Keep on the Shadowfell e D&D 4 - Review

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Keep on the Shadowfell e D&D 4 - Review

Mensagempor Luminus em 03 Ago 2008, 12:12

Bom, só uns comentários.

1. descrever um monstro de maneira destacada só porque ele possui melhores estatísticas foge à racionalidade. Evidencia-se a ameaça de um inimigo depois que ele age, depois que ele manifesta suas capacidades. Saber de antemão que é um goblin hexer e tal... difícil. Os personagens têm de enfrentar tudo como se fosse uma ameaça mortal (até porque é exatamente isso que os inimigos são!), e não ficarem encantados com os minions que caem com um espirro.

2. Vi um grupo jogar o Death in the Skyfire Wastes (essa aventura em que há uma masmorra, depois um deserto e então o combate com os ladinos em uma tumba), e a aventura demorou muito, mais de 6 horas. E o mestre não é inexperiente, ele comprou os livros e os recebeu antes do dia 10 de junho, já joga a 4ª edição com seu grupo, cada jogador tem um livro do jogador... é um grupo muito bom, e levou muito tempo para vencer os desafios. Acredito que os mestres das mesas relatadas anteriormente aqui no tópico aliviaram para o lado dos jogadores, ou então não souberam utilizar os desafios.

3. Há um grupo aqui de BH jogando o Keep of the Shadowfell, depois peço ao mestre que relate aqui as sessões de jogo.

E!
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Mensagempor Deicide em 03 Ago 2008, 12:56

1. descrever um monstro de maneira destacada só porque ele possui melhores estatísticas foge à racionalidade. Evidencia-se a ameaça de um inimigo depois que ele age, depois que ele manifesta suas capacidades. Saber de antemão que é um goblin hexer e tal... difícil. Os personagens têm de enfrentar tudo como se fosse uma ameaça mortal (até porque é exatamente isso que os inimigos são!), e não ficarem encantados com os minions que caem com um espirro.


"Saber de antemão que é um goblin hexer e tal... difícil."?

Discordo. Se você envia um grupo de soldados goblins (minions) acompanhados por um feiticeiro goblin, a descrição já deveria bastar para evidenciar que um dos goblins é diferentes dos demais. Os soldados serão bem mais genéricos, enquanto o hexer terá fetiches e penduricalhos, sendo protegido pelos soldados ao invés de avançar junto com eles para combate direto.

Quase sempre, um monstro elite deveria ser claramente diferente dos demais. Mesmo um comandante de batalha teria algum tipo de símbolo (um totem, medalhas, uniforme e armas melhores, os outros soldados obedecem seus comandos e vão na frente dele, etc.) para destacar a importância daquele oponente.

A única exceção seria no caso dos próprios monstros quererem ofuscar essa importância. Mas eu não vejo porque numa luta com três ogros (sendo um deles o líder elite da tribo) você tenha que esconder na descrição que o ogro elite seja diferente dos soldados rasos.

(Claro, o Mestre pode sacanear e fazer o líder óbvio ser um fracote e seus guarda-costas serem os elites, mas ainda assim os guarda-costas dificilmente parecerão soldados comuns).
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

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Mensagempor ShinRyuu em 03 Ago 2008, 14:12

Tou com Deicide nessa. D&D não é uma batalha de monges-guerreiros que todos se vestem igual. Aliás, até com monges-guerreiros é comum um se vestir de forma diferenciada, evidenciando seu posto mais alto na hierarquia. Não se deve esquecer que ambientes medievais, especialmente de fantasia, são permeados por simbolismos e superstições. As pessoas nesses cenários costumam evidenciar sua posição e suas realizações, mais do que escondê-las. A própria natureza dramática e épica do D&D pressupõe que o "chefão" vai se destacar dos demais. E tem até o fator econômico: os soldados de um batalhão podem estar todos vestindo armadura de malha, mas o comandante veste uma brúnia ou armadura de placas.

