Tendências e Interpretação no D&D 4E

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Tendências e Interpretação no D&D 4E

Mensagempor Lofwyr em 30 Ago 2007, 16:32

ShinRyuu escreveu:Eu vejo essa abolição mais como um agrado pra galera que não entende ou não gosta (se bem que eu acho que a maioria de quem não gosta, desgosta só porque não entende). É válido, mas acho isso uma regressão mais do que uma evolução, que seria o objetivo da 4ª edição. Mas, enfim, isso é o mínimo, especialmente frente a tantas boas novidades. :mrgreen:


O objetivo da 4ª edição é atrair mais jogadores, vender mais (como qualquer produto). Então, se a maioria das pessoas não gosta do sistema de tendências, seja por não gostar ou simplesmente por não entenderem, faz sentido que eles retirem. Mas acredito que os conceitos por de trás do sistemas de tendência não sejam difíceis de serem inseridos de volta para quem quiser "houserullear" a questão.

O que fica no ar é o que será que eles irão colocar como substituto na questão de definir, em ficha, traços da personalidade dos personagens. Sistema de características? Natureza/Comportamento?? Acho que simplesmente tirar o sistema de tendência e não colocar nada no lugar deixa um vácuo no sistema, não?
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Mensagempor Darin em 30 Ago 2007, 16:41

criariam arquétipos, heheh...
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Mensagempor CF em 30 Ago 2007, 18:20

Lofwyr escreveu:O que fica no ar é o que será que eles irão colocar como substituto na questão de definir, em ficha, traços da personalidade dos personagens. Sistema de características? Natureza/Comportamento?? Acho que simplesmente tirar o sistema de tendência e não colocar nada no lugar deixa um vácuo no sistema, não?


E precisa de alguma coisa? Não é como se as pessoas não conseguissem definir a personalidade de seu personagem sem algo amparado nas regras.
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Mensagempor Lofwyr em 30 Ago 2007, 18:32

CF escreveu:E precisa de alguma coisa? Não é como se as pessoas não conseguissem definir a personalidade de seu personagem sem algo amparado nas regras.

Na minha opinião, se o mestre pensa em, de algum modo, premiar ou punir a boa ou má interpretação de personagem (por má interpretação entenda um personagem cujo a personalidade fica se alterando de acordo com a conveniência), ele precisa de algum tipo de controle de análise sobre o mesmo.

Claro, este controle não precisa estar especificado nas regras. O GM pode simplesmente solicitar de cada um dos jogadores que escreva em um papel qualquer algumas características do personagem... mas quantos jogadores realmente fazem isto se não for, de algum modo, exigido pelas regras? Necessário ou não, um sistema de características, seja via tendência ou seja outro, auxilia no pautar a interpretação e definir o personagem. Caso contrário qualquer tentativa do mestre de criticar a interpretação de um jogador pode ser recebida com um "ah, tipo, meu personagem é assim... hora ele é de um jeito... hora de outro... coisa e tal."

Por isto eu curto a idéia de características, tão adotada por tantos RPGs, pois premia o personagem que opta por uma característica negativa que dê 'profundidade' ao personagem, e sistematiza a cobrança desta característica, bem como lhe confere regras para simbolizar o conflito do personagem com tais características negativas. Claro, isto varia de grupo para grupo.

Espero ter sido claro.
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Mensagempor WillDice em 30 Ago 2007, 18:41

Lofwyr escreveu:Na minha opinião, se o mestre pensa em, de algum modo, premiar ou punir a boa ou má interpretação de personagem (por má interpretação entenda um personagem cujo a personalidade fica se alterando de acordo com a conveniência), ele precisa de algum tipo de controle de análise sobre o mesmo.

Por que as pessoas dão tanta importância a isso?

Não me refiro a interpretação, mas sim a "premiar" ou "punir" interpretação "boa" ou "má". :roll: Mais precisamente, de ter algum tipo de "controle" sobre a interpretação. :what: Vixe!
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Mensagempor Darin em 30 Ago 2007, 18:50

Coerencia? ...

Acho que esse é o objetivo do alinhamento e whatever...
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Mensagempor Lofwyr em 30 Ago 2007, 18:51

WillDice escreveu:Por que as pessoas dão tanta importância a isso?
Não me refiro a interpretação, mas sim a "premiar" ou "punir" interpretação "boa" ou "má". :roll: Mais precisamente, de ter algum tipo de "controle" sobre a interpretação. :what: Vixe!

