Luminus escreveu:Eu só estou comentando essas coisas porque estou um pouco curioso com a maneira tão satisfeita com a qual vocês comentam as mudanças. Vocês percebem como mudou o foco e a abordagem das classes em relação à 3,5D&D?
O que eu percebo é que quase tudo que eu achava tosco na 3.x está sendo retificado. Pode ser que surjam tosqueiras novas, mas é que nem a velha definição de upgrade: corrigem-se os bugs velhos, adicionam-se novos. Já estou mais que farto dos bugs da 3.x, que venham os bugs da 4e.

Luminus escreveu:vocês todos estão assim tão prontos a largar os personagens/campanhas/jogos dos últimos anos de D&D e começar do zero? Isso para não falar da grana dos livros?
Nem todo mundo está jogando alguma coisa pra ter que largá-la. E, embora se recomende começar a jogar a 4e pelo 1º nível pra poder sacar o ritmo diferente melhor, e não vá haver livro de conversão, quem quiser pode reinterpretar os personagens dentro do novo sistema.
Luminus escreveu:Vocês estavam assim tão insatisfeitos com a 3,5?
Sim. Especialmente como DM. Tudo dava mais trabalho do que seria relevante. Muitas coisas eram complexas demais ou incoerentes, tanto que escrevi um monte de house rules.
Quanto a dinheiro... eu nunca gastei dinheiro com D&D, não diretamente (SRD FTW!). Vou começar agora. Felizmente, agora que não teremos mais o sistema abertão como antes, estou financeiramente confortável pra fazer esse investimento.
O fato é que se a Wizards não fizesse as mudanças que eu queria, eventualmente eu mesmo faria, mas levaria tempo e esforço que, hoje, prefiro pagar pra ter pronto, pois meu tempo hoje é escasso. Além do mais, estou tão feliz pelas minhas velhas reclamações estarem sendo atendidas, que pra mim eles MERECEM meu dinheiro.
Serão dois jogos diferentes, poxa... e vi ninguém aqui dizendo que vai abandonar tudo o que sabe/tem/conhece sobre D&D 3.5 para entrar de cabeça no D&D 4e. Ninguém. E isso é até bem fácil de entender...
Pois é, livros de campanha continuarão tendo a mesma relevância. As coletâneas de talentos, magias, classes de prestígio e itens mágicos ficarão, sim, obsoletas, mas esse é o destino de todo livro dessa natureza.
Lumine escreveu:Ainda estou esperando a verdadeira revolução inovação.
Rapaz, se fugir do que você descreveu, deixou de ser D&D. As pessoas compram D&D pra ter D&D e compram outros jogos pra comprar outros jogos. Acho que não tem nada a ver.
Até sinto falta de variações de regras e estilo mais ousadas, como ocorreu no fim da vida da segunda edição, mas a triste verdade é que esse foi um dos fatores que faliu a TSR (falta de foco). Não vou aqui entrar no mérito de qual fator realmente passou a rasteira na TSR, mas esse fez parte.
Luminus escreveu:Então, como fica? Vocês pensam mesmo em jogar ambos então? Ou um ficará para trás e é isso mesmo?
Bem, primeiro eu vou experimentar a 4e. Embora seja adepto fervoroso da abolição do sistema vanciano, não sei se vou gostar como vai ficar o uso das magias, especialmente das de mago. É possível que eventualmente eu faça uma mistura, usando as mudanças da 4e que me agradam mas ressuscitando as magias do 3.5, só que usando pontos de magia.
Lumine escreveu:* Guerreiro? Alguma coisa fora do combate.
Ele tem mais perícias. Inclusive Streetwise.
Lumine escreveu:Ladino? Que faça alguma que não seja apenas com backstab.
Ele tem várias manobras acrobáticas que nada têm a ver com ataque furtivo. Além de um monte de perícias.
Lumine escreveu:Clérigo? Que possa voltar a curar direito. Com Healing Surges, a utilidade de um clérigo em níveis baixos vai pra 2º plano.
Olha, foi uma decisão deliberada tornar o grupo menos dependente de curandeiros. Mas você pode facilmente obter o resultado desejado: é só proibir a ação Second Wind e o uso de Healing Surges durante o repouso curto de 5 minutos e aumentar ou ignorar o limite de usos diários da Healing Word do clérigo. Claro que não tenho o sistema em mãos pra saber todos os impactos, mas me parece algo bem simples de resolver. Ao contrário dos problemas da 3.x, que são complicados.

Lumine escreveu:Essa 4ª edição, alias, o tratamento de pré-lançamento dado pelos fãs está me dando um desagrado horrendo.
Não entendi. Será que você quis dizer o tratamento dado AOS fãs?
Khelben escreveu:O ruim é que os previews são como o Deicide disse: vagos e limitados ao combate. Espero que esse ( combate) não seja o foco principal atual do D&D - eles já deram uma dica de que não será assim, deixando claro que teremos habilidades para interações sociais, e etc. Mas é isso que eu quero ver com mais detalhes, e não o novo [piada]"ataque saltitante da pantera tresloucada"[/piada] do guerreiro.
O problema é que pra ver as partes de estória em detalhes teria que copiar o texto dos livros, e aí você não ia comprar os livros porque ele tá todo na internet. É mais fácil falar de regras sem entregar todo o resultado final do que falar do conteúdo de estória e interpretação.
Mas eu tenho que perguntar, vocês que estão tão ávidos por previews de estória e interpretação, já leram Races and Classes e Worlds and Monsters? Tem um monte desse material por lá. Ainda que eu ache que essas coisas deveriam ter sido artigos no site e não livros pra consumir mais dinheiro nosso...
Khelben escreveu:Se usar as regras como escritas, o guerreiro está "inútil" socialmente, mesmo com seu background rico.
Escritas onde, na 3.x? Na 3.x, concordo com essa assertiva. Na 4e, não, porque o exemplo que você mencionou é justamente função da nova perícia Streetwise (um misto de Conhecimento (local) com Obter Informações), que o guerreiro tem.