É perfeitamente válido um grupo ignorar tudo isso e fazer algo mais pragmático ou "moderno", como Luminus defende. Mas essa não é a tendência principal, não é o mainstream.

Acredito que os mestres das mesas relatadas anteriormente aqui no tópico aliviaram para o lado dos jogadores, ou então não souberam utilizar os desafios.


E baseado em quê você chegou a essa conclusão?

Na minha mesa mesmo, ontem, começamos 14:30 e terminamos 21:30. E o foco foi os combates no covil, não teve muita ênfase a cenas sociais (apesar de que houve muita interpretação durante os combates, com os PJs se desentendendo por vezes e formulando estratégias outras vezes). A sessão se resumiu aos dois combates no covil (exterior e interior), os combates demoraram muito (também porque eram 7 jogadores, mais eu), e não foi por lentidão de ninguém, mas sim porque muita coisa realmente aconteceu nos combates. O primeiro deve ter levado 4 rodadas, mas eram quase 20 combatentes, e o segundo deve ter levado umas 10 rodadas, com mais de 20 combatentes (em 2 levas).

Pra mim, tudo transcorreu perfeitamente como esperado.
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Mensagempor Styker em 03 Ago 2008, 14:31

No meu grupo foi TPK, no caso eu os prendi e os levei pra dentro do forte como prisioneiros, eles fizeram uma fuga espetacular e emocionante, o que melhorou a estima deles que tva baixa dizendo que eu tinha sido piedoso em nao ter dado TPK.

Agora esse mesmo grupo sofreu TPK no Kalarel tbm... no caso contra ele foi um massacre...
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Mensagempor Luminus em 03 Ago 2008, 14:51

Willdice,

"Os soldados serão bem mais genéricos, enquanto o hexer terá fetiches e penduricalhos, sendo protegido pelos soldados ao invés de avançar junto com eles para combate direto."

... está escrito em algum lugar que os minions têm um aspecto/fisionomia "genérico"? existe alguma regra que proíba os soldados de utilizar fetiches e penduricalhos? Existe alguma formalização que diga que um hexer utilizará fetiches assim, assim e assim? Não, né? E a movimentação das minis no tabuleiro pode muito bem evidenciar isso aí que você disse sobre "quem avança e quem fica na retaguarda".

"Quase sempre, um monstro elite deveria ser claramente diferente dos demais. Mesmo um comandante de batalha teria algum tipo de símbolo (um totem, medalhas, uniforme e armas melhores, os outros soldados obedecem seus comandos e vão na frente dele, etc.) para destacar a importância daquele oponente."

Um monstro elite, em meio aos seus iguais, poderia ser destacado por tudo isso aí que você disse e muitas outras coisas, ou simplesmente poderia ser mais um "vestido de minion"... mas nada disso vem ao caso, pois o que temos é um único Goblin em meio a Kobolds... como marcar a diferença além do óbvio? Como dizer que ele "parece elite"? Sinto muito, é metagame descarado.



Shynriuu,

"D&D não é uma batalha de monges-guerreiros que todos se vestem igual."

Pois é, mas é por isso mesmo que quando vocês cobram que um "elite" pode ser diferenciado em relação a um "elite" ou um "minion" apenas pela vestimenta não tem como ser: TODOS os inimigos tem um aspecto individual, os "minions" não têm fardinha de minion, assim como os "elite" não têm estrelinha dourada na testa. Esse raciocínio é ótimo para jogos como Diablo, mas no RPG, onde CADA MONSTRO é um indivíduo com as suas peculiaridades, temos dois caminhos a se seguir: ou tratar todos como iguais à primeira vista, ou já diferenciar indivíduo por indivíduo.

"As pessoas nesses cenários costumam evidenciar sua posição e suas realizações, mais do que escondê-las."

Goblins e Kobolds não são pessoas :P

"A própria natureza dramática e épica do D&D pressupõe que o "chefão" vai se destacar dos demais."

