por Alessandro_Franzen em 17 Mar 2008, 15:51
Alô, freesample. Andei meio longe deste tópico após ter dado uma opinião nele. Vejo que ele está ondulado em várias direções.
Eu mantenho minha postura ao interar que o RPG é uma ferramenta para criar autores, gerar novos leitores, direcionar o caráter, revelar personalidades e acima de tudo criar uma interação social sadia entre diversas pessoas. Sobre alguns posts que andei lendo por aqui, RPG não exige que você seja teatral, ele deriva da antiga arte de contar uma história onde existe protagonistas, antagonistas e situações que podem ou não serem usadas para demonstrar uma moral ou exibir um teste de capacidade mental dos jogadores.
RPG é pesquisa, arte, cinema, literatura e história ao mesmo tempo e não um video-game eletrônico. Ele oferece uma chance inédita de gerar momentos que serão levados conosco por toda uma vida, repassando as histórias uns aos outros através de uma tradição oral e eletrônica que está resurgindo em meio a jovem comunidade de hobbistas.
Dessa maneira, os Roleplaying Games dependem bastante daqueles que guiam a história sob o título que o sistema dá a ele. Após Dungeons and Dragons 1st edition, o termo Gamemaster foi internacionalizado, e mal-interpretado aqui no Brasil. Claro que há outros sistemas que lhe dão um título diferente porém com as mesmas funções, tal como por exemplo: Producer, Storyteller, Master Computer, The Mighty Shaman, Dispatcher, Control, Judge, Warlord, Animator, Godfather etc. Apesar de todos os títulos terem a função parecida, todos eles tem a mais importante tarefa... contar uma história... mas, o que é uma história? Pelo dicionário, definimos que é um conjunto dos fatos e das situações que constituem a ação da narrativa de um romance, filme, etc.
Se este conjunto não tiver sustentabilidade ou for composto de idéias mirabolantes que ocasionem um efeito fraco e monótono, o gamemaster terá de dar mais de si para compor a estrutura e manter o interesse na mesa. Isso exigirá bastante do guia para manter a visão unificada que ele deseja causar na mente de seus ouvintes. Obviamente, este tipo de objetivo só pode ser alcançado usando elementos especiais tais como props e desenhos a fim de que todos os jogadores entendam onde estão.
Quando alguém diz que: Você vê uma porta de pedra... Alguns são capazes de vê-la em suas mentes com um design antigo e medonho, outros a verão como algo convidativo e sem nenhum perigo, alguns enchergam maçaneta de ouro, outros vêem um puxador bem elaborado. Cada resposta particular, é extraida diretamente da essência de cada jogador... de sua própria personalidade. É um reflexo direto. Cabe ao mestre, unificar os detalhes e manter seus jogadores cientes do ambiente em que estão.
Esse papel é importantíssimo para se ter um bom resultado em uma sessão de jogo. Dessa maneira, eu digo que se uma história ruim cair na mão de um bom mestre, ela pode ser salva até um certo ponto, pois ele vai acabar alterando tanto ela que irá criar algo inteiramente novo e paralelo a sua origem. SE um mestre ruim pegar uma história boa, ele pode realmente não ser capaz de mantero controle da mesa nem muito menos manter a sustentabilidade da história original, pois seus erros acabarão afetando diretamento o resultado, passando a percepção dos jogadores em relação a história de BOM para mediocre ou péssimo.
Alguns sabem contar uma história, outros não, por isso a grande diversidade de meios para se contar uma mesma história várias vezes seguidas... A entonação muda, as palavras usadas podem ganhar ênfase em um momento diferente e até mesmo a condução do clímax e do gran finale são distintos na boca daqueles que desejam relatar um mesmo fato. A percepção de cada um muda de acordo com as experiências pessoais positivas e negativas. Dessa forma, é complicado dizer a alguém que existe uma boa história em mãos... opiniões existem, e nem todas são idênticas.
Por fim, desejo dizer que prefiro falar sobre a diferença entre Roleplaying Game e Storyteller em um tópico apropriado, com pessoas que pratiquem estes estilos distintos de jogo e que estejam interessado em dar uma ou mais opiniões que realmente possam contribuir para a discussão, deixando egos inflados de fora do cerne da conversa e, principalmente, que sejam aptas a manter o respeito pelas opiniões e experiências alheias em cada post.
Agradeço ao convite, Freesample, para esclarecer as diferenças porém prefiro apresentar isso quando um tópico como este seja levado a sério e dentro das regras deste fórum. Não gostaria de perder tempo em algo que pode ser reduzido a chacota desrespeitosa em meros dois posts.
Se quiser Freesample, podemos continuar esta conversa em MSN, com apoio do Dinobot, Planes, Silva, Carol, Esperanza, Madruga, Eltor, Spark e outros que admiro muito aqui dentro por manter suas mentes abertas dentro de nosso hobby.
Bom, a gente se vê por aqui.
Editado pela última vez por
Alessandro_Franzen em 18 Mar 2008, 09:16, em um total de 1 vez.