FORGOTTEN REALMS - Quarta Edição

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Mensagempor ShinRyuu em 30 Set 2007, 17:16

Engraçado, tudo o que vocês enumeraram que é "ruim" em FR é o que eu gosto nele. Eventos apocalípticos, deuses andando entre os mortais, sendo mortos ou substituídos por eles... \,,/.

Não é só disso que eu gosto. Um cenariozinho onde é difícil conseguir brinquedos mágicos e qualquer coisa sobrenatural é fora do normal cai bem de vez em quando. Mas eu acho que tudo é válido e, como eu li muitos romances da Crise dos Avatares e joguei muitos games eletrônicos ambientados em FR, passei a me identificar com o cenário. E falem o que quiserem de Salvatore, mas a trilogia de Drizzt é uma obra muito bem construída e que te faz sentir imerso nas angústias e esperanças de Drizzt. Sim, drows rebeldes são clichê, mas isso AGORA, na época não eram.

Como falei no tópico da 4E, o que tá estressando até a mim é esse negócio de que qualquer mudança de edição implica em mudanças catastróficas em FR. Acho isso completamente desnecessário, acho que bastariam retcons ou nem isso, fazer de conta que tudo sempre foi daquele jeito me serve bem. Além do mais, já tem tanto material escrito pra FR, muitos dos quais já até perderam os direitos autorais e estão em PDF de graça no site oficial, que não vejo nem necessidade de comprar os livros recentes. Bastam os suplementos de monstros e magias e o resto qualquer DM decente resolve.
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Mensagempor Torneco em 30 Set 2007, 17:41

Mesmo não conhecendo FR tanto quanto gostaria, eu não acho ruim essa idéia de deuses participando ativamente do cenário. Acho que porque atualmente as pessoas andam ficando mais "ateias" (não sei se essa palavra existe mas vamos lá) essa idéia de influência divina perde o gosto. Mas eu acho interessante, se for bem trabalhada. Se não me engano, em Mystara essa idéia já existia com os Imortais, e eles eram bem mais egoistas que os deuses de FR.

Acho que se tratando de divindades, tanto elas sendo existentes e atuantes como em FR, ou serem misteriosas e possívelmente inexistentes como em Eberron são interessantes se bem trabalhadas, embora a última seja um pouco mais fácil de ser utilizada.
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Mensagempor Elven Paladin em 30 Set 2007, 19:29

Engraçado, tudo o que vocês enumeraram que é "ruim" em FR é o que eu gosto nele. Eventos apocalípticos, deuses andando entre os mortais, sendo mortos ou substituídos por eles..


Claro, por que isso, a tendência mais maniqueísta, a magia explodindo pelos poros de todos e companhia são características dos cenários de High Fantasy, que imperavam na década de 70 e 80, e passaram a entrar em um certo declínio, hoje sendo substituídos por cenários mais sujos, menos absolutos no eixo moral e com divindades misteriosas.

"ateias" (não sei se essa palavra existe mas vamos lá)


Existe a palavra "Atéia", que é o feminino de Ateu, e "Ateía", que é sinônimo de Ateísmo. ;)
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Mensagempor Wykthor em 30 Set 2007, 19:58

OFF: Torneco, originalmente em Mystara a intervenção dos Imortais em sua forma de Manifestação (a forma mais poderosa) no Plano Material era proibida. Ou seja, FELIZMENTE, os Imortais sabiam se comportar com DIGNIDADE e INTELIGÊNCIA, manipulando através de seus servos, peões e aliados para tentar conduzir os eventos que fossem mais benéficos para ele ou para sua Esfera de Poder. Os imortais no plano material - especialmente em Mystara - podem:

a) Aparecer em forma incorpórea (nada a ver com o subtipo da 3E; são imunes e incapazes de interagir fisica e magicamente).

b) Aparecer em forma mortal (funcionando como uma criatura não-divina ou como um personagem de 36 níveis ou com níveis e attack ranks no caso dos demi-humanas).

c) Depois foi colocado que os imortais podiam punir da forma que quisessem os adoradores que transgredissem sua crença.

O que isso significa? Que a intervenção divina do tipo "Hulk Esmaga NPC" ou "Vou devastar esse continente" era proibida e sujeita a punição e prevenção de um conselho de Hierarchs (nível de imortal mais poderoso) que existia só para evitar esse tipo de imbroglio. Era um alivio não haver essa intervenção divina, algo que detestava nos cenários de FR e DL, especialmente quando era desnecessário e uma ação mais *sutil* poderia dar conta.

A caixa Wrath of Immortals pulou a cerca dessas condições em alguns eventos; culpo um dos autores do cenário, que fez um plot ruim para preservar sua terra e NPC preferidos :-(
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Arquivos de Mítica: Cosmologia do cenário, Errata de "Mítica - Desbravando o Oriente"

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Mensagempor Cebolituz em 30 Set 2007, 20:21

Eu também não sou lá muito chegado a esse nível de magia que Forgotten apresenta, mas pra variar um pouco até acharia legal uma quest curta no cenário. Embora já tem tempos que eu não jogue nada.