Por que é um "Jogo de Interpretação de Papéis"? Consequentemente por jogo você assume regras, perdas e ganhos, e por de Interpretação de Papéis você assume que a mesma faz parte das regras?? :linguinha:

Vou dar um exemplo que acho que você irá entender melhor:

Vamos pegar um personagem clássico dos cenários de RPG que, como a maioria dos personagens clássicos, possue limitações claras. Raistlin Majere. Digamos que um jogador na sua mesa queira fazer um personagem similar ao Raistlin... ou seja, um mago poderoso, mas que tem o corpo frágil e conjurar magias normalmente o deixa fatigado o suficiente para que seu irmão Caramon tenho de o tirar do campo de batalha no ombro. :desisto:

Se existe uma característica do tipo "Eu sou igual ao Raistlin", que cobra algo do personagem de forma que toda vez que ele conjura uma magia existe o risco de seu personagem ficar incapacitado (e consequentemente sob risco), o jogador irá interpretar isto inevitavelmente. Sempre irá pensar duas vezes antes de conjurar um feitiço, por exemplo.

Se é deixado ao cargo do jogador interpretar o fato, sem um embasamento em regra, se torna uma conveniência. O jogador nunca vai pestanejar ou hesitar ao executar um feitiço, pois sabe que ele só cai se ele quiser, e normalmente isto só será quando não houver o risco de ele perder o personagem por fazê-lo... que a tal característica que dá profundidade ao personagem só existe quando lhe é conveniente.

Isto vale para qualquer característica de personalidade, principalmente as negativas.

*PS.: Não estou tentando mudar seu ponto de vista nem divulgar nenhum tipo de 'ethos' aqui... só achei que existia a possibilidade do meu ponto de vista não ter ficado claro na mensagem anterior, e resolvi deixá-lo mais claro aqui. Valeu a atenção.

Coerencia? ...

OWNED!! :desisto:
Escrevi dois posts gigantescos e o cara disse tudo em uma palavra, um ponto de interrogação e três pontinhos. :cascudo:
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Mensagempor Tenebrus em 30 Ago 2007, 23:13

Lofwyr escreveu:Na minha opinião, se o mestre pensa em, de algum modo, premiar ou punir a boa ou má interpretação de personagem (por má interpretação entenda um personagem cujo a personalidade fica se alterando de acordo com a conveniência), ele precisa de algum tipo de controle de análise sobre o mesmo.


Não concordo.
Um personagem não pode ser inconstante?

Uma interpretação boa dispensa o trabalho do mestre ter que olhar na ficha pra ver se ele está agindo de acordo com o personagem.

Se teu personagem é leal e age de acordo, o mestre não vai precisar olhar na tua ficha pra ter certeza de que você é leal. O fato de o mestre premiar sem nem ao menos perguntar sobre tendência é o que te faz saber que tá interpretando bem.

E outra, imagine que você interpreta muito bem, só que depois o mestre olha na tua ficha e vê que a tendência não está de acordo, duvido muito que ele vá falar "Olha, você interpreta bem mas sinto muito, na sua ficha ta dizendo o contrário, não posso te premiar.", provavelmente ele vai te premiar e te falar a tendência adequada.
"Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência. Porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer."
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Mensagempor Agnelo em 30 Ago 2007, 23:30

Tenebrus escreveu:Uma interpretação boa dispensa o trabalho do mestre ter que olhar na ficha pra ver se ele está agindo de acordo com o personagem.


Aí entramos num problema que eu enfrentei (na era do bronze) quando tentei narrar Vampiro, e mesmo no AD&D: O que diabos é uma boa interpretação? Eu já dei prêmio em XP pra um Vingador (variante caseira do paladino) porque ele matou o paladino do grupo com um ataque pelas costas, mas...

falando sério...

eu não me orgulho de ter permitido isso...

não foi divertido...


Mas pra entrar no ponto, o que é uma boa interpretação? Como medir isso sem uma "régua" apropriada?

