Se um moderador quiser transferir a conversa para outro tópico, vá em frente, terá meu apoio.Por que é um "Jogo de Interpretação de Papéis"? Consequentemente por jogo você assume regras, perdas e ganhos, e por de Interpretação de Papéis você assume que a mesma faz parte das regras??
Por Interpretação de Papéis eu assumo que você representa um papel.
Vamos pegar um personagem clássico dos cenários de RPG que, como a maioria dos personagens clássicos, possue limitações claras. Raistlin Majere. Digamos que um jogador na sua mesa queira fazer um personagem similar ao Raistlin... ou seja, um mago poderoso, mas que tem o corpo frágil e conjurar magias normalmente o deixa fatigado o suficiente para que seu irmão Caramon tenho de o tirar do campo de batalha no ombro.
Se existe uma característica do tipo "Eu sou igual ao Raistlin", que cobra algo do personagem de forma que toda vez que ele conjura uma magia existe o risco de seu personagem ficar incapacitado (e consequentemente sob risco), o jogador irá interpretar isto inevitavelmente. Sempre irá pensar duas vezes antes de conjurar um feitiço, por exemplo.
Se é deixado ao cargo do jogador interpretar o fato, sem um embasamento em regra, se torna uma conveniência. O jogador nunca vai pestanejar ou hesitar ao executar um feitiço, pois sabe que ele só cai se ele quiser, e normalmente isto só será quando não houver o risco de ele perder o personagem por fazê-lo... que a tal característica que dá profundidade ao personagem só existe quando lhe é conveniente.
Isto vale para qualquer característica de personalidade, principalmente as negativas.
Isso não é personalidade coisa nenhuma, é
limitação física. Lógico que é coberto pelas regras.
Deve ser levada em conta, sim, na interpretação, e influencia a personalidade, mas seu exemplo acaba sendo bitolado.
Quer dizer que eu não posso, digamos, representar um mago com essa limitação, mas que mesmo assim
não pensa duas vezes antes de conjurar um feitiço, sempre se dando mal por causa disso mas sendo um impulsivo incorrigível?
Ser limitado fisicamente por si só não dá profundidade nenhuma ao personagem. É a forma como ele reage à sua limitação que o torna interessante ou não. E você quer uma forma de impor a atitude do personagem ao jogador, de controlar isso? Putz.
Aí entramos num problema que eu enfrentei (na era do bronze) quando tentei narrar Vampiro, e mesmo no AD&D: O que diabos é uma boa interpretação? Eu já dei prêmio em XP pra um Vingador (variante caseira do paladino) porque ele matou o paladino do grupo com um ataque pelas costas, mas...
falando sério...
eu não me orgulho de ter permitido isso...
não foi divertido...
Sem querer parecer metido a sabe-tudo, o que eu acho é que essa preocupação com "recompensar de alguma forma a interpretação" é que resulta nisso.
Interpretação com interpretação se paga. Quanto melhor os jogadores interpretam seus personagens por pura diversão, mais vívida deve se tornar a experiência de jogo. Isso não se compra com XP, sinto muito.
Mas pra entrar no ponto, o que é uma boa interpretação? Como medir isso sem uma "régua" apropriada?
Você já tem a régua mais importante do RPG. A diversão do grupo. Isso deveria bastar. Está divertido, está certo.
Em Dungeins & Dragons essa regua é a tendência, em Storytelling os Vícios e Vírtudes
Como medir uma boa interpretação sem uma medida?
Por que "medir"? Medir serve para comparar. Mede-se a força para se comparar com o peso que o personagem pode carregar, por exemplo.
Pra quê medir a interpretação? Vai comparar com o quê? Qual o objetivo disso? Tem uma medida "certa" e única para cada caso? Isso não restringe o jogador em uma direção? O importante é a mentalidade do personagem como um todo ou os rótulos que você joga nele?