NOTÍCIAS D&D 4ª Edição

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Mensagempor Lune em 03 Jun 2008, 23:29

Como é que se vai conseguir inventar uma explicação não-metajogo pra isso?

A minha explicação favorita é: fica FEIO ficar repetindo o mesmo golpe o tempo todo. É um sistema heróico e cinematográfico, diabos, você não vê o Jet Li fazendo esse tipo de coisa. De fato, do ponto de vista do equilíbrio do sistema não me parece fazer muita diferença deixar o jogador preparar mais de uma vez o mesmo poder - mas cadê a graça? :sobrancelha:
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Mensagempor Elven Paladin em 03 Jun 2008, 23:39

mas cadê a graça?


Isso é algo tão subjetivo que não vale a pena de discutir Lune, e creio que você sabe muito bem isso.
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Mensagempor Styker em 04 Jun 2008, 00:12

Já dizia meu professor de Kung Fu... "Muito de sua força está na mente, na sua força de vontade". Mente cansada == sem concentração == nao posso usar minha melhor tecnica que exige meu corpo 100% afiado. Eu acho fácil imaginar isso pessoal, seguindo essa premissa que eu citei.
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Mensagempor Lune em 04 Jun 2008, 00:18

Isso é algo tão subjetivo que não vale a pena de discutir Lune, e creio que você sabe muito bem isso.

Atenção para o trecho em negrito: A minha explicação favorita. É óbvio que é subjetivo, e a idéia era justamente dizer o que eu achava, subjetivamente.

Objetivamente, eu tanto faz quanto tanto fez, o impacto no equilíbrio do sistema é provavelmente negligível.
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Mensagempor Eltor Macnol em 04 Jun 2008, 00:20

Eu conseguiria imaginar isso Styker, exceto que não é assim.

É "eu não posso usar minha melhor técnica X, que me deixa cansado, mas por algum motivo ainda posso usar técnicas Y e Z, normalmente, sendo que me deixam igualmente cansado, ou ainda mais".
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Mensagempor planes em 04 Jun 2008, 01:31

Eltor Macnol escreveu:E planes, no exemplo que você deu, "é mágica!" (Chi).


Dentro do contexto de Qin não é uma mera magia, é algo natural e que permeia tudo no mundo.

Na prátia um Wu Xia (um tipo de guerreiro que tenta buscar a maestria em luta com armas) treina tão arduamente que pode converter esta reserva (que existe dentro dele especialmente) em técnicas de combate que beiram o sobrenatural (mas ainda assim são técnicas elevadas a outro nivel e não magias).

O Guerreiro de D&D 4a edição tamém segue um esquema semelhante, o texto que citei do livro sobre buscar as resevas interiores para realizar algo unico e passagem que diz: "Martial powers are not magic in the traditional sense, although some martial powers stand well beyond the capabilities of ordinary mortals" me dão a impressão identica a que obtenho com o Wu Xia, a grande diferença é descontextualização, a reserva que o personagem busca não é ligada a uma teoria de equilibrio e a aspectos meditativos (algo que pode aparecer em D&D com monge), é algo que se desenvolve com puro e simples treino, apenas os resultados são semelhantes.

Apesar de termos descrições de fintas e coisas do genero estas tecnicas não são manobras simples e diretas, estas qualquer um pode fazer, especialmente com a regra de Vantagem em Combate. Como o próprio livro diz um teste de Blefe pode te dar Vantagem em Combate contra o adversário, uma boa Acrobatic Stunt pode dar resultado semelhante e tudo isso rola com meras perícias, algo que todo mundo pode fazer, mas os poderes precisam de algo mais, uma reserva de energia que so desperta depois de anos de treinamento (e fico novamente feliz por não banalizarem isso com as antigas regras de quantas classes quiser em multiclasse).

Foi por issoq eu disse uma vez que o novo D&D me lembra o 7th Sea (em termos de abordagem de dano e coisas do genero) e Qin (pela abordagem dada a estes poderes, especialmente os dos guerreiros), todas fora de seu antigo habitat natural (Capa&Espada e Wuxia), mas que podem dar certo.
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Mensagempor Eltor Macnol em 04 Jun 2008, 02:26

Dentro do contexto de Qin não é uma mera magia, é algo natural e que permeia tudo no mundo.

Na prátia um Wu Xia (um tipo de guerreiro que tenta buscar a maestria em luta com armas) treina tão arduamente que pode converter esta reserva (que existe dentro dele especialmente) em técnicas de combate que beiram o sobrenatural (mas ainda assim são técnicas elevadas a outro nivel e não magias).


Pra mim, isso soa exatamente como a descrição tradicional do Chi, tanto em Wuxia quanto da parte de quem acreditaria que isso existe no mundo real. Ou seja, "é mágica". Mágica diferente, mas ainda mágica.

