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Mensagempor Khelben Arunsun em 30 Mai 2008, 13:24

Oda Nobunaga escreveu:
P.S.: Aderi à campanha "Sexo selvagem para o Oda - Urgente"


Nova campanha

"Fiquem longe das minhas bolas"

Quem está comigo?

E quem reclama de jogar miniaturas ou nunca usou miniaturas ou é fresco.


Eu estou comprando todas as minis relacionadas a FR, e algumas genéricas que acho bonitinhas, todas de segunda mão. Adoro meu Cormyrean War Wizard e meu Guard of Mithral Hall. :pidao:

No mais, estou contigo e manterei uma distância saudável de suas esferísticas. :bwaha:

Sellous escreveu:Irei arriscar (e que o pessoal do fórum me perdoe se estiver errado), mais...noup... AD&D não era nem conciso, nem lógico.


Já que você pediu para ser corrigido, havia sentido e lógica sim.

Suas regras de manobras variavam de autor para autor, ou ainda do criador de um monstro/habilidade para outro, mesmo que estivesse no mesmo livro! Monstros que podiam agarrar, engolir, etc faziam-no com regras diferentes uns dos outros.


Cite um exemplo para podermos discorrer melhor.

O dado d2, d3 e outros eram utilizados, sendo que poucos o tinham.


Brincou. Jogue um d4 e divida por dois. Jogue um d6 e divida por dois. Qualquer um consegue fazer isso.

Muitas magias envolviam cálculos complexos de porcentagens, probabilidades (d100, ou melhor, d10 + d10 eram muito comuns), volumes de área ocupada sempre deixavam as pessoas confusas...


Nunca tive problemas com as porcentagens, e não me lembro de meus jogadores terem problemas de assimilar volumes de área ocupada.

Quem diz que AD&D não precisava de miniaturas é mentira. Me diga como, raios, você vai saber exatamente quais heróis serão pegos pela bafoada do dragão sem saber onde eles estão? D&D veio de um Wargame, e possui profundas raízes nesse estilo. D&D não virou WoW, raios, olhem as datas de lançamento do WoW e o anúncio da Wizards de quando começou a desenvolver a quarta edição! D&D continua D&D. Temos ainda as quatro classes básicas, cada uma mantendo ainda sua especialidade. O jogo ainda é fantasia medieval. Ainda há DUNGEONS e DRAGONS no jogo.


É mentira mesmo. Tanto que ainda tenho algumas das minhas minis de chumbo da velha época do AD&D.

Agora, se você for me dizer que gostava do AD&D porque ele tinha mais material, uma linguagem de apresentação do mundo diferente das novas edições. Ok. Entretanto esse foi um dos fatores que levou a TSR a falência, livros aos montes que não tinham público para consumir. Ou ainda 8 livros lançados num mesmo mês. Eram criadores apaixonados pela sua criação que pouco entendiam de administração ou marketing. Esperar que a Wizards volte a aquela época é simplesmente irreal.


Na verdade, além dos livros aos montes, eles também aceitavam a devolução do encalhe que não havia sido vendido. Esse foi um dos fatores que mais contribuiu pra queda da TSR.

Enfim, sim, AD&D tinha vários pontos questionáveis. Se formos olhar pro D&D 3.x, ele também tem (e parece que eles se tornaram "insuportáveis", com todo esse barulho causado pela 4ª edição). E provavelmente a 4ª Edição terá das suas, também. Sistema perfeito? Não tem. Agora, falar que a 2ª Edição não funcionava, não "prestava" é tão sem sentido quanto falar o mesmo da 4ª. Venho defendendo essa bandeira aqui já há algum tempo.

