Ow, meninos!
Se forem continuar discutindo isso, porque não abrem um tópico no off topic?
Moderador: Moderadores

Kasuya escreveu: O ponto não é esse. Nunca disse que o português não serve para formar palavras compostas, estou dizendo que ela é ruim. Com o inglês forma-se palavras compostas mais facilmente, a maioria é compacta e rica de sentidos. É só ver o Warlord. Sete letras (menos que muitos nomes próprios comuns por aqui) foram o suficiente para definir um "Senhor da Guerra". Isso não acontece no sentido inverso. Quanto mais detalhado for o nome composto, mais difícil é para a lingua portuguesa mantê-la compacta, o que tira parte do efeito da palavra. Qual soa melhor: Warforged ou Forjado para a Guerra (ao pé da letra)? Pior! Qual soa melhor: Ranger ou Guarda-Florestal? (putz, não acredito que encontrei esse significado no dicionário. o.O).
Kasuya escreveu: Não exatamente. Você fala de um fenômeno chamado prolixidade. Quando, em uma lingua latina, você não fala de forma prolixa, o entendimento é óbvio (como em qualquer outra lingua), mas é expresso em tamanho detalhe que nem sempre a pronúncia de uma palavra importa. No inglês temos palagras que, ao pronunciarmos de formas diferentes, resultam em outras palavras de sentidos completamente diferentes. E não estou falando de dois sentidos, estou falando de palavras que, pronunciadas de formas diferentes podem chegar a três ou mais sentidos completamente diferentes. Adicione isso às várias palavras "multiuso" que a lingua tem e está feita a confusão. Aliás, respondendo ao que você diz a seguir, é aí que mora a pobreza das palavras do inglês. O inglês é extremamente dependente da pronúncia, o que atrapalha o entendimento com a falta da pronúncia correta.
Madruga escreveu: Ah, depende, e muito. É claro que a função às vezes não corresponde com a classe (um guerreiro [classe] pode dizer por aí que é um defensor, um paladino, um guerreiro sagrado, um mártir, um samurai, um monge etc), mas muitas vezes sim; o cara estudou magia e se chama de mago e tem a classe mago. Qual o problema? Ou ele foi ordenado paladino da ordem de alguma coisa (muitos cenários abraçam essas denominações).
Madruga escreveu: Gostei do ponto, mas discordo um pouco aí. O público de D&D tem bagagem suficiente para saber o que é ranger, por exemplo, assim como beholder (razão pela qual eu duvido que traduzirão esse nome, mesmo sendo uma palavra ao invés de nome próprio, como Gnoll).
Então, hemisfério esquerdo do ponto de vista eurocêntrico é muito vago. Estou pedindo uma informação precisa.
Não adianta citar uma fonte fantasma para validar um argumento. Se você não sabe de onde veio a informação e nem a área que ela cobriu, melhor não citar.
Ah, depende, e muito. É claro que a função às vezes não corresponde com a classe (um guerreiro [classe] pode dizer por aí que é um defensor, um paladino, um guerreiro sagrado, um mártir, um samurai, um monge etc), mas muitas vezes sim; o cara estudou magia e se chama de mago e tem a classe mago. Qual o problema? Ou ele foi ordenado paladino da ordem de alguma coisa (muitos cenários abraçam essas denominações).
Vê-se bem que você não entendeu o que eu quis dizer por "mentalidade burguesa".
E cadê o erro na frase que eu citei? Aquelas aspas significam que escrevi igual você, só. Saia da defensiva, não fiz para atingir.
Eu já vi, e muito. Tem muita gente (alunos meus, inclusive) que acham que é necessário ter algum tipo de sotaque para mostrar que você é estrangeiro ao invés de imitar a pronúncia nativa (o que uns consideram desonroso). É feio, difícil de acreditar, mas é verdade.

Então, eu faço Letras e dou aula de português e inglês. Obrigado pela informação.