O Goblin do assunto discutido não é "o chefão" da aventura.

E sobre a aventura, a sua levou 7 horas... foi o que eu disse, a aventura é longa, trabalhosa, no encontro com os besouros e escorpiões o acúmulo de condições é grande (envenenado, cego, imobilizado, etc) e portanto a coisa anda muito devagar. O mestre inclusive comentou sobre a necessidade de uma maior maturidade do grupo de jogo, uma vez que ele teve de delegar a cada um suas condições, jogadas de resistência, etc.

E só de um mestre pedir uma ação padrão como o mestre lá pediu... nem precisa dizer mais nada.

E!
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Mensagempor WillDice em 03 Ago 2008, 15:02

:sobrancelha:

Eu não, Luminus, esse aí é o Deicide. :)


Mas já que tô aqui, minhas duas peças de cobre. Eu acho mesmo que o natural seria descrever os "soldados rasos" e o "xamãzinho" da mesma raça com aparência e acessórios diferentes. Só ver que seis goblins usam espadinhas e um tem um cajado já é uma diferenciação, e praticamente obrigatória (não, não sei se é realmente isso que eles portam no livro, mas deve ser por aí).

Um elite se disfarçando de minion eu usaria como excessão, não a regra, um caso especial em que ele por algum motivo queira se esconder. Vai saber.
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Mensagempor Deicide em 03 Ago 2008, 15:44

Luminus escreveu:... está escrito em algum lugar que os minions têm um aspecto/fisionomia "genérico"?


Pressupõem-se que, por serem soldados ou bandos, eles terão equipamento genérico. Quem é o líder que tem dinheiro para distribuir armas únicas e armaduras de metal para cada soldado sob seu controle?

E mais, qual Mestre insano cria descrições diferentes para todos os 8 Minions que se jogam num confronto? E ainda perde tempo descrevendo cada um deles?

existe alguma regra que proíba os soldados de utilizar fetiches e penduricalhos?


Mesmo que portem, os soldados serão bem diferentes de um feiticeiro ou sacerdote (o que um hexer provavelmente é). Os soldados portarão armas e armaduras, ou mesmo apenas trapos, e o feiticeiro terá um cajado ou outro aparato e terá fetiches e penduricalhos bem mais elaborados.

Existe alguma formalização que diga que um hexer utilizará fetiches assim, assim e assim? Não, né? E a movimentação das minis no tabuleiro pode muito bem evidenciar isso aí que você disse sobre "quem avança e quem fica na retaguarda".


É a lógica, Luminus! O sacerdote não vai na frente das tropas para ser massacrado, nem se veste como elas porque simplesmente não é um soldado!

Um monstro elite, em meio aos seus iguais, poderia ser destacado por tudo isso aí que você disse e muitas outras coisas, ou simplesmente poderia ser mais um "vestido de minion"... mas nada disso vem ao caso, pois o que temos é um único Goblin em meio a Kobolds... como marcar a diferença além do óbvio? Como dizer que ele "parece elite"? Sinto muito, é metagame descarado.


Não, é descrição e pura lógica. Em que mundo você vive, em que peões e reis se vestem e se portam da mesma forma? O capitão de uma pequena milícia vai estar vestido diferente dos milicianos. Ele também estará usando equipamento melhor, e estará gritando ordens. Exceto em situações excepcionais (todas descritas por mim na mensagem anterior), não há motivo para camuflar os monstros elite no meio de seus comandados.

Fico imaginando seguir o que você sugere: pega um "mago" (artillery), um "clérigo" (leader controller), um "ladino" (skirmisher) e quatro "guerreiros" minions (soldiers) e descreve todos como "goblins empunhando escudos toscos de madeira e porretes, vestindo peles de animais". Sim, faz toda a lógia do mundo que o feiticeiro ou o sacerdote da tribo se vistam como simples bandoleiros. Sem falar na confusão do "quem ataca quem".
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Mensagempor Luminus em 03 Ago 2008, 18:37

Will... er, Deicide:

Primeiramente, você cita vários aspectos que requerem ação do inimigo para que ele seja reconhecido como líder (gritar ordens, empunhar uma arma, etc). Sugiro que você reveja o post do Hermes, onde ele cita a "falha" do mestre ao não descrever, logo de cara, que o goblins era o elite e os kobolds, minions. Esse detalhe faz toda a diferença na discussão.

