Jogando RPG com Crianças

Discussão sobre aspectos culturais, religiosos, comportamentais e educacionais do RPG, a popularização do jogo e o combate ao preconceito.

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Jogando RPG com Crianças

Mensagempor Speranza em 21 Dez 2007, 10:51

Eu tenho um priminho, Rodrigo, de 7 anos, e sempre que ele me visita em casa eu aproveito a oportunidade para brincar com ele. Em sua última visita, ele novamente encontrou um grande mapa e algumas miniaturas, daqueles que vinham com os livros do First Quest. Das anteriores vezes que ele encontrou essas coisas, a brincadeira se resumia em pegar as miniaturas do “time” dele e bater nas do meu, com a violência que só um menino de 7 anos brinca. :)

De qualquer forma, algumas minis sobreviveram, e da última vez que ele veio aqui, eu tentei “apresentar” o RPG pra ele. Na verdade, não foi bem um RPG, só queria colocar elementos narrativos na brincadeira: contei uma pequena história, onde o boneco dele tinha que matar um esqueleto que estava na caverna. Ele tinha quatro flechas de fogo, que além de usar para matar o inimigo dele, ele poderia usar para iluminar o caminho, tentar colocar fogo em portas, etc.

Ele, contudo, se sentiu muito preso. Queria pegar o boneco dele e pular em cima do esqueleto. Eu tentava descrever o que acontecia quando ele andava pelo mapa, e ele estranhou, perguntando por que eu não estava brincando com ele. Não insisti muito: peguei o esqueleto e logo em seguida a pobre miniatura estava apanhando. :)

Esse acontecimento inseriu várias perguntas na minha cabeça. Tentar introduzir uma criança (6 a 9 anos) assim ao RPG é uma boa idéia? Se sim, qual seria então a melhor maneira de fazê-lo? Existem sistemas bons para serem apresentados para essa faixa etária?
Editado pela última vez por Speranza em 23 Dez 2007, 21:42, em um total de 1 vez.
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Mensagempor GarotoVaca em 21 Dez 2007, 18:18

Acho que você complicou um pouco.

Talvez o que ele queria naquela hora era cassetar suas miniaturas mesmo. É como fazer uma criança jogar bola quando ela tá no video game: ela vai jogar uma hora ou outra, mas só depois que cansar de esmagar os monstros.

Eu comecei a jogar com 6 anos, assim como meus irmãos e primos. Tudo ocorreu quando meu primo ganhou um Dragon Quest de natal. Não éramos bons intérpretes, nem bons estrategistas. Mas nós sabiamos como nos divertir jogando. Lembro-me que não sabia que raios era um d20 ou d10 e meu primo sempre falava "rola esse dado aqui... se tirar 15 ou mais você joga esse aqui pra bater no kobold". Como adorava rolar dados, aquele jogo era fantástico. Era básico: ande pelo tabuleiro, chute as portas, role os dados e pegue as cartas. Hack 'n Slash total.

Acontece que ninguém forçava a barra pra jogar. Não tinha grandes histórias, belíssimas descrições ou boas interpretações. Era direito, sem extender. Não queriamos saber porque raios o esqueleto estava, mas sabiamos que ele era inimigo. Sabiamos que tinhamos entrado numa mina amaldiçoada, mas pouco nos importavam o clima fantasmagórico que supostamente aquilo deveria ter. Queriamos é rolar dados e bater nos monstros.

Você ja brincou de super herói quando era criança?

Todos os envolvidos criavam a história e os heróis. Parece ser igual ao RPG, mas tem um detalhe: quem inventa os vilões e o cenários também são as crianças. Acho que o fato de você criar toda a ambientação torne tudo aquilo para seu primo mais uma contação de história.

Nesses primeiros RPG, até a motivação dos monstros nos sacos de lixo eram feitas pelos jogadores. E ninguém se importava se isso fazia parte do jogo daquela hora, afinal, se você não alterasse os fatos que acabaram de ocorrer e criasse sua própria história na cabeça (como certamente fazem as crianças com 7 anos quando brincam com seus "hominhos"), dane-se, tá valendo. Aquilo era só seu.

No final das contas, apresentar o RPG é uma boa ideía. Mas você deve saber o que a criança quer também. Não adianta inventar uma história se no fim ela só quer cair na porrada. Tente ser mais direto. Se você chamar mais gente pra jogar, talvez funcione melhor, mesmo se for gente mais velha -criança é xereta-.

