Eu ia realmente responder a isso, transcrevendo para cá trechos do livro do jogador de AD&D. Mas era tanta coisa, tanta coisa, que eu desanimei.
Sério? Porque eu discordei que Ad&d tivesse mecânica ou sistema estruturado para incentivar a interpretação (o máximo que existe são regras opcionais que ainda se baseiam em modelos fixos, como 'ladino tem que acumular dinheiro' para premiar o XP). Gostaria de ler esses trechos.
Você só esqueceu de dizer que antes de antes de "toda editora tem como interesse vender mais livros." existe "Como todos nós sabemos" é algo comum já estamos habituados a isso. (só pra constar porém irrelevante)
Bem, como eu estava respondendo a tua afirmação: "Acho que olhando por um angulo mais carnal fica mais facil... o foco da wizard para o d&d neste momento com o 4e é fazer ele vender mais livros..." acho que quem faltou com a observação inicial foi você. Pela tua afirmação inicial acreditei que você fosse mais um que acredita que 'lucro = mal' e que era ruim a Wizards buscar o lucro.
Creio eu que você deve estar se referindo como classes clássicas, porque está se referindo ao d&d desde o primeira ou segunda edição, vendo por essa ótica estaria tudo bem, se não fosse o fato deles terem cedido esse espaço de classes mais antigas e conhecidas pelo público com as novas classes como warlock e warlord a não ser que elas sejam mais clássicas que o bárbaro e o druida.
Que por sua vez em algum ponto foram também inovações e, segundo teu raciocínio, também retiraram esse espaço de classes mais antigas em edições posteriores. Segundo esse raciocínio ainda, então Bardos ou Rangers não deveriam ter aparecido no básico da segunda edição de Ad&d, em vez de por exemplo o Monge.
Você esqueceu de mencionar, que a criação do material próprio já está ligado a arquivação direta deste mesmo na D&D insider, aonde você vai ter toda uma dungeon em 3d arquivada online, com todas as miniaturas colocadas em seus devidos lugares (realmente isso é bem conveniente, adorei, mas fico com um pé atráz quanto a isso pelo fato de ter mensalidade), e como você disse, é bem simples, porém simples até d+, você tem toda a liberdade dentro daquele parametro delimitado, bem mais limitado que na 3.X.
E porque você PRECISA arquivar teu material no D&D Insider e se limitar a ferramenta? Porque você não pode criar seu próprio material, com as diversas opções de programa (livres ou não) que já estão disponíveis lá fora? Ou mesmo com papel e lápis? Ah, não precisa? Então isso não é limitante, é só mais uma opção para os Mestres e jogadores e não uma desvantagem da nova edição.
Ok, não terá tanta mecânica, tantos recursos... porém mesmo assim eu pelo menos posso criar um guerreiro ambidextro antes de sequer ter que comprar um outro livro sem ser o do jogador, eu tenho liberdade suficiente dentro do sistema que me proporciona a fazer um guerreiro diferente dos demais.
O sistema é mais maleável, e por isso você consegue aplicar melhor a sua criatividade nele (não é perfeito, mas é melhor)
Falso, tu pode fazer um guerreiro que luta com uma arma em cada mão.
'Ah, mas aí eu não vou ter poderes pra isso!'
Faz multiclasse com Ranger. Pronto, você pode comprar.
'Mas eu quero um personagem guerreiro puro que luta com duas armas.'
Primeiro, você está querendo opções fora do que é o objetivo da classe. Logo, suplementos. Segundo, você está vivendo o mesmo problema que os guerreiros tinham quando saiu a 3.0. Era uma droga. Muitos talentos para conseguir ser eficiente, poucas opções e nenhuma prestige que prestasse. Isso só foi corrigida no Masters of the Wild, que eu lembre. Logo, também foram necessários suplementos para tornar essa opção interessante mecanicamente na 3.0. Próximo.
...afinal de contas, guerreiro ambidextro é estereotipo?
Veja o conceito das classes. Rangers foram feitos para serem os combatentes com duas armas.