Mas infelizmente, parece que o único método de se qualificar uma novidade (como a 4ª edição) é desqualificar o que veio antes (como a 3.5 e o AD&D). Como se a Quarta Edição não tivesse mérito nenhum. As outras é que eram muito ruins, mesmo. Esse tipo de idéia me incomoda. Na dúvida, role 3d6 na ordem, monte uma ficha, encontre um DM, e se divirta um pouco na 2ª edição. Ou monte algo altamente customizável na 3.5, e tenha algumas horas de diversão. O importante é a diversão, na minha opinião. Eu consegui me divertir com todas as encarnações do D&D até hoje. E não tenho a menor dúvida que me divertirei com a 4ª. O pessoal da WoTC já me surpreendeu com a 3.0 (eu era um dos que criticava antes de ver), e não duvido que me surpreenderá novamente. Mas eu não acho que a 4ª edição precise subir num pedestal de superioridade pra se afirmar "contra" as outras edições.
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Mensagempor Dragão de Bronze em 30 Mai 2008, 13:28

Quanto às miniaturas...

Eu usava a base do Hero Quest e imprimia imagens, colando em cima de catolina.
Tinha até um dragão assim. e ficou legal.

Sellous escreveu:O dado d2, d3 e outros eram utilizados, sendo que poucos o tinham.

Ainda há usos pra ele na 3.XE e ninguém o tem. É só usar um d4 e refazer a rolagem quando der 4 ou usar uma moeda.
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Mensagempor ShinRyuu em 30 Mai 2008, 13:37

Sistema de regras, para mim, é o que está entre você e a sua diversão, é o que vc precisa "atravessar" para chegar onde vc quer. Ele não é o objetivo final, é o que te permite chegar lá. E, como os focos dos três sistemas são bem diferentes, os objetivos finais dos personagens são diferentes, criticar um sistema ou outro é devaneio.


Eu joguei AD&D por muitos anos e guardo memórias com carinho dessa época. A questão, pra mim, é que a época do sistema já passou. Ele está obsoleto. O grande problema de jogar AD&D hoje é que hoje eu tenho perspectiva suficiente pra perceber que o sistema é uma bagunça: cada elemento do jogo segue regras completamente independentes e arbitrárias, e memorizar elas é, como dizem os americanos, uma dor no traseiro. O trunfo do d20 System foi generalizar várias coisas, embora ele ainda tenha mantido muitos legados de AD&D. Em compensação, sinto falta de como AD&D elaborava as explanações sobre o mundo do jogo, como o processo de memorização e lançamento de mágias, os paralelos que traçava com diversas eras históricas e níveis tecnológicos etc. Havia mais imersão. A partir da 3ª, começou-se uma tendência chata a explicar O QUÊ acontece, sem explicar COMO. Se bem que isso foi sendo tratado em suplementos.

Uma coisa que venho falando há algum tempo é que o trunfo da 4e não é só suplantar a 3e, mas sim reintegrar muitos princípios da 2e à sistematização que a 3e trouxe. A 3e é altamente simulacionista, e percebeu-se que o é ao ponto de atrapalhar a vida do DM. Logo, voltou-se um pouco à 2e, onde algumas coisas (monstros, principalmente) são feitas meio a culhão, sendo que agora existem números de referência pra saber quais valores de defesas, PVs, ataque e dano são adequados para cada nível e cada função de monstro. Por isso, a minha opinião é que a 4e juntou o melhor dos dois mundos, e que quem gostava da 2e ou 1e provavelmente gostará mais da 4e do que da 3e.

Não tenho muitas críticas a respeito dele, só achava ele meio complicado (pra algumas coisas quando menor melhor, para outras quando maior melhor) e as restrições de classe, não endentia o porque dos anões não poderem ser mago, por exemplo.


Pior mesmo eram os limites de níveis. Eles entendiam que os semi-humanos eram mais fortes do que os humanos e, em vez de enfraquecê-los no começo, enfraqueciam no fim, e não adiantava nada. Os próprios autores admitiram que era um "ajuste de nível" invertido e mal-feito.

E é isso. Estão aí resumidas todas as variações de testes do AD&D. É tão complicado assim?


É, sim. Especialmente porque não tem necessidade de ser assim. E THAC0... PQP, eu odiava aquilo com todas as minhas forças.

