Acho que muito do trabalho sobre equilíbrio está realmente nas mãos do projetor da aventura. Ele deve sempre pensar nisso.
Meu dois centavos,
É claro que o Mestre deve avaliar os personagens para garantir um equilíbrio. O problema é o nível que isso precisa chegar para garantir que todos tenham um papel importante na aventura. E esse é um dos motivos que as classes são (normalmente) divididas em nichos, para facilitar a construção de 'encontros' variados. Permitindo que você construa encontros para nichos em vez de ter que construir algo específico por personagem.
Estou usando o termo encontros não somente para batalhas, mas para qualquer coisa que envolva a utilização de habilidades das classes. Isso significa que até cenas com grande quantidade de testes de perícia seriam consideradas encontros e poderiam ajudar na elaboração de aventuras onde todos tenham sua chance de brilhar.
O problema é que certas classes não são só underpower, elas ainda são substituíves (e muito bem) por outras. Essa é uma das razões pelas quais eu sempre chamei o monge de inútil, porque tudo que ele faz, alguém faz melhor. O que dificulta a construção de encontros, porque mesmo que você crie um para a classe underpower X brilhar, você sempre corre o risco do cara do lado tentar resolver a situação (e fazer isso muito melhor).
Voltando ao monge, já que é opinião geral o problema da classe. Ele devia ser do nicho dos combatentes. Mas se você coloca ele junto com outros combatentes num encontro para seu nicho, o que acontece? Ele causa um dano mínimo, erra demais e falha na maioria das manobras (a questão de usar armas ligh, pouca força, bab ruim, falta de feats para melhorar suas manobras). Ou seja, basta um personagem combatente (guerreiro, paladino, etc.) no grupo para o monge ser ultrapassado nesse nicho.
Então vamos usar a dezena de habilidades 'mágicas' dele, jogando ele para o nicho de classes de apoio. Mas como já foi demonstrado em situações anteriores, o bardo já faz a maioria dessas coisas, muitas vezes antes e/ou melhor. As poucas coisas que o monge ganha de habilidades 'mágicas' que o bardo não ganha, são habilidades que os outros spellcasters tem vários níveis antes do monge. Então basta um spellcaster de apoio (bardo) ou spellcaster full (mago, etc.) no grupo para o monge ser ultrapassado nesse nicho.
Então vamos tentar o nicho das perícias. O problema é que das poucas perícias que realmente causam um impacto no jogo, o ladino e o mago também vão ter. E com a quantidade de pontos do ladino ou o foco na Int do mago, eles acabam cumprindo o papel nesse nicho também melhor que o monge. Então basta ter um mago ou ladino no grupo para o monge ser ultrapassado nesse nicho.
Esse é o problema de algumas classes underpower. Elas não só estão abaixo da média, tudo que elas fazem, alguém faz melhor. E por isso esse conceito de 'basta o Mestre ser bom que ele faz qualquer classe brilhar', não é válido. O que normalmente ocorre quando personagens underpowers deste tipo que conseguem 'brilhar' numa campanha, é que:
a) Quem está brilhando é a personalidade, não a mecânica da classe: a mecânica continua falha, mas o Mestre criou alguma coisa para tornar a 'persona' e não a 'classe' algo que chama a atenção;
b) Existe uma falta grave em algum nicho: Como a falta de qualquer outro combatente num grupo onde existe um monge;
c) Os personagens estão sub-utilizados: O que é bem comum entre o pessoal iniciante;
E o motivo mais comum:
d) Desconhecimento de regras: a questão do tamanho das armas e o uso de manobras como desarmar ou sunder são algo muito comum no caso do monge, por exemplo.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]