DracoDruida escreveu:Também acho que vira festa se ficar tirando e colocando toda hora. Gosto de gemas como algo mais marcante.
Acho que vira festa quando o DM começa a distribuir gemas a torto e a direito. Mas se, digamos, você tem uma gema
lesser e, depois de uma missão, consegue mergulhá-la em uma fonte sagrada e ela "sobe" para
greater, pronto! Taí uma abordagem que não banalizou as gemas e deixou interessante.
As implicações, claro, de se colocar e retirar gemas seriam, por exemplo, as RDs do tipo "concussivo" ou "cortante" já seriam bem menos perigosas, e vender-se-iam menos armas.
Contudo, acho interessante usar gemas em uma proposta mais
low-magic; por exemplo, eu vislumbro (tentando no meu grupo) adotar BBAs como em
Iron Heroes: baixo (+15 no 20º nível: magos), médio (+20 no 20º nível: clérigos) e alto (+25 no 20º nível: bárbaro). Isso elimina a necessidade de se ter armas do tipo "+x", pois já temos um bônus de ataque crescente que simula os +5, limite de bônus de ataque para as armas. Ou seja, menos itens mágicos banais do tipo "+x" são necessários.
Além disso, estamos usando as regras de bônus de defesa e armadura como RD. Ou seja: sem necessidade de armaduras do tipo "+x".
Nesse tipo de abordagem, os itens mágicos não são banais, muito pelo contrário. Acabam-se os bônus "+x" e adotam-se medidas legais como gemas mágicas e, por que não, runas para dar poderes às armaduras, deixando o sistema se encarregar de aumentar ataque e CA via bônus estáticos. Isso tira a ênfase na produção de itens e deixa o jogo mais versátil: o mestre não precisa colocar um "machado +3 flamejante" na aventura só porque o bárbaro tem um "machado +2 congelante"... e nem se preocupar com jogadores achando armas que não usam (um mangual atroz +1 do sangramento, por exemplo) e vendendo de maneira totalmente irreal. É mais fácil e até verossímil lidar com o comércio de pedras e runas mágicas.