
Foi a primeira vez que fui na loja Point HQ em Ipanema, lá ocorreu o retorno do evento Point do RPG, um evento mensal ocorrendo no terceiro sábado lá mesmo na Point HQ, além de ser gratuito, foi dia de lançamento do retorno do Projeto Tagmar II.
Antes de qualquer coisa, neste link tem uma interessante matéria sobre este sistema.
A Point HQ de Ipanema fica na Rua Visconde de Pirajá 207, 3° andar, na loja 317 da Galeria VIP Center, tem como ponto de referência o Mcdonalds e o Banco Bradesco, fica entre a Rua Vinicius de Moraes e Rua Farme de Amoedo, não é difícil de achar.
Logo que cheguei no primeiro andar já ouvi um pequeno alvoroço, o espaço não permite mais que 100 pessoas, o que deixa um clima mais tranquilo do que aquele encontrado nos grandes eventos de RPG, me senti a vontade para jogar, mas mesmo tendo pouca gente, mas mesmo não tendo milhares de nerds, o pessoal dos Card Games estava fazendo bastante barulho e por várias vezes tive problemas para ouvir o que os outros diziam na nossa mesa de RPG.
Assim que cheguei fui conhecer a loja, que é bem ampla e diversificada, lembra a Antiga Bárbaras & Magias, tendo muitos Gibis e um cantinho pro RPG, hoje a Gibiteria é praticamente só RPG e tem poucos Gibis, já a Point HQ tem tantos Gibis que até artistas conhecidos que tem como hobbie as HQs frequentam o local, como o comediante Fernando Caruso que foi muito simpático e em nossa conversa comentou inclusive que não gostou de trocarem o ator que fará o Spiderman 4 e não confia muito no diretor que fará o filme, eu não discordei dele, realmente é uma pena ter que trocar de diretor e o ator principal, mas tenho esperança de que seja pelo menos um bom filme.
Achei um texto na internet sobre o assunto e editei-o e posto abaixo:
Continuando, o que mais me chamou atenção na loja foi a quantidade de RPGs nacionais, e outros produtos traduzidos, alguns novos, outros nem tanto, há muito material de Daemon (Cães de Guerra, Hi Brazil, Anjos a Cidade de Prata, Demônios a Divina Comédia, Vampiros Mitológicos), 3D&T, Crepúsculo, Arkanun, BESM d20, Changeling o Sonhar, Tormenta, Mítica: Sombras no Oriente, Equinox:Dois Mundos, Libertação de Valkaria, Trilogia do Fogo das Bruxas, entre outros).
Ao sair da loja dei uma rápida olhada na galera que estava por lá e havia mais jogadores de cardgames do que RPGistas mesmo, e ouvi uma estórinha que chegou a doer meus tímpanos, eu perguntei pro cara que tava organizando o campeonato de Magic quanto ele já tinha gasto com todas aquelas cartas, e ele me disse que foi algo por volta de 20.000 REIAS!!! E ainda teve o displante de dizer que conhece gente que gasta tudo isso por mês, será que ele acha que eu acredito em papai noel? Tá certo que tem gente que investe bastante em seu hobbie, mas gastar 20 mil numas malditas cartas não sei como isso pode ser considerado normal, essa é a minha opinião.
Então depois dessa fui jogar na única mesa de RPG do evento, mas o mais interessante é que era uma mesa de um sistema nacional que eu nunca havia jogado antes, TAGMAR 2.
Cheguei na cara dura perguntando se tinha vaga para mais um e o Marcelo Rodrigues prontamente permitiu minha entrada na mesa que já estava rolando, me entregou um bolo de fichas e escolhi um guerreiro humano, para facilitar o aprendizado, pois não queria atrapalhar o grupo tendo que aprender o funcionamento das magias deste sistema nacional de RPG Medieval.
Coloquei o nome do guerreiro de Ortemus em homenagem ao meu nobre amigo Eduardo Iorio, espero que não fique chateado por usar o nome de seu personagem Sir Ortemus de Spellfire favorito, pois não me veio nenhum nome interessante pra mim no momento, meu personagem tinha poucos pertences, tinha apenas uma tanga, uma Gládio, um corselete de couro, um escudo e 4 moedas de cobre, o legal do Tagmar 2 é que já existem várias fichas prontas de arquétipos para facilitar a introdução de novos jogadores nesses eventos.
O desenho do personagem que há na minha ficha me lembrou muito o Varro do seriado Spartacus - Blood and Sand. Mas esse nome não é meio ridículo e passível de zuação para um personagem de RPG "Varro" não me pareceu uma boa escolha, e por mais que a figura do personagem pareça com a de um gladiador, eu prefero torná-lo um cavaleiro, depois explico o porquê.
O sistema Tagmar é bastante desenvolvido, está em sua versão 2.2 indo para 2.3 e lembra um pouco o bom e velho AD&D em diversos aspectos, principalmente no estilo Old School que havia na época e preservado até hoje por seu criador, Marcelo Rodrigues, que inicialmente não fazia idéia que ele seria tal figura importante no RPG Nacional.
