[D&D] Discutindo as edições

Venha trocar idéias sobre os mais variados sistemas de RPG e seus cenários.

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Mensagempor Vincer em 10 Abr 2009, 13:55

Olha, na época que eu fui introduzido ao rpg a segunda edição era o que tava na moda. E naquela época eu já achava o sistema quebrado (e sem falsa modéstia, tinha até um sistema caseiro mais coeso. E eu ainda era um moleque). Entende meu ponto? Os criadores do rpg não conseguiam pensar em nada melhor? É disso que estou falando.

E não precisa olhar décadas no futuro para falar mal das edições atuais. Se você me conhece sabe que eu nunca gostei da terceira edição.

Muito menos da quarta.

Felizmente a wizards está acertando a mão em algumas coisas agora. Mas está perdendo a mão em outras. Vamos ver no que isso vai dar...
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Mensagempor Sr. Pichu em 10 Abr 2009, 22:02

Lorde da Dança escreveu:
mas o AD&D, pelo menos os básicos, não vinham com "nenhum mundo".


Greyhawk, era o cenario oficial até a terceira edição (graças a moradin terminou).

nops
Greyhawk é cenário oficial só na 3.x
AD&D era um "mundo aberto"
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Mensagempor Lorde da Dança em 10 Abr 2009, 23:02

nops
Greyhawk é cenário oficial só na 3.x
AD&D era um "mundo aberto"


Mas, e todo aquele lore-super-incrível-detalhado-mega-especial-awesome-chocolate do manual dos monstros, ele devia se referir á algum cenário.
E se não tiver cenário, então teremos um grave problema, pois o certo seria terem um sistema de classes aberto para que o mestre decidise como as coisas funcionam no mundo dele.
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Mensagempor Youkai X em 10 Abr 2009, 23:40

O livro dos monstros do AD&D tinha monstros de Greyhawk, FR, Al-Qadim, Planescape, Spelljammer, Ravenloft e demais cenários.
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Mensagempor Nibelung em 11 Abr 2009, 00:05

O Livro dos Monstros de AD&D que foi publicado aqui é um compêndio de vários monstros de vários cenários. Aliás, foi a partir daquela versão de AD&D que o "Monster Manual" passou a fazer parte da tríade de livros básicos.

Tinha referências de Greyhawk no Livro do Jogador. Nas magias. Melf, Bigby, Mordenkainen, etc. Mas nada de "cenário" mesmo. 3.5 tem os deuses de Greyhawk como panteão básico, por exemplo.
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Mensagempor Corvo da Tempestade em 11 Abr 2009, 01:14

Mas, e todo aquele lore-super-incrível-detalhado-mega-especial-awesome-chocolate do manual dos monstros, ele devia se referir á algum cenário.


Mais de 300 tipos diferentes de monstros em um único cenário :queixo: . Só por curiosidade: alguem já utilizou todos os monstros desse livro? (não em uma mesma campanha...claro)
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Mensagempor Luminus em 11 Abr 2009, 09:19

Não, nunca consegui... mas faltam poucos, como por exemplo o "boi maldito"... coisas difíceis de se ambientar, fraga?

E!

P.S.:
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Mensagempor Sr. Pichu em 11 Abr 2009, 10:26

Corvo da Tempestade escreveu:
Mas, e todo aquele lore-super-incrível-detalhado-mega-especial-awesome-chocolate do manual dos monstros, ele devia se referir á algum cenário.


Mais de 300 tipos diferentes de monstros em um único cenário :queixo: . Só por curiosidade: alguem já utilizou todos os monstros desse livro? (não em uma mesma campanha...claro)

quase todos
acho que só não usei o Big T. até agora
uma campanha lendária de Dragões ajudou bastante nisso XD
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Mensagempor Luminus em 11 Abr 2009, 11:55

Macacos sanguinários também eram uma boa pedida... fazer os jogadores passarem pelos mamíferos é o que há!

Olha o Javali atacando com -7 pv's!!!

E.
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Mensagempor planes em 11 Abr 2009, 13:17

Lorde da Dança escreveu: E se não tiver cenário, então teremos um grave problema, pois o certo seria terem um sistema de classes aberto para que o mestre decidise como as coisas funcionam no mundo dele.


Na verdade não é uma analise tão simples assim.

AD&D não era um sistema que realmente existia sem cenário, é diferente da 3a edição onde você tinha D&D e o sistema d20 (e portanto faz sentido falar de um cenário core), você tinha apenas AD&D e seus cenários (que eram muitos, inclusive ambientações históricas).

