Tradução de warforged?

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Tradução de warforged?

Mensagempor Lady Draconnasti em 05 Jan 2009, 10:57

Ow, meninos!

Se forem continuar discutindo isso, porque não abrem um tópico no off topic?
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Tradução de warforged?

Mensagempor arcanix.szat em 05 Jan 2009, 15:14

Kasuya escreveu: O ponto não é esse. Nunca disse que o português não serve para formar palavras compostas, estou dizendo que ela é ruim. Com o inglês forma-se palavras compostas mais facilmente, a maioria é compacta e rica de sentidos. É só ver o Warlord. Sete letras (menos que muitos nomes próprios comuns por aqui) foram o suficiente para definir um "Senhor da Guerra". Isso não acontece no sentido inverso. Quanto mais detalhado for o nome composto, mais difícil é para a lingua portuguesa mantê-la compacta, o que tira parte do efeito da palavra. Qual soa melhor: Warforged ou Forjado para a Guerra (ao pé da letra)? Pior! Qual soa melhor: Ranger ou Guarda-Florestal? (putz, não acredito que encontrei esse significado no dicionário. o.O).



Vamos definir uma coisa simples aqui, que vai terminar com boa parte do argumento: Esse é um tópico que discute a tradução de um nome para um manual de regras, não um tratado de poesia.

Portanto, a questão fônica, rítmica e tônica da palavra original pouco nos interessa nesse contexto. Seria diferente se, por acaso, o som da palavra estivesse intimamente ligado ao que ela quer significar, como é o caso de halfling (half of something), que foi traduzido inteligentemente para o espanhol como mediano ou de uma tradução de onomatopéias, algo como: Sou um mago espalhafatoso e gosto de usar magias com efeito sonoro de explosões, meu nome é "Cabum"!

Em uma tradução como a de Warforged o que importa mais é a questão do sentido. Beleza estética é algo relativo. Acredito que para o simples jogador de RPG, a “imponência e sonoridade” da palavra Ranger não fazem diferença alguma, desde que ele entenda que é um Patrulheiro, um guerreiro ou guarda de áreas florestais ou que pelo menos tenha poderes e habilidades ligados a isso.

Aliás, esse é um ponto interessante. Acho que falta aqui um conhecimento não só da língua estrangeira, como também da própria língua. Veja que ranger É guarda-florestal em inglês, no entanto, a palavra muda de sentido no universo de D&D. Se você perguntar para um americano/canadense/britânico/neozelandês e afins o que é um anão (dwarf) tenho absoluta certeza que a resposta imediata não será uma raça de gente que mora em cavernas, veste armaduras pesadas de mitral e geralmente utiliza machados de guerra, antes pelo contrário, definirão como alguém que sofre de uma doença conhecida – nanismo – que a impede de atingir a altura média para o lugar onde vive. Isso é tão risível que nem vou entrar em discussão, mas o que se deve perceber é que certos nomes em D&D têm um aspecto diferente da realidade lingüística do mundo “real”.

Kasuya escreveu: Não exatamente. Você fala de um fenômeno chamado prolixidade. Quando, em uma lingua latina, você não fala de forma prolixa, o entendimento é óbvio (como em qualquer outra lingua), mas é expresso em tamanho detalhe que nem sempre a pronúncia de uma palavra importa. No inglês temos palagras que, ao pronunciarmos de formas diferentes, resultam em outras palavras de sentidos completamente diferentes. E não estou falando de dois sentidos, estou falando de palavras que, pronunciadas de formas diferentes podem chegar a três ou mais sentidos completamente diferentes. Adicione isso às várias palavras "multiuso" que a lingua tem e está feita a confusão. Aliás, respondendo ao que você diz a seguir, é aí que mora a pobreza das palavras do inglês. O inglês é extremamente dependente da pronúncia, o que atrapalha o entendimento com a falta da pronúncia correta.


Isso não é exclusividade da língua inglesa. No português ocorre, e muito, esse tipo de distinção, a qual chamamos “traços distintivos”. Lógico que, pela questão de termos acentos na escrita, facilmente percebemos a diferença entre uma palavra e outra. Agora, veja as frases:

“Pegue os biscoitos que estão na forma de forma redonda.”

“Almoço todos os dias ao meio-dia. Porém, hoje, o almoço atrasou mais.”

“O partido que assumiu a sede do governo foi com sede atrás dos cargos na Prefeitura.”

Faz-se necessário também entender que em inglês as diferenças entre países são gritantes. Aliás, não só a diferença entre países, entre estados de um país já são bem evidentes. Para citar um exemplo só e não me estender, o refrão da música Smooth Criminal de Michael Jackson explora a diferença lingüística dos falantes de Indiana com o resto da costa atlântica americana: Annie are you ok? Are you ok, Annie?, onde o primeiro “you” saiu com um som semelhante a djíu, para causar um impacto interessante na música. O segundo “you” sai com o som “padrão” que ouvimos em inglês americano.

(Encerro o off)

Madruga escreveu: Ah, depende, e muito. É claro que a função às vezes não corresponde com a classe (um guerreiro [classe] pode dizer por aí que é um defensor, um paladino, um guerreiro sagrado, um mártir, um samurai, um monge etc), mas muitas vezes sim; o cara estudou magia e se chama de mago e tem a classe mago. Qual o problema? Ou ele foi ordenado paladino da ordem de alguma coisa (muitos cenários abraçam essas denominações).


Lembrando que isso é bastante comum nos romances de D&D.

Madruga escreveu: Gostei do ponto, mas discordo um pouco aí. O público de D&D tem bagagem suficiente para saber o que é ranger, por exemplo, assim como beholder (razão pela qual eu duvido que traduzirão esse nome, mesmo sendo uma palavra ao invés de nome próprio, como Gnoll).


Isso se considerarmos os velhos jogadores, mas e os novos? Será que ranger é assim tão comum para pessoas que não conhecem D&D, assim como o são samurai ou ninja?

Ouvi dizer, mas não tenho fontes para confirmar, que beholder não é traduzido em lugar algum, pois é um nome exclusivo da criatura e, por leis nos EUA, um nome assim pode ser patenteado como marca de produto. Seria o mesmo que ocorre com Star Wars, por exemplo. É estranho alguém poder patentear uma palavra (ou conjunto delas), mas isso é possível nos EUA.
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Tradução de warforged?

Mensagempor Kasuya em 06 Jan 2009, 00:25

Então, hemisfério esquerdo do ponto de vista eurocêntrico é muito vago. Estou pedindo uma informação precisa.


Cara, na boa. Quando tu perguntou o que era "ocidente" eu achava que você estava brincando.

É muito simples. Pegue um mapa mundi planificado. A Europa está no centro, percebe? (aliás, esse é o chamado "eurocentrismo") Feito isso, é fácil ter entendimento de onde está mais ou menos o "centro do mundo". É isso. Tudo que está à esquerda dessa "linha imaginária" é ocidente. Tudo que está à direita é oritente. Não te ensinaram isso na Escola? :blink:

(Obs: é por isso que ouve-se falar em termos como "Europa Oriental" e "Europa Ocidental", uma vez que esse seria o continente central do mundo, é natural que ele esteja tanto no Oriente quanto no Ocidente.)

