É dificil acompanhar um discução na Spell exatamente por crescer rápido demais.
Continuando de onde parei...
“Rituais não são magias, nem vancianas nem nada. Rituais são Rituais, Magias são Magias, tudo isso muito claramente definido nas regras da 4.0D&D. Magias, como existiam até à 3,5D&D não existem mais.”
Esta é uma das questões.
COMO fazer esta transição em grupos experientes?
Quais as experiências aqui VIVIDAS EM MESA?
Este é o ponto principal.
O que é Magia no seu cenário?
Dependendo da resposta e complexidade dela temos o caminho inclusive para taxar o Guerreiro de Purpurina-Men...
Por exemplo para Tolkien a magia é algo como a Força dos Jedis (Na verdade é ao contrário), é algo consciente e presente em tudo e qua alguns podem manipular de acordo com a vontade, outros as vezes o fazem de forma mais branda e/ou incosciente.
Outro exemplo é a Trilogia "Crônicas do Senhor da Guerra" de Bernard Cornwell, nela o autor apresenta efeitos mágicos que não são nada mais nada menos que efeitos de supertições, conhecimento de efeitos naturais e coincidência pura e simples, mas isto para nossa concepção moderna, pois no contexto da história é tudo "Magia".
Na Concepção antiga do D&D a magia estava ligada a ritos e resultados especificos (sistema de magia anterior ao 4ªed). Mas a magia não era limitada só as coisas que magos e Clerigos podiam Fazer, mas como quase todas as possibilidades estavam inclusas a gente nem reparava nisto.
A Concepção nova da 4ªed assume que poderes (sem entrar em critérios de quais aqui!) podem ser de fontes magicas e também assumem que existe UM TIPO de magica chamado "Ritual".
Mas até aqui nada está especifico que só existem "Poderes" e "Rituais". Em termos de regras sim temos só os dois, mas no famoso fluff é tão aberto como porta de buteco e pode ser acrescentado ou modificado.
A transição no caso seria simples efeitos imediatos relacionados a combates são os "Poderes" Efeitos diversos e misticos são os Rituais e aquí cabe ao mestre e jogadores acrescentar mais rituais que supram as necessidades que tenham como por exemplo emular algum efeito de uma magia antiga do D&D.
O que quero dizer dentro deste contexto é que sim o GUerreiro pode executar feitos "Magicos" apenas adequando o Fluff como o exemplo do Crônicas do Senhor da Guerra que dei...
Isso só para citar uma das possibilidades...
Sabe qual a maior reclamação na EIRPG referente aos jogadores (criados na terceira edição) e que agora tentavam interpretar GUERREIROS? Esta!
DESCRIÇÕES VAGAS.
E é também o mesmo problema que vejo porque muitos achavam o guerreiro do 3.x de "Hurr eu bato nele".
Incapacidade de se desprender do que está escrito.
E também falta de imaginação.
E que no fundo depende daquela famosa intransigência dos que ADOTAM AS REGRAS como VERDADES SUPREMAS.
(Veja por este tópico mesmo a tantas enfases do tipo "Lógico que é magia é um poder de origem arcana", sem nem parar para pensar no que é magia no sentido amplo ou coisas do tipo. Simplesmente pegasse o que está escrito e se firma como verdade absoluta)
Em nenhum momento eu consigui imaginar os poderes do Guerreiro ou do Warlord com brilhos coloridos especiais. Os poderes do Clérigo e do Mago, por outro lado "soam" bem como magias.
Minha 1ª impressão foi a de brilhos e lusinhas inclusive uma imagem apoiada pelas ilustrações.
Foi preciso muita força de vontade para tentar dar outra roupagem para os poderes.
Para alguns jogadores, algumas destas regras estão muito mal elaboradas e abertas demais, o que deixa lacunas de interpretação para os jogadores, que acabam dependendo a necessidade de que TODOS na mesa tentem OBSERVAR e VER o conjunto de regras de forma igual.
Então mas nem sempre isso acontece cada um tem uma visão.
Por isso que usar as regras sem se preocupar com a Ambientação e a descrição delas vai gerar este conflito de um imaginar a cena com lusinhas e outro sem...
Se o livro não define é erro dele! O Mínimo que ele deve fazer e deixar mais explicito que "Te damos as Regras e voce recheia com a descrição que quiser veja os exemplos da mesma cena descrita de várias maneiras..."
Pronto isso já dava um "Acorda Moleque" no mestre (e jogadores) para orientar a coisa como acha melhor em vez de só usar as regras e deixar tudo mais solto.
Mas eu como DM posso perfeitamente impedir um jogador de descrever sua magia como uma aura de purpurina que brota dos seus poros, acompanhada de um perfume de flores e ervas...
Só se voce foi um bom mestre e explicou como as coisas funcionavam naquele contexto de jogo ANTES.
(Ou seja entrou em acordo, sobre o jogo, com os jogadors ANTES do jogo)
Pois se voce foi Relapso de só pegar o livro e dizer "Vamos jogar isso aquí!" a 4ªed será um problema para voce nessa hora que o jogador quiser usar a purpurina...
da mesma forma como posso (e o DMG explicitamente me respalda nisso) definir que você precisa de 1 mão livre pra usar qualquer magia
Quer dizer que se não tem algo EXPLICITO nos livros voce não permite.
Então improvisação nem pensar?
A questão é, o fato dos conjuradores terem um sistema unico para suas magias nas outras edições era mesmo o que os tornava especiais, diferentes dos combatentes?
