Psiquismo tem lugar no D&D?

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Psiquismo tem lugar no D&D?

Mensagempor Kinn em 11 Out 2007, 14:37

Ora, eu posso escolher como inimigo favorito apenas humanóides... Isso me torna menos caçador e mais um assassino de seres pensantes, no entanto não deixei de ser ranger.

Acho interessante companheiro animal ser opção (embora tecnicamente já o seja, já que em minha mesa o ranger do grupo não tem nenhum). Sua concepção de achar errado ranger de Eryntull é exatamente isso: sua concepção. Eu particularmente acho estranho, mas achei coerente da forma que você descreveu.

Quanto a psiônicos, eles são tão core agora que as regras de magia são meio que baseada na de poderes psiônicos (pelo menos pareceu isso nos spoilers iniciais). Pelo que entendi agora, a mecânica de spell points (que na prática seria idêntica à de power points) será apenas efeito especial, diferindo o mago do psion apenas em suas particularidades de efeitos in game: um é estudo e pantomimas (verbo , gesto e componentes); o outro vem da mente e possui efeitos colaterais típicos (visuais, sonoros, olfativos, mentais ou gera pequenas porções de matéria).

Se psiônicos não fossem parte importante do D&D nos ultimos livros não sairiam caixas de texto trazendo versões em poderes psi das spell-like deles. Se admitissem fichas psiônicas logo no livro core a Wizards teria esse trabalho a menos. Mas como psiônicos ainda tem preconceito, criado por pessoas como você, Letthul, a Wizards precisa ficar fazendo esse trabalho de português fazendo double post nas fichas de monstros... :evil:

Mind flayer, aboleth, couatl, , githyanki, githzerai, duergar, yuan ti são todos monstros icônicos de D&D e todos conhecidos como Psiônicos, usando fichas com spell-like :evil: Isso é feio... :sobrancelha:
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Psiquismo tem lugar no D&D?

Mensagempor Letthull em 11 Out 2007, 17:11

Eu acho que você levou a idéia de matador divino bem mais longe do que o que foi divulgado. Rangers e druidas são classes divinas desde a primeira edição em que surgiram, ponto. Não vejo por quê isso mudaria agora. Descrevê-lo como matador divino é uma mera abstração de papel + fonte de poder. Paladinos são defensores divinos e clérigos são líderes divinos, sim, mas isso não implica em um objetivo de que pra cada divindade você possa seguir qualquer uma das classes. Existem deuses que favorecerão os defensores, outros os líderes e outros os matadores. E, quando o druida sair em um Livro do Jogador II ou algo do gênero, se ele se tornar o controlador divino, também não vai significar que Pelor vai ter druidas só porque druidas são os controladores divinos.

Mas não estou dizendo que você está errado. Pode ser até que acabe sendo como você disse. Afinal, já sabemos que haverá paladinos para todos os alinhamentos. Pode bem ser que generalizem tanto o ranger ao ponto dele nem precisar mais ser um caçador dos ermos, podendo ser urbano e tal. Daí, teremos rangers naturebas como estamos acostumados, mas também teremos batedores militares, investigadores urbanos, táticos de escaramuça... Só quero dizer pra não nos precipitarmos e assumirmos idéias que não foram confirmadas ainda.


Talvez o modo como eu tenha escrito, pode ter mudado o sentido que quis dar à minha dissertação.
Mas, o que eu quis dizer, foi que, o Ranger agora, não vai ser mais um personagem exclusivo de um ambiente. Como tínhamos antes, um livro chamado Masters of the Wild, onde certamente já ligávamos o nome à pessoa ranger, bárbaro e druida. Foi o que eu quis dizer, e como você disse sobre o Paladino. Eu creio, que todas as classes serão altamente customizaveis, a ponto de personalizar para qualquer tema - sem precisar se restringir à terrenos, votos, etc.

O que eu acho bom. Pois isso quebra preconceitos.