Não adianta citar uma fonte fantasma para validar um argumento. Se você não sabe de onde veio a informação e nem a área que ela cobriu, melhor não citar.


Ok. Da proxima vez eu vou lembrar de postar o link para a fonte e tudo o mais. Já está com o tempo que eu vi isso e não lembro ao certo onde realmente eu vi essa informação (o mal da quantidade maior de informação é que você continua não sendo capaz de absorver além de um certo limite, tendendo a pegar as coisas "por partes"). Não vou retirar o que eu disse porque eu tenho ciência do que eu vi, mas não tiro a sua razão de discordar da veracidade da informação por falta de fontes. Falha minha. Sem problemas. ^^

Ah, depende, e muito. É claro que a função às vezes não corresponde com a classe (um guerreiro [classe] pode dizer por aí que é um defensor, um paladino, um guerreiro sagrado, um mártir, um samurai, um monge etc), mas muitas vezes sim; o cara estudou magia e se chama de mago e tem a classe mago. Qual o problema? Ou ele foi ordenado paladino da ordem de alguma coisa (muitos cenários abraçam essas denominações).


Note-se facilmente uma dificuldade sua de ver quando se fala de forma metajogo ou de forma roleplay. Veja bem. Imagine você, em pleno cenário medieval e vê uma coisa inacreditável que nunca tinha presenciado antes: um homem conjurando uma magia. Qual a primeira coisa que você vai pensar? "Nossa, um mago (ou feiticeiro, sendo este geralmente colocado para definir um "conjurador malígno")"! Você não vai ficar imaginando se a magia dele é arcana ou divina, se ele é um mago ou bardo ou feiticeiro ou druida ou clérigo ou paladino ou ranger. Nem tampouco analisar pela forma como ele se veste (ex: "Ah, ele usa uma armadura pesada e está conjurando uma magia, deve ser um clérigo"). Esse conceito metajogo não existe dentro do cenário de campanha.

Ou seja, um mago não vai exatamente se dizer mago por ele ser mago, mas por ele ser "um cara que estuda magias" e isso não é a mesma coisa. É mais fácil de ver no caso de nomes mais exóticos como ranger ou warlord (ou senhor da guerra, se preferir). Ele não vai dizer "Eu sou um ranger", muito menos "eu sou um guarda-florestal". Provavelmente ele vai se entitular apenas um "guerreiro" um "guardião da floresta" ou coisa similar.

Ou seja, no mundo de campanha, os personagens se referem à função do personagem, não à classe de jogo. Dificilmente você lerá um livro em que alguém chama fulano de "ladino", mas seria mais fácil vê-lo sendo chamado de "ladrão" ou "gatuno", ou apenas "jovem aventureiro".

Resumindo (e retomando ao assunto original do tópico). Não há necessáriamente, problema em manter o nome Warlord ou Warforged no original no livro de regras. Simplesmente porque no jogo ninguém vai chamar o outro de "senhor da guerra", onde essa terminologia em inglês misturada com a lingua portuguesa daria um clima "globalizado" ao modo de falar em jogo, matando completamente o clima medieval do jogo.

Porém, falar "Meu personagem será um Warlord"! Em nada vai quebrar o clima medieval do jogo (pelo menos não com a fala), pois os jogadores vão manter seus próprios maneirismos em OFF independente do tipo de jogo jogado. Em ON, a coisa será diferente (ou pelo menos espéra-se que fosse). Seria simplesmente terrível para o clima medieval ver um paladino falando algo como: "Você quer derrubar a gloriosa estátua do deus da justiça? 'Whatever', tu vai morrer tentando, 'mano'!"

Esse é meu ponto.

Vê-se bem que você não entendeu o que eu quis dizer por "mentalidade burguesa".


Então explique seu ponto. :sobrancelha:

E cadê o erro na frase que eu citei? Aquelas aspas significam que escrevi igual você, só. Saia da defensiva, não fiz para atingir.


Cara, estou falando da palavra destacada no "por incrível que pareça". O destaque foi obviamente para chamar atenção para o erro de dígito que eu fiz. O que foi algo até engraçado de sua parte, na minha opinião. Eu costumo associar "críticas" ao modo como outro escreve como uma forma de desviar o foco da discussão. Uma forma de desmoralizar a "contraparte" para tirar sua credibilidade.

Eu já vi, e muito. Tem muita gente (alunos meus, inclusive) que acham que é necessário ter algum tipo de sotaque para mostrar que você é estrangeiro ao invés de imitar a pronúncia nativa (o que uns consideram desonroso). É feio, difícil de acreditar, mas é verdade.


Puxa vida! Imagino como eles devem adorar ouvir um estrangeiro tentando falar português. Eles devem ficar imaginando como eles têm "personalidade". XD

Sério, eu sabia que tinha doido pra tudo, mas assim já é brincadeira.

Então, eu faço Letras e dou aula de português e inglês. Obrigado pela informação.


Hey, cara. Sem inflar o ego, sim? O último psicólogo que inflou o peito pra dizer que era formado em psicologia ao discutir psicologia comigo terminou a discussão me xingando e tentando achar algum "padrão" na minha personalidade para usar contra mim e me ofender. E você sabe o que isso significa numa discussão não sabe? Acabam-se os argumentos, parte-se para a ignorância. :tsc:

Não estou com isso querendo dizer que eu vou "te superar" nas argumentações ou que sei mais que você acerca do assunto. Estou repetindo com outras palavras o que um professor meu disse: "A profissão de professor é injusta. Você deveria ensinar aos alunos, mas quem acaba aprendendo mesmo é o professor, não o aluno, que absorve apenas uma parcela do montante de conhecimento que o professor absorveu durante o curso". Uma ironia, é verdade, mas tem seu fundo de verdade. ;)

O público de D&D tem bagagem suficiente para saber o que é ranger


Concordo. E não tem essa de "ah, mas os iniciantes, não". Eu já fui iniciante e não tive o menor problema com a palavra. Achei mais fácil que se usasse "caçador" ou "patrulheiro". Palavras como essa têm conotações que servem à classe, mas também tem outros cunhos interpretativos. "Ranger" é só ranger, do ponto de vista fantasia medieval. Talvez usando a palavra Gardião (a "classe" de Aragorn em que Ranger foi totalmente inspirado) pudesse ser aceitável, porém a confusão de sentidos ficaria terrível para um iniciante.

Esse argumento vale para os dois lados. Sinceramente, se você mesmo diz que o inglês tem palavras menores (o que sabemos ser verdade), isso fatalmente acontecerá. Fazer o quê? Agora, podemos procurar palavras pequenas em português com traduções grandes. Isso é um exercício de dicionarística, não é argumento.