Eu engoliria mais facilmente se isso fosse racionalizado como "reservas de energia que se esgotam com o uso constante", independente de serem Chi ou não. "Daily Powers são uma categoria de proezas tão espantosas que seu corpo não aguentaria fazer algo assim mais de 3 vezes antes de se recuperar"? OK, sem problemas. O que mata é a parte de "você pode fazer 3 dessas manobras por dia, mas têm que ser 3 manobras diferentes, e só uma vez cada. Por quê? Porque sim."

Suspensão de descrença, kaputz.
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Mensagempor Kinn em 04 Jun 2008, 02:37

se contarmos que são uma de cada nivel diferente e não todas do mesm nível ainda faz sentido - porque são esforços diferentes, proporcionais ao nível da manobra...
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Mensagempor AKImeru em 04 Jun 2008, 02:59

A explicação do Planes já é suficiente e é basicamente ISSO MESMO que ocorre na edição(Leia sobre a Martial Power)
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Mensagempor Lector em 04 Jun 2008, 03:20

Eu também preferiria que existisse uma opção de, por exemplo, para poderes marciais existir algo semelhante ao que o feiticeiro 3.x faz, de se queimar um poder de nível superior para se usar o um de nível inferior e/ou poder se queimar um poder de uso diário para usar um poder de uso por encontro do mesmo nível e/ou poder se queimar uma certa quantidade de poderes de níveis mais baixos para se usar um de nível mais alto
mas compreendo que isso é uma forma de facilitar, principalmente para jogadores novatos, e como eu nunca fui totalmente contra o sistema vanciano para conjuradores também não sou contra para combatentes, embora geralmente em ambos os casos as razões dentro do jogo sejam desculpas improvisadas para as razões meta-jogo
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Mensagempor planes em 04 Jun 2008, 08:32

Eltor Macnol escreveu:Pra mim, isso soa exatamente como a descrição tradicional do Chi, tanto em Wuxia quanto da parte de quem acreditaria que isso existe no mundo real. Ou seja, "é mágica". Mágica diferente, mas ainda mágica.


Acredito que é por aí mesmo que os exploits (especialmente os diários qu são de outro nivel em termos de o que uma pessoa normal pode fazer) funcionam, o PH diz que não é uma magia tradicional (e não uma magia pura e simples), mas está além do que é considerado normal, desta forma poderia ser uma espécie de "magia", mas sem todo aquele clima oriental de chi e coisa do genero :)

O que mata é a parte de "você pode fazer 3 dessas manobras por dia, mas têm que ser 3 manobras diferentes, e só uma vez cada. Por quê? Porque sim."


Acho que talvez isso seja questão de costume.

O sistema de magia "Vanciano" de AD&D envolveu por muitos anos uma situação semelhante na qual você decorava a magia e depois a esquecia até o outro dia, foram postas em prática diversas explicações (como a ideia de rituais no qual você realiza parte do preocesso da magia e apenas finaliza na hora de usar o efeito, mudando o foco de decorara para preparar), mas a ideia era mesmo limitar as magias em slots e isso acabou sendo racionalizado ou aceito de uma forma ou de outra.

Na prática eu prefiro ter uma visão top-down da situação. O personagem, ao contrário do jogador, sabe que ele pode realizar vários movimentos só que sem ter uma descrição objetiva de todos eles, claro que cada um trabalha técnicas especificas, mas ao usar um que tem um unico slot diário ele apenas sabe que não pode repeitr o feito sem se recuperar (da mesma forma que o mago tem que se preparar), na prática a ideia de equilibrio por slots que existe a decadas continua sendo utilizada em detrimento a lógica mais forte dos pontos de poder (seja para magias ou para, agora, manobras), é até um metodo mais simples, apesar de menos verossimil.
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Mensagempor ShinRyuu em 04 Jun 2008, 10:15

Se poderes por encontro representam o cansaço do personagem, então todos os poderes por encontro "cansam" igual, logo porque cada um pode ser usado 1x e não um deles 2x ao custo de outro?


Eu concordo com isso com relação a magias e preces, mas não a proezas. Com proezas, uma explicação seria que você pode distender um músculo ou torcer um ligamento se repetir a mesma técnica muitas vezes.

Já dizia meu professor de Kung Fu... "Muito de sua força está na mente, na sua força de vontade". Mente cansada == sem concentração == nao posso usar minha melhor tecnica que exige meu corpo 100% afiado. Eu acho fácil imaginar isso pessoal, seguindo essa premissa que eu citei.


Pois é. Ainda existe o fenômeno que alguns chamam de "the zone", que é um estado mental alterado em que atletas às vezes entram quando atingem o pico da sua concentração na atividade física que estão realizando, e conseguem realizar proezas que não podem repetir ao seu bel prazer.