Sobre meu preconceito à Psiônicos. Sim, sou preconceituoso, não gosto da abordagem de psiônicos no mundo material de cenários medieval-fantásticos. Até porque, eu não acho coerente, o desenvolvimento mental, numa cenário onde nem plástico, nem eletricidade existem...
Pra outras raças, por ser uma habilidade latente, até considero válido.

Sou contra, e sempre serei, da inclusão de Psions no Core. Como eu disse antes em outro post, as regras tem que cooexistir com o cenário. Um em função do outro. Se as regras de Psions foi desenvolvida, de forma que, para a magia, também funciona, é uma coisa. Incluir isso em todos os cenários, só porque os magos mandam magias com a mesma regra dos Psions, não faz sentido.
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Mensagempor Kinn em 11 Out 2007, 22:28

Letthull escreveu:Sobre meu preconceito à Psiônicos. Sim, sou preconceituoso, não gosto da abordagem de psiônicos no mundo material de cenários medieval-fantásticos. Até porque, eu não acho coerente, o desenvolvimento mental, numa cenário onde nem plástico, nem eletricidade existem...
Pra outras raças, por ser uma habilidade latente, até considero válido.

Sou contra, e sempre serei, da inclusão de Psions no Core. Como eu disse antes em outro post, as regras tem que cooexistir com o cenário. Um em função do outro. Se as regras de Psions foi desenvolvida, de forma que, para a magia, também funciona, é uma coisa. Incluir isso em todos os cenários, só porque os magos mandam magias com a mesma regra dos Psions, não faz sentido.


Leia a série Darkover de Marion Zimmerman Bredley. É psiônico e medieval (em geral) e funciona. Aliáis o esquema das disciplinas foi copiado descaradamente dali.

Admitir psionicismo como surgido a partir de evolução tecnológica é uma limitação conceitual... funciona pro mind flayers se admitir o plot descrito do Lord of Madness. Mas tem 2 poréns:

1) Os mind flayers vieram à época de jogo e poderiam ter deixado escapar o psionicismo para as raças que escravizaram (como githyanki, githzerai, duergar e outros aleatórios, pra ão falar de outros seres como blue, gem dragons etc.) Assim sendo, o psiquismo estaria presente na forma de classes, pq a partir dessas classes poderia ter se difundido.

2) De novo, Lord of Darkness, os aboleths se intitula a criatura maisantiga vivente. E são psiônicos. Mesmo caso de cativos escapados poderiam se aplicar a estas criaturas, mas isso é só um elemento menor do plot.

Não estou só defendendo psionicismo no core pq as regras deles se mostraram melhor não... mas porque na lógica eles já existem. O que você reclama de mim em meu post anterior, eu reclamo da Wizards que admite criaturas com 'psionicismo latente' mas usando regras de magia - só 'pra ser simples'. É o mesmo caso de que você reclamou.

E não tem muita diferença esse psionicismo latente pro funcional, pois todo psionicismo tem origem na mente do indivíduo, quer seja Psi-like, nível de classe ou niveis raciais em classe psiônica (como dragões tem niveis raciais de feiticeiro).

Pra psiquismo é tudo latente...
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Mensagempor Eltor Macnol em 12 Out 2007, 01:48

Esse tópico nasceu de uma discussão paralela iniciada no tópico sobre D&D 4E. Como o assunto estava rendendo, e é bem interessante por si só, as mensagens pertinentes foram separadas em um tópico novo.

Por favor, continuem a conversa aqui! :)

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Mensagempor Cebolituz em 12 Out 2007, 09:44

Eu pra falar a verdade nunca fui chegado ao psionismo no D&D.

Sei lá, na minha opinião, é um conceito meio "futurista demais" para o que o cenário propõe. Eu acho que o psionismo não cai bem no quesito "fantasia-medieval". Pois quando penso em psiônicos, já me vem a mente armas a laser, naves espaciais, alienígenas mosntruosos, guerras planetárias, pessoas com habilidades sobrenaturais, cyborgues e afins.