Cara, lembre bem sobre QUAL aspécto da lingua estamos falando. Estamos falando de palavras compostas. É claro que existem palavras portuguesas que traduzidas para o inglês ficam maiores (algumas se tornam várias palavras seguidas, quase uma frase), mas não no caso das palavras compostas. O inglês funciona melhor com elas e o português não. Da mesma forma, temos coisas que o português funciona melhor, como o caso (já citado) do "Gosto" que em inglês se torna uma frase de três palavras: "I like it".

Ou seja, o argumento mora nas palavras compostas. Não pense que eu estou generalizando. Ou você conhece exemplos de palavras compostas que ficam melhores em português que em inglês?
Claro, antes que você pense mais uma vez que eu estou generalizando, NÃO estou dizendo que TODA palavra composta é ruim e longa. Algumas soam até de forma excelente. Como o caso do sobrenome do anão dos romances de Dragonlance: Forjardente. Realmente excelente para um anão. Não fica atrás do original nem de longe.

Isso é uma ilusão. Praticamente não existe tradução 100% condizente com a palavra original, isso é falácia pura. Mesmo palavras mais simples não contém todos os sentidos em se comparando duas ou mais línguas. Valia abrir um tópico para tentar explicar isso.


Uma palavra numa frase, você quer dizer. Por exemplo. O verbo "can" sempre será o verbo "poder". Não há meio-termo. Se eu digo I can, estou querendo dizer "eu posso". Porém, no comtexto de uma frase, o verbo can pode significar "be able" ou "saber fazer". Mas aí não é a palavra que está sendo traduzida, mas a frase.

Wizard é mago. Não há qualquer erro aqui ou perca de sentido. Agora de Ranger para patrulheiro, temos sim perca de sentido no contexto fantasia medieval criado pelo sistema D&D. E você pode não achar, mas isso é ruim sim.

Tudo tende a um certo equilíbrio.


Concordo plenamente com isso. O seu problema é que, para um cara que se diz professor de português, não está conseguindo entender sob que contexto eu estou falando. Talvez por não estar lendo com atenção. Não há generalizações. Até agora, boa parte das suas contra-argumentações que eu venho respondendo partem do pressuposto que eu estou generalizando, quando na verdade tudo que eu estou falando é que o português leva desvantagem para o inglês no quesito palavras compostas. O equlíbrio está em, à medida que o português tem suas desvantagens perante o inglês e outras linguas, ele também tem suas vantagens e duvido que um dia alguém irá chegar à conclusão de que a lingua X tem mais vantagens em comparação com as desvantagens em relação às outas e, portanto, é uma lingua superior.

Você está misturando as coisas. TODAS as línguas são complexas e repletas de detalhes; novamente, como eu disse, isso decorre de um certo desconhecimento de outros idiomas e do funcionamento deles. É possível pegar um inglês "cheio de erros" e entender, por que não?


Não. Você é quem está misturando as coisas. Todas as linguas têm suas complexidades, mas o inglês não é detalhista em sua composição oracional como o português. O inglês, como já foi dito, é uma lingua prática e tende a ser rápida no modo de falar, sendo predominantemente abrangido por frases e palavras pequenas. Devido a isso, ela nessecita de uma pronúncia mais adequada para haver um melhor entendimento (leia-se PRONÚNCIA, não escrita). Isso é facilmente notado nos maneirismos e gírias comuns dos EUA. A escrita é completamente diferente da norma culta, mas a pronúncia é incrivelmente similar. Exemplo de palavras de maneirismos: luv = love, u = you, gotcha = got you, etc.... Note que a diferença de escrita é gritante, mas a pronúncia, se não é a mesma é muito similar.

Ou seja, sim, é possível ler um inglês "cheio de erros". Mas pronuncie o inglês escrito erroneamente. Você vai sentir a similaridade das pronúncias das palavras com a pronúncia das palavras cultas.

Em primeiro lugar, não é questão de tom; se fosse para chegar perto, falar-se-ia em abertura de vogal, mas é uma outra pronúncia. A sutileza também não é tanta assim.


Hey, até alguns minutos antes de ler esse seu post eu não estava falando com um professor de inglês, certo? :) Agora vamos bancar o especialista crescidinho e parar de querer esfregar na cara dos outros que é um estudioso na área e encarar o fato de que você entendeu o que eu quis dizer com "tom".

Ah, sobre a sutileza, ela pode não ser tanta aos seus ouvidos, mas, lembre-se: ainda HÁ sutileza e ela não é tão fácil de se notar ao ouvido de um leigo. Eu já vi isso com meus próprios olhos. Um professor colocando num CD um britânico falando "can" e "can't" e um americano também falando o mesmo e alunos não conseguirem definir se era positivo ou negativo., ou fazendo isso com dificuldade, ora acertando, ora errando. É óbvio que, com um pouco de prática essa diferença deixa de ser tão sutil, mas a sutileza ocorre. Mas, que seja. O exemplo foi só pra dar uma idéia da grande necessidade que o inglês tem de uma pronúncia decente. Você, na condição de professor de inglês deve saber melhor do que eu. Então não tenho mais motivos para prosseguir com esse tópico de discussão.

Agora, sério. Todos esses juízos são baseados em achismos.


Não, não. Pelo visto, você é quem está com um problema de entendimento com o que eu estou dizendo. Não estou dizendo isso para te ofender, mas tipo, na boa, a maioria das coisas que você vem argumentando é partindo do pressuposto que eu falei coisas que eu tecnicamente não falei. Não há generalizações e você tratou meus argumentos como tal. Além disso, ao que você deu a entender com esse último post, está também partindo do pressuposto que eu sou um leigo que nada tem acrescentar ao seus conhecimentos na área em que você é especialista. Note bem que, em nenhum momento eu me preocupei em dizer o que "eu sou" e que "autoridade" eu tenho sobre o assunto e costumo ver quem faz isso como uma mera pobreza de espírito, uma tentativa de "ganhar" uma discussão pela a intimidação. Como se eu fosse pensar "oh! ele é professor de português e inglês, então eu devo estar falando merda e o que ele está falando deve está corretíssimo". Já presenciei muitos casos em que o suposto "leigo" deu uma "surra" de conhecimento na área em que a contraparte era (ou deveria ser) "especialista" e isso me motiva a, em vez de aceitar o que você diz "por ser especialista da área", procurar chegar a um consenso nessa discussão com base em argumentações que comprovem o(s) ponto(s) de vista. Dizer "eu sou professor de português" ou "eu estudei a fundo sobre o assunto e você não" com certeza não é um argumento. Já vi professores de português que não sabiam certos aspectos da lingua que eu considerava ridículamente óbvio e eu precisei de um outro professor (indiscutivelmente mais versado na lingua) para provar que eu estou certo porque supostamente "um aluno não poderia saber mais que um professor".

você é homem ou mulher?


Homem. O nick, Kasuya, é um nome próprio masculino, se você não sabia. :)
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Tradução de warforged?