Sobre as minis, eu não acho que a situação financeira seja um problema de fato (a não ser que você queira representações mais plasticas como eu, mas daí não reclamo em ter de comprar miniaturas, assim como não reclamava de comprar protetores diferentes para meus cards quando jogava CCG), basta uma folha de papel, regua, lapis, durex e algumas moedas e você tem tudo que precisa (pedrinhas de aquario são otimos marcadores também).


Me chame de pobre, mas quando eu era adolescente, já era difícil conseguir um mísero Livro do Jogador, quanto mais além do livro conseguir as miniaturas. Hobbies no Brasil são desproporcionalmente caros. A fração do salário seu ou do seu pai que vai embora com eles aqui é muito maior do que nos States. Eu não me surpreenderia se a maioria dos chorões em relação às miniaturas não vive no "Primeiro Mundo"...

A questão é que tem gente que tem feito afirmações absurdas sobre o sistema. Como se ele fosse uma maravilha, o suprasumo e D&D devesse ter parado nele. Porque lá é que a 'interpretação existia' e tudo depois 'é wargame'.


O pior é isso, distorcer completamente a realidade.

AD&D não era complicado (pelo menos, não mais do que a 3e ou 4e).

A diferença fundamental dele pras outras edições é que não existia a "mecânica universal" de rolar um D20 vs. CD pra qualquer teste. O que existia era um monte de mini-sub-sistemas que regulavam cada tipo de teste no jogo.


Eu li isso como "AD&D era cheio de complicações, mas elas não me incomodavam."

- 1d10 para iniciativa = quanto maior melhor.


Isso aí não é 3.0 não.

Em termos. A maior vantagem de ter que jogar menos que um numero alvo é que este valor é pré-determinado, diferente de um valor de de dificuldade que pode variar de teste para teste.


Só que isso também é desvantagem, porque você embute um limite intransponível.

Edit:

O dado d2, d3 e outros eram utilizados, sendo que poucos o tinham.


Poucos não, ninguém, porque não existem dados de só 2 ou 3 lados! Tem que dividir o resultado de outro dado.
Editado pela última vez por ShinRyuu em 30 Mai 2008, 13:41, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Luminus em 30 Mai 2008, 13:40

Kimble,

Talvez essas pessoas que diziam que AD&D era interpretativo estejam ainda presas ao estilo de descrição do jogo... por exemplo, ao explicar o que era um ladino, um mago, etc o livro comparava com figuras do mundo real (Hobin Hood) ou das lendas (Merlin). Talvez também se atenham aos exemplos de jogo citados no próprio livro, com jogadores agindo mais ou menos de acordo com o que se espera de alguém que esteja interpretando o personagem.

Mas daí (ou de qualquer outro ponto no sistema) dizer que AD&D é mais interpretativo ou menos interpretativo que *insira o nome de um sistema aqui* é devaneio: interpretação vem do jogador e do grupo de jogo, não do conjunto de regras.


Oda,

Só não aderi à tua campanha porque não quero ficar do lado das tuas bolas.


Kilivitz,

AD&D tinha esses pormenores sim, realmente tinha. E eles não paravam aí: cada classe de personagem tinha uma tabela de XP/nível, por exemplo. Mas o lance do ladino que você falou, bem, é intuitivo que, se você colocar os pontos de porcentagem de modo que os valores sempre tenham final 5 ou 0, dá na mesma jogar 1d20:

60% para furtar bolsos = 12 ou menos em 1d20

Reconheço que não era imediata essa adaptação, mas intuitiva ela é... testes de atributo eram da seguinte forma: jogue 1d20. Se der menos que o atributo tal, vc passou no teste.



Corvo da Tempestade,


Sim, realmente, ficou muito mais simples. Aliás essa é uma das poucas coisas que eu vi de realmente positivo nas edições mais recentes: a simplificação das rolagens de dados (acho até que já escrevi isso em outros lugares). Mas e o modo do AD&D, era tão abismal assim?

