Luminus, mais uma vez, você tá viajando na maionese. O DMG diz claramente que o fluff de todos os poderes do jogo fica em aberto pro DM e seus jogadores definirem como preferirem. Não existe erva daninha, saudosismo nem merda nenhuma desse tipo. Isso não afeta o jogo; pode afetar a estória, se for decisão do DM, mas adivinha? É pra isso que SERVE o DM. Senão estaríamos jogando wargame ou estória cooperativa sem narrador.
CUIDADO: a interpretação de um personagem é incumbência de seu jogador, não do mestre.
Nada a ver, cara. Quem define como a magia é tratada no mundo da campanha é o DM, não o jogador. Fica inteiramente a critério do DM definir os limites da criatividade do jogador. Alguns DMs deixarão sem limite, e isso é perfeitamente válido. Mas eu como DM posso perfeitamente impedir um jogador de descrever sua magia como uma aura de purpurina que brota dos seus poros, acompanhada de um perfume de flores e ervas, da mesma forma como posso (e o DMG explicitamente me respalda nisso) definir que você precisa de 1 mão livre pra usar qualquer magia ou precisa invocar palavras de poder em alto e bom tom, deixando os detalhes dos gestos e palavras pro jogador.
Rituais não são magias, nem vancianas nem nada. Rituais são Rituais, Magias são Magias, tudo isso muito claramente definido nas regras da 4.0D&D. Magias, como existiam até à 3,5D&D não existem mais.
LOL?
Que são diferentes de 3.5 ninguém tem dúvida, mas dizer que não são magias? São ciência então?
E se o grupo quiser dar a descrição que o poder do Guerreiro é proveniente de "forças arcanas ocultas" nada impede, da mesma forma que no 3D&T nada impede um Guerreiro com uma Havaiana-de-pau causar o mesmo dano que um com um Machado de duas mãos...
RPG não te impede nada, te habilita. Mas daí a distorcer o conceito são outros quinhentos. Estamos discutindo sobre o oficial. No oficial, a fonte de poder marcial é algo interno, a arcana é externa e indefinida (afinal, arcano = oculto) e a divina vem dos deuses. Portanto, é evidente que marcial é proeza, arcano é magia e divino é milagre, e o nome sugere que se manifesta através de preces. Tudo bem que o nome em si é sobretudo um termo de jogo, mas se fizeram questão de chamar um de spell e o outro de prayer, em vez de termos ainda mais genéricos, existe uma clara intenção de direcionar a interpretação desses elementos de jogo.
"Spell" vem de fala. O uso mais comum se refere a "soletrar", mas no jogo se refere à arcaica expressão "magic spell", ou seja, palavras que pessoas acreditavam (e algumas ainda acreditam) que manifestam poder mágico. A referência à fala em "spell" é tão forte e evidente pra alguém que tem inglês como língua materna quanto "prayer". Não tem o que discutir aqui. Você é tão livre pra ignorar isso quanto é de caracterizar tua magia com purpurina, pois isto é RPG. Mas estamos falando do flavor oficial.