Em segundo lugar, cara, você está pressupondo um monte de coisas. Essa do "equipamento genérico", para mim, foi a melhor de todas! Quer dizer então que, por exemplo, o Goblin chega na loja de ítens, daí vai comprar armas para seus asseclas, e o farmacêu... er, o balconista pergunta "vai levar o de marca, ou vai levar o genérico?". Sério, é assim que você vê a coisa?

Só para constar: não mestrei e nem li essa aventura, estou baseando o que digo naquilo que escreveram aqui. E reafirmo: se eram "X" Kobolds e 1 goblin, não é de se esperar que o globlin tenha algo de diferente? Se é para usar metajogo, só de você ver um goblin no meio de um monte de kobold, já se percebe que ele é sim uma espécie de líder do bando... claro, isso se você está pensando de acordo com as regras da 4,0D&D, onde qualquer monstro pode ser um elite (ao contrário das regras de AD&D e de 3,0/3,5D&D, onde goblins eram simplesmente goblins). Se é para usar metajogo, tem de saber usar direito!

E uma outra coisa: em uma outra aventura, aquela que vem no final do Livro do Mestre da 4,0D&D, logo no primeiro encontro temos vários kobolds, e aí sim, cada um tem equipamento diferenciado de acordo com sua função. Cabe ao mestre descrever essas diferenças nas armas, mas de modo algum há como determinar com exatidão que "os de espada curta são minions, os de funda são strikers, e os de espada longa são elite". Você pode até querer inferir, mas nada te assegura que estará correto.

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Mensagempor ShinRyuu em 03 Ago 2008, 23:48

Oxe... eu não vi diferença no que vocês dois disseram, sério.

A título de informação, na mencionada batalha, você tem 10 minions que vestem couro e usam lança e 3 skirmishers que vestem peles e usam lança e escudo; na segunda leva, vem 2 soldiers que usam espada e escudo e acho que armadura de malha, um sacerdote/bruxo cheio de penduricalhos, até aqui todos kobolds, e por fim um goblin que é descrito no livro como sendo todo bruto, e o livro diz que os kobolds têm medo de se aproximar dele, além disso tem uma grande tatuagem de caveira de carneiro na cara, empunha um machado com duas mãos e usa armadura de malha. Sem falar que logo antes dele aparecer tocam-se trombetas. Ou seja, no livro tem tudo pra destacar a entrada desse cara em cena, mas o DM do cara ali ignorou tudo isso. Faz todo o sentido o jogador questionar isso. Não por acaso, os mais fortes são os mais bem equipados, fora o wyrmpriest que não tem lá muito equipamento mas chama atenção por ser bem mais exótico.
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Mensagempor Hermes em 04 Ago 2008, 08:20

ShinRyuu escreveu:Oxe... eu não vi diferença no que vocês dois disseram, sério.

A título de informação, na mencionada batalha, você tem 10 minions que vestem couro e usam lança e 3 skirmishers que vestem peles e usam lança e escudo; na segunda leva, vem 2 soldiers que usam espada e escudo e acho que armadura de malha, um sacerdote/bruxo cheio de penduricalhos, até aqui todos kobolds, e por fim um goblin que é descrito no livro como sendo todo bruto, e o livro diz que os kobolds têm medo de se aproximar dele, além disso tem uma grande tatuagem de caveira de carneiro na cara, empunha um machado com duas mãos e usa armadura de malha. Sem falar que logo antes dele aparecer tocam-se trombetas. Ou seja, no livro tem tudo pra destacar a entrada desse cara em cena, mas o DM do cara ali ignorou tudo isso. Faz todo o sentido o jogador questionar isso. Não por acaso, os mais fortes são os mais bem equipados, fora o wyrmpriest que não tem lá muito equipamento mas chama atenção por ser bem mais exótico.