Um lado interessante sobre esses dados diferentes é que você podia fazer seus ataques já com as "rolangens extras" embutidas... rolava logo 1d20 + 1d10 +1d100 para saber se ganhou iniciativa, passou no teste de furtividade e acertou o ataque. Atualmente, você precisa de 3d20... e é mais fácil confundir... tá, para vocês talvez não seja :ops:

E em AD&D não se falava elfos negros, eram drows mesmo.



Sellous,

Suas afirmações sobre AD&D estão erradas de cima a baixo... você critica os caras poro criar regras de manobras diferentes entre si (sem citar exemplos), mas o padrão para os ataques do tipo "engolir" era o monstro ter acertado com um 20 natural. Exemplos semelhantes existem para as outras manobras.

Quanto ao tabuleiro e sua necessidade, eu não disse que não existia, e nem sei de alguém que tenha feito tal afirmativa. Os mapas de FR, por exemplo, vinham com hexagonais para os combates e deslocamentos... o First Quest trazia os mapas da aventura, minis e etc... não sei de onde vc tirou essa.

Não conheço uma magia sequer que envolva um caso de "probabilidade complexa", favor exemplificar: jogue aí o pior caso que vc conhece. E os volumes/áreas ocupadas deixavam dúvidas devido à tradução da Abril Jovem, não era um erro do sistema.

Quanto à administração da empresa, não me atrevo a comentar: só conheço as lendas, não os fatos.

E!
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Mensagempor Kilivitz em 30 Mai 2008, 13:59

ShinRyuu escreveu:
AD&D não era complicado (pelo menos, não mais do que a 3e ou 4e).

A diferença fundamental dele pras outras edições é que não existia a "mecânica universal" de rolar um D20 vs. CD pra qualquer teste. O que existia era um monte de mini-sub-sistemas que regulavam cada tipo de teste no jogo.
Eu li isso como "AD&D era cheio de complicações, mas elas não me incomodavam."


Haha... justo.

Mas o meu argumento tava pelo meio, por falta de atenção minha, mesmo. O que eu ia dizer é que mesmo que a mecânica de rolagem de dados do D20 System seja mais simples, isso não necessariamente torna o gameplay menos tedioso e/ou complexo.

Na minha opinião, o "efeito colateral" de usar o método D20 vs. CD pra todos os testes do jogo é que tudo vai depender de modificadores. Até aí, tudo bem, mas a 3e nem sempre colocava os modificadores na rolagem, o que já traía a simplicidade do sistema.

Preguiça minha de raciocinar? Sei lá, mas por exemplo:

Personagem atacando rola um D20 e soma o BAB contra a CA do Monstro. Só que dependendo da condição do monstro (e do tipo de ataque), a CA pode ter 3 valores diferentes. São 3 números pro mestre ter em mente, mais as resistências, que são um bônus, e não um número fixo. Então na hora de rolar um teste de resistência, tem que se levar em conta a DC do teste (que é uma fórmula baseada no nível da magia E do spellcaster), mais os modificadores circunstanciais, mais o bônus de resistência do alvo, mais alguma possível redução temporária no atributo que pode alterar esse bônus, e daí, depois de rolar o dado, no caso de acerto, você ainda precisa levar em conta que o monstro pode ter Redução de Dano OU Spell Resistance.

Ou seja, é simples em teoria, mas são tantos modificadores (alocados aqui e ali sem tanta consistência) e condições especiais e etc que dependendo da rolagem, vira um pesadelo só descobrir o quanto você precisa tirar no dado. E quanto mais alto o nível da campanha, pior fica.

O sistema de combate do AD&D podia ser complicadíssimo... se você quisesse. Regras de velocidade da arma, iniciativa individual, etc, eram na maioria opcionais. E a quantidade de manobras possíveis era comparável a da 3e. Ao meu ver, a vantagem de AD&D sobre o D20 é que em um deles você pelo menos tinha a opção de simplificar o combate sem muitas consequências.
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Mensagempor kimble em 30 Mai 2008, 14:30

Talvez essas pessoas que diziam que AD&D era interpretativo estejam ainda presas ao estilo de descrição do jogo...


