Keep on the Shadowfell e D&D 4 - Review

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Mensagempor ShinRyuu em 07 Jul 2008, 10:53

Farrem, seu DM cometeu alguns equívocos. Reconhecer uma criatura é ação livre e você faz o teste assim que tiver contato visual. Com certeza, não vale a pena gastar uma ação padrão só pra reconhecer uma criatura. E recuperar-se de veneno é uma jogada percentual que não tem nada a ver com Constituição, é 1d20 seco contra CD 10, sendo que testes da perícia Socorro ou certos poderes podem ajudar nisso.

Eu não joguei essa aventura, mas se é uma criatura que convoca ou vira enxames, pode ter sido uma Lamia.

Apesar de achar os combates mais simples não os achei mais rápidos


Hum, eu acho eles mais rápidos... só que na 3ª edição não era recomendado botar muitos inimigos, sendo que na 4ª esse é o padrão. Pode ter sido por isso, ou porque os jogadores ainda estavam se adaptando ao novo sistema. Na minha experiência, um combate 4x8 na 3ª edição é capaz de durar 3 horas, mas na 4ª costuma durar 1.
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Mensagempor Elven Paladin em 07 Jul 2008, 13:49

Eu estou mestrando algo que ainda pode ser chamado de Keep on Shadowfell, embora quase toda a idéia básica da aventura já foi subvertida: O vilarejo de Winterhaven vai se tornar um antro de cultista de Orcus, incluindo Lord Padraig. Estou decidindo fazer essa alteração depois de ver ótimas explanações de jogadores ( in-game )sobre por que cada um dos membros da cidade seria suspeito. O feito mais notável é que o grupo inteiro não suspeitou justamente da Ninaran :bwaha: .

No momento, o grupo já estraçalhou boa parte dos Kobolds, incluindo o Irontooth e aqui, outra mudança, os Kobolds Wyrmpriests estavam insatisfeitos em ter um Goblin intervindo em seus negócios, e impondo a eles á veneração á Orcus, e não Kulturmak. Tanto que um grupo deles fez uma negociação com o grupo, revelando detalhes do lar deles e do Culto de Orcus ( graças a duas Skill Challenges ). Eles já resgatam o Douven Staul, mas enfrentando um Hobgoblin Warleader e um grupo de Goblins ( qual o sentido de enfiar um Gnomo sem graça e Halflings? ). Agora, eles estão próximos a encontrar Sir Keegan e já enfrentaram boa parte dos desafios do primeiro nível do Keep on Shadowfell ( e quase foram estraçalhados pelo Slime ).

O grupo é:

* Humano Guerreiro. All-Power-Attack, All-the-Time com um Maul. Lawful Evil. Seguidor de Bane ( mas não revelou isso )
*Humano Warlord ( Multiclass Feat: ). Lawful Good.

Os dois personagens são irmãos, sendo o Guerreiro o irmão mais velho, que fica ao lado do mais novo devido a um juramento feito ao pai á beira da morte. Os dois tem abordagens muito diferentes no modo de agir, mas se dão incrivelmente bem na hora do combate ( o Warlord quase sempre usa o poder Commander´s Strike para fazer com que o Guerreiro ataque em seu lugar ).

* Elfo Ladino. Rapier e Shortbow ( eu permito Sneak com tal arma ). Neutral.
* Eladrin Wizard com Implement Wand. Sem "Feyleport", ele possui um Encounter Power conhecido ( mas não usável, ainda, ele tem que escolher, como o Mago 3E ) a mais no lugar de tal habilidade.

Ambos são aliados de longa data, e foram para Winterhaven em busca de pistas sobre um grupo de Hobgoblins Escravistas que habitariam tal região ( os Bloodreavers ). E tiveram o primeiro encontro com um deles no resgate do Douven Staul.
Editado pela última vez por Elven Paladin em 07 Jul 2008, 14:00, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Anand em 07 Jul 2008, 13:58

ShinRyuu escreveu:Hum, eu acho eles mais rápidos... só que na 3ª edição não era recomendado botar muitos inimigos, sendo que na 4ª esse é o padrão. Pode ter sido por isso, ou porque os jogadores ainda estavam se adaptando ao novo sistema. Na minha experiência, um combate 4x8 na 3ª edição é capaz de durar 3 horas, mas na 4ª costuma durar 1.