Eu só acho que não é pra checar equilíbrio do sistema pois eles tem playtesters, issoae é algo relacionado a pesquiza para verificar a aceptabilidade do novo conceito da classe ctz.
Exceto, claro, que a própria editora já afirmou (várias vezes) que esse material é lançado para playtest dos jogadores. Inclusive nas matérias onde esse material é lançado.
Só 2? ah não foi tão ruim quanto eu esperava, mas ainda assim é o dobro de livro de antes. rs
Claro, porque dava muito bem para jogar Forgotten Realms 3.5 sem o Player´s Guide (que fez a conversão da 3.0 para 3.5) SEM ter que fazer house rules para converter o material do básico para 3.5. Ah, espera. Não, não dava.
E isso é uma mudança de atitude quanto a tendência de lançar pilhas de livros para cada mundo. Coisa que não é tão sentida aqui, já que ganhamos um mínimo de livros, mas muito sentida lá fora em que cada mundo (tanto Eberron quanto Forgotten) tinha material espalhado em vários livros diferentes.
Agora a tendência é só lançar dois livros, que são os únicos dois livros que você precisa comprar para o cenário. O resto você ganha com a assinatura virtual. Não parei para comparar os valores financeiros, mas acredito que saia mais barato que comprar diversos livros sobre o cenário (claro que seria preciso definir o custo real, já que você acaba ganhando muito material extra além das ambientações). Mas ei, é 4e! Se tivesse a cura do câncer num dos livros, alguém ia tentar afirmar que era uma falha.
Atacar a 4e por interesses econômicos pessoais... vou fingir que não li isso.
Falando mais devagar e com mais l-e-t-r-a-s para ficar mais fácil de entender. Muita gente que trabalha no ramo de RPG tem apontado supostas falhas na 4e porque o modelo atual de produção de material por terceiros para nova edição é mais limitado e restrito do que a 3e. Como as regras para produção de material para a edição antiga continuam válidos, muita gente prefere que a manutenção da edição antiga a aceitação do material novo. Ou então, no caso onde se percebe essa impossibilidade, essas pessoas tem criticado o material novo enquanto promovem suas próprias criações de sistemas que usam o d20 antigo como base.
No caso das ilustrações eu citei a tendencia que demonstra o que o d&d está virando, realmente os cenários do GOW são lindos e etc, concordo, mas o que me incomoda é ter o elemento fantasioso em demasia, como citei na parte das mulheres com armaduras que mais parecem biquinis,
O que é 'em demasia'? Porque ter muita fantasia é prejudicial a interpretação? Segundo esse raciocínio então, o cenário com maior quantidade de interpretação seria onde o jogo fosse com pessoas normais fazendo coisas normais do dia-a-dia. Além de não verdadeiro, isso seria bem chato.
E sobre o os 'biquinis', estou rindo muito aqui. Esses biquinis-armaduras são algo nascido no modelo de ilustrações antigas ainda do tempo do Ad&d, exatamente o modelo que você tenta defender como melhor ou 'mais interpretativo'.
Isso é no nosso caso, nós somos jogadores experientes ou exepicionais, o que me incomoda a respeito disso é quanto aos novos jogadores que estão aprendendo a jogar d&d que não vão ver a interpretação como algo chave para o desenvolvimento do jogo... e não estou falando só da 4e não, isso vale pra terceira também em perícias como Obter informação, Blefar etc...
Questiono o nível de experiência. Experiência não significa interpretar. Interpretar não é algum tipo de estilo superior de jogo que vem com a experiência. Interpretação pode ocorrer em grupos experientes ou iniciantes, assim como jogos voltados completamente ao aspecto de jogo podem ocorrer com qualquer grupo.
Quanto a existência de perícias sociais, que bom que elas existem. Evita que jogadores que sofrem dificuldades em se expressar ou demonstrar suas opiniões sejam incapazes de interpretar personagens socialmente capazes. Lembrando que antes da 3e, Storyteller já usava delas faz muito tempo. Com mais mecânicas para resolver situações sociais usando de dados do que a 3e, aliás.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]