Caraca... Eu mato o Ric! Ele não descreveu absolutamente nada disso quando jogamos. Ele simplesmente falou: "Surge um goblin da parte de trás da caverna." *insere imitação tosca de um goblin entrando na cena destraido*
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Mensagempor Deicide em 04 Ago 2008, 09:07

ShinRyuu escreveu:Oxe... eu não vi diferença no que vocês dois disseram, sério.


É que o Luminus tem tanto medo de ficar parecendo errado, que ele continua argumentando mesmo o que não tem o quê argumentar.

Luminus escreveu:Primeiramente, você cita vários aspectos que requerem ação do inimigo para que ele seja reconhecido como líder (gritar ordens, empunhar uma arma, etc). Sugiro que você reveja o post do Hermes, onde ele cita a "falha" do mestre ao não descrever, logo de cara, que o goblins era o elite e os kobolds, minions. Esse detalhe faz toda a diferença na discussão.


Então nos combates que você mestra, os inimigos simplesmente se teleportam inicialmente nas posições iniciais do tabuleiro? Não tem líderes gritando ordens, ou formações de batalha onde é possível diferenciar funções pela posição e armamento de cada combatente, além das reações dele e dos outros combatentes em relação a ele?

Em segundo lugar, cara, você está pressupondo um monte de coisas. Essa do "equipamento genérico", para mim, foi a melhor de todas! Quer dizer então que, por exemplo, o Goblin chega na loja de ítens, daí vai comprar armas para seus asseclas, e o farmacêu... er, o balconista pergunta "vai levar o de marca, ou vai levar o genérico?". Sério, é assim que você vê a coisa?


Parabéns, você merece um "troféu joinha" por essa resposta. Discutirei com você quando começar a usar a cabeça e levar sério os argumentos dos outros.

Cabe ao mestre descrever essas diferenças nas armas, mas de modo algum há como determinar com exatidão que "os de espada curta são minions, os de funda são strikers, e os de espada longa são elite". Você pode até querer inferir, mas nada te assegura que estará correto.


Eu nunca falei isso. Meu argumento sempre foi: "a descrição já deveria bastar para evidenciar que um dos goblins é diferentes dos demais"

Seu argumento original foi: "descrever um monstro de maneira destacada só porque ele possui melhores estatísticas foge à racionalidade." Agora você está mudando ele sutilmente para defender o que eu defendi logo de começo: que você tem sim que descrever de maneira destacada certos oponentes, de forma a dar pistas da função dele. Eu nunca disse para descrever quem é minion ou leader ou elite ou solo, mas sim que o Mestre tem a obrigação de destacar certos oponentes na descrição, de forma a mostrar a importância desses monstros dentro do combate.

Preste atenção nos argumentos que você está respondendo antes de respondê-los, por favor.
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

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Mensagempor Luminus em 04 Ago 2008, 11:22

"É que o Luminus tem tanto medo de ficar parecendo errado, que ele continua argumentando mesmo o que não tem o quê argumentar."

Se você está dizendo que seus comentários são tão insípidos que eu nem deveria estar argumentando contra... ok.

"Então nos combates que você mestra, os inimigos simplesmente se teleportam inicialmente nas posições iniciais do tabuleiro? Não tem líderes gritando ordens, ou formações de batalha onde é possível diferenciar funções pela posição e armamento de cada combatente, além das reações dele e dos outros combatentes em relação a ele?"