O público de D&D tem bagagem suficiente para saber o que é ranger
Esse argumento vale para os dois lados. Sinceramente, se você mesmo diz que o inglês tem palavras menores (o que sabemos ser verdade), isso fatalmente acontecerá. Fazer o quê? Agora, podemos procurar palavras pequenas em português com traduções grandes. Isso é um exercício de dicionarística, não é argumento.
Isso é uma ilusão. Praticamente não existe tradução 100% condizente com a palavra original, isso é falácia pura. Mesmo palavras mais simples não contém todos os sentidos em se comparando duas ou mais línguas. Valia abrir um tópico para tentar explicar isso.
Tudo tende a um certo equilíbrio.
Você está misturando as coisas. TODAS as línguas são complexas e repletas de detalhes; novamente, como eu disse, isso decorre de um certo desconhecimento de outros idiomas e do funcionamento deles. É possível pegar um inglês "cheio de erros" e entender, por que não?
Em primeiro lugar, não é questão de tom; se fosse para chegar perto, falar-se-ia em abertura de vogal, mas é uma outra pronúncia. A sutileza também não é tanta assim.
Agora vamos bancar o especialista crescidinho e parar de querer esfregar na cara dos outros que é um estudioso na área e encarar o fato de que você entendeu o que eu quis dizer com "tom".Agora, sério. Todos esses juízos são baseados em achismos.
você é homem ou mulher?



Vamos definir uma coisa simples aqui, que vai terminar com boa parte do argumento: Esse é um tópico que discute a tradução de um nome para um manual de regras, não um tratado de poesia.
Portanto, a questão fônica, rítmica e tônica da palavra original pouco nos interessa nesse contexto.
Faz-se necessário também entender que em inglês as diferenças entre países são gritantes. Aliás, não só a diferença entre países, entre estados de um país já são bem evidentes.
É estranho alguém poder patentear uma palavra (ou conjunto delas), mas isso é possível nos EUA.


Kasuya escreveu:É muito simples. Pegue um mapa mundi planificado. A Europa está no centro, percebe?
Kasuya escreveu:Ou seja, no mundo de campanha, os personagens se referem à função do personagem, não à classe de jogo.
Kasuya escreveu:Hey, cara. Sem inflar o ego, sim?
Kasuya escreveu:Ou seja, o argumento mora nas palavras compostas. Não pense que eu estou generalizando. Ou você conhece exemplos de palavras compostas que ficam melhores em português que em inglês?
Claro, antes que você pense mais uma vez que eu estou generalizando, NÃO estou dizendo que TODA palavra composta é ruim e longa. Algumas soam até de forma excelente. Como o caso do sobrenome do anão dos romances de Dragonlance: Forjardente. Realmente excelente para um anão. Não fica atrás do original nem de longe.
Kasuya escreveu:Uma palavra numa frase, você quer dizer. Por exemplo. O verbo "can" sempre será o verbo "poder". Não há meio-termo. Se eu digo I can, estou querendo dizer "eu posso". Porém, no comtexto de uma frase, o verbo can pode significar "be able" ou "saber fazer". Mas aí não é a palavra que está sendo traduzida, mas a frase.
Wizard é mago. Não há qualquer erro aqui ou perca de sentido. Agora de Ranger para patrulheiro, temos sim perca de sentido no contexto fantasia medieval criado pelo sistema D&D. E você pode não achar, mas isso é ruim sim.
Kasuya escreveu:Hey, até alguns minutos antes de ler esse seu post eu não estava falando com um professor de inglês, certo? Agora vamos bancar o especialista crescidinho e parar de querer esfregar na cara dos outros que é um estudioso na área e encarar o fato de que você entendeu o que eu quis dizer com "tom".