Mensagempor Kasuya em 06 Jan 2009, 01:22

Desculpem o post duplo. Mas achei melhor fazer assim, para não ficar tãaaaao longo assim o post, dividindo um post colossal em dois, um destinado a cada um dos argumentadores. :)

Vamos definir uma coisa simples aqui, que vai terminar com boa parte do argumento: Esse é um tópico que discute a tradução de um nome para um manual de regras, não um tratado de poesia.

Portanto, a questão fônica, rítmica e tônica da palavra original pouco nos interessa nesse contexto.


Engraçado você dizer isso, pois isso nos leva à segunte questão: se a sonoridade e o impacto da palavra nao importa, por que raios então eles não traduzem logo ao pé da letra o nome das classes?

Que tal Fighter (guerreiro) virar "Lutador"? Ou Rogue (ladino) virar "Arruaceiro"? E, claro, Ranger ficaria excelente como "Guarda-Florestal".

Você pode muito bem argumentar que tem que levar em conta também o contexto sobre o qual se refere a palavra e por isso essas não seriam as traduções adequadas. Porém, no seu mesmo argumento do anão que, tirando o cunho fantasia medieval, qualquer pessoa pensaria em um ser humano que sofre de nanismo, temos a falha nesse tipo de argumentação. Oras. Anão é uma palavra usada para algo diferente. Mas, mesmo assim, o termo serviu bem ao sentido "fantasia medieval" sem qualquer problema. Então, partindo desse ponto de vista, não teria sentido adaptar certos nomes sobre esse ponto de vista se não pela sonoridade e até, ouso dizer por se tratar de um jogo de fantasia medieval, pelo cunho poético da palavra. Com certeza Guerreiro é muito mais sonoro (e poético até) que "lutador". O mesmo vale para ladino em relação a "arruaceiro". O problema, é que não existe essa palavra "sonora e poética" para o ranger em português, infelizmente.

Conclusão. SIM, a sonoridade da palavra traduzida importa. Aliás, procure as discussões sobre que termos usar nas traduções do D&D 4.0 em qualquer forum (inclusive esse). Fatalmente você vai encontrar os jogadores comentando sobre "essa" ou "aquela" tradução soar melhor. Estranho? Não. Nem um pouco.

Faz-se necessário também entender que em inglês as diferenças entre países são gritantes. Aliás, não só a diferença entre países, entre estados de um país já são bem evidentes.


Houve uma falha de entendimento aqui. Eu não disse em nenhum momento que o inglês é um só. Qualquer lingua tem seus maneirismos nativos. O inglês americano tem diferenças do inglês britânico, bem como de outros países cuja lingua padrão é o inglês. O que eu estou dizendo é: o inglês depende mais que o português da pronúncia correta das palavras para haver um entendimento eficaz da lingua falada. Simplesmente.

É estranho alguém poder patentear uma palavra (ou conjunto delas), mas isso é possível nos EUA.


Francamente? Acho uma boa idéia. Simplesmente porque eu concordo com o fato de que existem palavras (ou termos) que, se traduzidas(os), pode perder grande parte dos significado e sonoridade (ou até completamente, em casos extremos). Concordo que Star Wars foi pura frescura do George Lucas. Mas e Beholder? Tente traduzir essa palavra de modo a ficar bom e sonoro como a original. Tarefinha difícil, não? :)
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Tradução de warforged?

Mensagempor Madrüga em 06 Jan 2009, 01:47

Kasuya escreveu:É muito simples. Pegue um mapa mundi planificado. A Europa está no centro, percebe?


Não é tão simples. O artigo da Wikipedia a respeito do assunto, por exemplo; dê uma olhada. Se for para pensar simplesmente no mapa, metade da Inglaterra seria no Ocidente e metade seria no Oriente. Existe sim, embora você não queira reconhecer, uma dificuldade em se definir exatamente o que é o mundo ocidental. O que eu perguntei foi simplesmente que posição a suposta pesquisa tomava acerca de "mundo ocidental", que regiões considerava.

Não dá para levar a sério sua "aula" sobre o que é oriente e ocidente sob esse ponto de vista. Se fosse assim, mais da metade da Europa seria considerada oriente, coisa que ninguém pensaria em dizer sobre o berço da civilização e cultura ocidentais. É o que eu disse: falta de conhecimento no assunto.

SPOILER: EXIBIR
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Kasuya escreveu:Ou seja, no mundo de campanha, os personagens se referem à função do personagem, não à classe de jogo.


Nota-se sua dificuldade em entender o que eu disse: estamos dizendo a mesma coisa, só que eu aceito que a função, às vezes, equivalha ao nome da classe. Só.

Kasuya escreveu:Hey, cara. Sem inflar o ego, sim?


Foi uma maneira mais delicada de dizer, sem te ofender diretamente, que "nenhuma lingua se põe sem qualquer regra" é uma frase vazia e completamente óbvia.

Kasuya escreveu:Ou seja, o argumento mora nas palavras compostas. Não pense que eu estou generalizando. Ou você conhece exemplos de palavras compostas que ficam melhores em português que em inglês?
Claro, antes que você pense mais uma vez que eu estou generalizando, NÃO estou dizendo que TODA palavra composta é ruim e longa. Algumas soam até de forma excelente. Como o caso do sobrenome do anão dos romances de Dragonlance: Forjardente. Realmente excelente para um anão. Não fica atrás do original nem de longe.


Até aí, você tem razão. Por mais que tentemos, soa alienígena "forjardente".

Kasuya escreveu:Uma palavra numa frase, você quer dizer. Por exemplo. O verbo "can" sempre será o verbo "poder". Não há meio-termo. Se eu digo I can, estou querendo dizer "eu posso". Porém, no comtexto de uma frase, o verbo can pode significar "be able" ou "saber fazer". Mas aí não é a palavra que está sendo traduzida, mas a frase.

Wizard é mago. Não há qualquer erro aqui ou perca de sentido. Agora de Ranger para patrulheiro, temos sim perca de sentido no contexto fantasia medieval criado pelo sistema D&D. E você pode não achar, mas isso é ruim sim.


Você disse tudo nesse primeiro parágrafo e não se entendeu: a palavra só pode ser pensada a partir de um contexto; como você mesmo disse, numa frase. Não existe isso de dizer que "can significa poder e pronto", visto que você mesmo lembrou de "estar apto", "saber fazer".

Eu não disse que acho ruim, só disse que se ilude quem pensa que tudo é 100% traduzível "e pronto". Você mesmo deu o exemplo do ranger. Só que não existe um correspondente exato em potuguês para cada palavra em inglês, é isso também que quero dizer. Ótimo, wizard é mago, mas aí temos witch (no masculino), sorcerer, mage, magus, enchanter, warlock... e não tem um correspondente exato e diferente para cada uma dessas palavras (inclusive mage parece mais "mago" que wizard), e muitas são neologismos bem-sacados por parte das editoras.

