Iniciei uma nova campanha,
As Treze Tribos de Xen'drik, mestrada pelo Anand.
Como disse num dos comentários do blog, conheço Eberron superficialmente: algumas coisas sobre Dragonmarks, Warforged, religião mais aberta, desestigmatização das tendências, entre outras. De início a grande questão era: como incluir um dragonborn no cenário? Até perguntei por
aqui (aliás, obrigado cavaleiromorto).
Com o Adventurer's Guide to Eberron em mãos, pensei em algo simples, mais ou menos assim: enviado por forças místicas aos 'Oradores Dracônicos' (dragonspeakers) de Argonnessen ainda jovem, o dragonborn Bashir foi considerado como parte da antiga Profecia (The Prophecy) e cresceu entre os Oradores e os bárbaros do povo de Seren, tornando-se um guerreiro de grande bravura, capaz de liderar por sua convicção e força. Num certo momento, Bashir foi enviado numa expedição à Xen'drik, liderando um grupo de combatentes e um Orador em busca de pistas da Profecia. No entanto, a expedição fracassou tendo em vista o ambiente hostil e selvagem do lugar: homens morreram e o Orador enlouqueceu, perdendo-se numa floresta. Desorientado mas consciente do seu destino e de sua missão, Bashir peregrinou até chegar à uma vila: a Tribo dos Javalis Negros, ponto inicial da aventura.
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Querendo aproveitar o material do meu Martial Power, mas ainda dentro do conceito de líder, resolvi testar o Warlord Bravura Presence (aka Bravelord). Primeiro que a sinergia com Dragonborn é fantástica: + CON no valor de Healing Surge, + 1 de ataque enquanto bloodied, Dragon Breath e +2 de STR e +2 de CHA fazem-no uma escolha perfeita para Bravelords.
Como poderes escolhi: at-will: Brash Assault e Wolf Pack Tactics; encounter: Diabolic Stratagem (DR#369); daily: Bastion of Defense. De feat, peguei Weapon Proficiency (Fullblade).
O que percebi na sessão: bravelords são feitos para tomar a linha de frente, isto é, onde a diversão está. Enquanto bravelord, o personagem deve estar posicionado junto aqueles que têm maior basic atack do grupo (no caso um Warden e um Barbarian), tendo em vista que os poderes (e a Commanding Presence) fornecem basic attacks. Durante a sessão não foi diferente: aliado ao Warden (já que é díficil permancer do lado do Barbarian e suas investidas), conseguíamos cerca de 4 ataques por round num único oponente (1 à escolha do Warden, 1 do Brash Assault, 1 decorrente do Brash Assault e 1 decorrente da marca do Warden). Isso sem contar OA's. Bastion of Defense é muito bom em warlords que se focam em CHA: foram 9 temporary hit points para todos os aliados (que estavam dentro de 5 quadrados de distância), mesmo não acertando. É maior que o valor de HS do Sorcerer do grupo!
Percebi também que, embora sedutor, Diabolic Statagem requer um setup bem cuidadoso. Seu uso é bem condicional, mas as vantagens são muito bem-vindas. Outra coisa: Healing Surges são essenciais; na linha de frente, com poderes de alto risco (já que concedem melee basic attacks aos oponentes), prevejo que utilizarei Inspiring Word pelo menos uma vez em mim mesmo por combate. O bom é, quando bloodied, acerto mais (graças ao +1 de dragonborn frenzy), e que tem outro leader no grupo que cura sem gastar HS (um shaman).
No final das contas, o saldo foi positivo. Bem interessante este tipo de warlord. Vamos ver as próximas sessões.