Por isso, concordo com o senhor Letthul em não incluir os psiônicos no Core e continuar sendo apenas uma das opções dos diversos suplementos que a Wizards nos dispõe.
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Mensagempor Youkai X em 12 Out 2007, 11:49

Embora muitas criaturas que fazem parte do core, como Githyankis, duergar, Yuan-ti, Illithid, Aboleth e etc são psiônicas e interessantes demais para terem seus verdadeiros poderes deixados de lado. Poderiam ter já opções de psionismo para as raças core e até mostrar como fazer campanhas com Githyankis


Pra mim psionismo em mundo fantásticos ralmente fica bem longe da típica fantasia medieval. Ficaria mais parecido com locais assemelhados a Atlantida e civilizações antigas e enigmáticas.
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Mensagempor ShinRyuu em 12 Out 2007, 12:11

Letthull escreveu:Sobre meu preconceito à Psiônicos. Sim, sou preconceituoso, não gosto da abordagem de psiônicos no mundo material de cenários medieval-fantásticos. Até porque, eu não acho coerente, o desenvolvimento mental, numa cenário onde nem plástico, nem eletricidade existem...
Pra outras raças, por ser uma habilidade latente, até considero válido.


Ué, e o que é o mago senão alguém que desenvolveu sua mente até uma memória prodigiosa, a quebra de barreiras dimensionais e a imposição da sua vontade sobre a realidade tangível? Não sei, acho que a sua idéia é que psionismo seria algo exclusivo de ficção científica ou quadrinhos americanos, como uma evolução ou mutação da espécie. E é uma idéia perfeitamente válida. No entanto, D&D não bebeu só das mitologias antigas, mas também das mitologias contemporâneas, como a obra de terror de H.P. Lovecraft, na qual boa parte das aberrações de D&D são baseadas, com toda aquela idéia de antigos deuses extraterrestres/extradimensionais de pura insanidade e corrupção. Acredita-se que os mindflayers sejam fortemente inspirados por Cthulhu, por exemplo. Esse contexto de horror extradimensional é apenas um dos sabores de psionismo que cabem perfeitamente em D&D. Outro sabor é o da evolução pós-apocalíptica do cenário Dark Sun (apesar de que esse cenário era baseado na idéia de que a energia mágica do mundo foi esgotada e a energia psiônica é diferente e continua presente) e um terceiro sabor é o de Planescape, que está até sendo discutido em outro tópico aqui do fórum, no qual a convicção de um indivíduo ou, principalmente, das massas, é capaz de alterar a realidade. Além dos já citados caçadores do Plano Astral e zelotes do Limbo (respectivamente, githyanki e githzerai), que já são marca registrada de D&D. Eu concordo, sim, que psionismo não se encaixa numa campanha estritamente tradicional de D&D e, portanto, justifica-se omitir dos livros básicos. Mas acho importante perceber que o preconceito se deve às premissas que cada um assume em um jogo de D&D, sendo que vários cenários de D&D alcançaram sucesso e reconhecimento justamente por quebrar a tradição e dar um passo além. E isso é importantíssimo pro enriquecimento da "literatura rpgística".

Letthull escreveu:Sou contra, e sempre serei, da inclusão de Psions no Core. Como eu disse antes em outro post, as regras tem que cooexistir com o cenário. Um em função do outro. Se as regras de Psions foi desenvolvida, de forma que, para a magia, também funciona, é uma coisa. Incluir isso em todos os cenários, só porque os magos mandam magias com a mesma regra dos Psions, não faz sentido.


