por Doktor Faustus em 13 Fev 2009, 09:53
Postando só para comentar as impressões da primeira aventura com M&M.
- O mais importante: os jogadores, que não conheciam o sistema, aprovaram. Antes adaptávamos Storyteller quando queríamos jogar algo com heróis. O principal ponto positivo foi o dinamismo - em toda a sessão cada um rolou pouco mais de cinco vezes o dado. Os combates foram rápidos, e as partes de intriga e investigação acabaram sendo até mais divertidas que a porradaria.
- Os personagens, apesar das origens e objetivos totalmente diferentes, acabaram se encaixando bem a aventura, que começou durante a posse de Kassab em 2009 - que ocorreu na Aveida Paulista em nosso jogo. Um era repórter, e foi cobrir o evento; outro era técnico em informática e web-designer e foi contratado de última hora para substituir um amigo, que estava tendo problemas com drogas; o outro estava no evento como parte de um grupo gay que foi protestar por seus direitos - e pedir para Kassab assumir.
- A história começou com um atentado a Kassab, que acabou sedo mal-sucedido. Um andróide o estava substituindo, sendo que Kassab havia sido sequestrado por uma organização com objetivos ainda desconhecidos. O atentado gerou uma cena bem engraçada, na qual o repórter, que é telepata, controlou a mente de um dos manifestantes negros de um grupo do qual ele próprio fizera parte (havia diversos grupos) para que ele jogasse seus tênis em Kassab. O mercenário contratado para o atentado aproveitou o tênis sendo lançado e disparou sua arma de um prédio, explodindo a cabeça do andróide. Os jogadores acabaram se assustando, pensando que foi o tênis quem fez aquilo. O telepata acabou controlando a mente de um policial racista para assassinar o cara que jogou o tênis, antes de perceber que ele não tinha nada a ver com o ocorrido. Provavelmente vou usar o sentimento de culpa em futuras aventuras.
- A partir daí acabaram surgindo diversas pntas soltas, as quais serão usadas por mim e por eles nas próximas aventuras, icluindo uma empresa misteriosa (Rocha, Pedra&Tombstone), uma ruiva igualmente misteriosa, menções ao Carandiru e uma nova lei, entre outros. Mas, em vez de seguir somente uma linha, vou fazer algumas aventuras relacionadas com a primeira e outras em tanto.
E acabou não ficando cômico. Na verdade, acho que o único momento engraçado - para mim, não para os jogadores - foi todos achando que o tênis explodiu a cabeça do andróide.
"Não, não são plantas, apenas fingem sê-lo. Mas nem por isso vocês devem menosprezá-las. Pois é precisamente a circunstância de elas pretenderem sê-lo e darem o melhor de si nesse sentido o que as torna merecedoras de todo o nosso apreço."
Jonathan Leverkühn, em Doutor Fausto, de Thomas Mann.