Pois é, o pessoal costuma achar os combates da 4a edição mais lentos porque comparam as lutas de personagens de 1º nível contra kobolds nas duas edições, e essa é uma comparação injusta. Uma luta equivalente ao primeiro encontro do KotS, por exemplo, seria um encontro com um grupo de 5º nível da 3.5e contra os vários tipos de orcs descritos no Monster Manual V. Aí você veria que a 3e é bem mais complexa e difícil de fazer a manutenção dos rounds, que é o que torna o combate lento.

Por outro lado, dificilmente você verá combates na 4e como aconteciam contra goblins na 3.5e: relou, matou. A menos que todos os oponentes sejam minions.
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Mensagempor DaviSalles em 08 Jul 2008, 01:27

Eu achei o combate demorado, porque foi demorado mesmo, mas não acredito que tenha sido por culpa do 4e.

Os problemas foram falta de agilidade e rapidez na tomada de ação devido ao jogo online, usando apenas o chat do FG, que demora bem mais do que falar o que faz enquanto anda a miniatura e rola os dados. (estamos mudando isso)

Segundo problema foi falta de conhecimento dos nossos poderes, afinal foi o primeiro combate da nossa campanha e provavelmente nimquém ali jogou com a classe que estava jogando, alguns nunca jogaram nada de 4e.

Terceiro problema (ou não) são players que adoram um roleplay, adoram fazer descrição de suas ações e etc. Isso é legal, mas usando só chat, como no fantasy grounds atrasam bem o jogo.

Estou montando minha campanha de 4e, na terra-média, e estou montando aventuras que basicamente tem apenas um combate por jogo, estou faznedo muito mais encontros com skills e role-play, e estou dando os XPs de cada um desses encontros, assim como os itens mágicos, fazendo aventuras mais interpretativas.

No 4e só joguei aventuras que foram só combate do início ao fim, tb só mestrei aventura assim (não por opção). Elas não me agradam muito.

Vamos ver o que KoSF vai me mostrar nessa próxima quinta
Jogo D&D 4e, Mutantes & Malfeitores, Serenity RPG, World of Darkness e Vampire: The Requiem
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http://www.fichasderpg.com/wiki/index.p ... _Ungoliant
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Mensagempor Anand em 08 Jul 2008, 13:42

Davi, saia dos tópicos que podem conter spoiler da nossa aventura! :D

E fique tranqüilo que, como conversamos, a minha KotS não vai ser 100% igual ao módulo, vou misturar com outras coisas da Dragon/Dungeon e também coisas próprias pra aproveitar os backgrounds dos personagens.
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Mensagempor DaviSalles em 08 Jul 2008, 14:20

É complicado, o único lugar que sei que você não lê é o Orkut, mas fala sério, o povo lá é louco, não sabem escrever nada, tem até um ou outro mais interessante, mas geralmente são os que frequentam outros foruns como estes. Mas você também tem que estar em todos os foruns!!! Hehehe
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Mensagempor Ric.freitas em 14 Jul 2008, 11:24

Bem, ontem jogamos a segunda sessão da aventura Keep of Shadowfell. Infelizmente foi uma sessão relativamente curta embora tenha sido divertida. :aham:

No final da sessão passada os jogadores retornaram à Winterhaven com a carta encontrada no lar dos kobolds e mostraram ao Lorde Perdraig a existência de um culto na região e de uma traidora infiltrada na cidade. Depois de um começo completamente insensato dos meus jogadores em que estavam ativamente procurando problemas eles foram em direção ao forte. Os jogadores passaram por três encontros e um skill challenge: as áreas 1,2 e 4; e um skill challenge envolvendo o Splug. No final desses encontros os personagens subiram de nível, eles resolveram sair do forte para ter um descando extendido. :twisted:

Como DM tive a seguinte sensação desta segunda sessão.
1) Colocar um monte de inimigos contra os PCs é legal mas funciona melhor em áreas grandes. Mesmo a área dos encontros sendo bem maior do que a edição anterior elas são pequenas para um encontro envolvendo cerca de uma dezena de criaturas.