Kasuya escreveu:Hey, até alguns minutos antes de ler esse seu post eu não estava falando com um professor de inglês, certo? Agora vamos bancar o especialista crescidinho e parar de querer esfregar na cara dos outros que é um estudioso na área e encarar o fato de que você entendeu o que eu quis dizer com "tom".


Parou de chorar?

Então, eu não usei isso para dar um poder de validação absoluto a tudo que eu disse, tanto que estou conversando e argumentando. Não estou me valendo dessa "condição" para menosprezar o que você está dizendo, só estou tentando mostrar (e aí o Arcanix pode atestar) que muitas dessas questões são carne-de-vaca quando você é obrigado a estudá-las. Não veja isso como inflação de ego ou diminuição de interlocutor; é muito simples: você pode ter feito um psicólogo chorar, mas você tem de reconhecer que, se essa é a nossa área, se estamos estudando o assunto, temos mais que opinião a respeito das coisas, temos alguma experiência que pode ser válida. Não é como se você estivesse debatendo o assunto com alguém de outra área, mas existe mesmo essa tendência de se desprezar qualquer conhecimento em Humanas para comparação com qualquer coisa, como se não houvesse ciência ali (afinal, eu faço a faculdade de onde você sai sem nome de profissão; não é como ser engenheiro ou arquiteto ou médico, é só ser "bacharel em Letras", o que não parece dizer p* nenhuma).

Não estou (e nem o Arcanix) usando isso como argumento, mas só que você agora resolveu tomar uma direção de se ofender, me acusar de generalizar o que você está falando e começar a alfinetar, sendo que até agora eu estava falando de fatos e citando exemplos. Metade desse seu último post é composta desse tipo de alfinetada que, sinceramente, já nos levou longe do assunto e não rendeu em nada.

E sinceramente? Você poderia estar falando de outra coisa, ou até poderia ter se enganado. Terminologia errada é terminologia errada. Tom é outra coisa, por exemplo. Ou você argumenta com um biólogo dizendo que aranhas e camarões são insetos, e quando ele diz que são outra coisa você responde "ah, você me entendeu"? Assim é fácil desconhecer alguma coisa e discutir.
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Tradução de warforged?

Mensagempor AKImeru em 06 Jan 2009, 01:59

Que tal Fighter (guerreiro) virar "Lutador"? Ou Rogue (ladino) virar "Arruaceiro"? E, claro, Ranger ficaria excelente como "Guarda-Florestal".


"Lutador" é a tradução correta para guerreiro.

"Arruaceiro" não chega nem perto do que Ladino significa.

Ranger não signigica guard florestal.


Tenha um bom dia.
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Tradução de warforged?

Mensagempor arcanix.szat em 06 Jan 2009, 18:46

Kasuya escreveu: Note-se facilmente uma dificuldade sua de ver quando se fala de forma metajogo ou de forma roleplay. Veja bem. Imagine você, em pleno cenário medieval e vê uma coisa inacreditável que nunca tinha presenciado antes: um homem conjurando uma magia. Qual a primeira coisa que você vai pensar? "Nossa, um mago (ou feiticeiro, sendo este geralmente colocado para definir um "conjurador malígno")"! Você não vai ficar imaginando se a magia dele é arcana ou divina, se ele é um mago ou bardo ou feiticeiro ou druida ou clérigo ou paladino ou ranger. Nem tampouco analisar pela forma como ele se veste (ex: "Ah, ele usa uma armadura pesada e está conjurando uma magia, deve ser um clérigo"). Esse conceito metajogo não existe dentro do cenário de campanha.


Existe. Recentemente discutindo no chat da spell, lembrei da série Avatar (romances que tratam do Tempo das Perturbações em Forgotten Realms), onde os personagens vez por outra se comunicam como Guerreiro, Maga e até Clérigo de Sune.
Bom , isso quebra com seu argumento de que esses nomes não precisariam de tradução pelo motivo do metajogo.

Kasuya escreveu: Concordo. E não tem essa de "ah, mas os iniciantes, não". Eu já fui iniciante e não tive o menor problema com a palavra.


Isso é sua opinião. Respeito, porém, não concordo. Falo isso porque já tive vários grupos de jogo e sempre encontro algumas dificuldades. Quando comecei a jogar rpg, a cada vez que experimentava novos sistemas, sempre ficavam dúvidas sobre o que era tal e tal coisa por falta de referência, principalmente em livros que já estavam na 3ª ou 4ª edição. Se pudéssemos observar um grupo que nunca jogou RPG e se reúne para jogar D&D pela primeira vez, não acho que ranger seja uma coisa tão normal.

Kasuya escreveu: Engraçado você dizer isso, pois isso nos leva à segunte questão: se a sonoridade e o impacto da palavra nao importa, por que raios então eles não traduzem logo ao pé da letra o nome das classes?

Que tal Fighter (guerreiro) virar "Lutador"? Ou Rogue (ladino) virar "Arruaceiro"? E, claro, Ranger ficaria excelente como "Guarda-Florestal".


Essas são traduções possíveis, agora veja que entre os pressupostos de tradução se encontra um que é chave: a tradição.

A Devir não modificou o nome das classes simplesmente porque virou tradição ficar assim, desde a primeira edição do jogo, que não era conhecida por seus méritos em boa tradução. Porém, todos já estavam acostumados e fica difícil mexer nisso. Existem vários exemplos em livros de romance ou ficção onde isso acontece.

Você até poderia argumentar que uma tradução fosse feita, no caso de D&D, pelo sentido do que a classe faz. O Rogue (que é traduzido como Arruaceiro apenas em Ragnarok Online até onde eu saiba) foi bem traduzido como ladino, no sentido que essa palavra não representa apenas alguém que rouba (como era o Ladrão de Ad&d), mas sim alguém esperto, furtivo, ou, em outra instância, patife, vagabundo. Assim Ladino é um nome mais neutro do que Ladrão ou Patife e se refere mesmo ao leque de possibilidades que a classe oferece.

Temos outra tradução para Rogue, que é “Vampira” em X-Man, onde o nome foi traduzido pelo poder da personagem.

Enfim, [b]traduzir[b] um nome para indicar algo que a classe faz é um argumento válido. Agora, conservar para manter a sonoridade “imponente” é algo que, reafirmo, não importa. A não ser em casos como os que eu já citei acima. E a “grandiosidade” do som da palavra é algo totalmente desconsiderado para uma tradução de termos de RPG

Kasuya escreveu: Conclusão. SIM, a sonoridade da palavra traduzida importa. Aliás, procure as discussões sobre que termos usar nas traduções do D&D 4.0 em qualquer forum (inclusive esse). Fatalmente você vai encontrar os jogadores comentando sobre "essa" ou "aquela" tradução soar melhor. Estranho? Não. Nem um pouco.


Primeiro que esse “soar” melhor vem de gente que em geral não precisa das traduções. Segundo que os fóruns na internet não representam a maioria dos jogadores de RPG. Terceiro: discussões sobre o “som” da palavra pouco acrescentam, neste contexto, à solução do problema maior que é a real significação da palavra. Quarto e último: reafirmando o que o Madruga disse, acredito que esses problemas deveriam primeiro considerar a opinião de especialistas no assunto, assim como um engenheiro dificilmente vai ser o primeiro a ser escutado com respeito a leis sobre a conservação de reservas indígenas.