Nos combates que eu mestro, os inimigos militarmente organizados e com uma função específica (guardar um portão) já têm uma noção do que é que farão, de modo que geralmente seus líderes não precisam gritar ordens. Quem é da linha de frente avança, quem ataca à distância permanece na retaguarda e, dependendo de outros efeitos disponíveis (ataques de área, etc), os da linha de frente se posicionam de modo a ficar pouco distantes dos alvos primários, etc. Claro, se houver a necessidade de cobir um flanco, atacar um determinado alvo, etc. o comandante entra em cena.

Mas é importante que você perceba o seguinte: a reclamação do Hermes não procede porque ele queria uma descrição, logo de cara, que denunciasse o aspecto "líder" do Goblin. Veja bem, logo de cara, não no meio do combate, após o posicionamento, etc. Ele reclama da apresentação do monstro como "apenas um goblin", quando o que ele queria era "um goblin musculoso, bravo, que grita e avança e faz chover...". Existe diferença.

"Parabéns, você merece um "troféu joinha" por essa resposta. Discutirei com você quando começar a usar a cabeça e levar sério os argumentos dos outros."

Olha cara... espere sentado.

"Eu nunca falei isso. Meu argumento sempre foi: 'a descrição já deveria bastar para evidenciar que um dos goblins é diferentes dos demais'"

Pois deixa eu te dizer: no encontro, só tem um goblin. O restante, são kobolds. O que você quer, que o mestre evidencie a diferença entre goblins e kobolds? Ou que ele diga o quanto aquele goblin é diferente dos outros goblins não-minions que o grupo já viu?

Sei lá, acho que você precisa rever esse seu conceito... está parecendo que você esperava algo como no Diablo, que o oponente "especial" aparece com o nome em amarelo, tem uma coloração diferente, etc.

"Seu argumento original foi: "descrever um monstro de maneira destacada só porque ele possui melhores estatísticas foge à racionalidade." Agora você está mudando ele sutilmente para defender o que eu defendi logo de começo: que você tem sim que descrever de maneira destacada certos oponentes, de forma a dar pistas da função dele. Eu nunca disse para descrever quem é minion ou leader ou elite ou solo, mas sim que o Mestre tem a obrigação de destacar certos oponentes na descrição, de forma a mostrar a importância desses monstros dentro do combate.

Preste atenção nos argumentos que você está respondendo antes de respondê-los, por favor."

Meu argumento é: não tem como você considerar como sendo uma falha do mestre a não-descrição de todos os aspectos de uma turba de inimigos logo na iniciativa. Uma rodada de D&D são 6 segundos... quantos detalhes você consegue observar em uma situação dessas, às portas do combate? Eu descreveria mais ou menos do mesmo jeito... depois faria a movimentação, e aí sim, os jogadores poderiam perceber nuances entre os kobolds e algo mais no goblin... estou supondo, é claro, que nada de mais acontece para caracterizar os inimigos. É evidente que você deve descrever os inimigos e suas ações, mas isso vem DEPOIS de eles agirem, e não antes... e mesmo que você não o descreva com detalhes, só o fato de determinados ataques acontecerem e causarem efeitos diferenciados já demonstram a diferente ameaça proporcionada pelos inimigos. Mas isso tudo é DEPOIS que eles agiram, e não ANTES de agirem, como queria o Hermes.

Na minha opinião, faltou atenção do grupo de jogo para os seus oponentes. Mesmo que o mestre não dissesse nada a respeito de nada, só a maneira como os inimigos se movimentaram no combate e suas ações já denunciam o poder de cada um. Se um goblin puxa um machado de duas mãos, te acerta e causa 15 pontos de dano, precisa alguém te dizer que ele é "algo mais que um mero minion"?

EDIT:

" e por fim um goblin que é descrito no livro como sendo todo bruto, e o livro diz que os kobolds têm medo de se aproximar dele, além disso tem uma grande tatuagem de caveira de carneiro na cara, empunha um machado com duas mãos e usa armadura de malha. Sem falar que logo antes dele aparecer tocam-se trombetas."

Puta merda, se é assim, se botaram o vocalista do Kiss no combate, ele merece descrição à parte mesmo! Falha do mestre.