Sim!
Pois a magia era vista como algo a parte. Com regras próprias para ela.
O fato do mago poder ficar invisivel, criar um nuvem que não permite visibilidade e alterar a "realidade" com seus poderes é o que o torna um "conjurador de verdade".
O fato do guerreiro e dos outros combatentes terem poderes, com ou sem luzes, não muda isso.
Exato.
Mas tudo isso é Ambientação e ela é como disse é sujeita a interpretações diferentes exatamente por ser Abrangente (vaga).
Alguns poderes do ladino também fazem isso (ficar invisivel), mas, se eu melembro bem, eles nescessitavam de algum tipo de "cobertura" ou seja lá como traduziram.
Mas concorda que dependendo da abordagem nada impede do "poder do ladino" ser visto também como algo sobrenatural?(Mesmo com a limitação de necessitar de cobertura)
Quando eu disse além da capacidade humana, eu estava pensando em atletas olimpícos, que conseguem fazer coisas impossíveis por qualquer pessoa que eu conheço (se você consegue eu não sei), mas um pouco mais fantasiosas.
No próprio livro do jogador fala que feitos de classes marciais podem ser consideradas como magias.
Exatamente!
Nope, eu ainda imagino o barbaro cortando o inimigo ao meio e a adrenalina aumentando sua vontade de combate.
Eu támbem, mas tento imaginar espiritos influênciando isso.
Viu só como é possivel duas abordagens diferentes dentro da mesma "descrição" enxuta do livro?
E uma é Realista e outra é Sobrenatural.
O problema é que como falamos de "Exageros" é muito mais convencional puxarmos para o Sobrenatural.
O problema é que, como o RPG gira em torno do divertimento de todos, diante da aparente (ou clara e rasgada) recusa de aceitação da Quarta Edição por parte de alguns (Old) jogadores, nós que mestramos, temos que criar mecanismos pára que de alguma forma, possamos inserir, mesmo que a conta-gotas, as novas regras, conceitos e mecânica de jogo.
Não faça isso!
Nem todos os jogos são para todos. Simples assim.
Eu mesmo não tenho interesse em jogar a 4ªed por me divertir muito mais com outros jogos como a 3ªed...
E na prática... na hora de rolar os dados isso quer dizer quê?
Quem falou que quer dizer alguma coisa mecânica? Eu tou falando de interpretação.
Mas a interpretação não é exata!
O Livro propositalmente deixa as coisas vagas, não dá para se agarrar na ambientação do livro como uma verdade absoluta pois ela é vaga.
E é este o problema dos Guerreiros com Lusinhas...
Tecnicamente Rituais são rituais e magias são magias.
O que você chama de magia? Spell? E magic, você traduz como? O que eu chamo de magia não é necessariamente o que você chama de magia. Não deixaram de ser todas coisas mágicas.
Não estou falando de tradução. (Se tivesse Spell estaria mais para Feitiço que Magica neste caso)
Se voce acompanhou minha linha de raciocinio é mais ou menos como voce disse Poderes do Mago são magia rituais são magia, mas isso porque magia é algo muito amplo que pode dependendo da ambientação enquadrar a descrição inclusive de poderes do ladino ou guerreiro.
Rituais não são magias, são meios de se fazer uma magia.
Quase...
Rituais são meios de se fazer UM TIPO de magia
Em nenhum momento nos livros está descrito, "isso é como na edição anterior", simplesmente pelo fato que é uma nova versão do jogo.
E voce sabe o que é subconsciente?
Pois é, as vezes ele age na hora do consciente fazer comparações.
E ai o que fazemos? Esculaxamos a pessoa ou tentamos explicar que é uma coisa nova e por isso diferente?
Eu nunca conheci um jogador que fizesse questão de aloprar as premissas estabelecidas da mesa, pelo menos não depois que saí do ginásio.
Prazer Gun_Hazard
http://falhacriticarpg.wordpress.com/20 ... eu-mestre/Piada a parte as vezes o jogador pode quebrar estas premissas por não conhece-las ou não entender (Falha do mestre em explicar ou por não explicar).
Ou simplesmente por estar com a mentalidade de outros jogos.
(Por exemplo jogar Vampiro achando que é o mesmo clima que 3D&T)
As pessoas interessadas no jogo procuram saber como as coisas funcionam e exercem sua criatividade dentro das premissas estabelecidas
Lindo.
Mas e quando as premissas são "Leia o livro ai!" e este livro é vago ou abrangente?
...não têm que ficar inventando palhaçada. ...
OFF:
As vezes não é palhaçada, as vezes é só falta de sintonia.
Voce fala "é uma aventura medieval"
Um cara lembra dos Livros do "Bernard Cornwell" outro lembra do desenho "Slayer".
Já aconteceu comigo um jogador novo entrou na minha mesa, mas tinha muitos costumes do 1º grupo dele e ele achava que era tudo igual...
OFF:
Portanto, eu termino este post SIM afirmando que há um excesso nocivo de nostalgia que impede não só a você, mas outros participantes de ver a 4ª edição pelos seus méritos.
É mas é dificil isto pois quando estamos discutindo as mecânicas e ambientações novas sempre aparece primeiro um post com coisas do tipo "Mas antes era bem pior" antes de surgir alguém defendendo as versões anteriores.
Resumindo: SE NÃO QUERM COMPARAÇÕES SEJAM OS PRIMEIROS A IGNORALAS"