Depois de tudo isso, talvez ela comece a tomar gosto pela coisa e aprofunde mais nisso como interpretar mais seus personagens, criar histórias, interagir com os NPCs e tudo mais.

PS: não estou defendendo que interpretar mais ou melhor é jogar RPG melhor ou que exista um jeito certo de jogar. Odeio essa forma evolutiva de pensar. Só estou dizendo que é mais fácil que você ensine ela o seu jeito de jogar, acompanhando os passos da criança.

Até mais.
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Mensagempor Lune em 21 Dez 2007, 19:45

Eu acho que uma criança de 7 anos ainda é muito nova pra jogar RPG. Eu já ensinei pra vários novatos a partir de 13 anos, e acho que nessa idade eles já têm maturidade bastante pra separar o RPG do resto da vida deles e paciência para ler o raio dos livros.
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Mensagempor Speranza em 21 Dez 2007, 20:31

Vaca (permita a intimidade), seu post foi utilíssimo. Eu entendo que eu não posso forçar nenhuma criança a brincar do que ela não quer. Não dá pra fazer isso nem com uma pessoa mais velha. Entretanto, diferente da maneira como se trata alguém mais velho, não se é possível perguntar para a criança o que ela quer direito: primeiro pois na maioria das vezes ela mesmo não sabe (o que é ao mesmo tempo irritante e fantástico), segundo que ela pode não saber direito expressar o que ela quer, e isso vai te deixar onde começou, e terceiro pois crianças tem a mania de mudar de vontade rapidamente. A melhor maneira de descobrir, então, é no teste: tentei, e deu errado. Tudo bem :)

Uma diferença clara acontece entre o seu exemplo pessoal. Na sua experiência, vocês todos tinham a mesma idade, e descobriam o RPG ao mesmo tempo. Foi por interesse mútuo de todos: vocês viram aquelas imagens divertidas nas cartas, os dados reluzentes, e todos sabiam que queriam jogar aquilo. No meu caso, essa chama ainda não foi acesa nele, o que cabia a mim.

Meu treino também não foi muito elaborado como talvez eu tenha dado a impressão. A historiazinha que eu contei só servia pra fazê-lo sentar a bunda no chão da sala onde jogávamos, pois ele é muito elétrico. Deve ter durado 1 min. :)

Mas a sua idéia é muito boa! Da mesma maneira que se deixa um livro de RPG a mostra na esperança de capturar o interesse de alguém (o "luring"), mostrar uma partida num sistema bem simples para a criança pode ser uma idéia excelente. Primeiro pois, talvez, uma reunião de jogadores, em seu caráter mais formal do que o de uma brincadeira totalmente livre, já mostre para a criança certo comportamento esperado. Segundo porque crianças são de fato enxeridas :P

Lune, também estava considerando 7 anos uma idade muito jovem. Entretanto, após alguns relatos lidos na internet, em fóruns estrangeiros (os quais os links eu posso procurar, se for do interesse de alguém), sobre pais mestrando para filhos nessa idade, e a história do próprio GarotoVaca, reconsidero.
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Mensagempor Vincer em 22 Dez 2007, 02:05

É estranho. Eu acho 7 anos uma idade muito jovem para rpg mas... eu comecei justamente com 7 :bwaha: ! E com pessoal pouco mais velho (o mais velho tinha 15, daí para baixo). Mas eu sempre gostei de histórias, narração e livros (já tinha lido O Alquimista do Paulo Coelho, na época. Não que o livro seja complexo, mas não é normal para crianças de 7). Enfim, eu sempre fui traça de livro e gostava de imaginar coisas. Logo para mim foi legal a "brincadeira" que o rpg me proporcionou. Será que seu primo é assim?

Toda criança brinca de faz de conta. Mas nem todos jovens e adultos(que um dia brincavam de faz de conta) gostam de rpg(a minoria, cá entre nós). Logo isso não é indício de que alguém gosta de um jogo onde a imaginação e interpretação são enfatizados. Além do gosto pessoal, tem a maturidade. Eu era imaturo na época, mas concentrado. Já vi crianças mais novas mais concentradas, e mais velhas sem nenhuma capacidade de ficar o tempo de uma partida de rpg numa única atividade. O segundo tipo jamais terá paciência para jogar RPG.