Kasuya escreveu: O que eu estou dizendo é: o inglês depende mais que o português da pronúncia correta das palavras para haver um entendimento eficaz da lingua falada. Simplesmente.


Não vou me aprofundar, mas você está equivocado. Todas as línguas necessitam, em mesma quantidade, um apurado sendo distintivo e boa pronúncia. Do contrário, os falantes não se entenderiam. Já que estamos falando em eurocentrismo, vamos falar também em antropocentrismo, que é julgar a cultura dos outros pela nossa. Entendo que você fale sobre a sutileza do verbo to can em inglês, porque é necessário ter um ouvido treinado em perceber sons curtos e rápidos. O contrário também ocorre. Os nativos de língua inglesa têm dificuldade de ouvir sons longos e, principalmente, nasalações. Recorrendo a um exemplo do chat da Spell, é dificílima a percepção para eles entre as frases:

Cê tá aqui comigo? Senta aqui comigo?

O que difere principalmente aí é a nasalação. Em alguns estados, como o RS onde eu moro, a pronúncia do “e” vai ser mais acentuada e pausada, porém, isso não é um padrão no Brasil. De forma que o português também depende, e muito, de uma boa pronúncia.

Kasuya escreveu: Francamente? Acho uma boa idéia. Simplesmente porque eu concordo com o fato de que existem palavras (ou termos) que, se traduzidas(os), pode perder grande parte dos significado e sonoridade (ou até completamente, em casos extremos). Concordo que Star Wars foi pura frescura do George Lucas. Mas e Beholder? Tente traduzir essa palavra de modo a ficar bom e sonoro como a original. Tarefinha difícil, não?


Já disse, a sonoridade em termos técnicos como esse livro não faz diferença em uma tradução. Diferente seria em uma poesia, por exemplo. Sobre beholder (sei que vou perder minha cabeça aqui no fórum), mas no cenário Tormenta, na cidade de Triumphuns, cujos habitantes sempre ressuscitam após a morte, existe, em seu subterrâneo, um labirinto cheio de beholders, que, por força das leis autorais, tiveram que ser denominados de Observadores. Que diferença faz a sonoridade aí se o significado permanece? Alguém teria a cabeça completamente balançada por entender que Observador refere-se a uma esfera flutuante de dez olhos? Francamente...


Dificuldade em traduzir e manter o sentido do som seria: “O rato roeu a roupa do rei de Roma”, onde os sucessivos “erres” lembram o barulho da roedura do rato.

Nos nomes Ranger ou Beholder isso acontece?


Oda Nobunaga escreveu: "Lutador" é a tradução correta para guerreiro.

"Arruaceiro" não chega nem perto do que Ladino significa.

Ranger não signigica guard florestal.


Tenha um bom dia.


Foi o que eu falei por “tradição”. E acredito que ele falava com respeito à tradução nos dicionários.

Do Babylon = Ranger: guarda florestal; policial; observador


(desculpem o edit, mas o post saiu com erros)
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Tradução de warforged?

Mensagempor Kasuya em 08 Jan 2009, 17:38

Seu_Madrüga escreveu:Não é tão simples. (...) Se for para pensar simplesmente no mapa, metade da Inglaterra seria no Ocidente e metade seria no Oriente. Existe sim, embora você não queira reconhecer, uma dificuldade em se definir exatamente o que é o mundo ocidental.


Sim, é bem simples. O Ocidente e Oriente são , por definição oeste e leste global, onde o sol se põe e onde o sol nasce, respectivamente. Não há qualquer erro aqui. As divergências quanto à "real" linha divisória entre leste e oeste se deve às questões culturais, pois, alguns países mais à direita que à esquerda, têm a cultura predominantemente ocidental. Esse é o mesmo motivo que faz com que as faixas de fuso horário não sejam perfeitas linhas retas divisórias, já que a terra gira seguindo um eixo preciso e com velocidade uniforme. Mesmo assim, toda a China, por exemplo, se mantém em um ÚNICO fuso-horário mesmo ela tendo tamanho suficiente para abranger pelo menos uns 4 ou 5 fusos. Questão "cultural". Simplesmente o "imperador", digamos assim, não quer que o país seja subdividido em vários fusos.

O seu ponto de discurso que diz que existem vários pontos de vista para se analisar antes de determinar o "Ocidente", nada tem a ver com a definição da palavra. Tem a ver apenas com as divisões políticas criadas. E, francamente, discutir sobre isso só vai servir para gerar mais um longo Off-Topic totalmente improdutivo. A minha intenção foi só falar a definição de forma prática e direta. Achar que iriam desenhar uma linha exatamente no meio da face do mundo (aliás, onde, por favor, fica o centro da face de uma esfera? :) ) é no mínimo inocência. Esse fato é tão óbvio que não vi necessidade alguma de comentar. Justamente para não nos enfiarmos num embate filosófico sem sentido sobre o que é a "linha central da face da terrra".

Nota-se sua dificuldade em entender o que eu disse: estamos dizendo a mesma coisa, só que eu aceito que a função, às vezes, equivalha ao nome da classe. Só.


Entenda: o nome pode ser igual à função, claro, mas não vai haver um pensamento metajogo quando um mago, em plena sessão dizer "eu sou um mago!" ou "eu sou um feiticeiro" (porque, enfim, esses são dois nomes dados genericamente a quase qualquer conjurador em histórias de fantasia). Agora, com certeza vai haver quando um Warlord disser "eu sou um senhor da guerra".

Acontece que, se você não lembra, você generaliza ou fala afirmativas contraditórias como:

Ah, depende, e muito. É claro que a função às vezes não corresponde com a classe (um guerreiro [classe] pode dizer por aí que é um defensor, um paladino, um guerreiro sagrado, um mártir, um samurai, um monge etc), mas muitas vezes sim


Você diz que está falando o mesmo que eu, mas está dizendo que a coincidência metajogo/nome de função acontece na maioria das vezes. Não é verdade. Um personagem pertencente à classe Bárbaro pode sim se intitular por aí como um bárbaro. Mas pode ser apenas um guerreiro poderoso ágil e institivo que não se sente confortável com armaduras pesadas, sendo, na verdade, um cavaleiro membro das forças militares de um reino qualquer. Ou poderia se intitular como um andarílho sem qualquer relação com a barbárie e similares. Ou seja, o leque de possibilidades é muito maior do que se denominar apenas com o nome da sua classe. Não esqueçamos também do guerreiro que se intitula um ladrão (um clichê quase clássico, especialmente depois de Holy Avenger, em que o personagem principal pertencia justamente a esse esteriótipo).