2) A possibilidade do uso do terreno e de outros detalhes presentes nas áreas torna o combate muito mais interessante. Em algumas situações os goblins tentaram empurram o personagem para o poço da armadilha da primeira área e na segunda área o ladino do grupo por muito pouco não conheceu a dama de ferro que estava ali presente, que ele agradeça ao Warlord que o moveu. Na área 4 foi legal ver os goblins se enfiando debaixo da mesa para ter cobertura.

3) Os monstros estão bem legais, sendo capazes de gerar duvídas nos jogadores de qual é realmente a maior ameaça em um encontro. Será aquele hobgoblin vestindo uma armadura mágica e com um pedaço de ferro incandescente que parece ansioso para torturar os personagens ou aquele magro goblin vestindo um robe e portando um cajado que foi posto ali exclusivamente por mim. Depois do goblin hexer ter conjurado a névoa e feito um goblin se movimentasse e atacasse um inimigo, os jogadores passaram a achá-lo mais ameaçador que o hobgoblin. Na área 4 foi hilária ver a cara que o jogador fez quando eu lhe disse que se seu dragonborn se movesse ele receberia 3d6+1 de dano, cortesia do goblin hexer. :bwaha:

4) Falando novamente dos monstros. A idéia de evitar fortemente que os inimigos normais caiam com apenas um ataque apenas adiciona na dramaticidade do jogo. É legal você interpretar o hobgoblin insandecido que desejar torturar os jogadores e ter certeza que ele não vai morrer por causa de uma única jogada de dado. :aham:

5) O ponto que mais gerou controvérsia foi a skill challenge. Eu adicionei uma na área 2, envolvendo o prisioneiro splug. Eu queria seguir as regras que estavam no DMG, e entre elas era indicar explicitamente aos jogadores quais eram as perícias primárias que poderiam ser usadas. Os jogadores protestaram veementemente, queriam fazer toda a skill challenge através de interpretação. Eu repliquei afirmando que isso dificultaria muito a chance de sucesso do desafio, eles afirmaram que não haveria problemas e que a chance de sucesso nas skill challenges realmente são pequenas. Como todos os jogadores queriam jogar desta forma eu concordei, no final eles acabaram fracassando mas todos gostaram da experiência. Embora alguns ajustes serão feitos futuramente.

Comentem aí, e gostaria de pedir a vocês que se quiserem colocar alguns comentários sobre encontros pelos quais o meu grupo ainda não passou que o façam através de spoilers. :aham:
Ric.freitas
 
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Mensagempor Hermes em 14 Jul 2008, 12:25

5) O ponto que mais gerou controvérsia foi a skill challenge. Eu adicionei uma na área 2, envolvendo o prisioneiro splug. Eu queria seguir as regras que estavam no DMG, e entre elas era indicar explicitamente aos jogadores quais eram as perícias primárias que poderiam ser usadas. Os jogadores protestaram veementemente, queriam fazer toda a skill challenge através de interpretação. Eu repliquei afirmando que isso dificultaria muito a chance de sucesso do desafio, eles afirmaram que não haveria problemas e que a chance de sucesso nas skill challenges realmente são pequenas. Como todos os jogadores queriam jogar desta forma eu concordei, no final eles acabaram fracassando mas todos gostaram da experiência. Embora alguns ajustes serão feitos futuramente.


Uma coisa que depois comentei com o Ric é que as pistas de falhas automáticas de um skill challenge devem ser dadas dentro do RP e não simplesmente informadas.

Um exemplo, no caso que o Ric apresentou ele colocou o goblin como tendo sido torturado e estando encolhido na cela. Neste skill challenge qualquer intimidação seria uma falha automática pois o goblin tinha muito medo de um outro NPC.