Infelizmente, não. Eles citam coisas como problemas mecânicos e dizem que eles foram feitos assim de forma intencional, para permitir que o Mestre determinasse o que deve ser feito e permitindo assim maior controle sobre o cenário e ambientação, conseqüentemente, maior interpretação.
Ou seja, as regras eram falhas de propósito porque regra falha é igual a maior interpretação.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]
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Mensagempor Mirallatos em 30 Mai 2008, 14:31

ODA

Está tentando me falar, sem me trollar, acreditando piamente, que APENAS AGORA D&D está tendo super habilidades?

Bem vindo a primeira edição. O mago, o clérigo, basicamente qualquer classe inclusiveo rogue tem super habilidades maneiras, seja flanquear e causar mais dano no oponente, seja curar pessoas, seja evocar bolas de fogo. O guerreiro agora ganhou habilidades que fazem um pouco mais do que as feats antigas e você me vem com "Super Habilidade"?


Duhhh...tu bebeu fio? Onde eu disse que só agora D&D possui super-habilidades? Eu disse que me referia a jogos de uma maneira em geral.

Note:
Essa coisa de "cinematográfico" pra mim é bobagem, porque D&D e outros RPG's sempre tiveram coisas semelhantes. Dizer que uma versão é mais cinematográfica que a outra soa estranho.


Eu disse SEMPRE.

Assim como chamar SISTEMAS DE RPG de video games. Adivinha só:

Um RPG de video game é exatamente igual a um sistema de RPG de mesa, com a diferença que o "mestre" são os dados contidos no jogo. Ambos possuem regras que ajudam você fazer o que os designers gostariam. A única diferença real é que você é estupidamente mais livre nos RPGs de mesa. E você ainda é na quarta edição.

Fazer uma masturbação mental de um SISTEMA estar virando video game não faz sentido. Daqui a pouco vai chamar D&D 4e de um MMORPG.


Eu disse:

ME REFIRO A JOGOS DE MANEIRA GERAL.


E depois:
Dizer que uma versão é mais cinematográfica que a outra soa estranho.


As discussões sobre o novo D&D te deixaram traumatizado cara. Relaxa.
As pessoas falarem que D&D parece com jogos eletrônicos é inerente à realidade conteporânea. É até natural se aprofundarmos o assunto. :roll:

Que neura.
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Mensagempor ShinRyuu em 30 Mai 2008, 14:50

Na minha opinião, o "efeito colateral" de usar o método D20 vs. CD pra todos os testes do jogo é que tudo vai depender de modificadores. Até aí, tudo bem, mas a 3e nem sempre colocava os modificadores na rolagem, o que já traía a simplicidade do sistema.


Ah, agora sim. Nesse ponto, concordo que é trocar seis por meia dúzia. Ninguém merece as tabelas de CDs e modificadores da 3.x, particularmente as de perícias. Mas, pelo menos, um passo foi dado na direção certa e acho que agora o círculo se fecha.

Só que dependendo da condição do monstro (e do tipo de ataque), a CA pode ter 3 valores diferentes.


Com certeza, isso é muito podre. É conteitualmente muito bem-feito, mas um porre na prática.
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Mensagempor Luminus em 30 Mai 2008, 14:53

Shynn Ryuu,

Se é para falar as coisas, vamos falar por inteiro, né: havia sim limites de níveis, mas eles não eram a única via. E foram explicados dentro da lógica de um mundo de fantasia. Se os humanos não têm nenhuma habilidade "extra", como é que eles sobreviveriam em meio a elfos, anões, orcs...? A resposta encontrada foi: os humanos são mais ambiciosos, mais adaptáveis, e aprendem as coisas mais rápido. De modo que apenas os humanos podem progredir de forma ilimitada em todas as classes.

E, alternativamente, havia a regra de valor do pré-requisito... se um mago elfo tivesse inteligência 15, ele poderia subir um nível acima do limite... se fosse int 16, seriam 2 níveis... isso permitiria a um mago elfo chegar, por exemplo, ao 19º nível, se não me engano. A regra de avanço lento, além dessa aqui, está descrita na mesma página do Livro do Mestre onde se fala de limites de nível para outras raças. Esse limite não era assim algo escrito na pedra.