O mais provável é que seu primo não goste disso, ainda. Quem sabe um dia ele tome gosto. Mas se a narração e a liberdade do faz de conta não atiçou a mente dele, é porque ele não gosta disso ou não está preparado ainda. Se ele gostar, acredite, um dia ele vai voltar a questionar sobre aquele seu livro de capa legal com maior interesse :)
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Mensagempor Speranza em 23 Dez 2007, 21:53

Galera, eu renomeei o título do tópico para que o assunto dele ficasse mais amplo, ok?

Vincer, concordo com basicamente tudo que você colocou no seu post. Vejo pelo seu exemplo que sua predileção pelo mundo dos livros teve um papel chave na sua descoberta do RPG. Entretanto, para nem todos (meu primo, por enquanto, ainda não "mete a cara" em livros por conta própria), essa caminho está aberto. Contudo, ele é um grande fã de video-games: será esse um rumo?

Eu na minha pesquisa a respeito do assunto ainda não encontrei os tópicos em fóruns estrangeiros que eu queria, entretanto encontrei uma matéria muito legal no RoleplayingTips, que aborda um pouco desse tema: http://www.roleplayingtips.com/articles ... d_kids.php

Duas perguntas que eu considero interessantes tem pulado na minha cabeça ultimamente: que tipo de censura deve ser feita quanto a história (por exemplo, quanto a violência)? Como o fracasso deve ser tratado, dentro e fora do jogo, já que a falha pode ser um assunto delicado quando mestrando para crianças? O que acham?
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Mensagempor Dragão de Bronze em 26 Dez 2007, 00:50

Salve!

Sinceramente, acho que de início você não pegou bem o ritmo do pequeno. Não que não o entenda, mas a brincadeira não foi compatível com esse ritmo. A prova disso foi a pergunta "por quê você não está brincando comigo". RPG é um jogo relativamente parado, e envolve muito mais idéias e criatividade que ação. Se for pra jogar com crianças, eu sinceramente acho que qualquer uma se apaixonaria por um Live Action. Só que, obviamente, precisa estar voltado para esse público. Algo muito próximo do feijão com arroz, porque se começar a se elaborar demais, as crianças podem acabar não acompanhando.
Mas, voltando ao caso do teu priminho: perceptivamente ele é um garoto animado. Brinque com ele de alguma forma mais ativa, talvez mesmo inventando histórias mais bem elaboradas que ringues de luta, mas sem se desviar da porradaria. Eu mesmo era ativo assim, gostava de brincar de bonequinhos e jogar videogame, lia só de vez em quando, não "metia a cara" nos livros por tanta conta própria, mas também não os evitava. Lia sem problemas os livros da escola, mas não muito além disso. Agora, se o assunto era videogame, eu podia passar quantas horas fossem jogando. Ou seja, esse pode sim ser um rumo, especialmente se o estilo de jogo dele é o mais próximo do RPG. Se ele preferir um desses a um jogo de corrida ou futebol, muito provavelmente esse é um rumo para se inicar no hobby sim.

Speranza escreveu:Duas perguntas que eu considero interessantes tem pulado na minha cabeça ultimamente: que tipo de censura deve ser feita quanto a história (por exemplo, quanto a violência)? Como o fracasso deve ser tratado, dentro e fora do jogo, já que a falha pode ser um assunto delicado quando mestrando para crianças? O que acham?


Rapaz, aquele link tirou as palavras do meu post. Os dois pontos que eu corroboraria são: converse com os pais e use o bom senso.

O quanto os pais liberam de violência para os filhos? O filme que estiver passando na TV pode ser assistido? Só alguns? Nem jogos violentos?
Claro que, você sabe, não pode-se deixar parecer que você vai apresentar ao filho do cara um jogo de violência pura :P
O melhor, na minha opinião, é usar o exemplo clássico: eles são os heróis que vão matar o dragão e salvar a princesa.

E enquanto você estiver mestrando pra eles, procure perceber o que eles estão esperando do jogo. Crianças são relativamente previsíveis. Talvez puxar algumas coisas de exemplos reais seja uma boa. Por exemplo, coloque um ogro verde que não quer matá-los, mas que reclama bastante só por eles estarem no pântano dele. A reação das crianças pode dizer muito sobre o que eles esperam do resto do jogo. Se eles deixarem o "Shrek" em paz, podem mesmo estar tentando ser os heróis: tente, então, dar a chance a eles de realizar feitos heróicos e salvar algumas pessoas (a começar, por quê não, pelo próprio ogro e sua família), depois cidades, depois reinos. Se eles quiserem ver mais desse personagem, talvez estejam esperando algo mais cômico (coloque aqui a mulher e os filhos pra ver o que acontece XD). Se eles matarem o ogro... coloque outros e outros mais na frente deles! Jogue trolls que se regeneram, magos que podem voar e soltar bolas de fogo!