Porém nosso grupo tem uma tendência mais violenta do que diplomática e o personagem com maior perícia social é o Dragonborn fighter com intimidate 9, obviamente dá para presumir que os jogadores irão seguir a linha da intimidação se não houver uma boa razão para eles não fazerem isso.

O que eu sugerí era que ele ao descrever o goblin o fizesse falar algo do tipo: "Não adianta bater em Splug, que Splug não vai falar nada seus goblins maus!!! Humm... Vocês não goblins... Ajudar Splug! Ajudar Splug escapar!"

Com isso você traçou duas coisas. A primeira é que os jogadores não devem tentar intimidar o monstro pois ele não está respondendo bem a força e a outra é que ele quer fazer uma barganha. Isso permite que os jogadores abordem o skill challenge de forma correta e tenham menos chance de fracassar.

Outra coisa que eu estava discutindo com o Ric. Alguns skills secundários nem sempre deverão gerar sucessos ou falhas, mas apenas bonus para próximas rolagens. Quando o skill não está ligado diretamente ao objetivo do desafio ele não deve gerar um sucesso ou fracasso.

Por exemplo, se o objetivo da conversa com o Splug fosse que ele nos ajudasse a lutar contra o gordo, nos mostrando uma passagem secreta que permitira que pegassemos eles de surpresa, um teste de história poderia informar aos jogadores que o Gordo tinha anteriormente sido rechaçado por aventureiros em um ataque a Vila de Winterheaven. E os jogadores poderiam usar isso para blefar dizendo que foram eles que expulsaram o Gordo no ataque e que agora vieram acabar com o trabalho.

No entanto se o skill challenge tem como objetivo obter informações sobre o personagem o Gordo então um teste de história que revelasse alguma coisa sobre ele serviria como um sucesso ou fracasso e deveria ser tratado como um secondary skill.
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Mensagempor Styker em 14 Jul 2008, 12:25

Ric, voce poderia detalhar um pouco mais o quesito 5? eu nao entendi muito bem a reclamacao dos seus players e como voce queria fazer, gostaria d ecomparar um pouco com o que eu fiz qnd mestrei essa aventura.
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Mensagempor Ric.freitas em 14 Jul 2008, 13:49

Styker escreveu:Ric, voce poderia detalhar um pouco mais o quesito 5? eu nao entendi muito bem a reclamacao dos seus players e como voce queria fazer, gostaria d ecomparar um pouco com o que eu fiz qnd mestrei essa aventura.



Perfeitamente.
Eu tinha definido a Skill Challenge como sendo de nível 1 e complexidade 1. (4 sucessos antes de 2 falhas).
Se os jogadores tivessem sucesso ele daria informações ao jogadores sobre as áreas 3 e 4, relataria quantos e quais são os goblins que tem em cada área e os boatos da existência de um caminho secreto que liga essas duas áreas. Que permitiria aos jogadores atacassem o Balgron the Fat enquanto ele estivesse dormindo.
As perícias principais seriam diplomacia(moderado), blefe(moderado), o primeiro sucesso nessas perícias permitiria o uso de Insigth(fácil), que revelaria que intimidação sempre resultaria em falha.

Pois bem, a minha idéia de jogar esse skill challenge era a forma como tinha sido sugerida no DMG, logo após o primeiro contato eu avisaria o grupo de que eles estavam em um skill challenge e que as perícias principais eram diplomacia e blefe.

Cada jogador, seguindo a ordem da iniciativa, deveria fazer sua ação que eu esperava que seria um teste de diplomacia ou blefe, caso eles quisessem tentar outra perícia o teste seria difícil e nem sempre poderia resultar em sucesso. Um teste possível seria Thivery para libertá-lo por exemplo.

Os meus jogadores discordaram completamente da estrutura que eu tinha planejado. O primeiro contato entre os jogadores e o Splug foi uma intimidação. Depois disso eu relatei que eles estavam em uma skill chalenge e que as perícias sociais seriam as primárias. Nenhum deles gostou, eles acham que eu não deveria revelar que eles estavam numa skill challenge e muito menos indicar quais perícias a serem usadas, que tudo isso deveria vir de interpretação.