O personagem, ao contrário do jogador, sabe que ele pode realizar vários movimentos só que sem ter uma descrição objetiva de todos eles, claro que cada um trabalha técnicas especificas, mas ao usar um que tem um unico slot diário ele apenas sabe que não pode repeitr o feito sem se recuperar


Pode ser até que ele nem saiba e continue tentando achar a oportunidade o dia todo mas ela nunca aparece. Seria necessária a combinação certa de disposição e concentração próprias e abertura do oponente.
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Mensagempor Eltor Macnol em 04 Jun 2008, 10:47

planes escreveu:
Eltor Macnol escreveu:Pra mim, isso soa exatamente como a descrição tradicional do Chi, tanto em Wuxia quanto da parte de quem acreditaria que isso existe no mundo real. Ou seja, "é mágica". Mágica diferente, mas ainda mágica.


Acredito que é por aí mesmo que os exploits (especialmente os diários qu são de outro nivel em termos de o que uma pessoa normal pode fazer) funcionam, o PH diz que não é uma magia tradicional (e não uma magia pura e simples), mas está além do que é considerado normal, desta forma poderia ser uma espécie de "magia", mas sem todo aquele clima oriental de chi e coisa do genero :)


Exato.

E isso é uma decisão estilística que me desagrada - muda muito o paradigma dos jogos de D&D, passa a ser algo bem mais fantasioso, mais algo no estilo de um videogame como Grandia, por exemplo, onde mesmo os ataques de guerreiros gastam uma reserva de energia "mágica" pra serem desferidos. Não significa que seja necessariamente um estilo ruim de jogo, pode sim ser bem divertido, mas eu preferiria que fosse parte de um outro sistema (mesmo que um sistema alternativo como o Tome of Battle), não o padrão do D&D.

Acho que para o D&D, é bem mais apropriado ter uma diferenciação mais clara entre mágico e não-mágico, tendo sim feitos sobre-humanos de perícia, técnica e treinamento, mas que ainda são parte do mundo e físico e natural, não "eu consigo fazer isso porque tenho uma energiazinha mágica dentro de mim". Não precisava ser assim pra todas as classes, pelo menos.

Mecanicamente eu acho ótimo que elas sejam mais igualadas, mas o fluff não precisaria ser homogeneizado assim.

O que mata é a parte de "você pode fazer 3 dessas manobras por dia, mas têm que ser 3 manobras diferentes, e só uma vez cada. Por quê? Porque sim."


Acho que talvez isso seja questão de costume.

O sistema de magia "Vanciano" de AD&D envolveu por muitos anos uma situação semelhante na qual você decorava a magia e depois a esquecia até o outro dia, foram postas em prática diversas explicações (como a ideia de rituais no qual você realiza parte do preocesso da magia e apenas finaliza na hora de usar o efeito, mudando o foco de decorara para preparar), mas a ideia era mesmo limitar as magias em slots e isso acabou sendo racionalizado ou aceito de uma forma ou de outra.


Claro, e adivinha só: eu sempre odiei o sistema Vanciano. :linguinha:

Mas como ele lidava só com mágica, dava pra engolir as racionalizações.

Na prática eu prefiro ter uma visão top-down da situação. O personagem, ao contrário do jogador, sabe que ele pode realizar vários movimentos só que sem ter uma descrição objetiva de todos eles, claro que cada um trabalha técnicas especificas, mas ao usar um que tem um unico slot diário ele apenas sabe que não pode repeitr o feito sem se recuperar (da mesma forma que o mago tem que se preparar), na prática a ideia de equilibrio por slots que existe a decadas continua sendo utilizada em detrimento a lógica mais forte dos pontos de poder (seja para magias ou para, agora, manobras), é até um metodo mais simples, apesar de menos verossimil.


Não acho que slots diários sejam um método mais simples que pontos de poder. Pôxa, não acho mesmo, especialmente com a geração que está mais do que acostumada a habilidades com custos de mana nos games que joga. E sem dúvida alguma acho pontos de poder algo muito, MUITO mais bacana de se racionalizar in-game sem precisar recorrer a contorcionismos lógicos pra justificar uma decisão de game design.

Óbvio que é muitíssimo cedo pra ficar pensando em regras caseiras sem nem ter testado o sistema direito ainda, mas se há algo que eu tenho vontade de mudar, é essa mecânica de poderes diários.
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Mensagempor Fëanor em 04 Jun 2008, 11:31

Óbvio que é muitíssimo cedo pra ficar pensando em regras caseiras sem nem ter testado o sistema direito ainda, mas se há algo que eu tenho vontade de mudar, é essa mecânica de poderes diários.

Eu também.
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Far from home
No one will ever know our names
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Mensagempor Nibelung em 04 Jun 2008, 11:34

Fëanor escreveu:
Óbvio que é muitíssimo cedo pra ficar pensando em regras caseiras sem nem ter testado o sistema direito ainda, mas se há algo que eu tenho vontade de mudar, é essa mecânica de poderes diários.

Eu também.

Feanor, você já tem mais regras pro D&D4 do que as próprias regras oficiais. :linguinha:
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Em tradução: Capítulo 14: Gênio
SPOILER: EXIBIR
Gostaria de lembrar a todos que King Bradley destruiu um tanque de guerra com uma espada e uma granada.
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