Por fim, eu sempre acho que um quebra-cabeça adequado para a criança é bom. Qual é o adequado vai depender da criança, ou do grupo. Como matar o dragão se ele voa? Como passar pela ponte se ela está quebrada? Se isso for muito óbvio pra eles, vamos evoluindo! Como encontrar aquele ladrão que não deixa pegadas?

E por aí vai.
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Mensagempor Speranza em 26 Dez 2007, 08:21

Concordo com muito que você diz, Dragão. A sua idéia de um Live Action é muito boa, acho que as crianças já fazem isso de graça, um faz de conta mais "ativo" pode ser saudável e um caminho para o RPG... talvez um onde o "Mestre" inteprete os outros personagens e com inimigos imaginários... talvez seja legal. :)

Quanto a censura, eu havia pensando em algo nessas linhas mesmo. Aliás, o seu post deixa algo muito claro. Como as crianças são totalmente dependentes, o Mestre tem que ser muito perceptivo e preencher todas as lacunas que elas deixarem, como "o que elas esperam", "o que é divertido", já que elas mesmas podem não saber se expressar, como eu já tinha dito antes. Ou seja: dá um trabalhão! :D

Isso me deixa pensando: existiria um "sistema" legal para se jogar esse tipo de jogo? Na minha cabeça me vem um sistema onde seriam dadas pedras coloridas para os garotos e garotas, sendo elas, não sei, poderes mágicos, ou pontos de mana (me baseando também numa conversa recente com o Oda). Um conjunto de regras bem físico, a menor abstração pode ser interessante... vou pensar melhor, depois volto!
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Mensagempor Dragão de Bronze em 26 Dez 2007, 16:05

Speranza escreveu:Concordo com muito que você diz, Dragão. A sua idéia de um Live Action é muito boa, acho que as crianças já fazem isso de graça, um faz de conta mais "ativo" pode ser saudável e um caminho para o RPG... talvez um onde o "Mestre" inteprete os outros personagens e com inimigos imaginários... talvez seja legal. :)

Tenho uma reparação a fazer: dependendo do seu grupo, cuidado pra não apanhar muito XD
As crianças podem se empolgar na idéia de sair matando os monstros :P

Speranza escreveu:Como as crianças são totalmente dependentes, o Mestre tem que ser muito perceptivo e preencher todas as lacunas que elas deixarem, como "o que elas esperam", "o que é divertido", já que elas mesmas podem não saber se expressar, como eu já tinha dito antes. Ou seja: dá um trabalhão! :D

Pois é, nunca disse que seria fácil! XD

Speranza escreveu:Isso me deixa pensando: existiria um "sistema" legal para se jogar esse tipo de jogo? Na minha cabeça me vem um sistema onde seriam dadas pedras coloridas para os garotos e garotas, sendo elas, não sei, poderes mágicos, ou pontos de mana (me baseando também numa conversa recente com o Oda). Um conjunto de regras bem físico, a menor abstração pode ser interessante... vou pensar melhor, depois volto!

Eu não sou muito entendido de sistemas, mas
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Mensagempor Vincer em 28 Dez 2007, 00:18

Quanto à violência, além de ver a permissão dos pais, varia muito para cada criança. Já vi uma menina de 8 falando que nunca tinha visto ninguém morrem em filmes ou tv, nem nada do gênero, até ter visto um dos últimos filmes do Harry Potter :bwaha: , como já vi um moleque de 9 querendo jogar RPG metendo tiro e matando tudo que visse pela frente(era um capeta a criatura, e eu tentando narrar para dois primos... foi um inferno :bwaha: ).
Além disso, é só ter um pouco de atenção. Nada de detalhes nas cenas mais violentas, e basta lembrar do que passa na tv para ter uma idéia de um bom limite. Outro parâmetro é ver os tipos de jogos que a criança joga, em videogame ou computador. Veja o mais violento e pronto, você já sabe o limite a que pode chegar, sempre sem entrar em detalhes.