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Mensagempor Yellow 13 em 04 Ago 2008, 11:44

Luminus escreveu:
"Eu nunca falei isso. Meu argumento sempre foi: 'a descrição já deveria bastar para evidenciar que um dos goblins é diferentes dos demais'"

Pois deixa eu te dizer: no encontro, só tem um goblin. O restante, são kobolds. O que você quer, que o mestre evidencie a diferença entre goblins e kobolds? Ou que ele diga o quanto aquele goblin é diferente dos outros goblins não-minions que o grupo já viu?

Sei lá, acho que você precisa rever esse seu conceito... está parecendo que você esperava algo como no Diablo, que o oponente "especial" aparece com o nome em amarelo, tem uma coloração diferente, etc.

EDIT:

" e por fim um goblin que é descrito no livro como sendo todo bruto, e o livro diz que os kobolds têm medo de se aproximar dele, além disso tem uma grande tatuagem de caveira de carneiro na cara, empunha um machado com duas mãos e usa armadura de malha. Sem falar que logo antes dele aparecer tocam-se trombetas."

Puta merda, se é assim, se botaram o vocalista do Kiss no combate, ele merece descrição à parte mesmo! Falha do mestre.

E!



Meu Deus, era só isso, o goblin É DIFERENTE.
Por que diabos você está discutindo isso se você nem leu a aventura?



E isso é 4D&D, agora temos monstros diferentes que devem ser descritos de modo diferente em campanhas heróicas?

E por que?

Porque sim. Ponto.

Elites e solos são MUITO mais poderosos que o normal. Então DEVEM ser diferenciados dos inimigos comuns e MUITO DIFERENCIADOS dos minions. A menos que o "disfarce" seja intencional...

Minion: Camponês com alguma arma sem treinamento ajudando a proteger a cidade
Soldadinho raso
Elite: Oficial com soldo bom o suficiente para comprar equipamentos melhores, incluindo uma arma obra-prima, e treinamento adequado.
Solo: Herói, veterano de guerra, com direito à equipamentos mágicos espoliados e famoso por seus feitos...
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Mensagempor Luminus em 04 Ago 2008, 11:50

Tá, agora me diz aí em que página do livro isso está escrito.

Na aventura, o povo colocou até um soar de trombetas, como o Shynriuu citou... aliás, como você criticou o fato de eu não ter lido a aventura, tenho duas coisas a dizer:

1. eu mesmo já disse isso em na ante penúltima mensagem;
2. gostaria de saber se VOCÊ já leu a aventura.

Descrever inimigos é uma coisa, entregar todas as suas características antes mesmo da rolagem de iniciativa ou de sua atuação no encontro, é outra.

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Mensagempor Kinn em 04 Ago 2008, 13:24

Oia no geral não dá realmente pra diferenciar um minion de um soldado comum - e Shinryuu tem feito isso na mesa.

Mas guerreiros claramente equipados melhor devem ser no minimo alguém digno de nota mesmo que não seja elite. Como foi apontado acima, elites e solo - justamente por serem fortes já podem ter tido aventuras e obtido espólios que os fazem se destacar da multidão.

Afinal o líder da tribo orc não vai dar a espada mágica+2 furiosa pra um minion só pq o minion vai pra frente de batalha e ele fica mais pra tras. Ou ele entrega a um grande guerreiro da tribo (se não for lutador) ou ele mesmo usa.

Então no meio da turba de orcs, se tem um no bolo com uma espada que emanas chamas verdes e emite aura de caveira, CLARO QUE TODOS VÃO NOTAR!
E no geral os elites e solo são assim.

Agora existe caso de monstro que queira ocultar esta característica? Claro que existe e os lurkers são o melhor exemplo, onde fazer-se não ser detectado como ameaça é a sua maior arma.

Neste caso sim, até um solo poderia passar por minion e seria algo do comportamento do monstro.
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