E não nos esqueçamos das regras de multiclasse... exclusivas dos inumanos e que geravam personagens poderosos e de nível/quantidade de xp semelhante.

De mais a mais, não entendi você colocar o AD&D como obsoleto e destacar como vantagem ou característica importante da 4ª edição justamente a reincorporação de valores da 2ª edição... não é obsoleto? Então para quê reincorporar?

Sobre as jogadas de dados, sinceramente, não me pareciam tão complexas. TACO era o trem mais simples: tenho aqui um número de ataque, jogo o d20... faço a conta "número de ataque" - "o que tirei no dado" = armadura que acertei. Se a armadura do cara for maior que esse número, eu entrei. Onde está o grande bicho de 23 cabeças?

Kimble,

Bom, o que eu posso dizer? Essas pessoas estão erradas, ao menos no meu entender. As regras de AD&D não eram falhas (ou pelo menos não tão falhas quanto as da 3,5 ou outro sistema de regras qualquer desses aí). E regras falhas não favorecem nada, apenas interrupções na sessão de jogo. Tem como vc dar um exemplo de uma regra dessas aí?

E!
Editado pela última vez por Luminus em 30 Mai 2008, 14:57, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Eltor Macnol em 30 Mai 2008, 14:55

Me chame de pobre, mas quando eu era adolescente, já era difícil conseguir um mísero Livro do Jogador, quanto mais além do livro conseguir as miniaturas. Hobbies no Brasil são desproporcionalmente caros. A fração do salário seu ou do seu pai que vai embora com eles aqui é muito maior do que nos States. Eu não me surpreenderia se a maioria dos chorões em relação às miniaturas não vive no "Primeiro Mundo"...


Não.

O problema real é que a maioria de quem reclama de minis não entende que não se precisa gastar nenhum centavo pra jogar com "miniaturas".
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Mensagempor Lumine Miyavi em 30 Mai 2008, 15:06

Quer uma miniatura? Peça de dama.
Miniatura com "direcionamento"? Peça de dama com um esparadrapo / fita crepe numa borda, fazendo uma seta.
Miniatura personalizada? Fita crepe / esparadrapo com a letra / nome do jogador.

Sheesh... :roll:
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Mensagempor Corvo da Tempestade em 30 Mai 2008, 15:18

Me chame de pobre


ok...Pobre!!!!

rolava logo 1d20 + 1d10 +1d100 para saber se ganhou iniciativa, passou no teste de furtividade e acertou o ataque. Atualmente, você precisa de 3d20... e é mais fácil confundir...


Rolar 4 dados quando posso rolar 3? (porcentagem são 2D10, ou o excentrico D100)

Posso estar passando a intenção de que eu não gosto do AD&D. Isso está bem longe da verdade, eu joguei muito AD&D e jogaria de novo. Mas é inegável que o sistema tem suas "falhas", assim como D&D 3.0 ou 3.5, e o 4ª edição (eu ainda não sei quais as falhas da 4ª edição, mas sei que elas existem).

O sisterma pode até ser fácil para quem joga há muito tempo, mas um novato demora a "pegar o jeito" (porque eu tirei 20 e consequi e depois tirei 20 e falhei?). A limitação de nível, nas raças, era tão ilusória quando os "poderes apelados do monge", porque o maior atributo (geralmente 18*) ia para a "habilidade chave" do personagem.
Outra coisa, pra jogar com paladino, eu tinha que rolar os dados n vezes, até eu conseguir um 17 pra colocar no carisma(pelo "metodo padrão" um feito quase impossível, pois eu tinha que tirar um 17* ná ultima rolagem). Eu nunca fui fã de fazer fichas em que meu personagem é limitado pelas rolagens (novamente pelo metodo padrão).


*Claro tinha a regra de você tirar 2 de um atributo e colocar 1 em outro, deste que o artibuto não fique menor que 9


Editado: Alquem se lembra o sofrimento que era jogar comum mago de 1º nível?
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Mensagempor Sellous em 30 Mai 2008, 15:37

Cite um exemplo para podermos discorrer melhor.


