A Rainha dos Corvos não é maligna, JexDragon. É "desalinhada".
Eu tenho várias críticas à 4ª edição, a maioria fáceis de resolver com house rules, mas algumas dão mais trabalho.
A primeira coisa que me incomodou realmente foi a multiclasse. O talento inicial é muito bom (além de um belo poderzinho ou feature, ainda ganha uma perícia), e os seguintes são muito caros pra pouco benefício. E não inclui nenhum mecanismo pra facilitar a multiclasse entre o mesmo papel combativo ou entre classes de perícias similares. E o paragon multiclassing é fraquíssimo, pois você não ganha features adicionais, como ocorre com paragon paths normais. Além disso, tem alguns pontos que considero incoerências, como magos "secundários" não aprenderem cantrips.
Também me incomoda o alarde que a descrição do guerreiro faz sobre a escolha de arma e o tímido impacto real que essa escolha acaba tendo. Pelo menos, no core. Ora, fala tanto que pra lutar com lâminas leves tem que ter Destreza, e no core a Destreza não dá nenhuma vantagem real, apenas serve de pré-requisito. Depois, na Dragon, é que apareceram alguns poderes que de fato aplicavam a Destreza como bônus nas jogadas de ataque ou de dano.
Não gostei também dos talentos de lutar com duas armas, e da obrigação de pegar multiclasse com ranger ou (agora, com o tempest) guerreiro pra usar direito esse estilo de combate.
Não gostei de terem excluído as manobras genéricas de derrubar e desarmar. Sim, têm que ser mais efetivas com poderes, mas não precisavam ser removidas.
Não gostei de terem mantido o par valor & modificador de habilidade. Antes, o valor servia pra dano de habilidade, acesso a níveis mágicos e várias outras coisas... agora, só serve pra pré-requisitos e pros pontos de vida iniciais, que poderiam ser calculados com o modificador tão facilmente quanto. Essa edição, mais do que nunca, despreza o valor e considera sempre o modificador.
Não gostei da facilidade do mago em conseguir CA alta. Com Inteligência se aplicando à CA, um simples talento dando +2 na CA logo de cara e especialização em bastão dando +1, o mago já pode facilmente começar com CA 17, enquanto o guerreiro começa com CA 19. A diferença pode até aumentar mais pra frente, mas o mago era pra ser mais de papel do que isso, pela natureza do seu papel combativo (controlador). Deve ser por isso que o swordmage ficou com at-wills tão estupidamente overpowered, com uma concorrência dessas...
Não gostei do paladino. Inteiro. Acho a classe que tem os poderes mais desinteressantes de todos. E o Desafio Divino... ah, o Desafio Divino. Eta colcha de retalhos mal-errateada.
Eu gostei das armas duplas e da propriedade Brutal... mas ficou incoerente com o core. O bordão era pra ser arma dupla e defensiva (fizeram um talento pra isso, mas acho isso um remendo tosco). À primeira vista, achei o Brutal completamente imbecil, pois bastaria botar múltiplos dados... aí caiu a ficha, com tanto poder multiplicando os dados da arma, o brutal evita rolagens de dados demasiadas. Agora sou fanzão do Brutal!

Então, clava de 2 mãos, gadanha (foice de 2 mãos), falcione e glaive são Brutal 1 na minha mesa.
Não gostei do dano tímido das armas de 2 mãos. Se você tá deixando de ganhar bônus a CA e Reflexos com escudo, tinha que valer mais a pena do que isso. Eu considero que elas ganham o bônus +1 igual às armas versáteis. Preferia aumentar o dado de dano, mas não tinha muito o que fazer com as armas de d12 (2d8 já ficaria exagerado demais).
À primeira vista, não gostei nada de acabarem com as diagonais e as áreas ficarem quadradas. Mas a velocidade que se ganha na mesa é tão grande que a mudança foi assimilada com satisfação.
Bem, que me lembre é isso. Antes que achem que odiei a 4ª edição, na verdade estou tendo nerdgasmos múltiplos, estou completamente vendido, e me daria calafrios voltar a jogar qualquer edição anterior!