Kinn escreveu:Na verdade cada classe, especialmente a partir do PHB2 tenta inovar na mecanica.
Observem os lideres do PHB1 bem similares com o do PHB2 com suas mecanicas diferentes e arrojadas.
Ou os strikers com seus curse e quarry quase iguais, o ladino com o furtivo mais forte em troca da restrição de uso... Agora observe os strikers do PHB2: o barbaro não tem nada em comparação com eles ou o avenger com sua mecanica de acerto ampliado para compensar a falta do recurso de dano extra...
O Artifice com sua forma de curar e agir buffando aliados de forma bem diferenciada...
OS designers estão inventando mecânicas diferenciadas para cada classe, porque são elas que justificam as classes; senão é só uma build com um nome diferente.
Eu gostei da idéia, mas não gostei de ser essa a mecânica para todas as classes psiônicas - deveria ser só a do psion. Tenham calma que apesar de tudo isso é um preview. Comentem o que acharam e a wizards vai ouvir como foi no caso da matéria do ranger que foi tão ruim que refizeram ela.
Não é o mesmo caso cara. Mudanças pequenas em elementos da mecanica não são problema. O problema é que o Psion tem uma mudança DRÁSTICA demais.
O Artificer, mesmo antes dessa edição tinha uma mecanica nova (que foi rejeitada) de ter poderes que precisavam ser ativados durante o short rest. Isso é bem diferente das outras mecanicas do sistema e muito mais único do que as outras habilidades dele. Mas não quebra o sistema. 4D&D é um sistema de excessão, a gente sabe, mas ainda assim existem algumas bases que, se alteradas, geram problemas no sistema. Não pro personagem própriamente dito, mas pras interações entre eles.
Por exemplo, todos os poderes afetavam ou movimento ou ataque, nunca os dois. O Monge chegou com as full disciplines. Um poder de movimento e um poder de ataque pelo preço de um só. Mas apesar de tudo, isso não afeta as interações entre os poderes dele e o dos outros. Ele ainda tem poderes a vontade, por encontro e diários, ainda perde e recupera esses poderes como todos, tem a mesma quantidade que a maioria (cuja maior oscilação pertence ao Druida Humano, com 4 poderes at will), poderes que recuperam diarios e por encontro funcionam normalmente com eles, e por ai vai. O Avenger a mesma coisa, os ataques dele tem mais precisão do que poder de dano, mas ainda assim a raiz da mecânica é a mesma. Bárbaro ídem. Mudam detalhes, alguns importantes, alguns menores, mas a BASE, a raiz de tudo, continua.
O Psion não tem isso. Peguemos um poder qualquer de algum dos lideres que recupere um poder de encontro, como tem tantos por aí. Como eles afetariam o Psion? Ele recuperaria quantos pontos Psi? 1? 2? 4? Porque todos esses são alternativas de gastos de poder que ele tem. Ou nenhum, já que ele não tem poderes por encontro e portanto não tem como recupera-los? Um poder de reação que tenha como gatilho o uso de um poder por encontro de alguem pode ser usado contra um poder do psion?
COMO FICARIAM OS MULTICLASSE PSION?!?! Tenho feito essa pergunta/desafio desde o começo dessa discussão e ninguém foi macho de dar palpite ainda. Será que é porque nem mesmo vocês tem a menor idéia de como seria? Se os psions precisarem de talentos diferentes pra lidarem com isso, já prova que eles não são compativeis com a mecanica atual, já que exigem remendos pra interagirem com os poderes alheiros.
As mudanças que ele tem são profundas DEMAIS pra interagirem normalmente com o resto do sistema. é como era no 2AD&D em que todas as classes testavam pericias (quando as tinham, ou habilidades)com d20 e o ladrão com d100. As mudanças são profundas a ponto de exigirem uma errata em praticamente todos os poderes que interagem com poderes alheiros no jogo. Existem milhoes de maneiras de tornarem o psion e as outras classes psionicas diferentes, milhares de maneiras de se alterar as estruturas de cada classe, mas ainda assim mante-las compativeis com o resto do jogo. Mas eles escolheram a pior. Pra manterem a vaca sagrada dos psi-points.