Sim, eu vetei as bolsinhas em geral, e eu ia vetar outras soluções tidas como fáceis como a magia desejo, mas algumas tem um potencial hilário de ferrar com os jogadores. Por exemplo:
Usa-se o anel de 3 desejos para desejar que o tesouro ganhasse vida própria, obedece-se a todos os seus comandos, se movimentasse a 6 quadrados por turno e matasse qualquer um que, com excessão de vc, o pegasse sem sua autorização.
Ter vida própria não pressupõe consciência, inteligência, etc. O tesouro poderia se tornar um animal indócil, selvagem, que até obedeceria aos seus comandos,
se pudesse compreendê-los. Muitas magias de comando mental tem essa limitação, deixando a cargo do conjurador estalecer algum tipo de forma de comunicação; teu desejo também teria essa limitação. Assim sendo, o mais provável é que ele matasse teu personagem ali mesmo, por estar gritando coisas ininteligíveis para ele.
Caso o tesouro tivesse inteligência de "animal" para cima e compreendesse tuas ordens, ele poderia ter uma consiência própria, e lutar contra seu controle. Veja que você não disse "obedecesse a tdoos os meus comandos
para sempre", então a magia funcionaria como um "charm person" amplificado e que funcionasse em tesouros... até o dia em que ele se libertasse do controle e teu personagem e o matasse ali mesmo, por estar gritando ordens descabidas para ele.
Ainda, o uso da palavra "autorização" ficou ótimo. Supondo que você autorizou uma pessoa a pegar uma moeda... e então essa pessoa repassou aquela moeda a outra pessoa... sem a sua autorização. Para todos os efeitos, o tesouro é uma criatura só, não importa o quanto ele esteja "espalhado". O resultado disso é que, a cada vez em que terceiros botassem as mãos em uma parcela do teu tesouro, este sairia desembestado atrás dessa pessoa. Perceba que ele retornaria sem trazer de volta a parte que foi mexida, porque essa função você não deu a ele...
Tornar o tesouro uma única criatura não dá a ele nenhum tipo de resistência a mais, ou digamos um uso inteligente de suas frações em acordo com as extremidades: pode ser que ele adote a forma de um golem com pés de cristal, ou de um enxame onde as moedas giram e agem como um moinho e acabam por destruir todas as peças de arte e artesanato dentro dele (mais ou menos como aquelas faixas de propaganda que as pessoas amarram nas ruas ficam furadas com a passagem do vento e da poeira). O único senso de preservação do tesouro é quanto à unicidade, à falta de suas partes, e não necessariamente quanto ao estado de suas partes. Se nada de mais acontecesse, ele provavelmente se destruiria mais e mais quando lutasse com aqueles que pegaram suas peças sem a sua "autorização", ao dar socos com mãos de cerâmica/livros/etc.
Muitos outros furos existem nesse desejo, alguns deles tão hilários que é melhor nem dizer... portanto, eu já ri o suficiente por aqui, e a partir de agora, satisfeito que estou, eu veto o uso de magias/estratégias desse tipo na resolução do problema.
Mas a resposta do Cigano ainda é correta.
E.