Na época da 1a edição tinhamos o GreyHawk, então era uma relação mais direta até aparecerem outros cenários, especialmente FR que se tornaria carro-chefe do sistema. Ainda assim quando você pegava a caixa From the Ashes para jogar GreyHawk na 2a edição você aplicava as regras dos outros livros sem modificações (ao contrário de mundos como Birthright, onde elfos não possuaim crenças em deuses e não podiam ser clérigos, mas por serem mestres das artes arcanas não tinham limite de nível para magos e podiam ser bardos), inclusive não descreviam deuses semi-humanos, apenas referenciavam o livro Monster Mythology que não era um suplemento direto para GreyHawk e sim uma espécie de "continuação" para Legends&Lore.

Desta forma apesar de não ser um mundo padrão, muito do que você lê em AD&D se relaciona com GreyHawk e outras ambientações, assim como o Livro dos Monstros que er auma compilação dos compentiso mais alguns extras de mundos específicos.

Eu quis dizer que, para os criadores do hobby virem com um sistema tão quebrado, ainda mais que eram a maior empresa do ramo, eles fizeram algo muito errado. Continuo achando AD&D um erro tremendo. Eles poderiam ter feito melhor.


Mas aí você está sendo meio injusto. Se você for pegar a filosofia atual de sistemas realmente AD&D vai soar datado e muito bagunçado, mas na época a 2a edição foi um grande avanço em relação a 1a edição e obsessão por regras que imperava na decada de 80 (ele é de 1989). O sistema foi muito bem recebido na época, chegou a ganhar o origins em um ano dominado pelo Call of Cthulhu e teve muita influencia em jogos que viriam depois.

Em outras palavras, quando eu falo em simulacionismo, eu falo em regras simulacionistas. Jogadores simulacionistas preferem sistemas mais detalhados e críveis. Entre D&D 4ª e 3.5, qual é o mais simulacionista?


Aí que está, eu não vejo diferença.

D&D sempre teve uma "realidade" própria que requer algumas abstrações para fazer sentido. Regras como pontos de vida, avanços localizados e outras foram feitas mais para criar um estilo de jogo que para serem realistas.

O D&D 4a edição faz a mesma coisa, adicionando mais elementos nestas abstrações (se pontos de vida não representam apenas saude diretamente por que não ter um metodo de recuperação distinto?). Acho que o maior motivo para acharem o D&D 3a edição mais crível é o simples costume, jogam a tanto tempo que é isso que já faz sentido.

Vamos ser sinceros. RPG não é um bom produto para se vender. Ok, é um péssimo produto para se vender. Quem gostaria de vender um produto que ao saber a sua mecânica básica, com o resto da sua imaginação você não precisa comprar mais nada da sua linha pelo resto de sua vida?


D&D é outro nível, ele é um RPG que vende bem se comparado a livros. Ele é do tipo que esgota impressões com facilidade, vende figuras de cententas de milhares de cópias e sempre emplaca um ou outro best seller (e não há categoria própria para RPGs).

Além disso americano típico adora suplementos, até mesmo aventuras prontas tem mercado lá fora apesar de não chegarem perto de um potencial de venda de um suplementos de regras que é a mina de ouro lá fora. Não adianta produzir splats com conteudo e livros em primeira pessoa com cenários, o que a galera curte comprar são suplementos que expandem as regras (que não é algo que você sai criando a não ser que tenha muito tempo livre) e D&D 4a edição tem facilidade por ser totalmente expansivel, até mesmo classes já publicadas podem ser expandidas mediante ao uso das power cards (já tem gente aguardando ansiosamente o Martial Power 2 sendo que o primeiro não tem nem 6 meses de mercado).
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Mensagempor Lorde da Dança em 11 Abr 2009, 13:26

Na verdade não é uma analise tão simples assim.

AD&D não era um sistema que realmente existia sem cenário, é diferente da 3a edição onde você tinha D&D e o sistema d20 (e portanto faz sentido falar de um cenário core), você tinha apenas AD&D e seus cenários (que eram muitos, inclusive ambientações históricas).

Na época da 1a edição tinhamos o GreyHawk, então era uma relação mais direta até aparecerem outros cenários, especialmente FR que se tornaria carro-chefe do sistema. Ainda assim quando você pegava a caixa From the Ashes para jogar GreyHawk na 2a edição você aplicava as regras dos outros livros sem modificações (ao contrário de mundos como Birthright, onde elfos não possuaim crenças em deuses e não podiam ser clérigos, mas por serem mestres das artes arcanas não tinham limite de nível para magos e podiam ser bardos), inclusive não descreviam deuses semi-humanos, apenas referenciavam o livro Monster Mythology que não era um suplemento direto para GreyHawk e sim uma espécie de "continuação" para Legends&Lore.