Eu discordei, ponderei que desta forma a chance deles terem sucesso nos skills chalenges diminuíria bastante. Meu argumento não os convenceu, eles alegaram que se fosse desta forma o desafio se resumiria a uma série de rolagem de dados e que o jogo parecia demais com um MMO. Como todos os jogadores estavam insatisfeitos eu fiz da forma como eles gostariam e considerei o primeiro teste válido e eles receberam o primeiro fracasso. Minha interpretação certamente não foi das mais felizes pois inicialmente eles acreditaram que a tentativa de intimidação fora bem sucedida. Muito provavelmente pelo fato de eu ter citado o "Gordo".

Quando eu pedi que o próximo jogador realizasse sua ação eles novamente discordaram. Alegaram que sequer deveria haver iniciativa, que se um jogador quisesse dizer ou fazer algo que a eles deveriam ser permitido fazer isso. Um jogador declarou que depois da primeira tentativa de intimidação queria pegar o espeto de ferro aquecido e também ameaçar o goblin, com isso deseja prestar auxílio ao Hermes, que havia realizado a jogada antes deles. Eu fiquei confuso, pelas regras ele não poderia prestar auxílio à uma jogada feita anteriormente, eu disse que você deveria prestar auxílio para um outro jogador. Eles também ficaram confusos quando eu citei Gordo. Os jogadores se questionaram se esse seria um nome histórico, se podia ser um goblin famoso que estaria saqueando a região. Nesse momento alguns jogadores acharam que eu deveria fazer um teste em segredo da perícia adequada e dissesse aos jogadores oque eles saberiam a respeito do gordo, ou então que eu pedisse o teste da perícia a todos. Eu disse que não era assim que um skill challenge funcionava, quem escolhia as perícias eram os jogadores e não o DM.

Expliquei a eles que se eles quisessem poderiam tentar usar a perícia história e tentar descobrir se o Gordo fora um personagem histórico, caso ele fosse e os jogadores tivessem um sucesso e informações sobre o Gordo que poderiam usar essas informações na sua interpretação, mas se o jogador falhasse ou o gordo não fosse um personagem historicamente relevante isso representaria uma falha na Skill chalenge. Novamente os jogadores discordaram, eles afirmaram que se o personagem não fosse historicamente relevante que isso não deveria contar como uma falha. Já na minha opinião se pode contar como um sucesso também deve contar como uma falha, em um caso desses o mais sensato seria usar a perícia com o intuito de prestar auxílio.

Depois de discutirmos alguns minutos sobre a mecânica do Skill challenge resolvemos continuá-la, e se não me engano, a próxima ação foi novamente uma tentativa de intimadação por parte do Hermes, que acreditava que a sua tentativa anterior tinha acarretado um sucesso. Nesse momento eu pedi que todos jogassem Insigth, dois jogadores tiveram sucesso então relatei que Intimidação sempre acarreta em falha. Desta a ação do Hermes foi interrompida e os jogadores tentaram então teste de diplomacia e blefe e conseguiram três sucessos nos testes seguintes mas falharam no quarto.




Pelo relato acima deu pra perceber que o Skill Challenge ocorreu completamente diferente da forma como eu havia planejado mas apesar do fracasso dos personagens eles gostaram da nova mecânica.
Eu não acho que as críticas deles devam ser desconsideradas, se eles gostaram do desafio os próximos podem ser semelhantes mas algumas modificações precisam ser feitas. Um ponto crucial que eu e o Hermes concordamos é que as perícias principais devem ser indicadas exclusivamente por interpretação ou narração. Na minha visão os jogadores precisam conhecer quais são as perícias primárias do skill challenge. Abaixo segue outro skill challenge da mesma aventura que reforça esta minha visão.