Que tal Fighter (guerreiro) virar "Lutador"? Ou Rogue (ladino) virar "Arruaceiro"? E, claro, Ranger ficaria excelente como "Guarda-Florestal".
Kasuya escreveu: Note-se facilmente uma dificuldade sua de ver quando se fala de forma metajogo ou de forma roleplay. Veja bem. Imagine você, em pleno cenário medieval e vê uma coisa inacreditável que nunca tinha presenciado antes: um homem conjurando uma magia. Qual a primeira coisa que você vai pensar? "Nossa, um mago (ou feiticeiro, sendo este geralmente colocado para definir um "conjurador malígno")"! Você não vai ficar imaginando se a magia dele é arcana ou divina, se ele é um mago ou bardo ou feiticeiro ou druida ou clérigo ou paladino ou ranger. Nem tampouco analisar pela forma como ele se veste (ex: "Ah, ele usa uma armadura pesada e está conjurando uma magia, deve ser um clérigo"). Esse conceito metajogo não existe dentro do cenário de campanha.
Kasuya escreveu: Concordo. E não tem essa de "ah, mas os iniciantes, não". Eu já fui iniciante e não tive o menor problema com a palavra.
Kasuya escreveu: Engraçado você dizer isso, pois isso nos leva à segunte questão: se a sonoridade e o impacto da palavra nao importa, por que raios então eles não traduzem logo ao pé da letra o nome das classes?
Que tal Fighter (guerreiro) virar "Lutador"? Ou Rogue (ladino) virar "Arruaceiro"? E, claro, Ranger ficaria excelente como "Guarda-Florestal".
Kasuya escreveu: Conclusão. SIM, a sonoridade da palavra traduzida importa. Aliás, procure as discussões sobre que termos usar nas traduções do D&D 4.0 em qualquer forum (inclusive esse). Fatalmente você vai encontrar os jogadores comentando sobre "essa" ou "aquela" tradução soar melhor. Estranho? Não. Nem um pouco.
Kasuya escreveu: O que eu estou dizendo é: o inglês depende mais que o português da pronúncia correta das palavras para haver um entendimento eficaz da lingua falada. Simplesmente.
Kasuya escreveu: Francamente? Acho uma boa idéia. Simplesmente porque eu concordo com o fato de que existem palavras (ou termos) que, se traduzidas(os), pode perder grande parte dos significado e sonoridade (ou até completamente, em casos extremos). Concordo que Star Wars foi pura frescura do George Lucas. Mas e Beholder? Tente traduzir essa palavra de modo a ficar bom e sonoro como a original. Tarefinha difícil, não?
Oda Nobunaga escreveu: "Lutador" é a tradução correta para guerreiro.
"Arruaceiro" não chega nem perto do que Ladino significa.
Ranger não signigica guard florestal.
Tenha um bom dia.
Seu_Madrüga escreveu:Não é tão simples. (...) Se for para pensar simplesmente no mapa, metade da Inglaterra seria no Ocidente e metade seria no Oriente. Existe sim, embora você não queira reconhecer, uma dificuldade em se definir exatamente o que é o mundo ocidental.
) é no mínimo inocência. Esse fato é tão óbvio que não vi necessidade alguma de comentar. Justamente para não nos enfiarmos num embate filosófico sem sentido sobre o que é a "linha central da face da terrra".Nota-se sua dificuldade em entender o que eu disse: estamos dizendo a mesma coisa, só que eu aceito que a função, às vezes, equivalha ao nome da classe. Só.
Ah, depende, e muito. É claro que a função às vezes não corresponde com a classe (um guerreiro [classe] pode dizer por aí que é um defensor, um paladino, um guerreiro sagrado, um mártir, um samurai, um monge etc), mas muitas vezes sim

