planes escreveu:Eltor Macnol escreveu:Pra mim, isso soa exatamente como a descrição tradicional do Chi, tanto em Wuxia quanto da parte de quem acreditaria que isso existe no mundo real. Ou seja, "é mágica". Mágica diferente, mas ainda mágica.
Acredito que é por aí mesmo que os exploits (especialmente os diários qu são de outro nivel em termos de o que uma pessoa normal pode fazer) funcionam, o PH diz que não é uma magia tradicional (e não uma magia pura e simples), mas está além do que é considerado normal, desta forma poderia ser uma espécie de "magia", mas sem todo aquele clima oriental de chi e coisa do genero

Exato.
E isso é uma decisão estilística que me desagrada - muda muito o paradigma dos jogos de D&D, passa a ser algo bem mais fantasioso, mais algo no estilo de um videogame como Grandia, por exemplo, onde mesmo os ataques de guerreiros gastam uma reserva de energia "mágica" pra serem desferidos. Não significa que seja necessariamente um estilo ruim de jogo, pode sim ser bem divertido, mas eu preferiria que fosse parte de um outro sistema (mesmo que um sistema alternativo como o Tome of Battle), não o padrão do D&D.
Acho que para o D&D, é bem mais apropriado ter uma diferenciação mais clara entre mágico e não-mágico, tendo sim feitos sobre-humanos de perícia, técnica e treinamento, mas que ainda são parte do mundo e físico e natural, não "eu consigo fazer isso porque tenho uma energiazinha mágica dentro de mim". Não precisava ser assim pra
todas as classes, pelo menos.
Mecanicamente eu acho ótimo que elas sejam mais igualadas, mas o fluff não precisaria ser homogeneizado assim.
O que mata é a parte de "você pode fazer 3 dessas manobras por dia, mas têm que ser 3 manobras diferentes, e só uma vez cada. Por quê? Porque sim."
Acho que talvez isso seja questão de costume.
O sistema de magia "Vanciano" de AD&D envolveu por muitos anos uma situação semelhante na qual você decorava a magia e depois a esquecia até o outro dia, foram postas em prática diversas explicações (como a ideia de rituais no qual você realiza parte do preocesso da magia e apenas finaliza na hora de usar o efeito, mudando o foco de decorara para preparar), mas a ideia era mesmo limitar as magias em slots e isso acabou sendo racionalizado ou aceito de uma forma ou de outra.
Claro, e adivinha só: eu sempre
odiei o sistema Vanciano.
Mas como ele lidava só com mágica, dava pra engolir as racionalizações.
Na prática eu prefiro ter uma visão top-down da situação. O personagem, ao contrário do jogador, sabe que ele pode realizar vários movimentos só que sem ter uma descrição objetiva de todos eles, claro que cada um trabalha técnicas especificas, mas ao usar um que tem um unico slot diário ele apenas sabe que não pode repeitr o feito sem se recuperar (da mesma forma que o mago tem que se preparar), na prática a ideia de equilibrio por slots que existe a decadas continua sendo utilizada em detrimento a lógica mais forte dos pontos de poder (seja para magias ou para, agora, manobras), é até um metodo mais simples, apesar de menos verossimil.
Não acho que slots diários sejam um método mais simples que pontos de poder. Pôxa, não acho mesmo, especialmente com a geração que está mais do que acostumada a habilidades com custos de mana nos games que joga. E sem dúvida alguma acho pontos de poder algo muito, MUITO mais bacana de se racionalizar in-game sem precisar recorrer a contorcionismos lógicos pra justificar uma decisão de game design.
Óbvio que é muitíssimo cedo pra ficar pensando em regras caseiras sem nem ter testado o sistema direito ainda, mas se há algo que eu tenho vontade de mudar, é essa mecânica de poderes diários.