Kinn,
"O resto, mesmo comerciantes, não estão incluídos."
Isso aqui é invenção sua. Pelas regras, se há uma tabela de custos para conjuração e um conjurador disponível, não importa muito quem peça o serviço, desde que possa PAGAR por ele. E daí volta ao ponto em questão: pagar pelo portal é sim mais barato/rápido/prático/bacana que viajar em meio às trevas com uma escolta armada paga.
"O problema, de novo, como Kimble falou, é a saturação desses produtos"
O que aconteceu aí, ao que me parece, é que algumas pessoas envolvidas na discussão acreditam que, como o comerciante pode viajar mais vezes em menos tempo, ele terá como fornecer mais "CARGAS COMERCIAIS" do mesmo produto às cidades... mas uma coisa não tem nada a ver com a outra! Há de se considerar o tempo de se produzir, a época de se fazer colheitas, etc. Não é porque você agora gasta 1 dia para fazer as viagens que antes levavam um mês inteiro que as maçãs amadurecerão mais rápido, que a lã das ovelhas crescerá do dia para a noite, que os artesãos trabalharão dez vezes mais rápido, etc. Então, por si só, o acesso aos portais não provocará saturação: ele apenas permite que A MESMA QUANTIDADE DE COISAS seja vendida de forma mais segura. Eu imagino, aliás, que os portais podem remover uma saturação já existente, uma vez que permitem a abertura de rotas comerciais para cidades literalmente fora do alcance de qualquer estrada. Se um comerciante visitava um determinado lugar uma vez por mês, ele continiará visitando-o uma vez por mês, só que agora por outro meio de transporte. A idéia é vender o mesmo tanto de antes, com um eventual crescimento das vendas associado à descoberta de outros mercados. E olhe lá...
"O PoL presumi também uma antiguidade mais evoluída e centralizada do que o presente medieval, o que justifica milhares de dungeons esquecidas e tesouros prontos apenas esperando heróis para buscá-los,"
Concordo 100%. Mas não estamos falando dos aventureiros, e sim dos comerciantes, dos PdM's que não têm nada a ver com os tesouros enterrados do passado, exceto quando um aventureiro quiser vendê-lo por 20% do preço

"Tudo isso é redução e simplificação justamente para o rpg funcionar, como apontou o Mirallatos.
D&D nunca teve muito compromisso com realismo e ainda mais com as regras atuais (cinemáticas / cinematográficas) não será diferente."
Concordo 100%. Mas o que eu estou vendo aqui é uma possibilidade, uma provável dissociação entre o "D&D do passado" e o "D&D do futuro". Bem ou mal, esse é talvez o primeiro aspecto genuinamente "inventado" na 4.0. Algumas pessoas podem ter a impressão de que eu considero o Ferrorama como um absurdo, mas longe disso... é uma faceta que pode acabar evoluindo para algo realmente icônico. Pena que, com ele, a proposta de PoL fica sendo apenas uma proposta. Mas às vezes duas boas idéias simplesmente não podem conviver. É a vida.
E!