por Irish Carbon em 09 Jul 2008, 01:13
GUITAR HERO: AEROSMITH
Versão testada: PlayStation 2
Produtoras: Activison/Neversoft e RedOctane
Fluff: 7
Na verdade, não há um fluff muito mirabolante. Por se focar em Aerosmith, apenas conta a história da banda, fazendo os cenários serem os mais importantes da carreira da banda, a setlist estar diretamente relacionada com ela (sendo suas músicas ou não) e afins, e isso foi muito bem colocado. Ainda não fechei o jogo, ainda não sei como eles vão encaixar a Guitar Battle contra o Joe Perry no negócio, e dependendo de como for, essa nota pode cair drasticamente.
Crunch: 6
Ah, minha parte favorita. O gameplay. Assim como o GH:80, que utilizava a engine de GH2, GH:A utiliza a engine de GH3, o que é bom em alguns aspectos, mas no visual prático, são ruins. Como por exemplo a barra de Star Power: é anti-intuitivo ver as lâmpadas e ver se elas estão completamente acesas ou apenas pela metade. O contador de multipliers também ficou muito prejudicado: ao invés de 10 lâmpadas, uma para cada nota, são 5, metade para cada nota. Mas pelo fato do público estar acostumado com GH3, isso não foi lá um grande problema. Vale ressaltar que o tempo de loading ficou muito maior, o que incomoda, e muito.
Desafio: 5
Desnecessário dizer, a engine de GH3 é muito mais fácil do que a de GH2: as notas não requerem tanta precisão para serem acertadas corretamente. Mas esse é apenas um detalhe: as charts, apesar de bem desenvolvidas e condizentes com as notas reais, estão absurdamente fáceis. Não se percebe muita progressão do primeiro tier até o quarto, as músicas sendo praticamente todas do mesmo nível, e um nível baixo. Os dois últimos tiers aumentam de dificuldade, mas continuam sendo fáceis para quem já jogou, por exemplo, músicas como Raining Blood, Hangar 18, Bark at the Moon, Play With Me... sequer há uma música bônus realmente desafiadora (as únicas mais "dificinhas" são Mercy e a Guitar Battle). Pode ser bom para novos jogadores, mas não há o sentimento de conquista de passar de uma música difícil. Por isso, o desafio não é tão grande.
Gráficos: 9
A equipe da Neversoft realmente surpreendeu nesse quesito. Guitar Hero tem a péssima fama de gráficos escrachados e personagens figurativos, mas nesse jogo esse paradigma é quebrado, pois cada música tocada pelo Aerosmith tem suas próprias expressões corporais e faciais expressas pelos membros da banda, sem contar o design e destaque próprio de cada um deles. Joe Perry tocando uma guitarra diferente a cada música (e uma guitarra certa e condizente, não randômica), Steven Tyler e suas performances incríveis, tudo reproduzido fielmente (ou tão fiel quanto permite uma engine de PS2). Os cenários ainda deixam a desejar, com efeitos de encore ridículos, mas percebe-se a maior estruturação e riqueza de detalhes. O que define melhor a comparação entre GH3 e GH:A é evolução.
Som: 7
A qualidade de som é algo que nem vale a pena ser comentado: não é algo digno de ser comentado, por ser simples (apenas a música sendo tocada corretamente, o timing, a separação do canal da guitarra e alguns efeitos). O que pode ser comentado aqui é a escolha das músicas, o que não foi lá grande coisa: parece que forçaram Aerosmith goela abaixo de quem joga, não por eles terem boas músicas a serem exploradas na guitarra, mas sim por serem o nome do jogo. O timing, vale comentar aqui, foi impecável, não havendo erros como em Knights of Cydonia ou no treino na menor velocidade.
Média: 6,8
Neversoft, try again. 6,8 não é grande coisa para uma franquia de porte igual à de Guitar Hero.
Review amador. Não leve-o tão a sério.
Here come the test results:
You are a horrible person.That's what it says: A horrible person. We weren't even testing for that.
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