreveu:Gostei da alteração na marca. O resto não sei se é tão necessário.
Na minha opinião, necessário mesmo são só as alterações na marca e nos utilities. Por mim não precisa mudar o lay on hands. A idéia dos novos poderes de ataque para o paladino serve mais para dar novas opções a essa classe do que para consertá-la, visto que os poderes deste tipo que existem no livro já estão equilibrados.
Fëanor escreveu: O mais engraçado é ainda ver meu amigo dizendo como o Paladino ficou apelão.

Se bem que comparado ao da 3.5, o dá 4e já é muito melhor.
Pra quem já viu dizerem que monge é apelão, isso não é nada demais!
A classe tem problemas, mas eles nem se comparam aos que tinham o monge na 3ª edição.
E realmente, se você comparar o paladino da 4E ao da 3.5, o da 4E é bem melhor e mais equilibrado. O da 3.5 só foi ficar decente já perto da 4E sair, quando lançaram o Complete Champion (tinha um talento excelente nesse livro que permitia um paladino usar com minor action as magias que normalmente requeriam uma standard action para serem lançadas).
Nibelung escreveu:Deicide, já pensou na possibilidade do Desafio Divino ter o dano baseado em Sabedoria ao invés de Carisma? Sabedoria é um atributo secundário pra qualquer tipo de paladino, e não abriria uma margem tão grande de vantagens pra paladas de Carisma em relação aos de Força.
Nibelung,
Vou explicar porque os designers deixaram a marca baseada em carisma:
Dessa forma, o paladino de carisma tem a vantagem da marca causar dano mais alto para compensar a desvantagem dos seus ataques básicos e de oportunidade serem ruins, visto que eles são baseados em força. O paladino de força fica com uma marca pior, mas ele tem direito a bons ataques básicos e de oportunidade.
O chato é que vai ser complicado para o paladino ter uma marca boa e ataques de oportunidade bons como um guerreiro se ele não for feito com o build versátil (comentarei sobre ele mais adiante). Mas pra resolver isso é simples, basta acrescentar dois talentos: um que permita o paladino usar carisma para seus ataques básicos e de oportunidade; e outro que permita o paladino usar força no lugar de carisma no dano da sua marca.
Acredito que essa medida resolve o problema e não duvido nada que apareça talentos assim no Divine Power.
Há outro ponto que gostaria de discorrer depois de observar o paladino e o clérigo com atenção. A impressão que eu tenho (que fique bem claro que isso é impressão minha, não li nenhum depoimento dos autores sobre isso) é que elas parecem ter sido pensadas como classes que se valem igualmente de dois atributos para seus ataques. Como todas as outras classes têm dois builds, eles tiveram que inventar esse negócio de ter um build pra um atributo e um build pra outro, mas não me parece que criaram essas classes pensando nisso, a impressão que dá é que acrescentaram isso de última hora.
Prova disso é que há bem menos poderes baseados em força do que poderes baseados em sabedoria/carisma para essas classes. Não acho que isso aconteceria se elas tivessem sido pensadas desde o início como classes que se focam em um atributo ou no outro.
E experimentem fazer um personagem dessas classes com o ''build versátil''. Vou mostrar aqui mais ou menos como funciona esse build:
Vamos tomar como exemplo um paladino humano e um paladino dragonborn, usando o sistema de distribuição de pontos existente no PHB. No caso do humano com esse build, deixemos a distribuição de pontos assim: For 16 Con 13 Dex 8 Int 10 Sab 14 Car 16. Para o dragonborn: For 16 Con 13 Dex 8 Int 10 Sab 16 Car 16.
A sabedoria alta no início é proposital, com o decorrer dos níveis, você sempre vai alocar os novos pontos de atributo em força e em carisma, então é melhor deixar ela alta no início para que ela não fique sofrível nos níveis mais altos. Para compensar o fato desses personagens terem só 16 inicial nos atributos de ataque, é bom usar como armas as heavy blades, que oferecem +3 no lugar de +2 como bônus de proficiência. O dano fica menor (o que pode ser compensado via talentos), mas pelo menos seu personagem não tem problemas pra acertar.
Além do mais, nos níveis épicos deve-se pegar demigod/chosen como epic destiny. +2 em dois atributos é de grande ajuda para esse build. Pelas minhas contas no nivel 30, os personagens ficam com esses atributos se escolherem demigod:
Humano- For 26 Con 15 Dex 10 Int 12 Sab 16 Car 26
Dragonborn- For 26 Con 15 Dex 10 Int 12 Sab 18 Car 26
Dessa forma eles chegam aos níveis altos com bons valores de força e carisma, sem deixar de ter uma sabedoria razoável.
Personagens assim vão ter ataques básicos e de oportunidades bons, vão ter uma marca com dano bom e vão ter uma gama de opções consideravelmente maior que a dos paladinos especializados em força ou em carisma. Você sempre vai poder escolher o melhor poder possível para o seu nível. Me parece bem mais vantajoso do que seguir com um dos dois builds especializados que aparecem no livro.
Para o clérigo não é diferente, basta substituir sabedoria por carisma nos exemplos citados. Você vai ter um clérigo muito versátil que ataca bem tanto de perto quanto de longe. Mas no caso do clérigo, o serviço ficou mais bem feito e se percebe um equilíbrio maior entre o build versátil e os builds especializados. Mas para o paladino, o que se vê é Build versátil > Build de carisma > Build de força.
Sinceramente, eu espero que o Divine Power e outros suplementos futuros tragam novas opções que deixem esses três builds igualmente atraentes para o jogador. Não é difícil conseguir isso, bastam mais poderes baseados em força para clérigos e paladinos, e talentos como os dois que eu sugeri acima. Uma coisa boa no D&D 4E é a facilidade em se consertar possíveis falhas no sistema, então é de se esperar que o problema seja resolvido em breve.