O Luminus tem razão, vocês que não o entenderam.
'Brigaaaaaado!
Agora se isso é bom ou ruim depende de cada um. Eu por exemplo gosto de heróismo e de mocinhos bonzinhos, mas odeio esses valores absolutos.
Essa é uma das maiores dificuldades que eu tenho quando jogo RPG... mocinhos sim, donos da verdade, não. Particularmente, eu gosto quando há uma polarização (qualquer que ela seja) entre o grupo de jogo e o inimigo por eles enfrentado, mas não gosto quando o mundo gira em torno dessa polarização... se todas as facetas de um mundo girassem em torno de uma polarização, não tinha espaço pra mais nada!
Eu acredito que, por ser um cenário de fantasia, as regras do Universo de D&D são diferentes em diversos aspectos das nossas, por isso nem sempre dá para estabelecer uma comparação.
Diferentes, sim... mas até para estanbelecer essas diferenças, as nossas regras são tomadas como ponto de partida. Daí o nome "fantástico". Então, as coisas tendem a ser exacerbadas (ou minimizadas), justamente para que a diferença em relação ao padrão (a realidade) seja evidente. Não é exatamente uma comparação, mas sim uma contraposição.
No caso do maniqueísmo, por exemplo. No nosso mundo, o maniqueísmo é só um conceito abstrato. No universo de D&D, FAZ diferença para as regras universais qual tendência você adota, então faz mais sentido dizer que alguém é "bom" ou "mau".
Mas é assim em todo o material artístico ocidental que lide com fantasia, desde os contos de fada com seus príncipes encantados, até os filmes e livros de ficção com seus... príncipes encantados. O universo de D&D (e de muitos outros cenários de fantasia) inspiram-se nesses valores, que aliás nos são passados durante toda a vida, e que portanto são familiares, seguros, eficientes.
Até porque é um jogo de heróis, e é muito mais fácil arrumar desculpas pro bem cacetar o mal do que fazer tramas psicológicas e intrincadas para dar porrada nuns monstros.
Especialmente se o combate for o palco principal desses jogos, como geralmente o é.
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Outros aspectos, como as dungeons abandonadas, fazem sim algum sentido: durante a Idade Média, muito do que era "civilização" tombou diante das invasões bárbaras, e cidades inteiras passaram a ser território inóspito, selvagem, abandonado. Em um mundo real, esses locais passaram a ser esconderijos de bandidos, ou tidos como mal assombrados, etc. Em um mundo de fantasia com monstros errantes e tal... esses locais viram dungeons.
Claro que, daí, a adotar o esquema de "um monstro errante por sala", vai uma grande distância.
E!