Quanto a sistema... acredito que até um 3D&T pode servir. Isso depende muito de cada criança, entretanto. Use o 3D&T em sua forma mais simples, use os kits para dar a eles uma opção, faça a ficha para eles e nada de vantagens, desvantagens e outros detalhes, o 3D&T na forma mais simples mesmo.
No começo você é quem vai jogar com a ficha da criança. Vai ter que ler a ficha para ela, apontar o que pode ou não ser feito, etc. Com o tempo ela vai pegar o jeito sozinha.

Se 3D&T for complexo ou tediante demais, eu juro que não me vem nenhum outro sistema à mente...

E desista de narrar se a criança for muito endiabrada, impulsiva demais ou hiperativa. Acredite, eu sei disso por experiência própria. Por insistência de dois primos meus eu tentei narrar para eles... um era hiperativo extremamente impulsivo e agitado, e outro que mesmo sem ser hiperativo era mais impulsivo e endiabrado que o primeiro. Eu juro que se a sessão chegou a 20 minutos foi por eu me esforçar em tentar manter o jogo em algum eixo aceitável. Super simples, ação, nem estava usando regras normais ou ficha, eles só tinham o dano das armas(dados de 6 faces) e uma regra besta de rolar 1d6... não adiantou. A "regra" não me foi empecilho, mas pelos deuses, todo o resto foi um caos. :b
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Mensagempor Dragão de Bronze em 28 Dez 2007, 11:22

vincer escreveu:como já vi um moleque de 9 querendo jogar RPG metendo tiro e matando tudo que visse pela frente(era um capeta a criatura

Putz, você me falando isso me lembrou um cara de 18 anos que fez a mesma coisa. :P

Imagine um personagem com uma plaquinha invisível de "Missão Aqui".
Imagine que o cara esfaqueia ele numa busca insana por XP.

É, depois de uma bronca do resto do grupo e um bom dinheiro gasto com curativos, além da recompensa diminuída pela metade, o jogo passou a funcionar direitinho XD

vincer escreveu:Quanto a sistema... acredito que até um 3D&T pode servir.

Se tem uma coisa que o Speranza conhece é sistemas, e ele conhece alguma coisa simples e melhor que 3D&T, isso eu tenho certeza.
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Mensagempor GarotoVaca em 28 Dez 2007, 13:41

RPG Quest é sem dúvida muito bom para começar a jogar. Ele carrega o estilo do Dragon Quest, mas é um pouco mais econômico, então perde um pouco do tato -sem cartas ou miniaturas de plástico-. E aquele tabuleiro desajeitado pra guardar era o que mais chamava atenção. Se você tiver dons artísticos, tempo, dinheiro e paciência, seria uma boa idéia replicá-los.

Alías, foi com o RPG Quest que eu apresentei o RPG para minha classe e na feira de ciências da escola para os visitantes. Projeto de escola, sabe como é.

Até.
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Mensagempor Aluriel de Laurants em 07 Jan 2008, 22:47

sabe aqueles dragões de borracha e bonecos de cavaleiro da infancia, resgate-os e use, são melhores que miniaturas por causa do tamanho, evitam o risco de serem comidos tão facilmente e a criança prefere lidar com algo que ela possa manusear melhor do que um bonequinho de 1 polegada.
SPOILER: EXIBIR
Imagem Bons tempos aqueles em que você podia por um satã travesti num desenho de criança.


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Mensagempor kimble em 09 Jan 2008, 07:21

Só para jogar meus dois centavos, anos antes de começar a jogar RPG eu lia muitos livros jogos. Chegou mais tarde no Brasil o Aventuras Fantásticas, mas na época o que eu jogava era uma série com capa branca e sem mecânica além de 'se você quer fazer isso, vá para página tal, se quer fazer isso, vá para página tal'.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]
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Mensagempor _Virtual_Adept_ em 11 Jan 2008, 15:32

Comecei com 9 e introduzi um amigo com 7.
Foi estranho, simplesmente narrativo, sem dados. Mas foi tosco, ainda assim.
Tente contar uma história a ele, sem usar dados ou miniaturas. Diga que o personagem principal é dele, faz o que ele quiser. Uma história que um garoto de 7 anos gostaria (algo parecido com Dragon Ball Z ou Na... ru... to... consegui).
Então desenvolva a história conforme ele for falando o que o personagem dele faz.
Crianças gostam de histórias. XD
Adepto do Heroísmo, blog sobre Mutantes & Malfeitores.
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