Eu levei poucos minutos para entender o sistema de combate, mas só percebi o quão eram simples e divertidas as regras de combate, quando meu guerreiro enfrentou sua primeira luta.
Logo todos notamos que era uma aventura pronta, o mestre estava com sua aventura toda dentro de um livro no estilão das aventuras de D&D atuais, achei muito interessante a forma que ele conduziu o jogo, mesmo tendo que ler as descrições dos lugares e situações, a entonação de sua voz e seu bom humor jogaram pra longe qualquer aversão à aventuras desse tipo, pois afinal é um evento de RPG e não é fácil mestrar uma aventura num evento de RPG de forma dinâmica, então aventuras prontas podem cair como uma luva numa situação dessas.
Cito agora as palavras ditas pelo próprio Marcelo Rodrigues:
"Tagmar não é Hi-Fantasy, ou seja, não possui a mesma profusão de magias que ocorrem em outros cenários. Não existem barcos voadores, ilhas ou castelos flutuando sobre nossas cabeças. Nele itens mágicos são raros e dificílimos de encontrar, além de cada um possuir sua própria história, sua própria lenda. Fato que os transforma em objetos únicos, dá ao mundo uma maior verossimilhança e abre um leque de infinitas possibilidades para aventuras. Não há em Tagmar uma mistura incoerente de raças. As culturas selvagens são tratadas como tal, e vice-versa. Isso faz com que não existam situações que façam o jogo parecer com as famosas tabernas do filme StarWars©, de George Lucas."
O cenário do Tagmar2 segue a linha Tolkieniana, ambientada em uma terra de fantásticas raças e o grupo era formado por um Pequenino que é uma raça parecida com um halfling ou hobbit (interpretado pelo filho de 10 anos do próprio Marcelo), um Elfo Rastreador (já conhecia este jogador de outros eventos de RPG), um Sacerdote (amigo do Marcelo e contribuidor do Tagmar2), um Ladino humano, um Mago (que saiu no meio do jogo por não gostar de aventuras prontas e por ter perdido todo seu dinheiro) e eu como Guerreiro Humano.
Eles haviam acabado de escoltar até uma vila onde uma noiva chamada Rosiem, filha de Arnolfo, nobre importante da cidade de Tória iria se casar, Tória é uma próspera cidade do interior de Calco que, a despeito do restante do país, continuou com suas bases econômicas voltadas para a agricultura.
O grupo havia passado maus bocados por causa de uma forte tempestade e acabaram indo parar num forte dominado por orcos (isso mesmo), mas agora estavam são e salvos e em breve ocorrerá o casamento. Mas nesse ínterim, foram convocados por Solônius, nisso eu entrei na aventura com meu personagem (digo meu pois o mestre realmente me deu a ficha para voltar a jogar outras vezes e devo fazê-lo) como um dos homens escravisados/capiturados pelo vilão que foi morto e então fui liberto pelos outros aventureiros. Início clássico e funcional de qualquer aventura.
Vou resumir o que se passou no jogo, com a palavra, Guerreiro Ortemus:
FIM
Acabou assim mesmo, pois já eram 18:15h, mas foi muito bom, só mesmo vocês estando lá para terem idéia de quão bom foi essa sessão de RPG, e o que é mais legal terá continuidade, pois este evento é mensal, e o Marcelo Rodrigues irá sempre, se for possível irei voltar lá mês que vem.
O sistema de regras de combate do Tagmar 2 é bem simples, só usa d10 e d20, e mesmo assim só vi usar o d10 na iniciativa (Igual AD&D), cada um tem um valor de ataque e de defesa, é parecido com o sistema d20, só que a Classe de Armadura já começa com 10 mais bônus de destreza e armadura, e em Tagmar2 não tem essa base 10. Então não é difícil acertar o alvo, mas também ele não cai na primeira pancada geralmente, a não ser que você tire um 20. E você nem rola dano pra nada, o dano depende do valor que tirou no d20, quanto mais alto mais dano tu causa. Agora se der um resultado muito baixo, tipo 1 mesmo 2 no d20, é falha crítica, eu tu pode até acertar um amigo ou a si mesmo, fora outras possibilidades como quebrar sua arma, ou apenas tropeçar e perder seu próximo ataque.
Veja a Tabela de Resoluções:

Ganhar Experiência não é tão fácil, e funciona bem diferente do (A)D&D, você não ganha XP por matar um monstro, e sim por fazer alguma ação heróica ou inteligente, que seja proveitosa e coisas do tipo. Por isso prefiro transformar meu personagem num cavaleiro ao invés de um Gladiador. Primeiro porque Tagmar 2 é um jogo bastante interpretativo se o mestre e os jogadores desejarem, mas também pode ser Hack and Slash, pois os possíveis resultados dos combates são muito interessante por causa das Tabelas de Resolução que estão acima. E segundo porquê estou lendo vários livros sobre Rei Arthur e nunca fiquei tão fascinado por este mundo de cavaleiros e honra como estou agora.
Espero que gostem do resumo que fiz deste evento e compareçam também lá!
Abs!




