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Lorde da Dança escreveu:Se fosse vampiro, castelo falkenstein, ou star wars rpg eu entenderia, mas o povo não tinha o costume de fazer cenários próprios... preferindo comprar cenários prontos... eu perdi totalmente a fé no old school.


Lorde da Dança escreveu:Mas eu acredito que a melhor parte do D&D é poder montar seu próprio cenário, a semanas eu estou desenvolvendo meu próprio cenário, e está valendo a pena. D&D, por ser um sistema que permite vários, mas vários cenários totalmente diferentes, também deveria dar suporte para se criar um cenário próprio. As pessoas deveriam olhar para aquela centena de cenários e pensar: "puxa, se D&D pode ter um cenário espacial, um cenário de terror gótico, e um cenário de faroeste, talvez eu possa criar um cenário meu". Num sistema com tantos cenários a criação de cenários próprios é natural.
Tá certo que existem ótimos cenários, eu jogo em eberron/ravenloft/reinos de ferro/belo-horizonte, mas isso não significa que devamos nos conter só com eles, criar coisas novas ´´e uma das coisas mais importantes no RPG. Ou será que na década de noventa as pessoas só jogavam GURPS com os módulos prontos?
Lorde da Dança escreveu:Mas eu acredito que a melhor parte do D&D é poder montar seu próprio cenário, a semanas eu estou desenvolvendo meu próprio cenário, e está valendo a pena. D&D, por ser um sistema que permite vários, mas vários cenários totalmente diferentes, também deveria dar suporte para se criar um cenário próprio.


Sempre achei D&D péssimo para criar novos cenários (agora com a 4a edição as coisas parecem estar ainda mais evidente devido a filosofia de suplementos da WotC). O fato de ter lista de magias, classes, raças, um sistema muito específico de dano e evolução, assim como outros fatores resultam em um trabalho tremendo para adaptar o sistema as necessidades do cenário sem forçar a barra (tanto é que acho que algumas adaptações não ficaram boas mesmo com anos de ddesenvolvimento, nunca achei o nível de poder de AD&D adequado para Ravenloft apesar dos bons suplementos descritivos) e isso demanda um tempo que prefiro gastar jogando (sem contar que no final você corre o risco de quase ter criado um sistema novo, Birthright mesmo tem um sistema de administração de reinos e combate em massa externo a AD&D).
Na prática se quisesse criar algo eu utilizaria um sistema que fosse voltado para isso. O próprio GURPS teve seu auge mais ou menos no período da 2a edição de AD&D, tinha vários suplementos voltados para isso e esta seria apenas uma das várias opções do mercado. Ao meu ver o ideal é escolher o sistema de acordo com o que você quer dele, mesmo AD&D tendo suplemento para criação de mundos, ele não era nem de longe facilmente modificável. Sua virtude era ter cenários profissionais acima da média do mercado prontos para serem utilizados e era o que o pessoal realmente queria na época.
Lorde da Dança escreveu: Mas é irritante ficar ouvindo esse tal de movimento old school, pessoas dizendo que antigamente tudo era melhor, que as pessoas inventavam mais coisas... e depois saber que na década de noventa as pessoas não jogavam com cenários próprios em D&D.
Vou dizer novamente, se D&D aborda Ravenloft e Spelljamer, então dá para criar um cenário novo sem muitas dificuldades, e nem todo cenário prescisa de modificar as regras, apenas de criar um lore para tudo.


