Por que ele não atrapalha? Por que é bom vir grampeado no sistema uma mecânica que existe por que um designer resolveu que o fluff não deixava?
Ex: restrição de classe/raça em AD&D. Restrição de ressurreição em D&D0 (por que elfos e meio-orcs não tem alma).
Quando o fluff impede um conceito de um personagem do jogador, ele atrapalha e muito; já tive jogadores que faziam desdém porque um deles queria jogar de anão mago ("pff, que ridículo!"), mesmo que essa restrição não existisse na prática. Ou pior, como no caso de jogadores influenciados por jogos oldschool onde essas restrições eram arbitrárias e acima de tudo, tornam-se ENTRANHADAS ao que o jogador encara como normal; vide o exemplo citado pelo Gegê, e o que eu falei.
1. Quanto a essa do meio-orc e elfo, nem me lembrava disso. Realmente, se não houver uma explicação plausível (por que o fluff tem que explicar o porquê de barrar uma regra, não?) sempre cabe uma house rule para dar conta.
2. Sobre a questão dos anões e magia. Primeiro, o fluff usado era que a tradição arcana não era comum entre os anões. Eu acredito que isso tem que ver bastante com a época do jogo. Devemos lembrar que Ad&d nasceu bebendo na fonte do que poderíamos classificar como um wargame mais elaborado. Portanto, permitir que um anão não fosse apenas um "anão", mas "anão guerreiro" "anão clérigo" "anão guerreiro/ladrão" já foi um grande avanço.
A partir daí definiu-se que anões não era aptos com magia arcana (muito influenciado também pelos mundo-base de Ad&d).
Confesso que sempre discordei dessa regra de Ad&d e poderíamos no grupo mudá-la se quiséssemos. Nunca houve um anão mago pelo que me lembre.
Agora, não vejo algo tão grave nessa limitação se, no mundo de jogo que o grupo está inserido, realmente anões não forem, por um motivo cósmico fenomenal, capazes de realizar magia. Mas isso tem de estar associado ao cenário/campanha e não a uma regra arbitrária. Entra na questão que falei acima, depende da negociação do grupo.
Por último, gostaria de frisar que muitas limitações em Ad&d estavam relacionadas à época e a própria evolução deste. Tanto é verdade isso que depois, vendo algumas mancadas, eles mudaram as regras do jogo em suplementos. Antes um elfo poderia ir até certo nível como Mago (se não me engano, era 18). Depois, no The Complete Wizard's Handbook, eles permitiram que a raça avançasse mais níveis.
Cara, sim. A diversificação dos papéis foi um golpe de mestre ali na 4e; mas que um controller marcial faz falta...
Concordo. Não há previsão de lançamento de alguma classe do gênero?