Não sei a quanto anda as vendas do cenário, mas ao que me parece, a tendência é dos jogadores a partir do momento que vão ficando mais velhos, de irem abandonando o cenário e os jogadores mais novos se interessarem mais.
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Mensagempor Styker em 30 Set 2007, 23:20

Soh uma pergunta: O que impede os deuses de FR de descerem em TORIL e eliminarem ameaças contra eles?
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Mensagempor Torneco em 30 Set 2007, 23:40

Outros deuses?
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Mensagempor ShinRyuu em 30 Set 2007, 23:57

Justamente. Os deuses de FR têm suas ações limitadas por duas frentes: os outros deuses, com os quais não seria vantajoso entrar em confronto direto, e o deus dos deuses, Lord Ao. Apesar de que, quando Lord Ao se fez conhecer, causou mais apocalipse do que os deuses estavam causando. Isso pode soar até meio idiota nessa discussão, mas se justifica porque, na verdade, a Crise dos Avatares foi justamente um castigo e provação para os deuses que, se falhada, realmente culminaria na autodestruição de Toril. O pior é que, no final, isso gerou um deus insano, que acabou se tornando o mais perigoso de todos. E, pelo que já divulgaram, vai terminar mais uma vez matando a deusa da magia, além de outros deuses no bolo, à conveniência da nova filosofia de enxugamento de panteões.

Eu gosto da idéia de que os deuses não são tímidos em se manifestar pros seus devotos (ou potenciais devotos, como foi o caso do jovem Elminster Aumar). Não gosto, realmente, é de quando se manifestam de formas imprudentes e saem impunes. Agora, um mortal em tempos míticos desenvolver uma magia capaz de roubar o poder de qualquer divindade, por mais forçado que seja, é uma história fascinante que enche a imaginação, especialmente se, apesar de ter conseguido por um instante, acabou se auto-destruindo e as consequências são vistas até hoje. São estórias que rendem mais estórias e enriquecem o cenário.
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Mensagempor Madrüga em 01 Out 2007, 00:00

Styker escreveu:Soh uma pergunta: O que impede os deuses de FR de descerem em TORIL e eliminarem ameaças contra eles?


Você está cobrando coerência de Forgotten Realms???
Cigano, a palavra é FLUFF. FLUFF. Repita comigo. FLUFF

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Mensagempor Diel em 01 Out 2007, 03:00

Um mínimo de coerência é sempre necessário.
Por mais que um deus queira vir e acabar com as ameaças diretas à sua existência ou não-existência, se ele fizer isso, irá atrair a atenção dos outros deuses que também poderão se sentir ameaçados e revidar as "agressões" desencadeando assim uma possível "guerra" no plano mortal acabando com a principal fonte de poder deles mesmos.

Acredito que seja isso que viria a acontecer se algum deus viesse a liquidar com as ameaças diretamente.
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Mensagempor Kinn em 01 Out 2007, 14:36

Apesar de ter jogado muito pouco em Forgotten, eu gosto de campanhas high magic, inclusive a minha é assim (cenário próprio). E os deuses inclusive interferem nas vidas dos mortais (bastante por sinal, afinal muitos deles são os regentes imortais de vários países).

Mas tem uma diferença... como os jogadores estão descobrindo no rpg agora, parece que a observação "Eram os deuses, astronautas?" não parece uma pergunta sem sentido e nem sem possibilidade de resposta...

Só que aí definir se é high magic ou high tecnology fica meio difícil, ainda mais se você puder entender que talvez tudoseja meio tecnomagia (ou tecno-psionicism).. :roll:

===

Voltando a FR, passar cerca de 1 século no cenário é dose pra leão... antes jogar tudo fora mesmo e fazer outro... do jeito que estão fazendo é quase a mesma coisa. :blink: :sobrancelha:
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Mensagempor AKImeru em 01 Out 2007, 16:16

Engraçado, tudo o que vocês enumeraram que é "ruim" em FR é o que eu gosto nele. Eventos apocalípticos, deuses andando entre os mortais, sendo mortos ou substituídos por eles... \,,/.


Perdoe se eu não gosto de viagens insanas.
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Mensagempor ShinRyuu em 01 Out 2007, 16:53

Sim, Oda, mas partir pra esculhambar um cenário porque não atende ao gosto pessoal é um pouco demais. :P~
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Mensagempor AKImeru em 01 Out 2007, 17:15

Me desculpe por me divertir zoando com um cenario onde é plausivel uma camponesa virar Deusa e outra deusa ter relacionamentos com o NPC super-mega-overpower.
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Mensagempor banned_guardian em 01 Out 2007, 17:36

Faltou mencionar "com a cara do Sean Connery". XD
***
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