Em Dungeins & Dragons essa regua é a tendência, em Storytelling os Vícios e Vírtudes

Como medir uma boa interpretação sem uma medida?
Eu amo você. Você é meu único filho e tenho orgulho de você. Você trouxe à sua mãe e a mim mais alegria do que eu achei que houvesse. Seja bom pra ela e cuide bem dela.

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Mensagempor Elven Paladin em 30 Ago 2007, 23:42

E porventura, para quê premiar o Roleplay? :sobrancelha:

XP deve ser concedido por desafios que alguém supera ( Independente do método que utilizar ), não por boa representação. A boa representação é recompensada por ela mesma, seja tendo mais atenção e destaque no jogo, seja via fama ou infâmia.
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Mensagempor Agnelo em 31 Ago 2007, 00:07

Sorcerer of Shadow escreveu:E porventura, para quê premiar o Roleplay? :sobrancelha:

XP deve ser concedido por desafios que alguém supera ( Independente do método que utilizar ), não por boa representação. A boa representação é recompensada por ela mesma, seja tendo mais atenção e destaque no jogo, seja via fama ou infâmia.


E porque não? Aliás, de onde tu tirou isso? Eu disse que o jogo era AD&D, nele tu ganhava um bonus em XP por "boa interpretação". Por isso nada mais justo do que eu fizesse isso...


Além do que tu críticou o meu jogo e ão me respondeu:

Locke escreveu:Mas pra entrar no ponto, o que é uma boa interpretação? Como medir isso sem uma "régua" apropriada?

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Como medir uma boa interpretação sem uma medida?
Eu amo você. Você é meu único filho e tenho orgulho de você. Você trouxe à sua mãe e a mim mais alegria do que eu achei que houvesse. Seja bom pra ela e cuide bem dela.

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Mensagempor Tabris em 31 Ago 2007, 00:29

Locke Winchester escreveu:
Sorcerer of Shadow escreveu:E porventura, para quê premiar o Roleplay? :sobrancelha:

XP deve ser concedido por desafios que alguém supera ( Independente do método que utilizar ), não por boa representação. A boa representação é recompensada por ela mesma, seja tendo mais atenção e destaque no jogo, seja via fama ou infâmia.


E porque não? Aliás, de onde tu tirou isso? Eu disse que o jogo era AD&D, nele tu ganhava um bonus em XP por "boa interpretação". Por isso nada mais justo do que eu fizesse isso...


Além do que tu críticou o meu jogo e ão me respondeu:

Locke escreveu:Mas pra entrar no ponto, o que é uma boa interpretação? Como medir isso sem uma "régua" apropriada?

Em Dungeins & Dragons essa regua é a tendência, em Storytelling os Vícios e Vírtudes

Como medir uma boa interpretação sem uma medida?

Não é tão difícil descrever a personalidade d seu personagem, os vicio e virtudes do True20 estão lá para facilitar isso, assim como os arquétipos de Storyteller (Natureza e Comportamento) e até um certo nível as tendências de D&D, o problema das tendências já é como elas funcionam, ao menos na minha opinião.
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Mensagempor Darin em 31 Ago 2007, 01:08

Nem todos os jogadores de grupos interpretativos são mestres da interpretação....

Vamos dizer que estamo num grupo onde tem um orc guerreiro que combate o mal e caça os assaltantes e bandidos que fazem enrascadas, mas que tbm tenta pegar a maior parte dos recursos para ele... E se ele tiver colocado só Mal e Neutro na ficha dele? Ele está sendo legal ao que está escrito? depende do ponto de vista... Mas o ideal é que ele se torna-se caótico e então se manifestasse dessa forma, para ele ter coerencia... Se ele faz um tipo para parecer bonzinho, ou se o ato dele de querer mais q todo mundo é errado...

Se fossemos pensar em só jogadores ideais para fazer tudo no RPG, muita coisa deixaria de existir... inclusive o mestre como conhecemos...então não vamos entrar nessa conversa...


Uma bússula para a interpretação é que não vai deixar de ter...
Editado pela última vez por Darin em 01 Set 2007, 10:04, em um total de 1 vez.
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Mensagempor WillDice em 31 Ago 2007, 11:43

Se um moderador quiser transferir a conversa para outro tópico, vá em frente, terá meu apoio.

Por que é um "Jogo de Interpretação de Papéis"? Consequentemente por jogo você assume regras, perdas e ganhos, e por de Interpretação de Papéis você assume que a mesma faz parte das regras??