SPOILER: EXIBIR
Na sala das estátuas, um dos meios de desabitar as armadilhas é desarmando-as através de um skill challenge, mas primeiramente eles precisam enxergar o painel de acesso e pra isso precisam passar em teste de perception. Se eles não souberem isso a primeira perícia a ser usada será Thievery e eles perderão essa rodada.


Outro ponto que eu não quero adotar é pedir que os players façam testes, a escolha deve caber exclusivamente a eles. Por outro lado, não há necessidade de toda uma rigidez na hora das ações serem executadas. Nos próximos skills challenges eu vou perguntar o que cada jogador vai realizar na sua ação e dar-lhes liberdades para agirem em conjunto da forma que acharem melhor.
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Mensagempor Anand em 14 Jul 2008, 16:04

Nos jogamos a segunda sessão também, mas nossas sessões são curtas, de duas horas. Basicamente os personagens conheceram Winterhaven, conversando com Salvara, Eilen e Dalphine. Depois de um bom tempo de role-play por lá, resolveram ir ao "burial site", procurando Douven.
Lá, encontraram o gnomo, e paramos quando o gnomo põe os Guard Drakes atrás do grupo!

Boas dicas da Dungeon!
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Mensagempor Ric.freitas em 21 Jul 2008, 01:55

Narrei neste domingo nossa terceira sessão da 4° edição, onde estamos usando a aventura Keep of Shadowfell. Nesta sessão passei por algumas pequenas dificuldades que narrarei abaixo e novamente tive um problema com um skill challenge presente na aventura.

Como descrito antes, na sessão anterior os jogadores haviam passado pelas áreas 1, 2 e 4 derrotado o Balgron e subido de nível. Como eles tinham gastos seus recursos resolveram sair do Forte e descansar seis horas e com isso aproveitar e subir de nível.

Neste ponto os jogadores tinham me criado um pequeno problema, o encontro da área 3 perdia o sentido dentro do contexto da aventura e eu não queria colocá-lo simplesmente para que os jogadores passassem por ele. Tendo isto em mente eu fiz algumas mudanças, narrei uma cena onde os jogadores presenciavam do lado de fora do forte o enforcamento dos três goblins e um grupo com pouco mais de 20 hobgoblins realizando buscas nos arredores do forte e depois retornando para dentro dele. Na área 1 do forte eu fiz algumas mudanças, o fosso fora preenchido por escombros e pela escada e por quase todo o chão da área havia escombros, o que fez com que quase todo área se tornasse terreno difícil. E nesta área eu fiz um encontro envolvendo três inimigos elites. Mais a respeito da construção desse encontro e do seu desenvolvimento no final deste tópico.


Depois que os jogadores terminaram esse encontro eles queriam novamente passar por um descanso prolongado para recuperar os recursos gastos no encontro, que não foram poucos. Aqui um ponto positivo do novo sistema. Pelas regras eles só poderiam descansar novamente seis horas depois, eu gostei disto porque evita abuso da mecânica do descanso prolongado, desta forma os jogadores se viram obrigados a continuar.
Eles rumaram para a área 5 e conseguiram evitar as runas mágicas no chão e quando um personagem a ativou ele conseguiu resistir ao ataque. A luta contra os zumbis foi bem fácil, primeiro eles derrotaram os goblins da sala sul e em seguida foram para a área 7. A luta contra os esqueletos também foi bem fácil, quando o restante dos zumbis chegaram os jogadores lidaram com eles com facilidade.


Depois os jogadores rumaram para a área e encontraram o Sir Keegan, onde ocorreria um outro skill challenge, infelizmente eu e meu grupo estamos apresentando sérias divergências quanto à essa nova mecânica e a forma como eu gostaria de conduzí-la não está agradando a ninguém mas isso é conversa para outro momento. Irei agora sérios problemas que este skill challenge em particular apresentaria.
1°) Pelo DMG, o fracasso em um skill challenge não deveria impedir que eles prosseguissem. Se eles fracassarem aqui inicia-se talvez uma das lutas mais difíceis da aventura, eu acho essa abordagem errada.
2°) O CD dos testes e a complexidade apresentada na aventura são incoerentes ao que é apresentado no DMG, o que me fez refazer o skill chhallenge. Defini seu nível como 4, o que fez com o CD dos testes subisse de 20 para 25 e fiz com que a complexidade do Skill fosse igual a 5. Reconheço que as mudanças feitas por mim tornam quase impossível o sucesso neste skill challenge mas eu havia procurado seguir as orientações do DMG e eu ainda não tinha tido conhecimento da errata.