Foi uma maneira mais delicada de dizer, sem te ofender diretamente, que "nenhuma lingua se põe sem qualquer regra" é uma frase vazia e completamente óbvia.
Ninguém tem a obrigação de pronunciar perfeitamente palavras noutra língua (ou "pronunciar direito", como você disse).
Não existe isso de dizer que "can significa poder e pronto", visto que você mesmo lembrou de "estar apto", "saber fazer".
Eu não disse que acho ruim, só disse que se ilude quem pensa que tudo é 100% traduzível "e pronto".
Você mesmo deu o exemplo do ranger.
Só que não existe um correspondente exato em potuguês para cada palavra em inglês, é isso também que quero dizer. Ótimo, wizard é mago, mas aí temos witch (no masculino), sorcerer, mage, magus, enchanter, warlock...
Então, eu não usei isso para dar um poder de validação absoluto a tudo que eu disse, tanto que estou conversando e argumentando.
Vê-se bem que você não entendeu o que eu quis dizer por "mentalidade burguesa".
)Todos esses juízos são baseados em achismos. Você não apresentou argumentos concretos, bons exemplos, fontes ou coisa parecida, só professou um amontoado de opiniões baseadas em preconceitos lingüísticos (facilmente detectáveis por mim ou pelo Arcanix, por exemplo, que, afinal, estudamos a coisa a sério). Você não está disposto a ouvir argumentos, está refutando com absurdos. Essa discussão já está virando off (mas eu continuaria).
)você pode ter feito um psicólogo chorar, mas você tem de reconhecer que, se essa é a nossa área, se estamos estudando o assunto, temos mais que opinião a respeito das coisas, temos alguma experiência que pode ser válida.
mas existe mesmo essa tendência de se desprezar qualquer conhecimento em Humanas para comparação com qualquer coisa, como se não houvesse ciência ali

Não estou (e nem o Arcanix) usando isso como argumento, mas só que você agora resolveu tomar uma direção de se ofender, me acusar de generalizar o que você está falando e começar a alfinetar, sendo que até agora eu estava falando de fatos e citando exemplos. Metade desse seu último post é composta desse tipo de alfinetada que, sinceramente, já nos levou longe do assunto e não rendeu em nada.
Kasuya escreveu:Frescura. Vamos encarar os fatos: a lingua portuguesa é péssima para formular nomes compostos (e quanto mais auto-explicativo o nome tenta ser, pior ainda). Então pra quê tentar traduzir e adaptar?
Seu_Madruga escreveu:Isso é mentalidade de colono, cara. É meramente um problema de tradução, nada a ver com uma suposta superioridade da língua inglesa.
Kasuya escreveu:Ficaria um pouco estranho chamá-los de Warforged e ficar apelidando-os de "Forjados" ou de "Forged". O primeiro não ia condizer com o nome que não foi traduzido, o segundo iria perder parte do sentido por uma questão de nocão: é um pouco ridículo uma conversa em roleplay num jogo medieval usando termologia em inglês enquanto se fala em português. Dá um tom de gíria e isso mata completamente o clima medieval da interpretação
Seu_Madruga escreveu:Refresque minha memória. Quem foi que disse que: (...)
Então é louvável não traduzir "ranger" e "warlord" ao mesmo tempo em que é ridículo usar terminologia inglesa num jogo em português? Sério, decida-se.
)Ou você argumenta com um biólogo dizendo que aranhas e camarões são insetos, e quando ele diz que são outra coisa você responde "ah, você me entendeu"? Assim é fácil desconhecer alguma coisa e discutir.



Arcanix escreveu:agora veja que entre os pressupostos de tradução se encontra um que é chave: a tradição.
Arcanix escreveu:Enfim, traduzir um nome para indicar algo que a classe faz é um argumento válido. Agora, conservar para manter a sonoridade “imponente” é algo que, reafirmo, não importa. A não ser em casos como os que eu já citei acima. E a “grandiosidade” do som da palavra é algo totalmente desconsiderado para uma tradução de termos de RPG.
Dificuldade em traduzir e manter o sentido do som seria: “O rato roeu a roupa do rei de Roma”, onde os sucessivos “erres” lembram o barulho da roedura do rato.
Nos nomes Ranger ou Beholder isso acontece?





Melhor analogia do mundo, Madgie.Seu_Madrüga escreveu:Mas ainda continuo achando que não tem nada a ver, por exemplo, afirmar que "mulher" é o feminino de "homem". Não é bem assim.




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