Quem cria cenário é porque não está satisfeito com os cenários do mercado, a Era de Ouro foi caracterizada justamente pela coletanea de opções nesta categoria e o enfoque dado a elas (tanto que o grande exemplo desta época são as caixas de mundos).
Foi como disse, para mim criar em AD&D era desnecessariamente trabalhoso (não existe nem possibilidade de variação de pontos para nivelamento de cenários a não ser que você criasse novas classes mais fracas ou fortes e ignonrasse a ideia de tabela xp ligada ao poder da classe)
Sempre existiram RPGs voltados a expansão simples de cenário, jogos como Everway foram feitos para você criar cenários (ha até sistemas para ajudar você a ter novas ideias), este só não era o objetivo de AD&D.
Não disse que era melhor e sim que era diferente, a galera não criava cenários em AD&D porque não precisava e não era por falta de apoio
Você não disse, mas o movimento old-school disse. Não acho que devamos criar cenários por nescessidade, mas por diversão.
Acredito, inclusive, que RPG sem cenário de qualidade é RPG incompleto e, no momento, acho esta a maior desvantagem da 4a edição (o FR não me empolgou como sempre e pro enquanto fico na promessa que no futuro teremos mais material).
As pessoas podem me falar o que quiser de quão estúpido era Elminster, as Seven sisters, e heróis fantásticos e seus romances (e realmente boa parte deles era). Mas entenda. Uma das coisas que fizeram o FR ser grande foi isso. Era a possibilidade de, já antes de existir a internet, os grupos falarem de seus feitos num mesmo mundo. Elas estarem conectadas por algo, elas terem salvo Cormyr e lutado ao lado de Azon IV, ou combatido os Red Wizards com Simbul enquanto as outras salvavam Baldur’s Gate. Em minha vida de RPG, eu vi muitos grupos sentando e contando suas estórias... elas contavam de suas estatísticas dos personagens, claro, e suas táticas de combate. Mas contavam muito mais das suas estórias... e contavam do mundo que jogavam, suas aventuras... e trocavam a experiência de terem vivido nesse mesmo mundo... "Hey, Você enfrentou o Halaster? maldito.. eu o encontrei também uma vez.. mó foda o cara praticamente ajoelhou nosso grupo"... coisas do gênero. Sinto como se certas coisas estivessem se perdendo para dar lugar a estórias pré montadas focadas no combate estratégico
As pessoas criam cenários exatamente por isso, entretanto pelos testes que já vi e fiz, a quantidade de pessoas que joga com se cenário próprio por muito tempo e é bem sucedida (eu digo nos termos dos jogadores preferirem o seu cenário em relação aos outros do mercado) é extremamente pequena
Sellous escreveu:Não vejo mais NPCs famosos serem criados... vivemos dos vestígios de uma época de ouro perdida. Não reclamo, como um old school, que de como era boa aquela época. Eu reclamo de como tenho medo de que meus mundos que gosto sumam, junto com os jogadores.
Lector escreveu:Sellous escreveu:Não vejo mais NPCs famosos serem criados... vivemos dos vestígios de uma época de ouro perdida. Não reclamo, como um old school, que de como era boa aquela época. Eu reclamo de como tenho medo de que meus mundos que gosto sumam, junto com os jogadores.
é uma tendência do mercado, não criar coadjuvantes que ofusquem os personagens dos jogadores
alguns mestres, principalmente iniciantes, tem certa dificuldade em lidar com NPCs importantes, sem contar os jogadores que só pensam em matar os coitadinhos

Se tem ficha, então é para poder matar!
Mas eu acredito que a melhor parte do D&D é poder montar seu próprio cenário, a semanas eu estou desenvolvendo meu próprio cenário, e está valendo a pena. D&D, por ser um sistema que permite vários, mas vários cenários totalmente diferentes, também deveria dar suporte para se criar um cenário próprio. As pessoas deveriam olhar para aquela centena de cenários e pensar: "puxa, se D&D pode ter um cenário espacial, um cenário de terror gótico, e um cenário de faroeste, talvez eu possa criar um cenário meu". Num sistema com tantos cenários a criação de cenários próprios é natural.
Tá certo que existem ótimos cenários, eu jogo em eberron/ravenloft/reinos de ferro/belo-horizonte, mas isso não significa que devamos nos conter só com eles, criar coisas novas ´´e uma das coisas mais importantes no RPG. Ou será que na década de noventa as pessoas só jogavam GURPS com os módulos prontos?
WELCOME TO A D AND D WORLD!
é uma tendência do mercado, não criar coadjuvantes que ofusquem os personagens dos jogadores
alguns mestres, principalmente iniciantes, tem certa dificuldade em lidar com NPCs importantes, sem contar os jogadores que só pensam em matar os coitadinhos
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