A intenção deste tópico não é expor as divergências entre eu e meu grupo sobre a mecânica das skills challenges, até porque eu iria usar algumas house rules. Eu prefiro comentar sobre o primeiro encontro e nossa sensação sobre ele.


Eu pensei muito se seria adequado ou válido colocar três elites juntos contra os jogadores. Minha primeira dificuldade foi exatamente em montá-los, já que não há muitas orientações naquilo é mais importante nos mostros elites, os seus poderes. O que eu resolvi fazer foi escolher algumas monstros padrões, transformá-los em elite e escolher poderes semelhantes em outros monstros de mesma função. Os monstros que serviram de base foram o Hobgoblin Archer, o Hobgoblin Soldier e o próprio Goblin Underboss. Para o hobgoblin archer eu concedi um ataque duplo, e um ataque de área recarregável(1 em 6). Para o soldier um ataque recarregável(3 em 6) que lhe permitia atacar todos que estivessem adjacente a ele, além disso ele aumentava todas as defesas em 3 quando estava bloodied.

Apesar da dificuldade relatada acima eu acredito que a experiência envolvida esse encontro foi bastante válida. Um receio grande que eu tinha antes de jogar o encontro era que os elites acabassem gerando um Wipe ou que os esgotasse além do que um encontro de nível 5 o faria. O Wipe não ocorreu e quantos aos recursos gastos acredito que eles tenham ficado próximo ao planejado para o encontro de nível 5. O fato de alguns jogadores terem jogado mal dificulta uma análise melhor deste quesito.

Já maioria dos meus jogadores não gostou desse encontro, por diversos motivos, um dos que cabe a apresentar aqui seria que um encontro envolvendo os três elites é significativamente mais difícil do que um encontro envolvendo apenas mostros padrões. Pelo simples fato dos três serem elites isso subiria o nível do encontro, o fato do encontro ter ocorrido quase todo em terreno difícil também aumentaria o nível do encontro. Para eles o nível do encontro estaria entre seis e sete, mesmo que os três elites tenham custado junto 950 XP. Eu não concordo com esta visão, eu acho que uma luta contra seis criaturas levaria os personagens a um esgotamento muito semelhante ao que eles tiveram. Quanto ao terreno difícil eu também não concordo, já que ele se aplica a ambos.

Mas este é um ponto que eu gostaria de discutir aqui. É válido colocar em um mesmo encontro mais de um elite? E se o poder dos elites é muito afastado de dois mostros padrões de mesmo nível?
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Mensagempor Kinn em 03 Ago 2008, 00:28

Segunda sessão de meu grupo na KotS!

Após vencermos os kobolds que nos emboscaram e descobrir o pendente que trazia o simbolo de Orcus, discutimos sobre nossa primeira prova acerca do culto demoníaco instalado provavelmente por um grupo de goblins ameaçando os pequenos reptilianos, muito embora tenhamos percebido que o grupo que nos emboscou já cultuava o demônio de coração e não por ameaça e intimidação.

Então decidimos que, em batalha, os kobolds que se mostrassem pouco propensos a seguir o cultoao demônio deveriam ser poupados; os demais deveriam ser exterminados, por já haveriam vendido suas almas (isso o paladino usando diplomacia no próprio grupo :bwaha: )

Perto da cachoeira encontramos um novo grupo de kobolds, mas fomos percebidos ao mesmo tempo. Então aconteceu uma coisa muito legal:

Eu disse em voz alta e impertigada para os kobolds que aqueles que ainda oravam para os dragões que podia ir emobra para o mais longe possível que seriam poupados; quem seguisse o demônio que seria exterminado. Então o mestre incluiu na batalha um mini-skill challenger, onde a cada novo teste ia demolindo a vontade destes kobolds lutarem e aos poucos os que não eram servos de orcus fugiram, ficando só um lutador, um furtivo e um artilheiro que acabou fugindo e alertando os outros.