Cara, pra mim, psionismo se encaixaria perfeitamente como uma mera ordem de magos, que é mais forte com certos tipos de magias e usa (ou não usa) itens exóticos pra reforçá-las mais ainda. Claro, teria-se que adicionar uma mecânica que removeria os componentes ritualísticos das magias e substituísse por outra limitação, como menos magias, mas acho que são parecidos o suficiente para algo assim.
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Mensagempor CF em 12 Out 2007, 12:19

Acredito ser uma mera questão de gênero. Não é comum ver psiquismo em obras de fantasia. E a menos que o cenário (ou a campanha) faça um pusta trabalho de tornar esse tipo de poder bem integrado com o cenário (como é o caso de Dark Sun e Eberron), o psiquismo sempre parecerá algo meio "jogado". Como se fosse posto alí só para satisfazer os jogadores que gostam disso.

Youkai X escreveu:Poderiam ter já opções de psionismo para as raças core e até mostrar como fazer campanhas com Githyankis


Tipo o mini-cenário "Knights of the Lich Queen" que veio na Polyhedron comemorativa pelo número 100 da Dungeon Magazine?
[]'s
Carlos Frederico "Spellcaster" F M Veiga

E não se esqueçam de visitar o meu site: http://www.covil.org
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Mensagempor Youkai X em 12 Out 2007, 12:38

Interessante, CF. Acho que vou querer trocar unjs MPs sobre isso.
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Mensagempor Eltor Macnol em 12 Out 2007, 12:39

MPs nada! Fale aqui no tópico mesmo, porque eu fiquei curioso (e aposto que mais gente ficou). :aham:
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Mensagempor Roquen em 12 Out 2007, 12:43

Olha, pra mim o psionismo é apenas um tipo de magia diferente. Só. Não vejo pq não utilizar num cenário medieval.
There's a hole in the world like a great black pit,
And the vermin of the world inhabit it,
And its morals aren't worth what a pig could spit,
And it goes by the name of London.


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Mensagempor Letthull em 12 Out 2007, 13:37

Ué, e o que é o mago senão alguém que desenvolveu sua mente até uma memória prodigiosa, a quebra de barreiras dimensionais e a imposição da sua vontade sobre a realidade tangível?


Mas eu não vejo a magia, como um benefício de um dom.
Eu prefiro ver a magia como a quebra das regras da realidade, por meio de rituais, gestos, e fórmulas, no estilo alquimista de mutar a realidade, porém, mais refinado e avançado.

Olha, pra mim o psionismo é apenas um tipo de magia diferente. Só. Não vejo pq não utilizar num cenário medieval.


O Psiquismo, não tem fórmula, não tem gestos (a não ser o de comprimir os músculos até as veias quase explodirem), então eu considero sim, diferente da magia. Se o mestre prefere considerar igual a magia, então beleza. Eu não gosto, nem acho que combine com o tipo de cenário que eu gosto.
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Mensagempor Wykthor em 12 Out 2007, 14:58

100% a favor do psiquismo DESDE QUE o cenário comporte isto. Se o "points of light" for genérico o suficiente para abranger este tipo de poder, oor que não :) ? Até porque há monstros clássicos do CORE (Mind flayer, Ilithid, yuan-ti) que poderiam servir como origem do desenvolvimento destes poderes nos humanóides.
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Bestiário: Sentinela Nacarita, Druhak, Centauro da Lua Nova (Lápito), Kurapsu
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Mensagempor AKImeru em 12 Out 2007, 17:09

Sobre meu preconceito à Psiônicos. Sim, sou preconceituoso


Então pare de postar sobre algo que não faz a minima ideia. (Preconceitos com REGRAS de um JOGO DE RPG é dose viu.)


Psionismo, da maneira que foi criada em D&D me lembra os povos nordicos e algumas tribos indigenas.

Foge de Tolkien, é um conceito novo, interessante e bem mais equilibrado que a magia antiga.


Então é justamente por isso você vê um bando de gente choramingando que não é "Medieval" e outras baboseiras assim.

Dica: Só porque não estava em tolkien, não o faz "imcompativel" com D&D ou qualquer outro rpg pseudo medieval heroico.
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