Resumindo. Ao contrário do que você pensa, não estamos dizendo a mesma coisa. Eu estou dizendo que a função é independente da classe de jogo do personagem e ele não vai (ou não deveria) se intitular como da classe, salvas certas coincidências. Aliás, perceba como, só com esse detalhe, o personagem fica mais rico.
Um guerreiro que se intitula um cavaleiro das terras de Monrah é bem mais interessante que um guerreiro que se intitula um guerreiro. E isso vale para magos e feiticeiros. Imagine a surpresa dos jogadores ao perceberem que o NPC, membro da ordem dos magos, conjurou uma magia sem prepará-la ou conjurou uma magia de cura, para falar de exemplos básicos.

Faz-se maravilhas com o clima do jogo quando se separa bem o pensamento metajogo do pensamento roleplay. :)

Foi uma maneira mais delicada de dizer, sem te ofender diretamente, que "nenhuma lingua se põe sem qualquer regra" é uma frase vazia e completamente óbvia.


Cara, no contexto em que eu disse isso, não era algo tão óbvio assim, uma vez que você estava dizendo que ninguém tem obrigação de falar uma lingua extrangeira perfeitamente.
Ninguém tem a obrigação de pronunciar perfeitamente palavras noutra língua (ou "pronunciar direito", como você disse).

É óbvio que eu tinha que te lembrar que toda lingua tem regras e, obviamente, ninguém sai falando qualquer lingua de qualquer jeito, pronunciando tudo do jeito que quer e pronto. É meio estranho ler um texto de um professor de linguas dizer que não há obrigação em pronunciar tudo corretamente. :roll:

Não existe isso de dizer que "can significa poder e pronto", visto que você mesmo lembrou de "estar apto", "saber fazer".


Não houve qualquer confusão aqui. Mas, percebo que você é bem chegado a frases extremas e é por isso que nos vimos afundando em uma discussão bem longa por coisas que, tecnicamente são simples. É claro que, dependendo do contexto, certas palavras podem mudar de tradução, como é o caso do verbo "can". Mas, como default, nós temos que "can" = "poder". Se eu digo "I can", eu digo "eu posso", não há erro aqui. Não é a palavra que deixa de ter sentido, é a frase que dá um outro sentido extra à palavra em questão. O sentido de "can" é "poder", não há erros aqui. Porém, a frase (contexto) em questão, pode alterar esse sentido para "saber fazer". Isso não é privilégio do inglês. No português (já que estamos traçando esse palarelo entre as duas linguas) temos termos da frase e recursos literários que alteram o sentido das palavras (as vezes completamente). Mesmo assim, cada palavra tem seu próprio sentido como default.

Eu não disse que acho ruim, só disse que se ilude quem pensa que tudo é 100% traduzível "e pronto".


Mas cara, me corrija se eu estiver enganado, mas não é por isso também que eu prefiro que palavras como Warforged, Ranger e Warlord se mantenham no original?

Você mesmo deu o exemplo do ranger.


Por isso. Wizard é mago, traduzindo do inglês para o português. Mas Ranger, traduzindo nesse mesmo sentido, não vai dar em nada palpável à lingua portuguesa.

Só que não existe um correspondente exato em potuguês para cada palavra em inglês, é isso também que quero dizer. Ótimo, wizard é mago, mas aí temos witch (no masculino), sorcerer, mage, magus, enchanter, warlock...


E daí? Estamos falando de tradução de inglês para o português, não o contrário. Esse problema da tradução do mago do português para o inglês aconteeu com o Rogue (Ladino). Temos várias traduções possíveis, como você sabe. Com certeza, ladino, foi a escolha mais feliz dos tradutores, pois representa as possibilidades da classe, assim como o Rogue original.

Então, eu não usei isso para dar um poder de validação absoluto a tudo que eu disse, tanto que estou conversando e argumentando.


E diria que não mesmo que estivesse. Você começou argumentando, mas começou a, seguidamente, se focar mais em tentar mostrar alguma inaptidão minha sobre os tópicos discutido que argumentando em si. Quer que eu refresque a sua memória? :roll:

Vê-se bem que você não entendeu o que eu quis dizer por "mentalidade burguesa".

(explicar que é bom o seu suposto ponto de vista que eu fui incapaz de perceber, nada. Conclusão: o que eu disse sobre não traduzir Warforged é uma "mentalidade burguesa". E apenas o fato de eu não "saber" o que você quis dizer com "mentalidade burguesa" já comprova o absurdo na minha afirmação, não é isso? :roll: )

Todos esses juízos são baseados em achismos. Você não apresentou argumentos concretos, bons exemplos, fontes ou coisa parecida, só professou um amontoado de opiniões baseadas em preconceitos lingüísticos (facilmente detectáveis por mim ou pelo Arcanix, por exemplo, que, afinal, estudamos a coisa a sério). Você não está disposto a ouvir argumentos, está refutando com absurdos. Essa discussão já está virando off (mas eu continuaria).

(Em outras palavras: eu sou incapaz de proferir qualquer argumento que sirva para lhe contradizer, não é isso? :roll: )

você pode ter feito um psicólogo chorar, mas você tem de reconhecer que, se essa é a nossa área, se estamos estudando o assunto, temos mais que opinião a respeito das coisas, temos alguma experiência que pode ser válida.


Acho que, nesse ponto, não me fiz entender corretamente: quem disse que eu sequer sou da área de psicologia? Acho que o que eu disse antes sequer lhe fez sentido. Vou lhe explicar: acontece que, o fato de você ser da área, não implica que você sabia sobre tudo. Talvez um simples leigo entenda desse ou aquele aspécto até melhor que você. Como eu disse, o professor costuma aprender mais que os alunos num curso, pois os alunos também têm algo a oferecer em termos de conhecimento. (Note que, aqui, estou me referindo a professor e aluno como uma relação genérica entre sábio e leigo)

Em outras palavras. Não subestime o conhecimento de ninguém, espere que ele argumente e apenas contra-argumente. Não há qualquer necessidade de se dizer que é especialista no assunto. Ainda mais se, como você diz, não se tem a intenção de "mostrar superioridade" no assunto.

mas existe mesmo essa tendência de se desprezar qualquer conhecimento em Humanas para comparação com qualquer coisa, como se não houvesse ciência ali


Eu nunca despreso conhecimentos. Fosse assim, eu estaria curtindo com a sua cara pelo fato de você ser "professor de português", profissão bem menosprezada pela sociedade. Pelo contrário. Em momento algum eu desprezei a sua posição ou o assunto em discussão. Ao contrário de você que, em vários momentos, menosprezou minha suposta "falta de conhecimento" no assunto, simplesmente porque o que eu disse até então deu "brechas" para você poder contra-argumentar. Na verdade, se as dicussões fossem contidas de argumentações perfeitas sobre todos os pontos de vista, elas teriam apenas dois posts, não é verdade? Não teria mais nada para discutir após isso. :)

Não estou (e nem o Arcanix) usando isso como argumento, mas só que você agora resolveu tomar uma direção de se ofender, me acusar de generalizar o que você está falando e começar a alfinetar, sendo que até agora eu estava falando de fatos e citando exemplos. Metade desse seu último post é composta desse tipo de alfinetada que, sinceramente, já nos levou longe do assunto e não rendeu em nada.


