Pera lá, vamos por pingos nesses "i"s.
Fato 1: Padrasto estupra meninas.
Fato 2: Menina mais nova engravida. Chance de gestação normal muito baixa, risco de vida. (eu devo pedir novamente, pois não consegui achar, daonde estão das complicações da menina que fariam de impossibilidade absoluta e terminal de sua condição. Não é um "eu te desafio!", mas é que eu não consegui passar os olhos sobre tudo tanto quanto gostaria).
Fato 3: Igreja, que se posiciona como defensora da vida, e contra o aborto (destruição de seres humanos após sua concepção e antes de seu nascimento, sua opinião pode variar, etc) posiciona-se novamente contra o já mencionado procedimento, baseado em Agostinho de Hipona e outros teólogos quanto ao aborto, por estes também baseados no pensamento de outros filósofos e figuras anteriores, mesmo não cristãs, tais como a
menção anti-aborto do Juramento de Hipócrates. Tenta ao máximo encarar a possibilidade de não se matar os embriões, apesar de todas as dificuldades. Condena o estupro também, mas se posiciona de maneira tal que não crê que o aborto daqueles seres indefesos seja o proceder correto (tendo como o valor máximo a vida, ferir/abusar É TERRÍVEL SIM, mas matar/abortar ainda é o pior, por bem pouco, conforme suas próprias declarações). Entretanto, ocorre o aborto planejado ainda assim (se isso é moralmente aceitável ou não é novamente opinião pessoal, não entrarei neste post).
Fato 4: Excomunhão automática, pelo
cânon 1398 da Lei Canônica (sendo a Lei Canônica independente da Lei Civil e Penal de qualquer governo laico como o nosso, matéria apenas do direito dentro da Igreja Católica e referente apenas à ela) é feita aos médicos que fizeram o aborto (novamente, de concepção de destruição de vida humana, sua opinião pode variar, etc). Excomunhão, não sendo bilhete automático para o inferno, pode ser facilmente revertida. Ainda existem os outros teólogos dentro da própria Igreja considerando a gravidade do problema, visto a questão de saúde da menina, o que, como se é Lei Canonica e um processo aberto e ainda sendo discutido semelhante como ocorre em casos de lei, pode-se ser considerado para a redução da pena (excomunhão) para possivelmente outra, entre outras considerações.
Fato 5: O bispo pronuncia-se da excomunhão sobre o caso e adquire raiva popular.
P.S.:
Lei Canônica não é imutável.. Portanto, pode-se ser útil para revitalizar o debate quanto a modificação da Lei Canônica - o que é muito útil para mim, cristão católico apostólico romano.

P.P.S.: Willdice, assassinos também são sujeitos à lei canônica se forem católicos, conforme o canôn acima demonstrado. Só não há a excomunhão automática, mas verificada caso a caso. Deve-se verificar os indivíduos sob cada juridisção canônica, deve ser um trabalho e tanto.
Opinião pessoal agora:
Sinceramente, não estou entendendo o mimimi. Talvez seja porque é gostoso encher a boca para falar mal da Igreja, mesmo se a informação for incorreta, ou assumindo que sua posição moral (ou amoral) própria é inerentemente superior. Se há alguma crítica que pode haver aqui é contra a Lei Canônica... conjunto de leis criadas para a organização da Igreja e de seus participantes. E que pode ser revisada. Quase que o mesmo tipo de crítica que se pode fazer sobre leis - exceto que, como se é de um campo relacionado ao religioso, aparentemente se considera muito mais virtuoso "meter a boca" porque sim.
Inteligência é perceber que, daqui a dez anos, você será menos tolo.
Sabedoria, portanto, é compreender que você é um tolo agora.
Bom senso, por fim, é tentar não ser um tolo hoje.
- Desconhecido
(Gladius, tentando sempre ser menos tolo)
Gladius desencanou. Ele sabe quem ele é, o que faz, e o que foi feito à ele. Nada disso pode ser mudado. Procure uma contra-resposta, ela existe. Tenha um bom dia.