Pode ser à noite? terei que olhar os livros com mais cuidado e coloco. Lembro que isso foi levantado outro dia por um blog chamado observatório RPG.

Brincou. Jogue um d4 e divida por dois. Jogue um d6 e divida por dois. Qualquer um consegue fazer isso.


A questão é que não havia necessidade de utilizar tais dados se eles não eram o set. A tendência do D&D foi ir simplificando os cálculos, mesmo os cálculos rasos.

Só como adendo, ShinRyuu, o d3 existe sim ja faz um bom tempo, agora, não sei se ele começou a existir por causa do D&D. Atualmente sei que existe também o d7, o d14, o d16...

Nunca tive problemas com as porcentagens, e não me lembro de meus jogadores terem problemas de assimilar volumes de área ocupada.


Tente controlar, por exemplo, uma batalha onde lançam wall of fog (duração 2d4 + nível, com área de 20ft cube + 10 ft cube/level, com área cúbica ou retangular, com lado mínimo de 10 ft, a qual pode ser dispersa na metade do empo por um vento médio, ou já ser dispersada por um vento forte) ou enlarge em um guerreiro (a qual você tinha que multiplicar o resultado do dano da arma pelo tamanho acrescido do personagem, assim, um guerreiro que tinha seu tamanho aumentado em 170% teria que ter o dano de sua arma multiplicado por 1,7). E isso foi só um exempo, posso dar mais quando tiver tempo. As magias não eram práticas, a maioria das descrições eram imensas, onde envolviam muitas rolagens de dados ou contas.

Na verdade, além dos livros aos montes, eles também aceitavam a devolução do encalhe que não havia sido vendido. Esse foi um dos fatores que mais contribuiu pra queda da TSR.


Eles trabalhavam no sistema de jornaleiro. :b

Enfim, sim, AD&D tinha vários pontos questionáveis. Se formos olhar pro D&D 3.x, ele também tem (e parece que eles se tornaram "insuportáveis", com todo esse barulho causado pela 4ª edição). E provavelmente a 4ª Edição terá das suas, também. Sistema perfeito? Não tem. Agora, falar que a 2ª Edição não funcionava, não "prestava" é tão sem sentido quanto falar o mesmo da 4ª. Venho defendendo essa bandeira aqui já há algum tempo.


Concordo com você, mas não é que ela não funcionava (se não ninguém jogava) e sim que sua mecânica era complexa. Eu gosto de AD&D. A diferença de fanboys é que tenho pleno conhecimento que sua mecânica não é das melhores. Entretanto eu ainda jogaria sussegadamente AD&D, mas jogaria com um mago! :cool:

Mas infelizmente, parece que o único método de se qualificar uma novidade (como a 4ª edição) é desqualificar o que veio antes (como a 3.5 e o AD&D). Como se a Quarta Edição não tivesse mérito nenhum. As outras é que eram muito ruins, mesmo. Esse tipo de idéia me incomoda. Na dúvida, role 3d6 na ordem, monte uma ficha, encontre um DM, e se divirta um pouco na 2ª edição. Ou monte algo altamente customizável na 3.5, e tenha algumas horas de diversão. O importante é a diversão, na minha opinião. Eu consegui me divertir com todas as encarnações do D&D até hoje. E não tenho a menor dúvida que me divertirei com a 4ª. O pessoal da WoTC já me surpreendeu com a 3.0 (eu era um dos que criticava antes de ver), e não duvido que me surpreenderá novamente. Mas eu não acho que a 4ª edição precise subir num pedestal de superioridade pra se afirmar "contra" as outras edições.


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Mensagempor Corvo da Tempestade em 30 Mai 2008, 15:42

Coisa que eu sinto falta do AD&D: Xp's diferenciados.

Sério um ladrão passava de nivel quase duas vezes mais rápido que um mago!!!!
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Mensagempor Eltor Macnol em 30 Mai 2008, 15:44

E isso era bom porque...? :b
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