Aliás, ao descartar os alinhamentos como mecânica, buscou-se outra forma de evidenciar essas diferenças, resultando na bestialização dos demônios e humanização dos diabos.Do meu ponto de vista, o que realmente mudou foi a reformulação dos planos etéreo e das sombras para o feywild e o shadowfell. Quem quiser continuar com os planos externos alinhados vai mantê-los como domínios no Mar Astral. Não sabemos quais serão os domínios "core", mas eu acho isso de pouca relevância para os livros básicos, pois é essencialmente material para cenários específicos. A mudança mais drástica, ao meu ver, foram os dois novos planos coexistentes ao material. A princípio, achei as novidades muito interessantes e cheias de potencial para novas estórias. O que ainda me incomoda é que o plano material tenha perdido a sua "quinta dimensão", etérea, e toda a tradição em volta dela. Afinal, o plano etéreo não era um mundo independente como estamos vendo que o feywild e o shadowfell serão, mas tinha toda uma utilidade para se contar estórias, explicar certas magias e criaturas.
Alinhamentos por alinhamentos, nunca os vi como necessários, mas semprei gostei do conceito como uma descrição simples de tendências de comportamento. Nas classes, servia para dizer que só pessoas disciplinadas podem aprender as artes dos monges, enquanto bárbaros precisam de uma medida de selvageria para entrar em fúria, e daí por diante. Nas magias, basicamente só serviam pra limitar o acesso de clérigos de acordo com seus credos e evidenciar aquelas magias que produziam efeitos realmente cruéis. Tem as magias de detectar alinhamento, mas quem não gosta não precisa usar. Nos monstros, a princípio, apenas descrevem suas tendências psicológicas... no 3.5 inventaram a redução de dano vencida por armas alinhadas, aí complicou um pouco mais.
O que eu acho engraçado é ver agora muita gente manifestando repulsa à mecânica de alinhamento, quando nunca foi algo difícil de remover do sistema. Ora, ela é pontual o suficiente pra isso. Difícil é equilibrar o jogo usando armaduras como RD ou rolando 3d6 em vez de 1d20. Ignorar restrições de classes e magias e voltar o sistema de RD para o grau de enantamento da arma são coisas relativamente muito simples.




Devo admitir que isso assustou um pouco.