Besta que não eramos, fizemos um short rest e adentramos pro combate final.
A primeira leva, com sorte foi quase toda derrubada em 2, 3 rodadas sem se gastar muitos recursos.

Mas a segunda leva foi maledita, composta do goblin "solo monster" Irontooth 2 elites e 2 pirus normais. Essa parte foi tão difícil que ao final da batalha tivemos os 2 paladinos caídos, o clérigo foi derrubado (mas levantou com um surpreendente 20) e o warlock que caiu mas foi curado pelo paladino antes dele cair.

E ainda conseguimos um prisioneiro pra nos contar informações úteis para o desenvolver do jogo.
Teve menos interpretação e mais combate mas foi muito legal - nunca joguei uma batalha tão emocionante como esta no level 1 (e quase morri nela tb) :blink:

Outro fato interessante de apontar é:
Darklady não pode comparecer, então pra efeitos de jogo ela ficou na cidade. Mas como o bicho tava pegando, Shinryuu acabou colocando ela para aparecer no final da luta pra salvar a gente.

Explicação em ON:
Como percebemos que ela é mercenária ao extremo, ouviu falar da tal recompensa de 100po que os forasteiros iam ganhar por acabar com o problema dos kobolds e veio doida no nosso rastro, mas atrasada.

Fato cômico 2:
Ela efetivamente foi crucial para nossa vitória. E já tirava a maior onda pra cima da gente. Agora que "nos salvou" vai usar o bordão do personagem da Cartoon "Eu sou o Máximo" andando pra cima e para baixo com ele :roll:
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Keep on the Shadowfell e D&D 4 - Review

Mensagempor ShinRyuu em 03 Ago 2008, 00:43

Antes que me chamem de carrasco por conta dos solos e elites (eu fui o DM na sessão comentada por Kinn), lembro que nosso grupo era de 8 jogadores, não 4 ou 5 como o livro pressupõe. Normalmente eu prefiro aumentar o número de inimigos pra dar o XP correto, sendo que já tinha monstro demais, então pra dar a mesma proporção de XP que daria pra 5, eu transformei quase todos os monstros normais em elites, deixei os minions, e transformei Irontooth em solo, pois já era elite, sendo que o wyrmpriest virando elite ficaria mais forte que ele e isso seria uma contradição.

Só que dois jogadores iam faltar, daí eu preparei uma versão bem mais branda, pra 6 jogadores. Só que aí um deles veio. Entre deixar difícil de mais ou de menos (pq eu não tava afim de ajustar precisamente pra 7), preferi deixar difícil demais (desafio pra 8), então deu no que deu: 4 ou 5 personagens chegaram às portas da morte, mas os jogadores trabalharam direito e ninguém morreu. No final, tive que fazer uma aparição especial da personagem de Darklady, que faltou, pra poder terminar a batalha sem fatalidades. Mesmo assim, ela mesma quase foi pro chão.

Enfim, o combate foi bem emocionante, épico, traumatizei logo o grupo, é bom que não vão mais pensar que cachaça é água... hauauahuahua :twisted:

Mas pra não andarem sempre com o fiofó na mão, avisei logo que não vão enfrentar nada nem de perto tão difícil até passarem de nível, e ainda estão no meio do caminho. :cool:
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Keep on the Shadowfell e D&D 4 - Review

Mensagempor Ric.freitas em 03 Ago 2008, 08:24

Essa luta no lar dos Kobolds realmente é emocionante, embora ela corre o risco de ser fatal.
Ela está além do que o próprio DMG considera um desafio difícil, sendo portanto o encontro em que mais ocorrem TPK nesta aventura. Quando eu a mestrei dois personagens morreram.
Ric.freitas
 
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