Quer um lencinho para se assoar agora?

Primeiro. Se você não generalizasse, nossa discussão seria duas vezes mais rápida. Só alguns exemplo para refrescar a sua memória:

Kasuya escreveu:Frescura. Vamos encarar os fatos: a lingua portuguesa é péssima para formular nomes compostos (e quanto mais auto-explicativo o nome tenta ser, pior ainda). Então pra quê tentar traduzir e adaptar?

Seu_Madruga escreveu:Isso é mentalidade de colono, cara. É meramente um problema de tradução, nada a ver com uma suposta superioridade da língua inglesa.

(eu apenas falei de UM defeito da lingua portuguesa que, por algum motivo, a lingua inglesa leva vantagem e você generalizou achando que eu falava que o inglês era "superior" à lingua portuguesa)

Kasuya escreveu:Ficaria um pouco estranho chamá-los de Warforged e ficar apelidando-os de "Forjados" ou de "Forged". O primeiro não ia condizer com o nome que não foi traduzido, o segundo iria perder parte do sentido por uma questão de nocão: é um pouco ridículo uma conversa em roleplay num jogo medieval usando termologia em inglês enquanto se fala em português. Dá um tom de gíria e isso mata completamente o clima medieval da interpretação

Seu_Madruga escreveu:Refresque minha memória. Quem foi que disse que: (...)

Então é louvável não traduzir "ranger" e "warlord" ao mesmo tempo em que é ridículo usar terminologia inglesa num jogo em português? Sério, decida-se.

(Outra generalização. Quando eu disse que é ridícula a pronúncia de termos em inglês, eu mensionava dentro do jogo, em roleplay, não me referia aos termos metajogo, como você pode ver com uma análise mais precisa.)

(Bem, acho que já é o suficiente. E olhe que isso é só o começo da nossa discussão. Temos muito exemplo pela frente se você ainda achar que eu preciso ser mais convincente quanto às suas generalizações :))

Ou você argumenta com um biólogo dizendo que aranhas e camarões são insetos, e quando ele diz que são outra coisa você responde "ah, você me entendeu"? Assim é fácil desconhecer alguma coisa e discutir.


Péssimo exemplo. Eu falei que você entendeu o que eu quis dizer. Em momento algum eu achava que estava conversando com um professor de linguas, logo não fazia o menor sentido eu usar a terminologia "abertura da vogal" para um suposto leigo, a não ser que eu quisesse me exibir. Qualquer leigo no assunto entenderia por "tom" a forma como a vogal seria pronunciada perfeitamente e tenho certeza que você também o fez.

Na analogia que você fez, um exemplo mais feliz seria um leigo dizer que, para resolver alguma questão de física (eletricidade) tería-se que usar a "lei das cargas" quando na verdade, a terminologia correta é "Lei de Colomb". Mas tenha certeza que, ao ver a questão o físico entendeu muito bem a que "lei" o leigo se referia. Um exemplo bem simples, é verdade, mas enquadra bem o que eu estava falando quanto à terminologia de "tom".




Bem, por agora é só. Vou continuar discutindo quando eu tiver tempo, ok? Desculpem a demora. :)
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Tradução de warforged?

Mensagempor Madrüga em 08 Jan 2009, 18:04

Então palmas, vai discutir sozinho.
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Tradução de warforged?

Mensagempor arcanix.szat em 13 Jan 2009, 23:39

Vou tacar uma Ressurreição no tópico.

Apenas para reafirmar: Wizard NÃO é Mago. A tradução correta seria bruxo.

Feminino / Masculino
Witch = bruxa / Wizard = bruxo.
Girl = menina / Boy = menino
Bitch = cadela / Dog = cachorro

E, porque nos livros consta Mago como a tradução para Wizard?

Arcanix escreveu:agora veja que entre os pressupostos de tradução se encontra um que é chave: a tradição.



Ok, ainda espero ser respondido:
Arcanix escreveu:Enfim, traduzir um nome para indicar algo que a classe faz é um argumento válido. Agora, conservar para manter a sonoridade “imponente” é algo que, reafirmo, não importa. A não ser em casos como os que eu já citei acima. E a “grandiosidade” do som da palavra é algo totalmente desconsiderado para uma tradução de termos de RPG.

Dificuldade em traduzir e manter o sentido do som seria: “O rato roeu a roupa do rei de Roma”, onde os sucessivos “erres” lembram o barulho da roedura do rato.

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Mensagempor Madrüga em 13 Jan 2009, 23:47

Arcanix, não é bem assim. Isso de que a tradução "correta" de wizard é "bruxo" é balela, e você deveria saber disso. Você não pode basear isso num argumento de que "witch é bruxa, logo wizard é bruxo". Os idiomas não funcionam assim e o inglês não enxerga a questão de gêneros de substantivo dessa forma.

Lembrando que "witch" já teve uso extensivo no masculino. Ou você não lembra do Witch-King de "Senhor dos Anéis"?
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Tradução de warforged?

Mensagempor WillDice em 14 Jan 2009, 05:59

Peraí, em todos os dicionários de inglês que consultei, a definição "The male equivalent of witch." só apareceu para Warlock, nunca para Wizard.

Exemplo:
wizard (plural wizards) (feminine wizardess)
(fantasy) One who uses (or has skill with) magic, mystic items, and magical and mystical practices.
One who is especially skilled or unusually talented with a particular field.
(computing) Computer program or script used to simplify complex operations for an inexperienced user.

warlock (plural warlocks)
The male equivalent of witch.
(obsolete) A traitor or oath-breaker.
(obsolete) The Devil, Satan; a demon.
(originally Scotland and Northern UK) A man in league with the Devil; a male magic-user, a wizard.
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Tradução de warforged?

Mensagempor Madrüga em 14 Jan 2009, 10:22

Tens razão, Will.

Mas ainda continuo achando que não tem nada a ver, por exemplo, afirmar que "mulher" é o feminino de "homem". Não é bem assim.
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Mensagempor Léderon em 14 Jan 2009, 10:34

Seu_Madrüga escreveu:Mas ainda continuo achando que não tem nada a ver, por exemplo, afirmar que "mulher" é o feminino de "homem". Não é bem assim.
Melhor analogia do mundo, Madgie. :aham:
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Tradução de warforged?

Mensagempor WillDice em 14 Jan 2009, 12:58

Eu tava postando mais pro Arcanix, Madruga.

Se é para ter uma tabelinha boy / girl, ela seria witch / warlock e não witch / wizard.

E de qualquer jeito, o conceito de wizard é mais amplo que witch e warlock.
Wizard é "aquele que pratica mágica", enquanto witch e warlock costumam ser pejorativos, e incluem uma ligação com "o demônio", "maldições" (para witch) ou "traição" (para warlock).
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