Por Interpretação de Papéis eu assumo que você representa um papel.

Vamos pegar um personagem clássico dos cenários de RPG que, como a maioria dos personagens clássicos, possue limitações claras. Raistlin Majere. Digamos que um jogador na sua mesa queira fazer um personagem similar ao Raistlin... ou seja, um mago poderoso, mas que tem o corpo frágil e conjurar magias normalmente o deixa fatigado o suficiente para que seu irmão Caramon tenho de o tirar do campo de batalha no ombro.

Se existe uma característica do tipo "Eu sou igual ao Raistlin", que cobra algo do personagem de forma que toda vez que ele conjura uma magia existe o risco de seu personagem ficar incapacitado (e consequentemente sob risco), o jogador irá interpretar isto inevitavelmente. Sempre irá pensar duas vezes antes de conjurar um feitiço, por exemplo.

Se é deixado ao cargo do jogador interpretar o fato, sem um embasamento em regra, se torna uma conveniência. O jogador nunca vai pestanejar ou hesitar ao executar um feitiço, pois sabe que ele só cai se ele quiser, e normalmente isto só será quando não houver o risco de ele perder o personagem por fazê-lo... que a tal característica que dá profundidade ao personagem só existe quando lhe é conveniente.

Isto vale para qualquer característica de personalidade, principalmente as negativas.


Isso não é personalidade coisa nenhuma, é limitação física. Lógico que é coberto pelas regras.
Deve ser levada em conta, sim, na interpretação, e influencia a personalidade, mas seu exemplo acaba sendo bitolado.

Quer dizer que eu não posso, digamos, representar um mago com essa limitação, mas que mesmo assim não pensa duas vezes antes de conjurar um feitiço, sempre se dando mal por causa disso mas sendo um impulsivo incorrigível?

Ser limitado fisicamente por si só não dá profundidade nenhuma ao personagem. É a forma como ele reage à sua limitação que o torna interessante ou não. E você quer uma forma de impor a atitude do personagem ao jogador, de controlar isso? Putz.

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falando sério...

eu não me orgulho de ter permitido isso...

não foi divertido...

Sem querer parecer metido a sabe-tudo, o que eu acho é que essa preocupação com "recompensar de alguma forma a interpretação" é que resulta nisso.

Interpretação com interpretação se paga. Quanto melhor os jogadores interpretam seus personagens por pura diversão, mais vívida deve se tornar a experiência de jogo. Isso não se compra com XP, sinto muito.

Mas pra entrar no ponto, o que é uma boa interpretação? Como medir isso sem uma "régua" apropriada?

Você já tem a régua mais importante do RPG. A diversão do grupo. Isso deveria bastar. Está divertido, está certo.

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Como medir uma boa interpretação sem uma medida?

Por que "medir"? Medir serve para comparar. Mede-se a força para se comparar com o peso que o personagem pode carregar, por exemplo.


Pra quê medir a interpretação? Vai comparar com o quê? Qual o objetivo disso? Tem uma medida "certa" e única para cada caso? Isso não restringe o jogador em uma direção? O importante é a mentalidade do personagem como um todo ou os rótulos que você joga nele?
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Mensagempor Agnelo em 31 Ago 2007, 11:57

WillDice escreveu:Se um moderador quiser transferir a conversa para outro tópico, vá em frente, terá meu apoio.


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WillDice escreveu:Pra quê medir a interpretação? Vai comparar com o quê? Qual o objetivo disso? Tem uma medida "certa" e única para cada caso? Isso não restringe o jogador em uma direção? O importante é a mentalidade do personagem como um todo ou os rótulos que você joga nele?


Acho que não devo ter me expressado bem, eu jogo (jogava) pra me divertir, nunca fiz aula de teatro e em D&D 3ª também deicei de premiar por interpretação, pelo menos com XP.

Eu quis dizer que como leigo com teatro eu posso querer essa régua pra ajudarpara que o jogo possa fluir da melhor forma, para que todos se divirtam.

Eu gosto dessas amarras pra poder me ajudar a criar um personagem interessante e [i]interpretá-lo de forma divertida.


Se você consegue fazer isso sem apoio das regras ótimo, mas eu ainda acho que as regras ajudam nisso.
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