Desta forma apesar de não ser um mundo padrão, muito do que você lê em AD&D se relaciona com GreyHawk e outras ambientações, assim como o Livro dos Monstros que er auma compilação dos compentiso mais alguns extras de mundos específicos.



Acredito que o certo deveria ser: AD&D tiver um sistema de classes livre, para que os livros de cenário, e APENAS eles troussessem (é assim que se escreve?) os limites de classe e nível para cada raça. Se eu fizese um cenário próprio as raças teriam que ter as mesmas restrições raciais de greyhawk. (lembrando que não estamos levando house-rules em conta).
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Mensagempor Lector em 11 Abr 2009, 19:23

Nibelung escreveu:O Livro dos Monstros de AD&D que foi publicado aqui é um compêndio de vários monstros de vários cenários. Aliás, foi a partir daquela versão de AD&D que o "Monster Manual" passou a fazer parte da tríade de livros básicos.

Tinha referências de Greyhawk no Livro do Jogador. Nas magias. Melf, Bigby, Mordenkainen, etc. Mas nada de "cenário" mesmo. 3.5 tem os deuses de Greyhawk como panteão básico, por exemplo.


não exatamente, o AD&D primeira edição teve um Monster Manual, que aliás, foi o primeiro livro de AD&D a ser publicado. Eventualmente foi até publicado um Monster Manual 2
Quando o AD&D segunda edição foi lançado, a TSR, de acordo com o mercado na época, achou que o conceito dos Monstrous Compendium seria uma tática melhor, mas não deu muito certo e na versão revisada o Monster manual renasceu como livro básico

e na primeira edição, extra-oficialmente, tudo era feito pra se encaixar em Greyhawk, assim como quase tudo que o Gygax fazia pra AD&D, mesmo que isso não fosse oficializado, mas é por isso que Greyhawk é o cenári oficial de D&D mais "feijão com arroz"
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Mensagempor planes em 11 Abr 2009, 21:57

Lorde da Dança escreveu:Acredito que o certo deveria ser: AD&D tiver um sistema de classes livre, para que os livros de cenário, e APENAS eles troussessem (é assim que se escreve?) os limites de classe e nível para cada raça. Se eu fizese um cenário próprio as raças teriam que ter as mesmas restrições raciais de greyhawk. (lembrando que não estamos levando house-rules em conta).


Não sei. Na época do AD&D 2a edição não tinha muito disso de usar cenário próprio. Existiam sistemas alguns sistemas genéricos quando ele foi lançado e o que começava a caracterizar a linha era a presença de cenários de peso (isso que tornou D&D o maior RPG do mercado por larga margem). Sempre que alguém perguntava se jogava AD&D perguntavam em que mundo (existiam cenários prontos a rodo, muitos deles com linhas próprias gigantescas).

Da 3a edição em diante a coisa mudou de figura, o sistema começou a ser algo separado da marca e nesta 4a edição a coisa mudou de vez de figura com descrições baseadas em ganchos e linhas de cenários ainda mais reduzidas para ter mais variedade de set regras (o que facilita bastante a criação de cenários próprios).

O modelo genérico se enquadra bem no modo que o mercado está hoje em dia, mas no inicio da decada de 90 (e final de 80) o que fazia diferença era ter ligação com um bom cenário (Runequest, Traveler, Star Wars, Vampiro todos om cenários bem desenvolvidos).
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Mensagempor Lorde da Dança em 11 Abr 2009, 22:43

mas no inicio da decada de 90 (e final de 80) o que fazia diferença era ter ligação com um bom cenário (Runequest, Traveler, Star Wars, Vampiro todos om cenários bem desenvolvidos).


Você me decepcionou, década de noventa. :putz:
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Mensagempor planes em 11 Abr 2009, 23:21

Lorde da Dança escreveu:Você me decepcionou, década de noventa. :putz:


Não peguei o inicio da decada de 90 como jogador (peguei mais o meio para frente), mas parte da galera que começou a mestrar para mim (na epoca dos grandes clubes de RPG de BH) era desta época e era tudo mais ou menos nestes termos.

Lembro que quando comecei a jogar não existia muito isso de "jogar AD&D", a galera jogava Forgotten, DragonLance ou outro mundo qualquer, não lembro de ter visto uma unica ambientação própria para AD&D nas convenções que fui. Mas também com a quantidade e qualidade de opções disponiveis era mais comum escolher uma a seu gosto e mandar bala.
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