por Lector em 04 Jun 2008, 03:56
Eu acho que nos EUA a maioria vai migrar para a 4ª edição. mesmo aqueles que jogam com classes/raças que não estão presentes nos livros básicos na maioria vão acabar ou adaptando por conta própria, ou usarão uma adaptação encontrada na net, ou o mais provável, comprarão os suplementos GSL com esse material
mesmo assim, a fatia de pessoas que continuarão jogando a versão 3.x vai ser considerável, ainda deve sair uma boa quantidade de material terceirizado pelos próximos cinco anos, mais a tendência é que muitos adaptem elementos e conceitos da 4ª edição para a versão anterior
Já no Brasil, no começo a coisa deve ser mais devagar, pelo menos mais devagar do que foi quando a 3ª edição foi lançada por aqui. Como o AD&D não foi um grande sucesso, acabou não deixando muitas viúvas, e mesmo muitos que jogavam não eram tão entusiasmados pelo sistema assim. Ironicamente as pessoas que compraram poucos ou nenhum livro da 3ª edição deve aderir a nova com mais facilidade. Pras pessoas que tem uma certa quantidade de livros antigos, mas adquirir os três livros básicos não pesa tanto assim no bolso, migrar pra edição nova não deve ser um problema. Já os que não estão exatamente nessa situação devem demorar um pouco, ou mesmo acabarem não migrando completamente
Agora, se o Livro do Jogador II tiver Meio-Orc, Gnomo, Druida, Bárbaro, Bardo, Feiticeiro e classes psiônicas como se está especulando, ele vai sedimentar de vez a 4ª edição, principalmente no Brasil. Seria inteligente por parte da Devir se esse livro furasse a fila e fosse lançado com o menor tempo de diferença possível em relação ao lançamento lá fora
Como dificilmente alguma editora brasileira irá traduzir suplementos terceirizados da 3ª edição, ou mesmo produzir material original, isso deve contribuir para o sucesso da nova edição no Brasil. Com a exceção de fãs de cenários específicos que não forem atualizados ou cuja atualização não agrade muito
A parte do público que costuma, digamos assim, pegar material digital emprestado de forma não convencional também deve contribuir pro sucesso da nova edição