_Virtual_Adept_ escreveu:Em outra campanha, um dos jogadores ousou insinuar que o Príncipe da cidade poderia estar errado. Em represália, o grupo inteiro foi crucificado e morto ainda na primeira sessão. A história vem em primeiro lugar, de fato...
Sério. É isso que me faz odiar os RPGistas de Manaus: praticamente TODOS eles são assim. Pensam que "interpretar" se resume a "babar o ovo dos NPC's do Mestre". Não há atitude mais babaca e narcisista.
VA, eu já tive de matar um jogador desses. Na empolgação do momento, o Príncipe estava tentando conversar e a reação dele foi:
"Ele tá querendo saber muito. EU CUSPO NA CARA DELE!"
Aí não dá.
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Lune falou de manter autoridade na mesa. Mas tem vezes em que isso é
impossível. Estou me lembrando aqui de uma história, de Vampiro, em que o bando Sabá dos jogadores precisava de uma informação, mas isso os colocava em rota de colisão com a capela Tremere da cidade. Ao invés de ter o mínimo de sutileza, os jogadores resolveram chegar com a bota na porta. Um deles ERA um Tremere com fé verdadeira e Humanidade 9; ele encheu a paciência de todo mundo e, como o personagem era bem-feito, ele estava segurando bem sua Humanidade alta (pô, alguém quer horror pessoal e drama no grupo,

)... resolvi deixar.
O bando era composto de um Tzimisce koldun (caminho do fogo), um Tzimisce que descendia dos Bratovitch (convenientemente com Potência ao invés de Animalismo), um Ravnos
antitribu, um Gangrel urbano e um Assamita (que era meu personagem e não estava na história).
Assim que um deles resolveu meter bala no REGENTE da capela, eu pressenti o TPK. Depois de uma rápida luta e MUITA sorte, o gangrel urbano matou o regente com suas garras... e resolveu pegar o CORPO dele, colocar uma ARMA na cabeça e pedir para os outros Tremere recuarem. Foi morto impiedosamente.
Outro, o Tzimisce Bratovitch, era membro da Mão Negra e resolveu ajudar... para minutos depois ficar Aleijado (dano agravado) dentro de um carro, pateticamente tentando usar seu celular para convocar os membros da Mão Negra.
O Ravnos morreu por bobagem, também; ele usava muito mal suas ilusões (bem, lembremo-nos que ele tentou dar Cruel Realidade em si mesmo).
A cereja do bolo foi a luta dos dois irmãos: os dois jogadores eram de fato irmão e competiam por TUDO. E calhou de, nessa confusão toda, eles se encontrarem... e começarem a se matar. O Tremere com Fé e o Tzimisce koldun; nessa hora, a Humanidade do Tremere foi pro saco e eles começaram uma luta física e de regras que aborreceu todo mundo. Simplesmente
não dava para interromper. Eu (e os outros amigos) estava vendo a hora em que os jogadores iam sair na porrada.
A briga era porque um deles mordeu a PERNA do outro e causou algo como 5 de dano agravado, o que efetivamente mataria o outro (pela letra fria da regra). O mordido argumentava que isso era ridículo, e que não dá para morrer de mordida na perna. O outro começou a reclamar que isso era porque ele morreu, e estava reclamando. E se instalou um mal-estar tão grande que depois de um tempo eu (o narrador) e os outros jogadores nem tentamos mais interromper. Dez minutos depois, o koldun vira pra mim e fala: "quer saber? Vou usar meu caminho do fogo 5 e criar um minivulcão debaixo do carro" (eles estavam quebrando o pau dentro de uma limusine). Rolou os dados, explodiu o carro, matou a si mesmo e ao personagem do irmão.
A essa altura, só restou o Bratovitch, todo queimado, reclamando que, nas cinco rodadas
in-game desde que ele chamou a Mão Negra, ninguém apareceu. Respondi que era impossível, a essa altura, SE fossem aparecer, eles estariam amarrando os sapatos ainda. Ele ainda quis tentar dirigir, naquele estado. Um aprendiz com Tecnomancia suficiente parou o carro e ele foi capturado, com destino incerto.
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Depois dessa história, um desânimo muito grande se abateu sobre todo mundo. Todos frustrados pelo plano ruim, pelo fato de TODOS terem morrido, por termos perdido muito tempo com aquela rixa cretina dos dois irmãos... e eu ainda dei uma bronquinha, que foi burrice, que ser Sabá não significa ser idiota, etc. Mas não dava pra interromper a briga quando ela ocorreu. Foi deprimente mesmo. O pessoal ficou um tempo ali, com as fichas dos personagens mortos na mão, meio com vergonha de encarar os outros...